Governo inicia reforma no Instituto de Criminalística em Porto Velho

As antigas instalações do Instituto de Criminalística de Porto Velho passam por reforma e, de acordo com o Governo do Estado, que através do Departamento de Obras e Serviços Públicos (Deosp) realiza os trabalhos, devem ficar prontas até o final do mês junho.
 
Com paredes deterioradas, infiltrações e alto grau de umidade que comprometem o ambiente interno, dentre outros, o velho prédio, situado no bairro Costa e Silva já não apresentava boas condições de uso. “Sensível à situação, o Governo do Estado ordenou o desenvolvimento de projeto que suprisse essa necessidade. A intenção é não permitir o travamento dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto”, explica o diretor executivo do Deosp, Rodrigo Assis Silva.
 
De acordo com avaliação técnica feita junto às instalações do Instituto, devido à elevada umidade natural e do solo a edificação apresenta necessidade de reconstituição do revestimento das paredes, com remoção e reconstituição do reboco na parte inferior. A infestação de cupins no amadeirado e parte elétrica em estado precário também são pontos críticos. “Será necessário efetuar a descupinização da edificação em toda a sua área, com aplicações sucessivas e suficientes para garantir a eliminação total dos insetos”, explica Rodrigo de Assis. Devido a isso, as reformas foram autorizadas com indicações de urgência para conclusão.
 
Para o diretor executivo do Deosp, a reforma no Instituto de Criminalística, além de oferecer mais condições de trabalho para os técnicos do órgão, também vai propiciar mais comodidade para os usuários. “O Governo do Estado tem investido muito no setor de Segurança Pública. Uma prova disso é a construção de um novo prédio o Instituto Médico Legal que vai abrigar vários setores em uma única estrutura física”, argumenta Rodrigo de Assis.
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Laudo antecipado pela perícia de Goiânia aponta que o pedreiro morreu por asfixia

Segundo a polícia, ele usou tiras de pano para se enforcar na cela onde estava preso desde o último dia 11

Goiânia (GO) – O laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia que será divulgado em até 15 dias indicará que Ademar de Jesus Silva morreu por asfixia provocada por enforcamento. A necrópsia do corpo do pedreiro de 40 anos que confessou ter matado seis adolescentes em Luziânia (GO) começou no fim da tarde de domingo, dia em que ele foi encontrado morto, e terminou ontem, perto das 12h. O médico-legista Paulo Afonso Mendes de Campos, que coordenou o trabalho, adiantou o resultado do exame ao Correio e disse não ter dúvidas de que Ademar se matou.

Campos contou que o corpo do pedreiro não apresenta lesões recentes, hematomas ou qualquer sinal de que tenha sido agredido ou mesmo imobilizado. Também não há cortes nem perfurações. “Os sinais são de um clássico enforcamento. Não tenho dúvida quanto à causa do óbito”, disse. O laudo final só será divulgado após o resultado dos exames de sangue e de alguns órgãos. “Vamos aguardar, mas meu laudo está pronto: ele morreu por asfixia provocada por enforcamento”, reforçou o legista.

De acordo com Campos, o sangue encontrado na camiseta branca que Ademar usava no dia em que foi encontrado morto é “normal” em casos de enforcamento. “Os vasos sanguíneos foram comprimidos, as mucosas ficaram inchadas e o sangue saiu pelo nariz e pela boca”, explicou. Ainda segundo o responsável pela necrópsia de Ademar, o tempo entre o momento em que ele teria se enforcado até a morte durou entre dois e quatro minutos. “Primeiro, perdeu a consciência, depois o corpo desabou e ele morreu”, detalhou.

Ademar foi encontrado sentado em um banco de concreto da cela, de não mais que 60cm de altura, onde estava preso desde o último dia 11. A posição, contou o legista, reforça o que costumam chamar de “enforcamento incompleto”. “Provavelmente, ele pulou do banco. Mas tem gente que suicida-se sem altura, até mesmo se amarrando no trinco de uma porta”, comentou. Campos disse que Ademar pesava entre 60kg e 70kg e tinha entre 1,65m e 1,70 de altura.

