Inquérito de 1,6 mil páginas indicia Bruno por 6 crimes

Delegado Edson Moreira concluiu o inquérito

O delegado Edson Moreira confirmou, ao deixar o Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, que o inquérito sobre o desaparecimento e a suposta morte de Eliza Samudio foi concluído. O texto, de 1,6 mil páginas e três anexos, será entregue amanhã cedo para o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público de Contagem, na região metropolitana. O inquérito indicia o goleiro Bruno de Souza, do Flamengo, por seis crimes.

O ex-capitão rubro-negro será indiciado por homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes Castro também foram indiciados pelos mesmos crimes.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Segundo as investigações, Macarrão, o menor primo de Bruno, Sérgio, Wemerson e Flávio têm envolvimento no sequestro de Eliza, no cárcere privado e no transporte dela até a casa de Bola, onde a polícia acredita que ela foi assassinada. Bola foi o executor. Dayanne, que é mulher de Bruno, e Fernanda, cuidaram do filho da ex-amante em diferentes momentos.

Depoimentos
Como provas testemunhais o delegado se baseou nos depoimentos dos primos de Bruno, principalmente. O adolescente de 17 anos, que foi apreendido na casa do goleiro no Rio de Janeiro, é para a polícia quem mais fielmente descreveu todas as cenas que envolvem o crime, desde o sequestro dela no dia 4 de junho até a morte, no dia 9 de junho. O fato dele ter mudado o depoimento na última vez que foi ouvido, durante acareação no DIHPP, não alterou o relatório policial. O depoimento dado pelo jovem na Vara da Infância e Juventude de Contagem foi anexado ao inquérito.

Outro depoimento que a polícia tomou como primordial é o de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, que afirmou durante três vezes ter visto Eliza no sítio de Bruno, em Esmeraldas, e também visto ela sendo levada pelo menor e por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, na noite do dia 9 de junho, para a casa de Bola, em Vespasiano, onde ela teria sido estrangulada. Segundo a polícia, Sérgio narrou com detalhes, nos depoimentos, diálogos entre Macarrão, Bruno e o menor logo após Eliza ter sido morta.

Além do laudo do Instituto de Criminalística de Belo Horizonte, que atestou a presença do sangue de Eliza no carro de Bruno, apreendido no dia 8 de junho, a polícia anexou ao inquérito relatórios com o cruzamento de ligações telefônicas feitas entre os suspeitos, principalmente Bola; dados dos deslocamento do jipe Range Rover do goleiro registrados em GPS; arquivos do computador pessoal de Eliza nos quais foram gravadas conversas dela com amigas relatando ameaças; e também dados de arquivos periciados pelo IC encontrados em um computador de Macarrão.

Bruno raspa o cabelo
O goleiro Bruno Souza raspou a cabeça no presídio de Contagem (MG), informou nesta quinta-feira a Secretaria de Defesa Social. O cabelo do atleta foi queimado na sua frente, nesta semana, como garantia de que não seria usado em um exame de DNA. O jogador se recusou a fornecer material para o teste. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também teve os cabelos raspados. Os outros cinco homens presos por suspeita de envolvimento no caso já tiveram cabeça raspada, conforme a secretaria.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra
Original em: http://noticias.terra.com.br/

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Inquérito será entregue na sexta; Bruno deve ser indiciado

O goleiro Bruno, preso pela suposta morte da ex-amante Eliza Samúdio, raspou a cabeça no presídio de Contagem

O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios (DIHPP) da Polícia Civil em Belo Horizonte, encaminhará nesta sexta-feira para o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público de Contagem, na região metropolitana, o inquérito que apura o desaparecimento e suposta morte de Eliza Silva Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno.

Segundo informou uma fonte ligada às investigações, no relatório escrito por Moreira “estão faltando somente as assinaturas das autoridades policiais” envolvidas. O delegado deverá indiciar o goleiro pelos crimes de sequestro, cárcere privado e homicídio. Para Moreira, não há dúvidas que o atleta é o mandante do crime.

Mesmo sem o corpo ou partes dele terem sido encontrados, o delegado relatará no inquérito que as provas testemunhais e também técnicas indicam que Eliza teria sido morta pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que será indiciado por homicídio e ocultação de cadáver.

