Faltam peritos criminais em Bauru

Para atender a demanda de 20 municípios, o Núcleo de Perícias Criminalísticas teria que dobrar o número de profissionais

Atualmente com um quadro de 34 profissionais, dos quais 17 peritos criminais, o Núcleo de Perícias Criminalísticas de Bauru, que abrange 20 municípios da região, se desdobra para atender a demanda de perícias do dia a dia. A solução para o déficit, segundo a presidente do Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo, Maria Márcia da Silva Kesselring, seria duplicar ou até triplicar o número de peritos no núcleo.

Visando a contratação de mais profissionais e conseguir plano de carreira, membros do sindicato da categoria e profissionais engajados no movimento participaram de ato público na manhã de ontem em frente à Secretaria de Gestão Pública, em São Paulo.

“Sofremos com a falta de aproximadamente 630 peritos em todo o Estado. Temos pouco mais de 1 mil profissionais para atender todos os municípios e isso causa uma exaustão dos peritos, que trabalham longas jornadas. Nós queremos também ter direito ao plano de carreira”, reivindicou Márcia.

O perito criminal é o profissional especializado em encontrar ou proporcionar a chamada prova técnica ou prova pericial, mediante a análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos. Esta prova é remetida à Polícia Civil para integrar o processo.

A pauta de reivindicações dos peritos foi entregue à Secretaria de Gestão Pública. “Não temos ainda uma sinalização se vão aceitar nossas solicitações. Mas o prazo para resposta deles é de 10 dias. Nós vamos aguardar”, completou Márcia.

A presidente do sindicato ainda ressalta que a situação de Bauru não é muito diferente de outros núcleos do Estado. De acordo com Hélio de Almeida Rochel, diretor do Núcleo de Perícias Criminalísticas de Bauru, é preciso contratar novos peritos logo porque cinco profissionais do quadro do núcleo estão próximos de aposentarem-se. “Cinco ou seis peritos nossos estão para aposentar-se. Então nós vamos ficar com falta de profissionais”, afirmou Hélio.

Ele explica que mesmo que a contratação seja aprovada, o processo é demorado. “O processo para a contratação de um perito demora cerca de um ano e meio. Primeiro é preciso prestar um concurso e estudar na academia de peritos por um ano. Não é um processo tão simples quanto parece”.

Plantões

Os 17 peritos do Núcleo de Perícias Criminalísticas de Bauru, entre eles fotógrafos e desenhistas, trabalham em esquema de plantão de carga horária variada, conforme a necessidade. “Com um quadro destes fica complicado quando tem várias ocorrências ao mesmo tempo. Nós precisamos sim de mais profissionais. Não sei falar em números, mas ter mais peritos seria muito bom”, acrescentou Rochel. Já o número de viaturas para o transporte dos profissionais está de acordo com a demanda, frisa Rochel.

Original em: http://www.jcnet.com.br

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