Lei Estadual transforma Superintendência da Politec em Diretoria

A partir desta quarta-feira (28.04), a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) passa de Superintendência à Diretoria. A nova estrutura da Politec está prevista na Lei Complementar nº 391 de 27 de abril de 2010, sancionada pelo Governo do Estado e publicada no Diário Oficial que circulou ontem. A Lei dispõe sobre a institucionalização, organização, competência e estrutura da Politec, e atende um dos objetivos do Plano de Ações da Segurança (PAS), lançado recentemente pelo Governo do Estado.

Uma das 15 metas do PAS – o Programa de Desenvolvimento da Politec – tem objetivo de modernizar a Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado, adequando a estrutura organizacional; ampliando novos setores especializados e dotando de pessoal e equipamentos de tecnologia avançados necessários a setorização das perícias; e implantar os serviços de criminalística nos pólos da Politec de Tangará da Serra, Pontes e Lacerda, Alta Floresta, Água Boa e Primavera do Leste.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica é responsável por realizar os serviços de perícias de criminalística, de Medicina Legal e odontologia Legal no Estado, fundamentados no conhecimento técnico-cientifíco, além da identificação civil e criminal, visando atender a sociedade e a Justiça.

Antes da Lei, a Politec era composta, em Cuiabá, por quatro coordenadorias: de Laboratório Forense, a de Medicina Legal, de Criminalística e de Identificação, além de uma Coordenadoria Geral de Unidades do Interior, sendo esta, por sua vez, subdividida em coordenadorias e gerências situadas nos pólos que contam com a estrutura da Politec.

Pela Lei Complementar nº 391, as antigas coordenadorias se transformam em Diretorias Metropolitanas. Entre as gerências da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, por exemplo, a Gerência de Perícias em Vítimas de Violência Sexual e de Gênero deve atender, de forma humanizada, as vítimas desse tipo de violência.

Outros órgãos também compõem a nova estrutura da Perícia Oficial e Identificação Técnica, como órgãos de decisão colegiada; órgão de direção superior; órgão de apoio estratégico e especializado como a Corregedoria Geral da Politec, Ouvidoria, Coordenadoria de Garantia de Qualidade e Gerência de suporte a grupos e projetos de pesquisa, sendo esta última ligada diretamente à Coordenadoria de Formação Profissional.

“As atividades de pesquisa interferem na possibilidade de se realizar uma perícia. Existem pesquisas que precedem a possibilidade de realização da perícia, como as de entomologia forense e de DNA. No caso de Mato Grosso foi desenvolvida pesquisa científica – Freqüências Alélicas presentes no DNA dos indivíduos da população do Estado de Mato Grosso – para implantação do laboratório de DNA”, explicou a diretora da Politec, Patrícia de Cássia Valério Fachone.

Segundo ela, um dos pontos mais importantes da Lei é o apoio da Coordenadoria de Formação Profissional. “O conhecimento para o perito criminal é o principal instrumento de trabalho. A Politec trabalha com diversas áreas do conhecimento, como Medicina Legal, Engenharia Legal, Química Forense, Biologia Forense, entre outras, e até então não tínhamos pessoa dedicada a cuidar da formação e capacitação profissional dos peritos. Agora esse setor terá uma atenção maior para organizar cursos e toda uma estrutura voltada para formação”, disse.

A diretora afirma que a Coordenadoria de Garantia de Qualidade é outro ponto importante criado pela Lei. “A coordenadoria será competente para gerir o processo de certificação e acreditação de serviços periciais como normas nacionais (ABNT) e internacionais (ISO). É um salto de qualidade que a longo prazo vai qualificar ainda mais os serviços da Politec”, explicou. No Brasil há apenas um organismo que procede a acreditação: o Inmetro.

Outro setor criado pela Lei Complementar é a Coordenadoria de Informações Institucionais. “A análise de dados e informações previamente sistematizadas é o escopo da atuação, e é importante para o sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal como um todo”, explicou a diretora.

Conforme Patrícia Fachone, a nova estrutura organizacional da Politec visa contribuir para padrões de excelência nos serviços de ciência forense, garantindo a melhoria do atendimento nos serviços periciais.

“Essa Lei representa uma etapa no fortalecimento da perícia, pois para isso a Politec precisa de uma estrutura organizacional que permita a expansão do serviço para excelência na qualidade com conseqüente incremento da credibilidade da instituição”, completou a diretora. “É importante enxergar a perícia oficial como operadora imparcial da prova técnica, e nesse sentido como mecanismo a consignação da Justiça”, finalizou.

Original em: http://www.odocumento.com.br

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Chave encontrada com suspeitos é a que estava no apartamento da 113 Sul no dia do crime

Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil concluiu, no fim da noite desta quarta (28/4), que a chave encontrada na casa de dois suspeitos de envolvimento no triplo assassinato ocorrido no Bloco C da 113 Sul é a mesma que estava no apartamento onde foram localizados os corpos de José Guilherme Villela, 73 anos, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, e da principal empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58. O crime ocorreu em 28 de agosto de 2009.

Os peritos do IC chegaram à confirmação depois de confrontar a fotografia da chave tirada no local do crime no dia em que os corpos foram localizados: em 31 de agosto do ano passado. A prática é rotina dos especialistas, que são orientados a fotografar toda a cena em que ocorre um crime.

A constatação fez com que a Direção da Polícia Civil convocasse, às pressas, uma coletiva, marcada para esta quinta (29/4) no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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Livro fala sobre o “CSI” da vida real

A Ideia & Ação, da Matrix Editora, está lançando um livro para matar a curiosidade sobre perícia criminal. Trata-se  do “Manual da investigação forense – Conheça as técnicas utilizadas para desvendar os grandes crimes”, escrito pelo jornalista Sérgio Pereira Couto. A obra mostra descrições de técnicas que os peritos utilizam para incriminar um suspeito.

E por que esta notícia literária veio parar em um blog de séries? Explico! É que no material da assessoria de imprensa li o seguinte:

“A ciência sempre foi uma grande aliada do combate ao crime. Tanto que hoje se utiliza um termo bastante em voga por causa dos seriados de TV: ciência forense. Para explicar melhor esse universo para iniciantes na profissão e até mesmo curiosos apaixonados por investigação,
Os seriados de TV como, por exemplo, CSI (Crime Scene Investigation) exibido desde 2000 despertaram tanto interesse no assunto em algumas pessoas, que, a partir disso, várias começaram a investir na carreira de perito criminal; outras simplesmente tornaram-se fãs dessas produções. Porém, desvendar um crime não é uma tarefa fácil e leva muito mais tempo do que a TV costuma mostrar.”

A obra, então, possibilita que o leitor acompanhe o passo a passo de uma investigação criminal, desde o isolamento da área do crime até as análises das evidências encontradas. Para quem curte CSI é uma boa pedida!

SOBRE O LIVRO
:: Manual da investigação forense – Conheça as técnicas utilizadas para desvendar os grandes crime.
:: 144 páginas
:: Preço – R$ 28
:: Matrix Editora

Original em: http://wp.clicrbs.com.br/foradeserie

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