Como provas testemunhais o delegado se baseará nos depoimentos dos primos de Bruno, principalmente. O adolescente de 17 anos, que foi apreendido na casa do goleiro no Rio de Janeiro, é para a polícia quem mais fielmente descreveu todos as cenas que envolvem o crime, desde o sequestro dela no dia 4 de junho até a morte, no dia 9 de junho. O fato dele ter mudado o depoimento na última vez que foi ouvido, durante acareação no DIHPP, não alterará o relatório policial. O depoimento dado pelo jovem na Vara da Infância e Juventude de Contagem será anexado ao inquérito.

Outro depoimento que a polícia tomará como primordial é o de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, que afirmou durante três vezes ter visto Eliza no sítio de Bruno, em Esmeraldas, e também visto ela sendo levada pelo menor e por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, na noite do dia 9 de junho, para a casa de Bola, em Vespasiano, onde ela teria sido estrangulada. Sérgio narrou com detalhes, nos depoimentos, diálogos entre Macarrão, Bruno e o menor logo após Eliza ter sido morta.

Além do laudo do Instituto de Criminalística de Belo Horizonte, que atestou a presença do sangue de Eliza no carro de Bruno, apreendido no dia 8 de junho, a polícia vai anexar ao inquérito relatórios com o cruzamento de ligações telefônicas feitas entre os suspeitos, principalmente Bola; dados dos deslocamento do jipe Range Rover do goleiro registrados em GPS; arquivos do computador pessoal de Eliza nos quais foram gravadas conversas dela com amigas relatando ameaças; e também dados de arquivos periciados pelo IC encontrados em um computador de Macarrão, que também deverá ser indiciado pelos crimes de sequestro, cárcere privado e homicídio.

No relatório que será encaminhado para o MP, o delegado Edson Moreira descreverá a participação de cada suspeito no crime. A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, 23 anos, será indiciada por ter tentado esconder o filho de Eliza, o bebê de cinco meses, logo que a polícia recebeu denúncias da morte dela, e também pelo fato de ter colaborado com os suspeitos ao não denunciar o sumiço da jovem.

Fernanda Gomes Castro, 31 anos, uma das namoradas de Bruno, também será indiciada por participação no sequestro de Eliza. Ela disse em depoimento que cuidou do bebê quando ele e Eliza estavam na casa do goleiro no Rio de Janeiro, entre os dias 4 e 5 de junho.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.

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Polícia encontra duas balas no carro de Mércia

Advogada foi encontrada morta na represa de Nazaré Paulista em 11 de junho

Dois projéteis de arma de fogo foram encontrados no carro da advogada Mércia Nakashima, segundo disse nesta quinta-feira (29) o perito Renato Patolli, que trabalha no caso. Mércia foi encontrada morta na represa de Nazaré Paulista em 11 de junho. Um dia antes, os bombeiros encontraram o carro da advogada no mesmo local.

Uma bala foi encontrada no assoalho dianteiro do carro. Outra foi achada no porta-malas. Ambas eram de um revólver calibre 38.

A perícia também constatou que Mércia foi atingida por um tiro no braço esquerdo, que o atravessou e atingiu o maxilar dela. Segundo Patolli, ainda não é possível determinar qual dos tiros atingiu Mércia, que também tinha outros ferimentos no corpo que podem ter sido provocados por arma de fogo. A vítima morreu afogada, segundo o Instituto de Criminalística.

Patolli disse que esses dois indícios ainda não revelam necessariamente quem matou Mércia Nakashima. Os laudos com essas e outras informações sobre como Mércia morreu deverão ser anexados ao inquérito no começo do mês que vem.

Mizael Bispo, o ex-namorado da advogada, é o principal suspeito de ter cometido o crime. Ele foi indiciado pela Polícia Civil. Recentemente, ele instalou câmeras de vigilância em sua casa porque, segundo seu advogado, Samir Haddad Júnior, teme que alguém “queira fazer justiça com as próprias mãos”.

