Carro de amigo de Bruno não tem vestígios de sangue, diz perícia

Goleiro suspeito de envolvimento no sumiço de jovem se entregou à polícia.
Veículo foi parado por blitz e apreendido por problemas na documentação.

Nenhum vestígio de sangue foi encontrado em um carro branco de um amigo do goleiro Bruno Fernandes, afirmou nesta quinta-feira (8) o diretor do Instituto de Criminalística de Belo Horizonte, Sérgio Márcio Costa Ribeiro.

Esse amigo dirigia o utilitário de Bruno, quando o veículo foi parado por uma blitz no início de junho e apreendido pela polícia por problemas na documentação. Por causa disso, um segundo carro, do amigo de Bruno, também foi analisado pela perícia para descartar um possível uso do veículo no desaparecimento de Eliza Samudio.

O goleiro Bruno é suspeito de envolvimento no sumiço da jovem. Ele nega. O atleta se entregou à polícia no Rio de Janeiro, na quarta-feira (7).
Segundo Ribeiro, o carro branco do amigo do goleiro foi analisado com um reagente químico usado para detectar a presença de sangue.

Já o veículo de Bruno permanece no Instituto de Criminalística. Segundo o diretor, o veículo já está liberado para a polícia, pois já foi coletado sangue, que, após exame, ficou comprovado ser de Eliza Samudio. O teste que apontou que o sangue era de Eliza foi feito com o material genético coletado dos pais da jovem e do filho dela.

Original em: http://g1.globo.com

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Estudo in vitro revela bactérias inofensivas em abacaxizeiro

São Paulo (Agência USP) – Pesquisas in vitro com mudas de abacaxizeiro Gomo-de-mel, feitos em laboratórios da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revelaram a presença de microrganismos endofíticosv(bactérias) no tecido da planta. “Até aí, nada anormal!”, diz a engenheira agrônoma Monita Fiori de Abreu Tarazi. Segundo ela, bastaria eliminar as plantas “contaminadas” e buscar outras suspostamente, sem bactérias, e prosseguir com os estudos. “Esse seria oprocedimento se nosso enfoque fosse simplesmente a multiplicação clonal da planta, por exemplo. Mas nosso objetivo era estudar a morfofisiologia vegetal, o desenvolvimento da espécie, mesmo na presença dessas bactérias”, descreve. E foi aí que os cientistas descobriram que as bactérias, que normalmente seriam consideradas nocivas à planta, na verdade não a afetam negativamente.

Monita lembra que a detecção de bactérias em mudas de plantas produzidas em laboratório podem afetar a comercialização, ocasionando prejuízo a produtores. “Nosso estudo, no entanto, revelou que, no caso do abacaxizeiro Gomo-de-mel, a presença dos microrganismos endofíticos não são prejudiciais”, afirma. O abacaxizeiro Gomo-de-mel (Ananas comosus (L.) Merril) é um cultivar que foi melhorado no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) há cerca de 20 anos. Além de mais doce que o abacaxi normal, o Gomo-de-mel não precisa ser descascado. “Ele é consumido se retirando gomos da fruta, bem semelhante a uma pinha ou fruta-do-conde. Sua comercialização ainda não é abundante, mas em alguns locais ele pode ser encontrado”, conta Monita.

Contrariando paradigmas
O estudo poderá estabelecer novos procedimentos em relação às exigências fitossanitárias. Mas um dos principais resultados, de acordo com a engenheira, é justamente mostrar que os microrganismos encontrados não resultam de qualquer equívoco cometido em laboratório. Ela conta que, ainda durante os experimentos, alguns cientistas consideraram que a presença das bactérias seria causada por falta de assepsia no laboratório ou até mesmo por movimento aleatório de partículas ocasionado pela luz. “Foi assim que definiram, quando encontramos os microrganismos se movimentando dentro da célula da planta”, conta.

Contrariando o que pode ser considerado “senso” comum, Monita e seu orientador, o professor Marcilio de Almeida, do Departamento de Ciências Biológicas da Esalq, partiram para estudos da espécie no Laboratório de Biologia Celular e Molecular, no Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena), também da Esalq, em busca de respostas e de comprovações que evidenciassem que as bactérias estavam presentes apesar de não-cultiváveis e que não seriam prejudiciais à planta.

