Peritos buscam pistas de suposto homicídio

Apesar de indícios, Novaes não descarta hipótese de suicídio

Apesar de indícios, Novaes não descarta hipótese de suicídio

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram, nessa segunda-feira à noite, no apartamento onde morava Domingos Sávio Valgueiro da Costa, 50 anos, encontrado morto na manhã do domingo, dentro da sua residência. O delegado Isaías Novaes acompanhou a equipe. Os policiais demoraram pouco mais de uma hora no local, mas não revelaram muitos detalhes sobre o trabalho investigativo que foi realizado no apartamento.

“Não descobrimos nada de extraordinário. E, por enquanto, não podemos, sequer descartar a hipótese de suicídio” afirmou o delegado, limitando-se a dizer que alguns objetos pessoais do homem, como celular e agenda, foram recolhidos pela polícia e que maiores detalhes provavelmente serão revelados somente após a conclusão das perícias.

Domingos Sávio, visto pela última vez no dia 27, foi encontrado dentro de um quarto, em cima da cama, com um fio elétrico enrolado no pescoço e uma facada na barriga. Segundo o perito Diego Costa, a faca utilizada no crime tinha tanto sangue que será difícil encontrar impressões digitais no objeto. “Aplicamos luminol (reagente utilizado para detectar sangue) no quarto, corredor e banheiro. No quarto, o resultado foi positivo, mas todo o material recolhido (cinco amostras) será levado para um laboratório. Depois das análises é que teremos informações mais precisas”, declarou, salientando que a perícia tanatoscópica (exame do cadáver) será fundamental para as investigações, já que o corpo foi encontrado em estágio de decomposição. “O ambiente ainda não foi limpo. Nada foi alterado no apartamento”, ressaltou o perito.

De acordo com os policiais, a irmã de Domingos Sávio que esteve no apartamento no dia em que o corpo foi encontrado não sentiu falta de nenhum objeto de valor do irmão. “O ambiente estava arrumado, objetos não estavam revirados e nem havia sinais de luta corporal”, disse Isaías Novaes.

Nesta quarta (3), a polícia deve começar a realizar as primeiras ouvidas. Quanto às imagens do sistema de segurança do prédio, estão sendo coletadas pela administração do condomínio e não há, ainda, uma previsão de quando estarão no Departamento de Homicídos e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o caso está sendo investigado.

Original em: http://jc.uol.com.br

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Apreendeu e voltou

Segurança pública PM encontra máquina caça-níquel com inscrição do Instituto de Criminalística em bar de Ribeirão Preto

A Delegacia Seccional de Ribeirão Preto abriu investigações para apurar um eventual desvio de máquinas caça-níqueis na cidade depois que policiais militares apreenderam um equipamento, em um bar, que possuía a inscrição “IC OK”. A inscrição é usada por peritos do Instituto de Criminalística para indicar que o caça-níquel já foi periciado.

“Antes de fazermos tal afirmação, devemos ter provas que as assinalações efetuadas na máquina partiram do órgão de provas, uma vez que sequer sabemos se este é o procedimento padrão do instituto”, informou a Seccional, por meio de nota enviada pelo departamento de comunicação social.

A apreensão ocorreu em um bar localizado nos Campos Elíseos na noite de quinta-feira passada, durante uma operação feita entre a Polícia Militar e a Fiscalização Geral da Prefeitura Municipal, que tinha o objetivo de identificar eventuais irregularidades em alvarás de funcionamento nos estabelecimentos.

De acordo com informações dos policiais à delegada de plantão, Patrícia de Mariani Buldo, na caixa de madeira havia a inscrição “IC OK”, em amarelo, duas vezes. Ninguém do IC quis comentar o caso até a apuração completa da Seccional. Entretanto, conforme a reportagem apurou, todas as máquinas apreendidas e periciadas recebem a inscrição.

O dono do bar, J.G.R., 51 anos, afirmou que arrendou o estabelecimento há cerca de dois meses depois da morte do antigo dono. Ele disse que quando assumiu o local, esta e outras três máquinas, que não tinham inscrição, já estavam no local. “Eu não sabia de quem eram essas máquinas, então tive receio de tirar daqui. Eu nunca tive envolvimento com nada disso porque sei que é errado.” Segundo J.G.R., periodicamente algumas pessoas, que ele não sabe quem são, retiravam o dinheiro arrecadado dos apostadores.

De acordo com a Seccional, caso sejam comprovados falhas ou envolvimento de policiais, o caso será encaminhado para a Corregedoria da Polícia Civil.

Em operação, PM achou 5 máquinas

Em outros dois bares fiscalizados durante a operação, no bairro Quintino Facci 2, a Polícia Militar encontrou um total de cinco máquinas caça-níqueis. Nos dois estabelecimentos, os proprietários disseram que um homem, com apelido de “Japonês” ou “Alexandre”, seria o responsável pelos equipamentos e recolhia o dinheiro dos jogos. Ambos os bares estavam sem alvará e foram lacrados pela Fiscalização Geral. Em um dos bares, foram encontradas quatro máquinas pequenas com monitores soltos das bases, que têm o objetivo de driblar a fiscalização. A PM conseguiu abrir as máquinas e encontrou cerca de R$ 191 em dinheiro. Um acordo estabelecido entre a Polícia Civil, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Receita Federal e IC definiu que as máquinas caça-níqueis sejam periciadas logo que apreendidas, com o objetivo de agilizar a destinação final dos equipamentos e evitar com que lotem os distritos policiais. (GY)

O NÚMERO

R$ 191 Foram encontrados em uma das máquinas apreendidas

GABRIELA YAMADA

Original em: http://www.gazetaderibeirao.com.br

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Cadáver de mulher é violado dentro do cemitério

O corpo de uma senhora de 54 anos, sepultado na última quinta-feira, foi encontrado fora do túmulo no domingo, no Cemitério Municipal de Santo Antônio do Sudoeste, próximo à fronteira do Brasil com a Argentina.

A senhora foi vítima de uma parada cardíaca. Três dias depois do sepultamento, o túmulo foi violado e o corpo arrastado por cerca de quatro metros, apresentando indícios de violência sexual.

“Apenas a perícia do Instituto de Criminalística poderá revelar se houve abuso sexual, mas a vítima estava com as vestes rasgadas”, conta o delegado Carlos Tatesudi, titular da delegacia local.

O cemitério fica no alto de um morro, isolado da cidade, e não é cercado por muros ou cercas. Também não conta com nenhum guardião durante as madrugadas, e não há nenhum morador nas redondezas.

“Fica difícil de encontrar alguma testemunha, mas já fomos atrás dos possíveis autores, porque acreditamos que uma pessoa só não seria capaz de erguer sozinha a tampa da sepultura”, revela Carlos.

O delegado acredita que a intenção dos responsáveis pela violação de túmulo e vilipêndio de cadáver não era a de roubar possíveis joias, como anéis e brincos, enterradas com o corpo. “Um sujeito que faz isso é anormal”, ressalta. Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a polícia a localizar algum suspeito de envolvimento no caso poderá ligar no telefone (46) 3563-1321.

Outro

O caso é muito semelhante ao de uma senhora de 74 anos, que foi enterrada em agosto também vítima de uma parada cardíaca e encontrada fora do túmulo em setembro, no Cemitério Municipal Jardim Independência, em Araucária. Também havia indício de abuso sexual.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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