Perícia encontra falhas estruturais na arquibancada que caiu no PR

Instituto de Criminalística constatou equipamento inadequado.
Laudo pode sair nos próximos 15 dias.

Peritos do Instituto de Criminalística de Cascavel (PR) que estiveram nesta segunda-feira (20) avaliando a arquibancada que cedeu e feriu 128 pessoas neste domingo (19), em Quatro Pontes (PR), identificaram falhas tanto estruturais quanto de instalação da estrutura. Segundo informações da perícia, foram encontradas peças de baixa qualidade e instalação malfeita no local.

A avaliação dos dois peritos começou na manhã desta segunda-feira e foi concluída à tarde. De acordo com o perito Alex Tavares, o equipamento estava inadequado. “A gente encontrou a tubulação metálica com partes enferrujadas, encaixes que deveriam ser perfeitos amarrados com arame e calços de madeira”, disse. A expectativa do perito é que o laudo fique pronto em 15 dias ou menos.

Vítimas
De acordo com um levantamento do Corpo de Bombeiros de Quatro Pontes, a queda da arquibancada deixou 128 pessoas feridas. Deste total, 22 casos foram mais graves e o restante, lesões leves. Nos quatro hospitais que prestaram atendimento nos municípios vizinhos de Marechal Cândido Rondon (PR) e Toledo (PR), no fim da tarde desta segunda ainda havia nove pessoas internadas, a maioria com fraturas. A exceção é uma gestante que sofreu um sangramento e está em observação.

Responsabilidade
O comandante dos bombeiros, capitão Araújo, afirma que a organização do evento não solicitou que a corporação fizesse a vistoria do local. “Isto não foi feito e temos uma lei estadual que determina que o organizador solicite previamente a vistoria ao Corpo de Bombeiros. Estou no comando aqui há dois anos e no ano passado também não foi solicitado”, disse, referindo-se à edição de 2009 do mesmo evento.

A Prefeitura de Quatro Pontes abriu um inquérito administrativo para apurar os culpados e diz que o responsável pela arquibancada é a empresa que venceu licitação para o evento. Entretanto, o representante da empresa Pirâmides Quatro Pontes, Paulo Dewes, alega que a montagem da arquibancada foi terceirizada para outra firma do município de Marechal Cândido Rondon. “Não é responsabilidade minha. A Associação Comercial que é responsável”, afirma. O representante da Associação Comercial e presidente da Arejok, principal organizador da corrida, Ermínio Dassoler, disse que coordenou as tarefas desempenhadas pelos quatro parceiros, mas a estrutura “foi licitada pela prefeitura”.

O inquérito policial está a cargo da delegacia de Marechal Cândido Rondon.

Original em: http://g1.globo.com

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