Na terça-feira (27), o delegado Antônio de Olim, que cuida do caso, entregou o relatório com a conclusão do inquérito para o Ministério Público e também para a Justiça. A denúncia contra Bispo e o vigia Evandro Bezerra da Silva deve ser entregue à Justiça na próxima segunda-feira, 2 de agosto, segundo informou o promotor Rodrigo Merli.

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Peritos Criminais de MS participam de seminário em Tocantins

Dois peritos ciminais de Mato Grosso do Sul irão na próxima semana semana para o Estado do Tocantisns. Alexsandro Procópio da Silva e Beatriz Trindade, ambos do Núcleo de Computação Forense do Instituto de Criminalística de Mato Grosso do Sul, participam do V Seminário Nacional de Perícias de Crimes de Informática 2010, que será realizado em Palmas (TO) entre os dias 04 a 06 de agosto.

Os profissionais fazem parte da equipe de peritos criminais responsáveis pela elaboração de laudos periciais relacionados a crimes eletrônicos, como estelionato e pedofilia, entre outros.

Alexsandro Procópio tem como tema de sua palestra “Execução eficiente de mandados de busca em equipamentos eletro-eletrônicos e digitais”. Beatriz Trindade discutirá sobre Parâmetros e Sistematização de Dados.

O evento é realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em conjunto com a Associação Brasileira de Criminalística e a Associação dos Peritos Criminais de Tocantins. Mais informações pelo site www.aspecto.org.br .

Original em: http://www.msnoticias.com.br/

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Perna encontrada em SP vai passar por exame de DNA para saber se era de Eliza

Membro encontrado estava cortado na altura de joelho e tinha 20 cm
Uma perna encontrada nas margens do rio Tietê, em Botucatu (SP), no dia 3 de julho vai ser enviada ao Instituto de Criminalística nesta quinta-feira (29) para averiguar por meio de exame de DNA se ela era do corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, desaparecida desde junho.

A perna encontrada estava cortada na altura de joelho e tinha 20 cm. O membro tem pele branca e aparenta ser de uma pessoa de 50 a 60 anos, segundo os policiais que o retiraram da água. As unhas estavam pintadas com esmalte cor de rosa.

Nenhuma outra parte do corpo foi encontrada, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública)

Segundo o delegado Celso Olindo, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, a Polícia Civil de Minas Gerais praticamente descartou que a perna fosse de Eliza por ter sido encontrado em uma cidade distante de Minas Gerais. Botucatu fica a cerca de 280 km da divisa com Minas Gerais.

Olindo diz ter entrado em contato com o delegado Edson Moreira, que comanda as investigações do caso Eliza, depois de constatar que não havia ninguém desaparecido em Botucatu.

Original em: http://noticias.r7.com/

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Perícia Forense do Ceará vai oferecer 177 vagas de nível superior

Os concurseiros de nível superior têm mais um concurso à vista. A Perícia Forense do Ceará, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS/CE), vai realizar sua primeira seleção em breve, com oferta de 177 chances. Procurada pela equipe do CorreioWeb, a assessoria de imprensa da instituição informou que o governador já autorizou a formação do grupo responsável por supervisionar o processo seletivo.

De acordo com o órgão, as vagas estarão distribuídas entre as carreiras de perito criminal (54), médico legista (30), perito legista (5) e auxiliar de perícia – sendo que último cargo será distribuído em três funções: medicina legal (37), técnico de raio-x (12) e papiloscopia (39), totalizando 88 vagas.

O cargo de auxiliar de perícia aceitará candidatos formados em qualquer curso superior. A remuneração inicial, neste caso, corresponderá a R$ 1.723,82. Já o cargo de perito criminal exigirá graduação em Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Análise de Sistemas, Física, Química ou Engenharia (Civil, Elétrica, Mecânica, Química e Eletrônica). O vencimento para o cargo será de R$ 3.417,47.

A função de médico legista exigirá curso completo de Medicina e a atividade de perito legista terá como pré-requisito a conclusão dos cursos de Medicina, Odontologia ou Farmácia Bioquímica. Os salários são de R$ 6.888 e R$ 3.417,47, respectivamente.

