Comemorações dos Treze Anos do IGP começam amanhã

A partir de amanhã, 18 de agosto de 2010, iniciam as comemorações dos  treze anos que o Instituto-Geral de PeríciaImage completou no último 17 de julho.  Para marcar a data haverá o lançamento da Bandeira do IGP, o IV Seminário de Estudos, Pesquisas e Inovações do IGP e a entrega das Medalhas Instituto-Geral de Perícias, Mérito Pericial e Serviço Pericial, tendo como cenário o Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1020-Praça da Alfândega-Centro-Porto Alegre)
A abertura das comemorações no dia 18 de agosto-quarta-feira, às 10 horas será com o Lançamento da Bandeira do IGP, iniciando, em seguida, o IV Seminário de Estudos, Pesquisas e Inovações do IGP com a palestra A Segurança Pública no RS, pelo Secretário da Segurança Pública, Edson de Oliveira Goularte, das 10h30min-às 11h15min.
Na seqüência o Diretor do Departamento de Políticas, Programas e Projetos da SENASP, Alexandre Aragon, falará sobre A Perícia Forense no Brasil.
À tarde o seminário reinicia às 14 horas com a apresentação do Caso Isabela Nardoni pelo Superintendente da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, Celso Perioli, a perita criminal Rosângela Monteiro e o perito médico-legista Paulo Sérgio Tieppo Alves e segue até às 17h40min.
Na quinta-feira, 19 de agosto, das 10h às 10h40min- o Diretor-Geral do IGP, Áureo Luiz Figueiredo Martins e Diretor Administrativo do IGP, Eduardo Lima e Silva apresentam a palestra Perícia Rumo À Copa do Mundo de 2014.
Segue das 10h40minàs 11h20min, a palestra da Perita Criminalista Joseli Baldasso sobre o Projeto de Desenvolvimento e Implantação da Cadeia de Custódia do IGP/RS.
Para finalizar a manhã, o Perito Criminalístico Jorge Alberto Santiago Ferreira apresenta das 11h20min às 12h-Lepus-O Embrião de Uma Nova Tecnologia em Balística Forense.
À tarde o evento reinicia com a palestra Protocolo de Atuação em Acidentes de Massa-DML apresentada pelas Peritas Odonto-Legistas Susete Josênia Cavalcanti e Mônica Bujes Stumvoll, das 14h às 14h40min.
A próxima palestra, das 14h40min às 15h20min, trata sobre Tecnologia da Informação e o Sistema PGP-Protocolo Geral de Perícias-Palestra com o Perito Criminalístico Hóris Garcia Rizzon e o Analista de Tecnologia da Informação, André Luiz da Silva Assis.
Na seqüência das 15h40min. às 16h20min será abordado o tema Afis Criminal e RIC-Registro de Identificação Civil, pelo Diretor do Departamento de Identificação do IGP, Guilherme Ferreira Lopes, e Técnico Comercial NEC Brasil, Márcio Nunes Bastos.
As duas próximas palestras que encerram o segundo dia do evento tratarão de DNA.
-das 16h20min. às 17h-IGP/RS e a Rede Integrada dos Bancos de Perfis Genéticos-Implantação do CODIS no Brasil-Palestra com a Perita Química-Forense-Trícia Cristine K. Albuquerque;
das 17h às 17h40min-Influência dos Testes Para Detecção de Sangue Sobre os Exames Imunológicos e de DNA-com a Perita Química-Forense-Juliana Piva de Almeida.
O último dia do IV Seminário de Estudos, Pesquisas e Inovações do IGP inicia com a palestra Análise Residuográfica de Espectrofotometria de Absorção Atômica-Palestra com a Chefe do Laboratório de Perícias, Viviane Fassina e Perito Químico Forense-Marcos José Carpes, das 10h às 10h40min.
A segunda palestra da manhã, 10h40min. às 11h20min, trata da Luminosidade Como Fator Limitante Na Revelação de Sangue Latente- com os Peritos Criminais Heloísa Helena Kuser e Eduardo Dal Pont Morisso.
A Representação Facial Humana-Palestra com o Fotógrafo Criminalístico-Ário Pereira Gonçalves, das 11h20min às 12h encerra o IV Seminário de Estudos, Pesquisas e Inovações do IGP.
A partir das 15 horas inicia a Solenidade de Entrega das Medalhas na seguinte ordem:
15h às 16h-Solenidade de Entrega das Medalhas Instituto-Geral de Perícias;
16h às 16h20min- Solenidade de Entrega das Medalhas de Mérito Pericial;
16h20min às 17h- Solenidade de Entrega das Medalhas de Serviço Pericial;
Após a entrega das medalhas, às 17 horas, haverá um coquetel de encerramento das comemorações dos Treze Anos do IGP.

