Lei Estadual transforma Superintendência da Politec em Diretoria

A partir desta quarta-feira (28.04), a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) passa de Superintendência à Diretoria. A nova estrutura da Politec está prevista na Lei Complementar nº 391 de 27 de abril de 2010, sancionada pelo Governo do Estado e publicada no Diário Oficial que circulou ontem. A Lei dispõe sobre a institucionalização, organização, competência e estrutura da Politec, e atende um dos objetivos do Plano de Ações da Segurança (PAS), lançado recentemente pelo Governo do Estado.

Uma das 15 metas do PAS – o Programa de Desenvolvimento da Politec – tem objetivo de modernizar a Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado, adequando a estrutura organizacional; ampliando novos setores especializados e dotando de pessoal e equipamentos de tecnologia avançados necessários a setorização das perícias; e implantar os serviços de criminalística nos pólos da Politec de Tangará da Serra, Pontes e Lacerda, Alta Floresta, Água Boa e Primavera do Leste.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica é responsável por realizar os serviços de perícias de criminalística, de Medicina Legal e odontologia Legal no Estado, fundamentados no conhecimento técnico-cientifíco, além da identificação civil e criminal, visando atender a sociedade e a Justiça.

Antes da Lei, a Politec era composta, em Cuiabá, por quatro coordenadorias: de Laboratório Forense, a de Medicina Legal, de Criminalística e de Identificação, além de uma Coordenadoria Geral de Unidades do Interior, sendo esta, por sua vez, subdividida em coordenadorias e gerências situadas nos pólos que contam com a estrutura da Politec.

Pela Lei Complementar nº 391, as antigas coordenadorias se transformam em Diretorias Metropolitanas. Entre as gerências da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, por exemplo, a Gerência de Perícias em Vítimas de Violência Sexual e de Gênero deve atender, de forma humanizada, as vítimas desse tipo de violência.

Outros órgãos também compõem a nova estrutura da Perícia Oficial e Identificação Técnica, como órgãos de decisão colegiada; órgão de direção superior; órgão de apoio estratégico e especializado como a Corregedoria Geral da Politec, Ouvidoria, Coordenadoria de Garantia de Qualidade e Gerência de suporte a grupos e projetos de pesquisa, sendo esta última ligada diretamente à Coordenadoria de Formação Profissional.

“As atividades de pesquisa interferem na possibilidade de se realizar uma perícia. Existem pesquisas que precedem a possibilidade de realização da perícia, como as de entomologia forense e de DNA. No caso de Mato Grosso foi desenvolvida pesquisa científica – Freqüências Alélicas presentes no DNA dos indivíduos da população do Estado de Mato Grosso – para implantação do laboratório de DNA”, explicou a diretora da Politec, Patrícia de Cássia Valério Fachone.

Segundo ela, um dos pontos mais importantes da Lei é o apoio da Coordenadoria de Formação Profissional. “O conhecimento para o perito criminal é o principal instrumento de trabalho. A Politec trabalha com diversas áreas do conhecimento, como Medicina Legal, Engenharia Legal, Química Forense, Biologia Forense, entre outras, e até então não tínhamos pessoa dedicada a cuidar da formação e capacitação profissional dos peritos. Agora esse setor terá uma atenção maior para organizar cursos e toda uma estrutura voltada para formação”, disse.

A diretora afirma que a Coordenadoria de Garantia de Qualidade é outro ponto importante criado pela Lei. “A coordenadoria será competente para gerir o processo de certificação e acreditação de serviços periciais como normas nacionais (ABNT) e internacionais (ISO). É um salto de qualidade que a longo prazo vai qualificar ainda mais os serviços da Politec”, explicou. No Brasil há apenas um organismo que procede a acreditação: o Inmetro.

Outro setor criado pela Lei Complementar é a Coordenadoria de Informações Institucionais. “A análise de dados e informações previamente sistematizadas é o escopo da atuação, e é importante para o sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal como um todo”, explicou a diretora.

Conforme Patrícia Fachone, a nova estrutura organizacional da Politec visa contribuir para padrões de excelência nos serviços de ciência forense, garantindo a melhoria do atendimento nos serviços periciais.

