Laudo sobre explosão de bueiro ficará pronto em 30 dias, afirma polícia

Acidente aconteceu na manhã desta terça (29), em Copacabana.
Duas pessoas ficaram feridas; uma delas está em estado grave.

O resultado do laudo que vai detectar a causa da explosão de um bueiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, ficará pronto em 30 dias. No acidente que aconteceu na manhã desta terça (29), dois americanos ficaram gravemente feridos.

De acordo com a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) esteve na esquina da Rua República do Peru com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, onde o acidente aconteceu. No local, a equipe conversou com testemunhas e com técnicos da Light e da CEG.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, Sarah Nicole Lowry, de 28 anos, sofreu queimaduras em 80% do corpo e está internada em estado grave. David James Mclaughlin, de 31 anos, que estava junto com Sarah e seria marido dela, teve queimaduras em 35% do corpo. Os dois estão internados no Hospital Miguel Couto, no Leblon, também na Zona Sul do Rio, mas devem ser transferidos para um hospital particular.

Técnicos da Light fazem avaliação
A Light ainda não sabe o que causou a explosão, mas, segundo nota divulgada pela empresa, técnicos fazem o resfriamento da galeria subterrânea para avaliar as causas do acidente. De acordo com a Light, não há registro de interrupção de energia na região.

Por causa do acidente, a Rua República do Peru foi interditada ao tráfego entre as avenidas Atlântica e Nossa Senhora de Copacabana. O trânsito voltou ao normal por volta das 17h. Marcos Barbieri, de 64, morador do bairro há 2 anos, estava sentado em uma lanchonete quando ocorreu o acidente.

“Eu vi a mulher sendo jogada no ar, para o lado, por alguns metros, e caindo no chão pegando fogo”, relatou. “No primeiro momento achei que uma moto a tivesse atropelado”, acrescentou Barbieri. Segundo ele, o marido da vítima se jogou em cima dela para abafar as chamas e, por isso, teria ficado levemente ferido.

Nílson Vieira, funcionário de um restaurante próximo, ajudou a socorrer a vítima. “Eu peguei um galão de água gelada no restaurante para poder refrescar a mulher”, contou ele.

“O chão estremeceu com a explosão. Ela ficou com o corpo todo queimado, inclusive o rosto. A roupa dela derreteu no corpo e ela ficou completamente nua, deitada na calçada, gritando de dor”, recorda Vieira.

Original em: http://g1.globo.com

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