Exames detalhados do sangue e das vísceras do corpo de Ademar indicarão se ele ingeriu bebida alcoólica, medicamentos ou qualquer outro tipo de entorpecente antes de ter sido encontrado morto. “O laudo dirá se ele estava consciente momentos antes da morte”, explicou Rejane da Silva Sena Barcelos, gerente do Instituto de Criminalística Leonardo Rodrigues, da Superintendência de Polícia Tecnocientífica de Goiás.

“Bem-feito”
Peritos também indicarão se a tira usada por Ademar para se matar, conforme sustenta a polícia, é do mesmo material do forro do colchão de espuma que ficava na cela de 6m². A tira foi feita com três tranças. “O cordão é artesanal e foi muito bem-feito. Ele teve tempo e oportunidade para fazer isso”, comentou Rejane. A porta da cela do assassino dos garotos de Luziânia não apresenta sinais de arrombamento.

Presos de uma cela vizinha à de Ademar contaram que ouviram ele “rasgando pano” na noite do último sábado. O forro do colchão traz rasgos de ponta a ponta. A tira possuía cerca de 1,5m de comprimento. Precisou ser cortada em três partes para ser desenrolada do pescoço de Ademar. “A perícia também dirá se foi usado algum instrumento para cortar o pano”, completou a gerente do Instituto de Criminalística.

A tira não arrebentou com o provável enforcamento de Ademar. O perito Jair Alves da Silva não estranha. Ao mostrar à reportagem os pedaços da corda, ele esticou com força as pontas e defendeu que, da forma como feita, ela seria, sim, capaz de suportar o peso de um homem do porte de Ademar.

TENTATIVA ANTERIOR
» Na entrevista em que Ademar Jesus da Silva concedeu a jornalistas no dia em que foi apresentado pela polícia, no último dia 12, como assassino confesso dos adolescentes de Luziânia (GO), ele contou que já havia tentado se matar na cadeia, em Brasília, quando cumpriu pouco mais de quatro anos de pena por ter abusado sexualmente de duas crianças. Na ocasião, segundo a versão dele, usou uma camiseta.

Três perguntas para Renata Cheim, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc)

A polícia tem como provar que Ademar se matou?
Tem, sim. Temos 10 presos que testemunham isso, dois policiais, a perícia, o levantamento do local do crime. Tudo converge para a tese de suicídio.

Existe alguma outra possibilidade?
Nenhuma: 100% suicídio. Aqui não é uma cadeia, é uma delegacia. Eu mesma verificava os presos todos os dias. Os policiais que tenho aqui são da minha confiança. A Polícia Civil não teria motivo algum para acabar com a vida desse rapaz. É sem lógica atribuir a morte dele à polícia.

Houve algum tipo de negligência?
Acredito que não. Ele estava muito decidido a praticar o suicídio. Se não tivesse a capa do colchão, ele usaria a água, bateria a cabeça em algum local, enfim, certamente ele encontraria outra forma de atingir o objetivo dele. Aconteceria aqui ou em qualquer outro lugar em que ele estivesse.

» O que será analisado

Exames de sangue e das vísceras colhidas do corpo de Ademar indicarão se ele ingeriu bebida alcoólica, medicamento ou qualquer outro tipo de entorpecente antes de ser encontrado morto.

A perícia apontará se a tira e o forro do pano que envolviam o colchonete
da cela são do mesmo material e se algum instrumento foi usado para rasgar o pano.

Presos de uma cela vizinha à de Ademar estão sendo ouvidos. Eles contam que o pedreiro ligou o chuveiro no domingo, logo após o almoço. Como o barulho da água os incomodava, gritaram pelos agentes.

Imagens de câmeras instaladas na entrada e nos corredores da delegacia onde Ademar estava preso serão analisadas para saber se alguém entrou na cela antes de ele ser encontrado morto. Não há câmeras na área das celas. O circuito interno está em fase de teste.