“Essa Lei representa uma etapa no fortalecimento da perícia, pois para isso a Politec precisa de uma estrutura organizacional que permita a expansão do serviço para excelência na qualidade com conseqüente incremento da credibilidade da instituição”, completou a diretora. “É importante enxergar a perícia oficial como operadora imparcial da prova técnica, e nesse sentido como mecanismo a consignação da Justiça”, finalizou.

Original em: http://www.odocumento.com.br

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Chave encontrada com suspeitos é a que estava no apartamento da 113 Sul no dia do crime

Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil concluiu, no fim da noite desta quarta (28/4), que a chave encontrada na casa de dois suspeitos de envolvimento no triplo assassinato ocorrido no Bloco C da 113 Sul é a mesma que estava no apartamento onde foram localizados os corpos de José Guilherme Villela, 73 anos, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, e da principal empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58. O crime ocorreu em 28 de agosto de 2009.

Os peritos do IC chegaram à confirmação depois de confrontar a fotografia da chave tirada no local do crime no dia em que os corpos foram localizados: em 31 de agosto do ano passado. A prática é rotina dos especialistas, que são orientados a fotografar toda a cena em que ocorre um crime.

A constatação fez com que a Direção da Polícia Civil convocasse, às pressas, uma coletiva, marcada para esta quinta (29/4) no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Livro fala sobre o “CSI” da vida real

A Ideia & Ação, da Matrix Editora, está lançando um livro para matar a curiosidade sobre perícia criminal. Trata-se  do “Manual da investigação forense – Conheça as técnicas utilizadas para desvendar os grandes crimes”, escrito pelo jornalista Sérgio Pereira Couto. A obra mostra descrições de técnicas que os peritos utilizam para incriminar um suspeito.

E por que esta notícia literária veio parar em um blog de séries? Explico! É que no material da assessoria de imprensa li o seguinte:

“A ciência sempre foi uma grande aliada do combate ao crime. Tanto que hoje se utiliza um termo bastante em voga por causa dos seriados de TV: ciência forense. Para explicar melhor esse universo para iniciantes na profissão e até mesmo curiosos apaixonados por investigação,
Os seriados de TV como, por exemplo, CSI (Crime Scene Investigation) exibido desde 2000 despertaram tanto interesse no assunto em algumas pessoas, que, a partir disso, várias começaram a investir na carreira de perito criminal; outras simplesmente tornaram-se fãs dessas produções. Porém, desvendar um crime não é uma tarefa fácil e leva muito mais tempo do que a TV costuma mostrar.”

A obra, então, possibilita que o leitor acompanhe o passo a passo de uma investigação criminal, desde o isolamento da área do crime até as análises das evidências encontradas. Para quem curte CSI é uma boa pedida!

SOBRE O LIVRO
:: Manual da investigação forense – Conheça as técnicas utilizadas para desvendar os grandes crime.
:: 144 páginas
:: Preço – R$ 28
:: Matrix Editora

Original em: http://wp.clicrbs.com.br/foradeserie

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Sejusp abre inscrição para curso na área de Documentoscopia e Perícia Contábil

Estão abertas as inscrições para o 11º Seminário Nacional de Documentoscopia e o 3º Seminário Nacional Perícia Contábil realizados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica, em parceria com o Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais. Os encontros acontecem entre os dias 11 a 14 de maio, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Capacitar, atualizar e aprimorar os conhecimentos técnico-científicas dos profissionais da área, incentivar a pesquisa cientifica da Perícia Criminal e divulgar a produção cientifica da perícia criminal nas áreas de Documentoscopia e Contábil são alguns objetivos dos eventos. O público alvo dos encontros são Peritos Criminais, Promotores de Justiças, Juízes, Defensores Públicos, Delegados, Advogados, Policiais Federais, Civis e Militares, pesquisadores e acadêmicos e demais profissionais que atuam na área da Documentoscopia e Contábeis.

A taxa de inscrição para peritos sócios da ABC e SBML é de R$ 300,00, para peritos não sócios e outros profissionais o valor é de R$ 400,00 e para os estudantes o investimento é de R$150,00. O pagamento da taxa deve ser feito por meio de deposito para o Banco do Brasil na Agência 2128-8 e Conta Corrente 19919-2 em nome do Seminário de Documentoscopia e Perícia Contábil/ AAPC Oficiais EST MT.

A copia do comprovante de deposito deverá ser enviada para o e-mail, seminariocuiaba2010@hotmail.com ou pelo FAX (65) 3622 1399, com a identificação e e-mail do interessado.