Utilizando técnicas de biologia molecular aliadas à microscopia eletrônica de varredura passaram a trabalhar na identificação do DNA das bactérias. “Pelo sequênciamento identificamos entre 15 e 20 bactérias diferentes que podem até favorecer desenvolvimento da planta. Isso era difícil de comprovar uma vez que fizemos várias tentativas de cultivar as bactérias isoladamente, como se faz normalmente, mas sem sucesso. Contudo, acreditamos que os microrganismos endofíticos identificados nesse estudo sobrevivem apenas no tecido vegetal”, conta. Segundo Monita, apesar de necessitar de mais estudos, é possível dizer que os microrganismos localizados no abacaxizeiro Gomo-de-mel facilitam a absorção de fósforo e nitrogênio, por exemplo, favorecendo o desenvolvimento da planta hospedeira.

As pesquisas da Monita, que resultaram na tese de doutorado Comunidade bacteriana endofítica em microplantas de abacaxizeiro: estrutura, diversidade e sua influência na morfofisiologia após antibioticoterapia, tiveram início em abril de 2007 e foram concluídas em abril de 2010. O trabalho teve a co-orientação da professora Siu Mui Tsai, que é responsável pelo Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Cena.

Original em: http://www.oreporter.com

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PERÍCIA: O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DA ARMA DE FOGO NOS CRIMES EM GERAL

PERÍCIA: O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DA ARMA DE FOGO NOS CRIMES EM GERAL

Uma Revisão Bibliográfica

Ana Carla Moreira

“Uma pistola na mão de um medroso é mais

perigosa que na mão de um valente.”

(Benedito Soares)

A identificação do atirador pela arma baseia-se no encontro de impressões digitais deixadas nas armas. Uma vez encontradas, deve-se tomar a precaução de manipular com cautela a arma recolhida no local do crime e realizar uma fotografia das impressões. De mãos da fotografia o perito irá revelá-la, a revelação, as impressões serão novamente fotografadas e terão seu tamanho ampliado, para serem melhor estudadas. Se houver suspeito, as impressões serão comparadas com as dele, caso contrário serão comparadas as do banco de impressões digitais, onde houver.

Formas de identificação da arma em um crime

Em relação ao projétil – em primeiro lugar é necessário achar o projétil, que pode estar no corpo da vítima ou fora dele (no local do crime), sendo mais freqüente o primeiro caso. O perito balístico irá examinar o projétil, verificando seu peso, formato, comprimento, diâmetro, composição, calibre, raiamento, estriações laterais finas e deformações.

Em relação ao estojo – outra forma de se identificar a arma utilizada no crime é pelo exame do estojo. O estojo pode ser encontrado no local do crime ou no tambor da arma apreendida como suspeita. Em ambos os casos este deve ser apreendido e encaminhado para exame. O perito balístico, ao receber o estojo, determina o seu material, sua marca, seu calibre e suas deformações, para assim determinar que tipo de arma foi usada no crime.

Outra característica do estojo utilizado na identificação são os sinais deixados pelo extrator e pelo ejetor, que pela violência de seus movimentos, deixam marcas específicas de cada arma.

Em relação à pólvora – a pólvora pode apresentar-se queimada ou não. Sendo encontrada na cápsula, na arma ou no corpo ou vestes da vítima. O seu exame se faz através do Exame do Sarro, onde o cano é lavado internamente com água quente, sendo essa água de lavagem submetida à análise. O líquido é filtrado e sua reação é verificada com a fenolftaleína: a pólvora negra dá reação fortemente alcalina e a pólvora sem fumaça dá reação neutra o que permite verificar se o disparo foi feito com pólvora negra ou com pólvora piroxilada.

Através do exame da pólvora os peritos podem determinar a data aproximada do último disparo da arma. Os elementos que levam os peritos a determinar a data provável do último disparo são baseados nas modificações processadas no depósito da pólvora. O referido exame não constitui meio de certeza, ficando restrito ao campo da probabilidade. Para tal determinação, o perito deverá examinar os resíduos da pólvora existentes na arma ou no local do crime, já que todas as vezes que se atira há um depósito resultante da combustão da pólvora.

