Perícia confirma versão do Bope sobre furadeira

O comandante do Bope, tenente coronel Paulo Henrique Azevedo Moraes, quando tentou mostrar a semelhança entre a furadeira a submetralhadora

RIO – A polícia divulgou nesta quinta-feira o laudo sobre o caso do policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que matou um homem, no Morro do Andaraí, em maio, por confundir uma furadeira que o supervisor de vendas Hélio Ribeiro usava com uma arma. O laudo dos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirma que “nas circunstâncias em que ocorreu o evento, era possível o policial ter confundido a furadeira de cor escura empunhada com uma arma de fogo”.

O laudo diz ainda, segundo o site G1, que, pela “influência dos raios solares”, e distância seria possível o policial ter percebido apenas uma “silhueta do objeto”. Os peritos disseram ainda que vasos de plantas do “tipo xaxim”, que estavam pendurados no terraço de Hélio, teriam bloqueado a luminosidade no local e contribuído para a confusão.

Segundo a família de Hélio, o policial atirou sem falar nada. Já a PM deu outra versão. De acordo com o capitão Ivan Blaz, do Bope, foi dado um grito de alerta para o morador, que fez um movimento brusco, levando o policial a fazer o disparo.

Original em: http://oglobo.globo.com

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