Fabricante de hidratante à base de maconha vai responder por tráfico

Perícia do Instituto de Criminalística Carlos Eboli confirmou vestígios de THC, princípio ativo da droga

O hidratante à base de maconha que vinha sendo vendido em loja de Ipanema continha vestígios de THC, o princípio ativo da droga. Foi o que constatou perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, no produto Body Butter Hemp. Ontem, policiais da Delegacia de Repressão a Crimes contra à Saúde Pública fizeram operação na loja Empório Body Store, onde era vendido, na Rua Visconde de Pirajá, mas o cosmético já tinha sido retirado das prateleiras.

Fabricante de creme vai responder por crime contra a saúde pública

Fabricante de creme vai responder por crime contra a saúde pública

Segundo o delegado Fábio Cardoso, o fabricante vai responder por crime contra a saúde pública, por comercializar produto sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e por tráfico de drogas. “Agora vamos chamar os fabricantes para serem ouvidos”, disse o delegado.

O depoimento poderá ocorrer por carta precatória já que a empresa é do Rio Grande do Sul. A pena por tráfico de drogas é de 5 a 15 anos de prisão e, por risco à saúde pública, de 10 a 15 anos. O laudo não especificou a concentração de THC, mas qualquer quantia é crime no Brasil.

Ontem, em nota, a empresa comunicou que não havia recebido nenhum laudo sobre o produto Body Butter Hemp ou comunicação oficial que comprove que o produto seja ilegal. “A matéria-prima é importada e comprada pela empresa Customer Service/Cosmotec, que alega que seus produtos são testados pelos órgãos competentes antes de serem distribuídos no País”, diz o texto. Mas não comentou a ação da polícia.

O fabricante alega que há uma “quantidade ínfima do ativo entorpecente”, segundo análise técnica feita pelo laboratório Biochemica.\

Original em: http://odia.terra.com.br

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