“Nos próximos dias revelaremos quem matou Eiko”

Delegado diz que haverá surpresas; prisão preventiva dos envolvidos está prestes a ser decretada

Delegado Márcio Pieroni, que está perto de desvendar o assassinato de Eiko Uemura (desteque)

O mistério que envolve o assassinato da estudante Eiko Uemura está prestes a ser revelado à sociedade, uma vez que o inquérito que investiga o crime está em sua fase final. A informação é do delegado responsável pelas investigações, Márcio Pieroni, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Com a autoria e materialidade do crime desvendadas, o delegado deve solicitar, nos próximos dias, a prisão do autor e dos envolvidos no assassinato da estudante. “Nos próximos dias, deveremos esclarecer o caso que envolve o assassinato da Eiko, e o resultado trará surpresas à sociedade”, afirmou Pieroni.

Existem três suspeitos de terem cometido o crime, entre, eles o ex-amante da jovem, o advogado Sebastião Carlos Araújo Prado.

Ele foi apontado como suspeito de ter assassinado a jovem, após a polícia descobrir que a estudante tinha a intenção de fazer uma procuração, dando amplos poderes a Prado. Além disso, ela entregou ao ex-amante várias jóias, que teriam sido furtadas do cofre da casa onde ela morava com uma filha do empresário do setor de hortifrutigranjeiros Júlio Uemura, tio da jovem.

Segundo Pieroni, a conclusão do inquérito depende apenas da resposta de umas ponderações feitas por ele ao Laboratório Forense de Cuiabá, sobre o último exame de DNA do material colhido no carro do ex-amante de Eiko, em uma perícia realizada pela Polícia Federal do Acre.

Conforme o laudo da PF, foram apreendidos fios de cabelo no banco do passageiro, no traseiro e no porta-malas, e que, na época, se deduzia que seriam de Eiko.

O exame foi refeito em Minas Gerais, após ter sido “manipulado”, segundo Pieroni, pelo de Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

O primeiro laudo foi desconsiderado pelo delegado, após detectar um “erro” no resultado da análise, que apontou que o dente e os cabelos analisados haviam dado XY (masculino), ao invés de XX (feminino).

O resultado do novo laudo não foi divulgado, uma vez o inquérito corre em segredo de Justiça. Além disso, o laudo é considerado a prova técnico-científica que indica a autoria do assassinato.

Entenda o caso

No início das investigações, a Polícia Civil acreditava em suicídio, mas, após exumação do corpo da jovem, ficou comprovado, por meio de perícias e laudos técnicos, que ela foi espancada, torturada e, na sequência, brutalmente assassinada.

Depois, foi jogada no Portão do Inferno, a 40 km de Cuiabá, na região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. O corpo de Eiko foi encontrado no dia 29 de abril de 2009.

Eiko foi assassinada pouco tempo depois de ser denunciada como “laranja” no suposto esquema criminoso no ramo de hortifrutigranjeiros, que seria liderado pelo tio, Júlio Uemura. Ele foi preso durante a “Operação Gafanhoto”, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, em março do ano passado. A denúncia aconteceu no começo de abril de 2009.

Eiko Uemura era dona da empresa Eikon Atacado de Alimentos, que, segundo o Gaeco, seria utilizada pela Organização Uemura para realizar os crimes. O grupo seria especializado em aplicar golpes financeiros no comércio de Cuiabá e de várias cidades de Mato Grosso.

Original em: http://www.midianews.com.br

Leave a Reply