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Perito: Polícia deve se empenhar não apenas em casos de repercussão

Vivemos num estado anômico, em que nos acostumamos à impunidade

A corrupção policial há muito que se tornou endêmica em nossas polícias, sendo mais aparente na PMERJ, não só por ela ter maior efetivo, mas também por se tratar de uma polícia preventiva e repressiva, que trabalha essencialmente nas ruas e diretamente em contato com a população, e também com crimes e criminosos. E, dia após dia, têm-nos sido fartos os casos envolvendo policiais militares em vários matizes de corrupção. Todos bem sabemos dos baixíssimos salários pagos às polícias civil e militar, ao tempo em que não temos dúvidas quanto à tênue fronteira entre o crime e a legalidade. Mas baixos salários e tampouco a citada fronteira são causas da corrupção policial. Há, logicamente, outros comemorativos envolvidos.

Gary Stanley Backer, professor na Universidade de Chicago, foi extremamente feliz quando dissertou sobre crime e punição. Ele deixou patente que “É um mito criado por intelectuais a idéia de que é impossível combater o crime porque ele é fortemente relacionado com a pobreza e só pode ser reduzido com drásticas reformas sociais”. E ele foi felicíssimo quando destacou que o indivíduo, ao cometer um crime, confronta custos e benefícios, por meio de quatro indagações:

1) Quais as penas impostas pela lei?

2) Qual a probabilidade de ser preso?

3) Qual a probabilidade de ser condenado, caso seja preso e processado?

4) Quais os custos relacionados com crenças religiosas, com a ética e com a moralidade?

Daí, temos então a adição da impunidade. E, na persecução desse desiderato, conta com a Polícia Civil, investigativa, judiciária, mal preparada, repleta de profissionais mal formados e também corroída pela corrupção.

As leis em nosso país são frágeis, brandas, repletas de recursos processuais, aliadas à política penitenciarista e à doutrina penalista igualmente frágeis e arcaicas. O controle interno, desenvolvido pelas Corregedorias Internas da PCERJ e da PMERJ, é frágil, incapaz e não goza de independência e, por vezes, sequer de isenção. Chefes e comandantes, pelo geral, não exercem as investiduras de seus cargos e funções com dedicação, seriedade, empenho e rigor. Faltam chefia, comando, liderança, controle, supervisão e, acima de tudo, o exemplo.

Vivemos num verdadeiro estado anômico, no qual pessoas, muitas e tantas, acostumaram-se à impunidade e ao péssimo exemplo que emana de governantes, políticos e de autoridades públicas constituídas. Nossa sociedade vê-se povoada pela incultura, pela falta de educação e de princípios. A instituição “família”, que, nos dizeres de Jean-Jaques Rousseau, foi a primeira sociedade instituída, viu-se há muito abalada em seus alicerces e destruída em seus conceitos primordiais. Dentre as formas de controle social, temos: os pais; a família; a educação escolar; a religião; e os meios de comunicação de massa. Grande parte das famílias conta somente com um dos genitores. A família viu-se destroçada socialmente nas últimas décadas. A educação escolar é sofrível. Não há religião e tampouco religiosidade.

E meios de comunicação há que estimulam a violência, a rebeldia, o consumismo, o egoísmo e tudo mais de deletério que possa haver. Esse caldo social predomina e contamina o homem. E homens que ingressam nas polícias vêm das camadas sociais menos favorecidas socioeconomicamente, em sua maioria, é claro. O empenho dado ao crime que vitimou Rafael Mascarenhas não é favor à sociedade, e tampouco se deve exercitá-lo tão-somente nos casos de grande repercussão midiática. Tem de ser equânime, indistinto e impessoal. Três dias antes do assassinato de Rafael Mascarenhas, Andréia dos Santos, de 42 anos, foi atropelada e morta em São Gonçalo. O motorista atropelador omitiu socorro e fugiu do Local de Crime. Todavia, uma pessoa anotou a placa do veículo. E dez dias após o assassinato, um parente da falecida identificou o veículo atropelador numa oficina mecânica e comunicou à polícia. Logo, dez dias decorreram e o que fez a polícia, em termos de investigação? Nada. Tinha-se a placa do veículo, mas ele foi encontrado por parente da vítima e não pela polícia. No caso de Andréia dos Santos será procedida a Reprodução Simulada de Local de Crime, como acertadamente foi feita no crime cometido contra Rafael Mascarenhas? Não, pois o caso não reverberará na sociedade, posto que se trata, apenas, de uma “dona de casa” são-gonçalense. Não podemos aceitar pesos e medidas diferentes em razão da importância ou notoriedade da família enlutada. Não é isso que se quer das polícias.