As Medalhas do IGP

As medalhas do Instituto-Geral de Perícias foram instituídas pelo Decreto Estadual Nº. 43.941, de 25 de julho de 2005. 
Serão concedidas as Medalhas Instituto-Geral de Perícias, Medalhas do Mérito Pericial e Medalhas do Serviço Pericial aos funcionários e pessoas da sociedade civil, por seus méritos, condutas e relevantes serviços prestados, que colaboraram para o desenvolvimento da causa pericial, no âmbito do Instituto-Geral de Perícias.

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Governadora anuncia mais 51 servidores para o Instituto Geral de Perícias

A governadora Yeda Crusius autorizou, na tarde desta terça-feira (17), a nomeação de 51 servidores para o Instituto Geral de Perícias. Com esta contratação, o IGP passará a contar com 869 funcionários. De acordo com a chefe do Executivo, a valorização do Instituto é um trabalho contínuo do Governo do Estado. Houve, também, a assinatura do decreto em que o Departamento Médico Legal do Instituto Geral de Perícias passa a chamar-se General Ibá Ilha Moreira.

“Esses servidores do IGP irão permitir que o instituto siga com o serviço de qualidade, para orgulho dos gaúchos, e como modelo para todo o Brasil”, disse a governadora. “Parabéns a todos que nos permitiram cumprir aquele que é um compromisso desde o início do nosso Governo: valorizar o serviço público para que ele seja de qualidade”, concluiu.

Os 51 nomeados estão distribuídos em: 27 peritos criminais da área geral, 2 peritos criminais da área de engenharia mecânica, 5 peritos criminais da área de psicologia, 3 peritos médico-legistas da área de psiquiatria, 4 peritos químico-forenses da área de química, 4 peritos químico-forenses da área de biologia e 6 fotógrafos criminalísticos.

A partir desta quarta-feira (18), iniciam as comemorações dos 13 anos do Instituto-Geral de Perícia, completados no dia 17 de julho. Para marcar a data, haverá o lançamento da Bandeira do IGP, o IV Seminário de Estudos, Pesquisas e Inovações do IGP e a entrega das Medalhas Instituto-Geral de Perícias, Mérito Pericial e Serviço Pericial, tendo como cenário o Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul .

Os decretos que instituíram a bandeira e o emblema do IGP, e concessão das medalhas Instituto-Geral de Perícias, Mérito Pericial e Serviço Pericial, foram assinados no dia 12 de agosto, pela governadora do Estado. A homenagem é concedida aos funcionários e pessoas da sociedade civil, por seus méritos, condutas e relevantes serviços prestados, que colaboraram para o desenvolvimento da causa pericial no âmbito do IGP.

Texto de Caren Moraes

Original em: http://www.estado.rs.gov.br/

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Resultados de perícia paralela podem demorar

O resultado dos exames de DNA nos fios de cabelo encontrados numa corda que estava na casa do ex-policial, feito num laboratório em Alagoas pode demorar mais do que a defesa imaginava. Nesta terça-feira o médico-legista e professor de medicina legal da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), George Sanguinetti, contratado pela defesa de Bola, disse que a parte mais importante do fio para a realização do DNA, o bulbo capiloso (raiz do cabelo) não foi encontrado. Com isso, o material colhido durante varredura no sábado passado pelo legista na casa de Bola, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, foi submetido a exames no Núcleo de DNA Forense da (UFAL). “Os trabalhos são mais complexos, mas ainda assim é possível descobrir o código genético”, explicou Sanguinetti.