Também estão sendo feitas as inscrições para a apresentação de trabalhos científicos na área de Documentoscopia e Perícia Contábil. Para saber como participar da exposição os interessados devem acessar o site www.abcperitosoficiais.org.br.

Para mais informações os interessados devem entrar em contato com o Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais no telefone 3622 1399 ou no site www.abcperitosoficiais.org.br.

Original em: http://www.circuitomt.com.br

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Central de Inquéritos do MP cumpre calendário de visitas às unidades policiais

Os promotores de Justiça que atuam na Central de Acompanhamento de Inquéritos e Controle Externo da Atividade Policial começaram nesta segunda-feira (26/04) a cumprir uma agenda de visitas às unidades policiais e de perícia técnica. Pretende-se, com a iniciativa, garantir uma maior aproximação dos delegados, verificar os principais problemas existentes nas delegacias e propor soluções conjuntas.

A primeira visita foi realizada na sede da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso). Além de percorrer todos os setores, conhecendo a estrutura existente no local, os promotores de Justiça também ouviram dos peritos as principais reclamações e sugestões para garantir agilidade na prestação dos serviços referentes à realização de perícias técnicas.

Foi discutido, por exemplo, uma forma para garantir a priorização de perícias que envolvam réus presos. Embora exista um modelo de requisição que discrimina a situação do réu, vários pedidos feitos pelos delegados que chegam à Politec não traz esta informação. Nos próximos dias, os promotores de Justiça pretendem se reunir com a diretoria da Polícia Civil para discutir o assunto.

Outro problema apontado foi o número reduzido de peritos. “Priorizamos as perícias referentes aos casos mais urgentes, mas, mesmo assim, não estamos conseguindo atender a demanda prioritária”, informou a superintendente de Perícia Oficial e Identificação Técnica, Patrícia de Cássia Valéria Fachone.

Durante a visita, os promotores de Justiça também conheceram o projeto arquitetônico para um novo complexo, denominado “Politec para a Copa”. A proposta é reunir todas as coordenadorias da Politec em um só lugar. Com área total de 9.665, 20 m2, o projeto está orçado em R$ 30 milhões e foi elaborado com a participação de toda a equipe.

Estiveram na Politec, os promotores de Justiça Reinaldo Rodrigues Oliveira Filho, Fânia Helena Oliveira de Amorim e Márcia Borges Silva Campos Furlan. A visita foi acompanhada pelo coordenadores de Criminalística, Rubens Okada; de Medicina Legal, Jorge Caramuru; de Laboratório Forense, Alessandra Alves; pela gerência de Perícia Externa, Pierri Biancardini e pelo perito oficial, Rubem Toebe.

De acordo com o calendário de visitas elaborado pela Central de Acompanhamento de Inquéritos e Controle Externo da Atividade Policial as próximas unidades a serem visitadas serão a Polinter, Ciscs e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DEHPP).

Original em: http://www.odocumento.com.br

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Governo inicia reforma no Instituto de Criminalística em Porto Velho

As antigas instalações do Instituto de Criminalística de Porto Velho passam por reforma e, de acordo com o Governo do Estado, que através do Departamento de Obras e Serviços Públicos (Deosp) realiza os trabalhos, devem ficar prontas até o final do mês junho.
 
Com paredes deterioradas, infiltrações e alto grau de umidade que comprometem o ambiente interno, dentre outros, o velho prédio, situado no bairro Costa e Silva já não apresentava boas condições de uso. “Sensível à situação, o Governo do Estado ordenou o desenvolvimento de projeto que suprisse essa necessidade. A intenção é não permitir o travamento dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto”, explica o diretor executivo do Deosp, Rodrigo Assis Silva.
 
De acordo com avaliação técnica feita junto às instalações do Instituto, devido à elevada umidade natural e do solo a edificação apresenta necessidade de reconstituição do revestimento das paredes, com remoção e reconstituição do reboco na parte inferior. A infestação de cupins no amadeirado e parte elétrica em estado precário também são pontos críticos. “Será necessário efetuar a descupinização da edificação em toda a sua área, com aplicações sucessivas e suficientes para garantir a eliminação total dos insetos”, explica Rodrigo de Assis. Devido a isso, as reformas foram autorizadas com indicações de urgência para conclusão.
 