Os tiros classificam-se quanto à distância em: Encostados, A queima-roupa e a Distância. Cada um com suas particularidades. A perícia no que se refere a distância do tiro deve ser documentada por meio de fotografias, que serão anexadas ao laudo pericial. Para a determinação aproximada da distância é indispensável a experiência de tiro ao alvo, com a mesma arma, a mesma munição e no mesmo ambiente, posto que o orifício de entrada varia de acordo com as mudanças desses fatores.

Em relação à Direção do Tiro – a direção do tiro em relação ao corpo da vítima será indicada por duas ordens de elementos: as características do orifício de entrada e a direção do trajeto da lesão. Na perícia para a determinação da direção do tiro também é necessário a experimentação com a mesma arma e munição, tomando-se as mesmas precauções ditas com relação à distância do tiro. Deve-se lembrar que a inclinação do corpo, mantida a mesma linha de visada da arma, faz variar o trajeto do projétil.

De acordo com FÁVERO (1991) as impressões indumentárias “são as que o projétil recebe ao percutir nas vestes que deve atravessar”. Seu estudo é feito comparando-se a trama (desenho do tecido) impressa no projétil, mediante ampliações, com a trama dos tecidos atravessados; sendo, assim, possível dizer qual o tecido que imprimiu o desenho em análise. As impressões indumentárias são importantes para a solução de questões de identidade e para o diagnóstico de simulações com referência as vestes da vítima, como nos casos em que se alega que a mesma se encontrava sem roupa e o projétil denota o contrário, ou vice e versa. Posto que sempre que o projétil atravessar uma veste ele se marcará com as impressões indumentárias desta.

Algumas características entre Homicidas e Suicidas – os suicidas têm quase sempre pontos de predileção, tais como as têmporas, a boca e a região precordial, enquanto que os tiros no abdome, nos membros e no dorso são suspeitos de homicídio. A pesquisa da direção do disparo é útil para o diagnóstico diferencial, uma vez que há tiros em certas direções que dificilmente certo indivíduo poderia ter disparado. Em relação à distância do disparo, esta também é importante, uma vez que não se pode atribuir a um suicida um disparo feito de longe. A presença da arma na mão do cadáver é um forte argumento em favor do suicídio. Entretanto há de se observar como se posiciona a mão em relação a arma, vez que esta pode ter sido colocada na mão da vítima para simular um suicídio. Se o indivíduo cometera suicídio, no momento da morte, com a ocorrência do espasmo cadavérico, a mão que impunha a arma fica com os dedos imobilizados, de forma enérgica e fixa. O que não ocorre se a arma tiver sido colocada em sua mão logo após a morte.

Diante dos fatos devemos salientar que os estudos das armas de fogo nas perícias criminais são de suma importância para elucidação dos crimes. E que suas características tornam possível ao perito responder às indagações feitas pela Justiça, para que se possa responsabilizar aquele que ofendeu a integridade da sociedade.

Dedico meus sinceros agradecimentos a  Rubens de Sousa e Rayner Andrade

REFERÊNCIAS:

BARROS, Patrícia Lopes. Balística Forense. Monografia Universidade católica de Goiás, 2002.

CAMARGO JÚNIOR, Benedito Soares de. Aulas de Medicina Legal. 5. ed., Goiânia: Editora da  Universidade Federal de Goiás, 1987.

FÁVERO, Flamínio. Classificação Médico-legal da Causalidade do Dano. Medicina Legal: Introdução ao Estudo da Medicina Legal, Identidade, Traumatologia, Infortunística, Tenatologia. 10. ed., Belo Horizonte: Vila Rica, 1991.

FERREIRA, Arnaldo Amado. A Perícia Técnica em Criminologia e Medicina Legal. São Paulo, 1948.

GARCIA, Ismar Estulano e PÓVOA, Paulo César de Menezes. Balística Forense. Criminalística. Goiânia: AB, 2000.

KEHDY, Carlos. Munição. Elementos de Criminalística. 3. ed., São Paulo: Sugestões Literárias, 1968.

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