Ele confirmou também que os fios encontrados na casa do ex-policial, um da cor preta e outros castanho, pertenciam a uma mulher. “Além do tamanho, que é pouco comum para homens, ainda estavam pintados. As análises prévias definiram que os pêlos são femininos”, disse. As amostras de terra, colhidas em nove pontos da casa de Bola, durante perícia que a imprensa não teve acesso, são analisadas por um laboratório de biologia molecular, também em Alagoas. A defesa de Bola deve pedir à Justiça que seja informada a quantidade de sangue encontrada dentro da Land Rover do jogador, onde segundo a polícia, o adolescente J. de 17 anos, teria agredido Eliza com três coronhadas. “Dependendo do volume atestado pela perícia mineira, muda muita coisa, porque a jovem pode ter morrido dentro do carro. Relatos do tio do menor dão conta de que houve exposição de massa cefálica dentro do veículo”, disse Sanguinetti.

Na tentativa da defesa em desqualificar as provas produzidas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais, o advogado do goleiro Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, acionou o perito Ricardo Molina, dono de um laboratório especializado na realização de perícias em materiais de áudio, vídeo e documentos em geral em Campinas.

Original em: http://www.uai.com.br/

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Especialista americana defende perícia para crimes contra animais

A investigação de crimes contra animais é importante porque quem comete esse tipo de crueldade tem propensão a praticar outros delitos. A opinião é da veterinária americana Melinda Merck, uma das maiores especialistas da área.

Melinda Merck explica técnicas de perícia em

Melinda Merck explica técnicas de perícia em

No Brasil para participar do 1º Simpósio de Perícias Forenses em Crimes de Maus-tratos a Animais, realizado na sede da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, na Zona Oeste de São Paulo, ela diz que a perícia em crimes contra animais tem muitas semelhanças com a feita em casos envolvendo humanos. “Eu vou à cena do crime e auxilio a polícia com identificação de evidências, coletas”, conta, sobre seu trabalho.

Durante o simpósio, ela descreveu casos em que esse trabalho pericial foi importante para chegar ao autor da crueldade contra animais. Os peritos paulistas dizem que as mesmas técnicas descritas por Melinda, autora de dois livros sobre o tema, estão disponíveis no Brasil, mas os casos não costumam chegar até eles.

Melinda é diretora de uma associação americana que luta contra a crueldade a animais e trabalha desde 2000 como veterinária forense. Ela defende a investigação dos casos porque, quem comete crimes contra animais, tem grandes chances de ser violento também com seres humanos. “Nós sabemos que pessoas que cometem crueldades contra animais têm mais chances de cometer outros crimes”, afirma.

Um dos casos retratados por ela ocorreu em 2006, quando dois jovens de 17 e 19 anos invadiram um centro comunitário e causaram vários danos. Um cãozinho de três meses foi encontrado morto, dentro de um forno. A perícia conseguiu comprovar que o animal estava vivo quando os jovens o colocaram dentro do aparelho. Os dois foram julgados e condenados pelo crime. Melinda Merck diz que esse foi o pior caso que já trabalhou.

O DNA a ajudou na identificação de um homem que matou filhotes de cães. A perita fez o exame em dois cachorros que poderiam ser os pais dos filhotes. Com a confirmação, a investigação chegou até o dono dos animais, que tinha um histórico de violência contra a mulher. “Essa mulher também estava em risco”, diz a veterinária, sobre a importância de se dar atenção aos casos de crimes contra animais.

Realidade no Brasil
Os peritos dizem que as técnicas disponíveis no Brasil não são muito diferentes das americanas. “Pelo que eu vi que ela apresentou, nós fazemos as mesmas coisas. Mas nós temos que ser provocados. Não é tão feito porque não somos provocados”, diz José Antônio de Moraes, diretor do Núcleo de Perícia de Crime Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística (IC). Segundo ele, não há no Brasil a cultura de se tratar os maus-tratos a animais como um crime. “Mas é caso de polícia e tem legislação específica contra isso”, diz.

O objetivo do simpósio foi qualificar os peritos para que os laudos ajudem na punição desse tipo de delito. “É necessário que esses casos sejam atendidos de maneira adequada para que a formação da prova seja sólida”, diz a veterinária Elza Marlet, perita do IC e uma das organizadoras do evento. Ela diz que, no ano passado, foram analisados no instituto 57 casos de envenenamentos de cães e gatos.