Para o diretor executivo do Deosp, a reforma no Instituto de Criminalística, além de oferecer mais condições de trabalho para os técnicos do órgão, também vai propiciar mais comodidade para os usuários. “O Governo do Estado tem investido muito no setor de Segurança Pública. Uma prova disso é a construção de um novo prédio o Instituto Médico Legal que vai abrigar vários setores em uma única estrutura física”, argumenta Rodrigo de Assis.
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Laudo antecipado pela perícia de Goiânia aponta que o pedreiro morreu por asfixia

Segundo a polícia, ele usou tiras de pano para se enforcar na cela onde estava preso desde o último dia 11

Goiânia (GO) – O laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia que será divulgado em até 15 dias indicará que Ademar de Jesus Silva morreu por asfixia provocada por enforcamento. A necrópsia do corpo do pedreiro de 40 anos que confessou ter matado seis adolescentes em Luziânia (GO) começou no fim da tarde de domingo, dia em que ele foi encontrado morto, e terminou ontem, perto das 12h. O médico-legista Paulo Afonso Mendes de Campos, que coordenou o trabalho, adiantou o resultado do exame ao Correio e disse não ter dúvidas de que Ademar se matou.

Campos contou que o corpo do pedreiro não apresenta lesões recentes, hematomas ou qualquer sinal de que tenha sido agredido ou mesmo imobilizado. Também não há cortes nem perfurações. “Os sinais são de um clássico enforcamento. Não tenho dúvida quanto à causa do óbito”, disse. O laudo final só será divulgado após o resultado dos exames de sangue e de alguns órgãos. “Vamos aguardar, mas meu laudo está pronto: ele morreu por asfixia provocada por enforcamento”, reforçou o legista.

De acordo com Campos, o sangue encontrado na camiseta branca que Ademar usava no dia em que foi encontrado morto é “normal” em casos de enforcamento. “Os vasos sanguíneos foram comprimidos, as mucosas ficaram inchadas e o sangue saiu pelo nariz e pela boca”, explicou. Ainda segundo o responsável pela necrópsia de Ademar, o tempo entre o momento em que ele teria se enforcado até a morte durou entre dois e quatro minutos. “Primeiro, perdeu a consciência, depois o corpo desabou e ele morreu”, detalhou.

Ademar foi encontrado sentado em um banco de concreto da cela, de não mais que 60cm de altura, onde estava preso desde o último dia 11. A posição, contou o legista, reforça o que costumam chamar de “enforcamento incompleto”. “Provavelmente, ele pulou do banco. Mas tem gente que suicida-se sem altura, até mesmo se amarrando no trinco de uma porta”, comentou. Campos disse que Ademar pesava entre 60kg e 70kg e tinha entre 1,65m e 1,70 de altura.

Exames detalhados do sangue e das vísceras do corpo de Ademar indicarão se ele ingeriu bebida alcoólica, medicamentos ou qualquer outro tipo de entorpecente antes de ter sido encontrado morto. “O laudo dirá se ele estava consciente momentos antes da morte”, explicou Rejane da Silva Sena Barcelos, gerente do Instituto de Criminalística Leonardo Rodrigues, da Superintendência de Polícia Tecnocientífica de Goiás.

“Bem-feito”
Peritos também indicarão se a tira usada por Ademar para se matar, conforme sustenta a polícia, é do mesmo material do forro do colchão de espuma que ficava na cela de 6m². A tira foi feita com três tranças. “O cordão é artesanal e foi muito bem-feito. Ele teve tempo e oportunidade para fazer isso”, comentou Rejane. A porta da cela do assassino dos garotos de Luziânia não apresenta sinais de arrombamento.

Presos de uma cela vizinha à de Ademar contaram que ouviram ele “rasgando pano” na noite do último sábado. O forro do colchão traz rasgos de ponta a ponta. A tira possuía cerca de 1,5m de comprimento. Precisou ser cortada em três partes para ser desenrolada do pescoço de Ademar. “A perícia também dirá se foi usado algum instrumento para cortar o pano”, completou a gerente do Instituto de Criminalística.

A tira não arrebentou com o provável enforcamento de Ademar. O perito Jair Alves da Silva não estranha. Ao mostrar à reportagem os pedaços da corda, ele esticou com força as pontas e defendeu que, da forma como feita, ela seria, sim, capaz de suportar o peso de um homem do porte de Ademar.