Trechos da coletiva da gerente do instituto de criminalística de Goiás, Rejane Barcellos

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Perícia e investigação criminal são discutidas em seminário

O Centro de Perícias Forenses de Alagoas – CPFOR, em parceria com a Academia de Polícia Civil de Alagoas – APOCAL, e a Associação Alagoana de Peritos em Criminalística – AAPC, realizou nesta quinta-feira (22), no auditório do Colégio Marista, o I Seminário Alagoano de Perícia e Investigação Criminal. Amanhã, a partir das 8h, no auditório da Secretaria de Estado de Defesa Social – SEDS, acontecerá o Workshop de Perícia e Investigação Criminal, voltado especialmente para profissionais ligados à segurança pública. As palestras acontecerão no auditório da Secretaria de Defesa Social, no Centro.

A abertura do seminário teve a presença do secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, que destacou a importância da perícia criminal para o combate à criminalidade. Ele lembrou que muitos crimes ficam impunes pela falta de um trabalho eficiente de perícia que depende de tecnologia sofisticada e pessoal qualificado.

Rubim reconheceu que Alagoas ainda não de tecnologia adequada para a realização de exames mais sofisticados de perícia, mas garantiu que o governo vem buscando soluções para este problema.

De acordo com o secratário, recentemente o governo do Estado, por meio da Defesa Social, firmou convênio com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para a instalação de um banco de dados de DNA, nos casos de vítimas de crimes que não tenham sido identificadas.

“Isso significa um grande avanço para que crimes inicialmente tidos como de difícil elucidação possam ser esclarecidos, como também para que as famílias de pessoas desaparecidas possam saber o que aconteceu com seus parentes”.

O secretário revelou ainda que, por meio de convênios com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão do Ministério da Justiça, Alagoas deverá contar em breve com laboratórios de toxicologia e equipamentos modernos para determinação de causa mortis.

“Não se faz perícia criminal sem tecnologia e para isso precisa-se de investimentos. É isto que o governo alagoano está buscando, a fim de que crimes praticados, inclusive, por pessoas influentes e que denigrem a imagem de Alagoas sejam esclarecidos, e não voltem a ocorrer”, concluiu Rubim.

A diretora da Apocal, Simone Menezes, disse que no uso da técnica e da tecnologia está o futuro da investigação criminal. “A perícia e a investigação precisam ter um olhar comum para que em um trabalho conjunto possam prestar um serviço de qualidade à sociedade”, afirmou.

A perita criminal de São Paulo, Rosângela Monteiro, responsável pelo caso “Isabela Nardoni”, foi a convidada especial do seminário e também ressaltou a importância do trabalho conjunto entre a Perícia e a Polícia Judiciária.

Rosângela Monteiro destacou que a perícia criminal vem obtendo avanços nos últimos anos, embora em alguns estados brasileiros ainda esteja em seus primeiros passos. Para ela, não basta apenas investimentos em tecnologia, mas também treinamento dos peritos para que se os resultados positivos quando da expedição dos laudos periciais sejam obtidos.

Segundo ela, o caso “Isabela Nardoni” pela exposição que teve nacionalmente serviu para reforçar a necessidade de mais investimentos no setor de perícia criminal.

Também palestrante do seminário, o diretor-geral adjunto do CPFor, Alberi Espindula, destacou que a sociedade precisa entender a necessidade da preservação dos locais de crimes para que estes possam ser elucidados. “No Brasil, não se valoriza o local de crime e muitas vezes as provas são destruídas e os crimes acabam impunes”, frisou.

O seminário teve ainda a participação da delegada Ana Luíza Nogueira, chefe da Secção Especial de Roubos a Bancos, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), que fez palestra sobre “Especificidades da investigação criminal quanto à coleta de provas: uma análise da realidade alagoana”; e do perito criminal André Peixoto Braga que falou sobre os “Exames Periciais da Criminalística de Alagoas”.

Original em: http://www.alemtemporeal.com.br

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