Os peritos dizem que apenas a necrópsia dos animais ainda não está disponível. Eles contam com a ajuda de universidades para a realização do exame. O capitão da Polícia Militar Ambiental Pedro Alessander Barboza, que participou do simpósio, diz que os casos de maus-tratos contra bichos chegam por meio de denúncias e que a maioria tem relação com animais domésticos. “A legislação ambiental é um pouco recente [no Brasil]. Estamos começando um trabalho.”

O artigo 32 da lei 9.605, de fevereiro de 1998, prevê detenção de três meses a um ano a quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

Orihinal em: http://g1.globo.com/

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O colapso da polícia científica

Enquanto no plano político dirigentes governamentais acenam com a possibilidade de construção do trem-bala e de outros projetos de duvidosa prioridade que exigem investimentos vultosos da União e dos governos estaduais, no cotidiano de algumas áreas da administração pública a situação é de carência de recursos humanos, de infraestrutura adequada e de equipamentos modernos. Isso pode ser visto nas escolas públicas, na rede médico-hospitalar e na área de segurança.

Reportagem publicada domingo no Estado mostra que, em matéria de perícia criminal, o quadro é sombrio. Em quase todo o País, a polícia científica não dispõe de maletas com kit de varredura de locais de crime e acidentes. Os peritos carecem de notebook, trena a laser, máquina fotográfica digital e até de material para exame de DNA e exame de balística com microcomparador. Sem esses equipamentos, é quase impossível produzir provas documentais para esclarecimento de homicídios e latrocínios. Muitas vezes, os peritos são obrigados a trabalhar somente com lápis e papel.

Em vários Estados, a polícia científica também não conta com laboratórios nem com reagentes químicos para fazer os exames mais elementares com o objetivo de identificar causas de mortes e produzir provas materiais. Faltam ainda cromatógrafos gasosos, luz forense, luminol e laboratório de fonética.

Por falta de veículos, há municípios em que os corpos de vítimas de acidentes de trânsito ficam até dez horas à espera de remoção. E as câmaras frias para a conservação de corpos têm mais de 30 anos de funcionamento e vivem quebrando. E, como também não há geladeiras em número suficiente, muitas vezes os corpos têm de ser sepultados às pressas, sem a realização de autópsia – e depois, havendo necessidade de apurar se a morte derivou de crime, acidente e causas naturais, é preciso exumar o corpo.

Para atender os 5.560 municípios brasileiros, existem somente 60 Institutos de Criminalística e Institutos de Medicina Legal. Segundo os especialistas, seriam necessárias, no mínimo, mais 300 unidades. A média considerada adequada é de um instituto para cada 15 cidades.

Para atuar nas 32 especialidades de perícia criminal adotadas pelo Brasil, conforme a legislação penal, existem cerca de 12 mil peritos. Como pelas recomendações dos organismos internacionais a média adequada é de 1 perito para cada 5 mil habitantes, o País tem uma carência de 26 mil peritos.

Os serviços mais precários estão no Norte e Nordeste e os mais eficientes, no Sul e Sudeste. E as deficiências mais graves estão nos Estados de Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Roraima, nos quais a maioria dos equipamentos para a realização de perícias e exames científicos está faltando.

Na falta de câmaras frigoríficas, por exemplo, os IMLs do Maranhão utilizam geladeiras comuns para guardar corpos. Em vez de luz forense multiespectral, a polícia científica sergipana utiliza nas análises uma precária luz ultravioleta – e ela está queimada. Em Pernambuco, o Instituto de Criminalística não está preparado para fazer exame de DNA e as poucas maletas de perícia não dispõem de notebook digital. Já o Rio Grande do Norte conta com laboratório de DNA, mas não tem funcionários para operá-lo. Em Roraima, como faltam equipamentos laboratoriais e reagentes químicos, determinadas perícias somente são concluídas se houver empréstimo de material pela iniciativa privada. Embora não disponha de laboratório de DNA, câmaras frias no IML, cromatógrafos e luz forense, o Piauí conta com um microcomparador balístico, que compartilha com o Maranhão e o Ceará.

A consequência inevitável do sucateamento da polícia científica no País é o baixo índice de esclarecimento de homicídios. A média nacional é de 25 crimes esclarecidos a cada 100. Mas nos Estados onde a perícia criminal praticamente inexiste, o índice cai para 2,8%.

Para reduzir a violência não basta só a repressão – acima de tudo, é preciso inteligência, equipamentos de ponta e uma polícia científica preparada e devidamente equipada. Sem isso, não há como debelar a crise de segurança pública.