TENTATIVA ANTERIOR
» Na entrevista em que Ademar Jesus da Silva concedeu a jornalistas no dia em que foi apresentado pela polícia, no último dia 12, como assassino confesso dos adolescentes de Luziânia (GO), ele contou que já havia tentado se matar na cadeia, em Brasília, quando cumpriu pouco mais de quatro anos de pena por ter abusado sexualmente de duas crianças. Na ocasião, segundo a versão dele, usou uma camiseta.

Três perguntas para Renata Cheim, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc)

A polícia tem como provar que Ademar se matou?
Tem, sim. Temos 10 presos que testemunham isso, dois policiais, a perícia, o levantamento do local do crime. Tudo converge para a tese de suicídio.

Existe alguma outra possibilidade?
Nenhuma: 100% suicídio. Aqui não é uma cadeia, é uma delegacia. Eu mesma verificava os presos todos os dias. Os policiais que tenho aqui são da minha confiança. A Polícia Civil não teria motivo algum para acabar com a vida desse rapaz. É sem lógica atribuir a morte dele à polícia.

Houve algum tipo de negligência?
Acredito que não. Ele estava muito decidido a praticar o suicídio. Se não tivesse a capa do colchão, ele usaria a água, bateria a cabeça em algum local, enfim, certamente ele encontraria outra forma de atingir o objetivo dele. Aconteceria aqui ou em qualquer outro lugar em que ele estivesse.

» O que será analisado

Exames de sangue e das vísceras colhidas do corpo de Ademar indicarão se ele ingeriu bebida alcoólica, medicamento ou qualquer outro tipo de entorpecente antes de ser encontrado morto.

A perícia apontará se a tira e o forro do pano que envolviam o colchonete
da cela são do mesmo material e se algum instrumento foi usado para rasgar o pano.

Presos de uma cela vizinha à de Ademar estão sendo ouvidos. Eles contam que o pedreiro ligou o chuveiro no domingo, logo após o almoço. Como o barulho da água os incomodava, gritaram pelos agentes.

Imagens de câmeras instaladas na entrada e nos corredores da delegacia onde Ademar estava preso serão analisadas para saber se alguém entrou na cela antes de ele ser encontrado morto. Não há câmeras na área das celas. O circuito interno está em fase de teste.

Trechos da coletiva da gerente do instituto de criminalística de Goiás, Rejane Barcellos

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Perícia e investigação criminal são discutidas em seminário

O Centro de Perícias Forenses de Alagoas – CPFOR, em parceria com a Academia de Polícia Civil de Alagoas – APOCAL, e a Associação Alagoana de Peritos em Criminalística – AAPC, realizou nesta quinta-feira (22), no auditório do Colégio Marista, o I Seminário Alagoano de Perícia e Investigação Criminal. Amanhã, a partir das 8h, no auditório da Secretaria de Estado de Defesa Social – SEDS, acontecerá o Workshop de Perícia e Investigação Criminal, voltado especialmente para profissionais ligados à segurança pública. As palestras acontecerão no auditório da Secretaria de Defesa Social, no Centro.

A abertura do seminário teve a presença do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, que destacou a importância da perícia criminal para o combate à criminalidade. Ele lembrou que muitos crimes ficam impunes pela falta de um trabalho eficiente de perícia que depende de tecnologia sofisticada e pessoal qualificado.

Rubim reconheceu que Alagoas ainda não de tecnologia adequada para a realização de exames mais sofisticados de perícia, mas garantiu que o governo vem buscando soluções para este problema.

De acordo com o secratário, recentemente o governo do Estado, por meio da Defesa Social, firmou convênio com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para a instalação de um banco de dados de DNA, nos casos de vítimas de crimes que não tenham sido identificadas.

“Isso significa um grande avanço para que crimes inicialmente tidos como de difícil elucidação possam ser esclarecidos, como também para que as famílias de pessoas desaparecidas possam saber o que aconteceu com seus parentes”.

O secretário revelou ainda que, por meio de convênios com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão do Ministério da Justiça, Alagoas deverá contar em breve com laboratórios de toxicologia e equipamentos modernos para determinação de causa mortis.

“Não se faz perícia criminal sem tecnologia e para isso precisa-se de investimentos. É isto que o governo alagoano está buscando, a fim de que crimes praticados, inclusive, por pessoas influentes e que denigrem a imagem de Alagoas sejam esclarecidos, e não voltem a ocorrer”, concluiu Rubim.

