Perícia descarta uso de luminol nos cães de suspeito de matar Eliza

Diretor do IC disse que resultados não seriam confiáveis.
Colchão recolhido em sítio do goleiro Bruno será analisado nesta quinta.

A perícia não vai usar luminol, uma substância usada para detectar vestígios de sangue, nos cães que foram recolhidos da casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos. A informação é do diretor do Instituto de Criminalística de Minas Gerais, Sérgio Ribeiro. Santos é suspeito de ter matado Eliza Samudio. Segundo a polícia, ele é conhecido pelos apelidos de Bola, Paulista e Neném.

Eliza está desaparecida desde o início de junho. Para a polícia, ela está morta. A jovem teve um relacionamento com o goleiro Bruno de Souza, que era do Flamengo, e tentava provar que teve um filho do atleta. Oito suspeitos de envolvimento no caso estão presos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, incluindo Santos e Bruno. Todos negam o crime.

Ribeiro, do Instituto de Criminalística, disse que o luminol é um produto tóxico e os peritos que têm de usar máscaras e luvas quando usam a substância. Segundo ele, o produto poderia intoxicar os animais. Além disso, Ribeiro afirmou que, se os animais tivessem entrado em contato com ração, por exemplo, que pode ter alto teor de proteína e ferro, os resultados não seriam confiáveis.

Colchão
Ribeiro também falou que o colchão recolhido do sítio de Bruno, durante as buscas que ocorreram na madrugada de quarta-feira (14), deve começar a ser analisado nesta quinta-feira (15). Segundo a polícia, foram identificadas manchas de sangue nesse objeto. Devem ser realizados exames de DNA para esclarecer se o sangue é de Eliza Samudio ou não.

Além do sangue, fios de cabelo foram encontrados no local e também serão analisados.

Um menor que foi apreendido na casa de Bruno, no Rio, disse, em depoimento, que Eliza foi agredida durante a viagem para Minas Gerais. O adolescente teria confessado que deu três coronhadas na cabeça dela. Em outro relato ouvido pela polícia, o primo de Bruno, Sérgio Sales, disse que encontrou a jovem ferida no sítio do goleiro.

Na semana passada, a polícia confirmou que foram encontrados vestígios de sangue de Eliza em um carro do goleiro Bruno que havia sido apreendido em uma blitz, no começo de junho, por estar com a documentação irregular. O material coletado foi comparado com material genético colhido do pai de Eliza, Luiz Carlos Samudio, e do filho dela.

Investigações
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno. Ela engravidou e tentava provar, na Justiça, que teve um filho com o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG).

Na terça-feira, 6 de julho, um menor foi detido na casa do jogador, no Rio, e afirmou à polícia que Eliza está morta. Ele disse que viajou do Rio para Minas Gerais com Eliza e Luiz Henrique Ferreira Romão, amigo de Bruno conhecido como Macarrão. De acordo com o adolescente, os três foram para o sítio do goleiro. Depois, foram até outro local, onde um homem identificado como Neném estrangulou a jovem.

Oito pessoas foram presas em Minas Gerais, por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Eliza. Todos negam o crime.

No Rio, o goleiro e Macarrão são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.

Original em: http://g1.globo.com

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