Original em: http://www.estadao.com.br/

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Delegado aguarda laudo da marquise que desabou

De acordo com o delegado Valter Simas a conclusão do inquérito depende dos laudos da criminalística

O acidente está sendo investigado pelas equipes da 2ª Delegacia Metropolitana

O acidente está sendo investigado pelas equipes da 2ª Delegacia Metropolitana

Após 21 dias da queda de uma marquise que matou Vanuza Silva dos Santos, de 30 anos, a polícia continua investigando o caso. De acordo com o delegado da 2ª Delegacia Metropolitana, Valter Simas, o inquérito não será concluído até que o laudo da criminalística seja enviado para a delegacia. “O laudo vai poder apontar as causas do desabamento”, diz o delegado.

Valter Simas esclarece que ouvirá ainda essa semana os representantes da construtora responsável pela obra.

Acidente

O acidente que teve repercussão nacional foi registrado no dia 26 do mês passado. Desde a tragédia que responsáveis por órgãos públicos estão prestando esclarecimentos sobre o funcionamento da obra.

Por Kátia Susanna
Original em: http://www.infonet.com.br

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Advogados de Bruno vão tentar anular provas na Justiça

Os advogados de defesa dos acusados da morte da jovem Eliza Samudio se preparam para tentar anular, no Tribunal do Júri, as provas reunidas pela polícia mineira ao longo de um mês de investigação. O goleiro Bruno Fernandes, afastado do Flamengo, e outros sete réus podem pegar até 42 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, seqüestro e cárcere privado qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Para o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola), a pena pedida é de 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Responsável pela defesa do goleiro e da maior parte dos envolvidos no crime, o advogado Ércio Quaresma amanheceu nesta segunda-feira em Campinas, em São Paulo, para uma reunião com peritos do Centro de Criminalística da Unicamp. O objetivo de Quaresma é reunir elementos para apresentar, na Justiça, uma “contra-perícia” para questionar as provas materiais e testemunhais colhidas pela polícia e que fundamentam a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais.

“O trabalho da Policia Civil de Minas Gerais é questionável. Eles não encontraram nenhuma prova concreta para incriminar ou deixar alguém preso. A maioria das perícias realizadas pela polícia mineira será alvo de abordagens paralelas da defesa”, adiantou Quaresma, que, desde a fase das investigações, tentar desqualificar depoimentos e evidências apontadas pelos investigadores contra o goleiro e os demais acusados.

Quaresma também recorreu a outro advogado experiente para traçar a estratégia de defesa de seus clientes. Na semana passada, o advogado mineiro teve encontro com Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, figura freqüente em casos de grande repercussão no Distrito Federal. “Kakay é meu amigo pessoal. Tivemos um encontro informal”, despistou Quaresma.

Ataque às provas – Encarregado da defesa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o executor de Eliza Samudio, o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior vai tentar livrar seu cliente apostando na tese de que a vítima nunca esteve no local onde, segundo a polícia, ocorreu o assassinato.

Em entrevista a VEJA.com, Zanone Júnior afirmou que as investigações paralelas para provar que Bola é inocente estão em andamento. “Não há provas de que a Eliza esteve na casa de meu cliente. Nem a própria polícia civil conseguiu levantar provas da passagem da moça pelo imóvel”, afirmou Zanone, que contratou, como assistente da defesa, o perito criminal George Sanguinetti.

Sanguinetti e Zanone pretendem pedir autorização aos advogados de Bruno para realizar perícias no sítio do jogador, em Esmeraldas. O perito já esteve no sítio em Vespasiano, onde Eliza supostamente foi assassinada, e recolheu material para confrontar os indícios apresentados pela polícia e pelo Ministério Público.

Junto com Bruno, foram denunciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, seqüestro e cárcere privado qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor o amigo do jogador, Luiz Henrique Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Daianne Rodrigues do Carmo Souza (mulher de Bruno), Elenílson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes de Castro. Todos os réus estão presos em Minas Gerais. O menor J., primo do jogador e primeiro a afirmar à polícia que Eliza tinha sido assassinada, recebeu sentença de internação por ter participado do seqüestro e do homicídio de Eliza e está em uma unidade para menores em Belo Horizonte.

Original em: http://veja.abril.com.br/

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