Quando o coronel PM Mário Sérgio de Brito Duarte refere-se aos ditos “desvios de conduta” há que nos intuir transgressões disciplinares, pois extorsão, peculato, prevaricação, omissão de socorro etc., são crimes; jamais “desvios de conduta”. Jargões empregados, como, v.g., “cortar a própria carne”, traz-nos uma figura de linguagem meramente demagógica. Não é isso que a sociedade precisa e urge dos chefes e comandantes. Rogamos por rigor e seriedade.

E tratar a mazela corrupção com peças teatrais e filmes, a serem apresentados em quartéis, em nada contribuirá, pois falta o primordial: o exemplo vindo de cima. E exporá a instituição somente ao ridículo. A despeito da integridade do coronel PM Mário Sérgio, é mister que ele deixe os discursos de cunho filosófico e efetivamente dê uma pronta resposta à sociedade. E tal resposta não pode ser inerente somente às praças e graduados. Tem abranger a todos os postos e seus círculos hierárquicos. Tem de esclarece, com a mesma obstinação mostrada com relação às praças, denúncias como a que foi veiculada com relação ao dito “Batalhão da LIESA”, que nunca mais ouvimos dizer ou falar. Tem de apurar o crime cometido pelo soldado e também pelo coronel que recebe auxílio-moradia, a despeito de residir num próprio da PMERJ, com o mesmo rigor. E tais respostas o Comandante-Geral não nos poderá dar por meio de peças e filmezinhos. Espera-se o mesmo do Chefe da PCERJ; e do Secretário de Segurança; e do governador. Eles não são atores ou diretores de peças teatrais ou filmes. Eles ora protagonizam páginas da história da vida; a vida como ela é.

Por Levi Inimá Miranda, especial para o blog Repórter de Crime.
Original em http://oglobo.globo.com

O texto abaixo faz referência ao blog http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime

O perito aposentado da Polícia Civil, Levi Inimá de Miranda, leitor assíduo e eventual colaborador deste blog, enviou um artigo que tenho o prazer de publicar porque ele tem sempre uma opinião idônea e abalizada. Nesse texto ele ressalta a importância de que a polícia faça bem seu trabalho independemente da repercussão na mídia. De fato a mídia não pode ser o único motivador da ação policial.

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Perícia criminal ganhará selo do Inmetro

Laboratórios de análises criminais e o trabalho de peritos no local do crime ganharão, a partir de 2012, selos de certificação do Inmetro. A parceria do órgão com o Ministério da Justiça tem o objetivo de dar maior credibilidade aos resultados obtidos pela perícia.

O anúncio foi feito durante o Painel Setorial de Metrologia Forense, em que foram discutidas soluções para a área. De acordo com o secretário Nacional de Segurança Pública, Edson Wagner Barroso, um grande problema enfrentado por peritos é a não preservação do local do crime.

— São normas e práticas internacionais, que já foram colocadas em uma cartilha, e que devem ser seguidas para que haja mais credibilidade no trabalho da perícia — explicou.

A profissional da área Teresa Cristina Rocha, do Ceará, conta que já enfrentou problemas para trabalhar.

— Uma vez, quando chegamos ao local de um homicídio, o morto já estava em cima de uma mesa, sendo velado. Assim, é difícil trabalhar. Todos deviam ter a consciência de que qualquer guimba de cigarro no local pode elucidar um crime.

Para o pesquisador e professor da UFRJ Rodrigo Moura, até 2012, o trabalho será de capacitação dos profissionais.

— Aqui no Brasil há diferentes formas de fazer a coleta do material. Os equipamentos usados pelos peritos também não são os mesmos. Vamos precisar qualificar e treinar a mão de obra.

Durante o painel foi anunciada, para o ano que vem, a criação da graduação em metrologia forense, na UFRJ.

?Original em: http://extra.globo.com/

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