Laudo conclui que acidente no Porto foi causado por vazamento de gás de distribuidora

 O instituto de Criminalística entregou à 1ª Delegacia de Polícia o laudo sobre a explosão do Porto de Porto Velho, ocorrido no último dia cinco de maio, que vitimou seis operários, sendo que dois morreram vítimas da explosão. O laudo foi entregue no dia 16 de junho.

O laudo concluiu que a explosão foi causada por um vazamento de gás de uma empresa distribuidora do produto que fica próximo ao Porto. Para fechar o inquérito é aguardado apenas o interrogatório do responsável pela manutenção do equipamento no local em que se deu a vazão do gás, depois do indiciamento do culpado o inquérito será relatado e mandado ao Ministério Público Estadual. “Agora só estamos aguardando o indiciamento do funcionário da empresa responsável pelo equipamento onde se deu o vazamento para entregar o relatório final ao MP”, disse o delegado titular da Delegacia da Polícia Civil, Elizeu Muller.

Ainda de acordo com o delegado, o inquérito foi instaurado para apurar responsabilidade criminal de caráter culposo de homicídio e de lesão corporal, onde foram ouvidos os relatos das vítimas e testemunhas.

O diretor administrativo do Porto, Jacques Sanguanini, informou que já foi feito um levantamento sobre os estragos e os prejuízos causados no Porto. “Fizemos um balanço sobre os prejuízos materiais que a explosão causou, o relatório está com o engenheiro responsável e deve ser usado para muito em breve a SOPH (Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia) entrar na justiça contra os culpados pedindo indenização”, afirmou Sanguanini

O acidente

O acidente ocorreu no dia 05 de maio, por volta das 19:30 horas, momento em que cerca de onze operários jantavam no refeitório, quando um deles acionou a chave de comando da rampa aconteceu à explosão, seis ficaram feridos, dois não resistiram aos ferimentos.

Os estivadores disseram que sentiram forte cheiro de gás momento antes da explosão .“Antes da explosão os operários estavam sentindo forte cheiro de gás e suspeitaram de vazamento na empresa distribuidora de gás que faz divisa com o Porto. Quando a máquina da rampa foi acionada a explosão aconteceu”, informou Sanguanini.

Relatos dos operários

“O cheiro de gás estava muito forte, acho que soltaram o gás da empresa distribuidora que fica aqui no lado do Porto. Eu não agüentei e passei mal e outros operários também se sentiram mal com o forte cheiro. Foi aí que resolvemos nos afastar para respirar um ar mais puro, quando estávamos no meio da rampa, ouvimos o barulho da explosão e gritos, quando olhamos só vimos o fogo” relatou Moises Santana, estufador marítimo do Porto.

“No momento do acidente a balsa estava carregando gás na empresa que faz divisa com o Porto. O fogo saiu daqui e foi em direção à empresa distribuidora de gás, num raio de cem metros por cima da água. A chama azulada chegou a atingir uns 3 metros de altura. “contou Roberto Pereira.

Vítimas

Dos onze operários que estavam no momento da explosão, seis ficaram feridos: Rondoval Magalhães Freitas e Francisco Carvalho tiveram 90% do corpo queimado e não resistiram aos ferimentos. Antônio Jose da Silva, 35 anos, Jocimar Brito da Silva, 32 anos, Marcos Barros, 26 anos e Antônio Nascimento Lima de 54 anos, sofreram queimadura de primeiro e segundo graus.

Assistência

De acordo com Jacques Sanguanini, diretor administrativo do Porto, as famílias dos trabalhadores estão recebendo ajuda financeira da Hermasa e da Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), órgão gestor da mão-de-obra. “Desde o momento do acidente demos total apoio aos feridos e as famílias. Os trabalhadores tiveram toda a assistência médica e acompanhamento de dermatologistas, oftalmologistas e até cirurgiões plásticos para avaliar a situação de cada um”, afirmou Sanguanini.

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Advogado de Sérgio também quer perícia paralela

O advogado Marco Antônio Siqueira, que defende Sérgio Rosa Sales Camelo, primo de Bruno, informou que também pretende contar com uma perícia paralela à da Polícia Civil. Segundo ele, quem conduzirá a investigação será o perito criminal aposentado Willer Vidigal.

O delegado aposentado Ailton Siqueira também participará do grupo de perícia extra-oficial. O objetivo é tirar Sérgio da posição de suspeito no caso do sumiço de Eliza Samudio e colocá-lo na condição de testemunha.

“Na semana que vem, já deveremos ter perícias concluídas no inquérito. Há informação segura de que Sérgio não entrou no sitio do Bruno”, acrescentou.

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Análises de carro de Bruno e do computador de Eliza Samudio podem ficar prontas nesta terça-feira

O presidente do IC (Instituto de Criminalística) de Minas Gerais, Sergio Ribeiro, afirmou na manhã desta terça-feira (13), ao entrar na sede da Delegacia de Investigações de Belo Horizonte, que as análises no carro Ranger Rover do goleiro suspenso do Flamengo Bruno Fernandes e no computador da sua ex-amante, Eliza Samudio, podem ficar prontas ainda nesta terça-feira (13).

O laptop da jovem foi entregue pela polícia ao IC na semana passada. Há a suspeita de que a máquina contenha registros de conversas de Eliza com o Bruno pelo MSN (programa de mensagens instantâneas). No carro do goleiro, a polícia encontrou manchas de sangue, uma pertencente a Eliza Samudio e outra de um homem.

Também na manhã desta segunda, a Polícia Civil de Belo Horizonte convidou um veterinário para conversar com os investigadores na manhã desta terça-feira. O veterinário Fernando Pinheiro chegou à sede da Divisão de Investigações por volta das 8h40.

O objetivo da polícia com a conversa é descobrir qual a melhor forma de examinar os cachorros apreendidos no sítio do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo depoimento de um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, Bola esquartejou o corpo de Eliza e deu parte para seus cachorros comerem. A defesa de Bola nega o crime.

O veterinário, que possui uma clínica na capital mineira, afirmou ao chegar ao local que vai recomendar aos policiais que o exame de endoscopia nos animais seja descartado, em troca de análises com luminol para identificar vestígios de sangue nos cachorros.

Segundo o veterinário, não adianta mais colher as fezes dos cachorros agora. O exame só poderia ter sido feito com fezes da época do crime ou com fezes secas da época, ainda presentes no sítio em Vespasiano.

– Quando o cachorro come, você consegue coletar material no estômago [ainda com vestígios do que se quer descobrir] dele até seis horas [depois]. E nas fezes durante um ou dois dias.

De acordo com Pinheiro, não é possível encontrar nada no sangue dos animais.

– Ou a gente [humanos] teria material genético de porco quando comesse porco. O sangue só absorve aquilo que interessa.

O veterinário disse ainda que existe a possibilidade de haver vestígios de unha nas fezes secas do cachorros no suposto local do crime. Segundo ele, é preciso coletar esse material.

Discordando de depoimento dado no final da semana passada pela defesa do ex-policial civil, o veterinário afirmou que “cachorro come carne humana com certeza, ainda mais se estiver esfomeado”.

Original em: http://noticias.r7.com

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