A diretora da Apocal, Simone Menezes, disse que no uso da técnica e da tecnologia está o futuro da investigação criminal. “A perícia e a investigação precisam ter um olhar comum para que em um trabalho conjunto possam prestar um serviço de qualidade à sociedade”, afirmou.

A perita criminal de São Paulo, Rosângela Monteiro, responsável pelo caso “Isabela Nardoni”, foi a convidada especial do seminário e também ressaltou a importância do trabalho conjunto entre a Perícia e a Polícia Judiciária.

Rosângela Monteiro destacou que a perícia criminal vem obtendo avanços nos últimos anos, embora em alguns estados brasileiros ainda esteja em seus primeiros passos. Para ela, não basta apenas investimentos em tecnologia, mas também treinamento dos peritos para que se os resultados positivos quando da expedição dos laudos periciais sejam obtidos.

Segundo ela, o caso “Isabela Nardoni” pela exposição que teve nacionalmente serviu para reforçar a necessidade de mais investimentos no setor de perícia criminal.

Também palestrante do seminário, o diretor-geral adjunto do CPFor, Alberi Espindula, destacou que a sociedade precisa entender a necessidade da preservação dos locais de crimes para que estes possam ser elucidados. “No Brasil, não se valoriza o local de crime e muitas vezes as provas são destruídas e os crimes acabam impunes”, frisou.

O seminário teve ainda a participação da delegada Ana Luíza Nogueira, chefe da Secção Especial de Roubos a Bancos, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), que fez palestra sobre “Especificidades da investigação criminal quanto à coleta de provas: uma análise da realidade alagoana”; e do perito criminal André Peixoto Braga que falou sobre os “Exames Periciais da Criminalística de Alagoas”.

Original em: http://www.alemtemporeal.com.br

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PeríciaCriminal.com no Twitter

Visando facilitar o acesso aos dados, o PeríciaCriminal.com está agora no Twitter
Veja em: http://twitter.com/periciacriminal

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Peritos apuram causas da morte de pedreiro enforcado em cela

Adimar da Silva estava preso acusado de ter matado seis jovens em Goiás.
Diretora do IC estuda possibilidade de envenenamento.

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) de Goiânia, que pode definir a causa da morte de Adimar Jesus da Silva, o pedreiro acusado de matar seis jovens em Luziânia (GO), deve ficar pronto em dez dias. Para a polícia, ele cometeu suicídio, se enforcando com uma corda feita do tecido do colchão da cela.

Peritos começaram a analisar se o tecido usado para fazer a corda é mesmo do colchão da cela de Adimar. Os peritos do IML ainda fizeram coleta de sangue pedreiro. Segundo Rejane da Silva Sena Barcelos, gerente do Instituto de Criminalística, o objetivo é pesquisar se houve evenenamento, por substância química, por medicamento que ele tenha ingerido, ou a havia a presença de álcool no sangue dele.

Adimar foi encontrado morto no domingo (18) dentro da cela na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc) em Goiânia. Ele era mantido isolado desde que foi preso, no dia 10 de abril, quando confessou ter matado os seis jovens de Luziânia. Dois agentes cuidavam da segurança da carceragem e disseram que só perceberam que o pedreiro estava morto depois de serem alertados pelos presos da cela ao lado.

A delegada do Denarc, Renata Chein, disse que ele tentou suicídio quando esteve preso em Brasília. “Então a única solução pra evitar esse tipo de situação seria deixar ele sem roupa? Ou então com um psicólogo com ele 24 horas. É realmente muito difícil manter esse tipo de custódia.”

As famílias dos adolescentes lamentaram a morte de Adimar, queriam que ele pagasse pelos crimes na cadeia. “Não queria que ele morresse agora, queria que ele pagasse na prisão. Para que sentisse um pouquinho do que fez com os meninos. E, mesmo asim, acho que foi muito cedo, ele morreu muito cedo”, disse Sonia Vieira, mãe de Paulo Victor, uma das vítimas do pedreiro.

O Ministério Público vai participar das investigações. Não quer saber somente se foi suicídio ou homicídio. Mas também se o estado falhou na missão de garantir a integridade física do preso.

Original em: http://g1.globo.com

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