Complexidade em investigação pericial é marca da atuação dos profissionais do Instituto de Criminalística

De acordo com Orivaldo, os peritos que atuam no Instituto de Criminalística são profissionais que trabalham com a complexidade dos casos.

De acordo com o diretor do Instituto de Criminalística, a o acesso às câmeras pela população aumentou demasiadamente a demanda no núcleo.

Essencial para o andamento de investigações, a atividade do perito criminal começa nas cenas de crime e prossegue dentro dos laboratórios e núcleos da Coordenadoria Geral de Perícias. Segundo o diretor do instituto de Criminalística, perito criminal Orivaldo José da Silva Júnior (foto a seguir), este profissional deve sempre estar preparado para trabalhar em situações atípicas e com adversidades. “Porque é ele o responsável por montar o quebra-cabeças para ajudar a solucionar os casos”, avalia, ressaltando a atuação do perito criminal oficial que tem seu dia comemorado neste sábado (4).

De acordo com Orivaldo, os peritos que atuam no Instituto de Criminalística são profissionais que trabalham com a complexidade dos casos. “Aqui chegam crimes de todas as áreas. Diferente do que muitos possam imaginar, o crime não é cometido só contra a pessoa. Trabalhamos aqui com diversas áreas da perícia com análises de balística, documentos falsos, pedofilia, crimes de informática e contábeis. Esta complexidade de crimes periciados pelo IC demanda de profissionais de diversas áreas, como engenheiros, físicos, matemáticos, profissionais de química, biologia, fonoaudiólogos e veterinários, entre outros”, relaciona o diretor do instituto que é dividido em vários núcleos que lidam com crimes específicos.

 

 

“O IC é considerado vários em um só porque é o que mais tem núcleos especializados para procedimentos diversos, por isso é um dos mais complexos”, diz. “Atualmente são dez núcleos funcionando no Instituto de Criminalística e temos a previsão de mais quatro: engenharia ambiental, engenharia legal e a divisão externa deve ser dividida em núcleos especializados”, diz. O perito lembra ainda que por dia são formulados de sete a dez laudos periciais dentro do instituto.

“Quase todos os tipos de crime passam pela verificação do IC”, lembra o perito. Entre os núcleos que funcionam atualmente, o de Áudio e Vídeo é um dos que têm maior demanda. De acordo com o diretor do Instituto de Criminalística, a o acesso às câmeras pela população aumentou demasiadamente a demanda no núcleo. Imagens captadas por câmeras de segurança, celulares e áudios obtidos em gravações são analisados pelos peritos que emitem os laudos que são encaminhados para o prosseguimento das investigações. Análises que requerem maior aprofundamento são enviadas para o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf).

 

Novos equipamentos estão sendo adquiridos para modernizar as metodologias de análises do IC, tanto em locais de crime quanto análises em laboratório. “São equipamentos necessários mas que não fazem nada sozinhos, sem a condução de um perito criminal”, ressalta. Foram adquiridos um detector de metal, uma trena com roda, duas trenas laser, três Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e quatro detectores de gás. 

 

 

 

 

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Opinião: Perito - retrato de um profissional, sem glamour

Por Gilvan Nolêto, Perito, Jornalista, Pós-Graduado em Polícia Comunitária e natural de Tocantinópolis

Quando o telefone toca, no plantão do Instituto de Criminalística, o corpo do perito plantonista emite sinais, que tanto pode ser um discreto arrepio pelo corpo ou um costumeiro friozinho no estômago. Sensações assim, se assemelham a um alerta espontâneo, de que algo ruim acaba de acontecer. Papel e caneta nas mãos, ele anota o endereço, muitas vezes, de uma tragédia. Não importa se é dia ou noite, se o tempo é de sol ou chuvoso. Começa a luta contra o relógio, pois todo perito sabe, que quanto mais ele demorar, mais longe da verdade ficará.

Com o equipamento necessário nas mãos, como uma trena métrica, uma máquina fotográfica, luvas, papel e caneta presos em uma prancheta, e uma forte dose de adrenalina, o perito vai a campo, ao encontro do inesperado. Uma perícia nunca é igual à outra. Pelo trajeto, é comum ele ser informado de que a sua presença também é necessária em outro local e mais outro…  A tensão ganha maior dimensão e assim prossegue em 24 horas de sucessivas expectativas.

No local da perícia, onde o perito faz a coleta de provas, além de ter a obrigação de ser atento, detalhista, ousado, isento e ético em busca da materialização da verdade, também tem que ser fotógrafo, desenhista e por mais que se especialize ainda tem que lidar com sentimentos primitivos inerentes à humanidade. Afinal, não é fácil conviver com a dor do semelhante e muitas vezes ter que administrar surpreendentes reações familiares.

As imagens que ele vê, de corpos esmagados, cabeça ou outros membros separados do corpo, sejam de crianças ou adultos, tendem a se somar a carga de estresse, mas o perito tem que chegar bem perto para fotografar e detalhadamente, examinar, pois até as larvas transmitem informações. E ainda que use subterfúgios para driblar os fortes odores emanados dos gases e do sangue fétido que no ser humano é inigualável, não há como fugir à somatória silenciosa do estresse, embora ele não disponha de serviço de apoio psicológico específico.

Depois do plantão, quando o perito deveria dispor de folga, esse é o período que ele se dedica para atender à pressão dos prazos. Ele tem dez dias para estudar cada uma das ocorrências periciadas, fotografias, realizar cálculos, às vezes, até acompanhar a autópsia de um corpo no IML, para depois confeccionar o Laudo Pericial que pode resultar na condenação de um culpado, ou na absolvição de um inocente. Haja responsabilidade!

As sensações físicas ou os sinais de alerta que o perito experimenta quando o telefone toca, apenas indicam que o aspecto psicológico está abalado pela convivência com situações extremas, porém rotineiras, mas que provocam importantes dispêndios de energia psíquica. E de passagem, diga-se, o estresse tem limites!

Ao contrário do glamour exibido em seriados norte-americanos, a realidade diária de um perito é bem diferente do CSI televisivo. Se há glamour, esses profissionais ainda não descobriram, pois a silenciosa responsabilidade que os move, grita alto dentro deles. A Criminalística é uma ciência relativamente nova, mas vem caminhando a passos largos em busca dessa solidificação científica. Com formações acadêmicas em diversos ramos da ciência, e com a aquisição de conhecimentos técnicos consagrados, os peritos tocantinenses não têm deixado a desejar.

Nesse dia 04 de dezembro, data em que se comemora o Dia do Perito, em homenagem a um profissional mineiro que morreu enquanto realizava seu trabalho, quem não tem muito a comemorar são os 24 Peritos Policiais do Tocantins. Esses profissionais que executam e-x-a-t-a-m-e-n-t-e as mesmas funções dos Peritos Criminais há 17 anos, recebem 50% a menos, pelo mesmo trabalho realizado, contrariando o princípio constitucional que determina: “trabalhos iguais, vencimentos iguais”. Para eles, se a solução não tiver base Legal, não seria demais, que se fizesse Justiça!

Original em: http://www.ogirassol.com.br

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Seminário integra peritos oficiais e ressalta dinâmica multisciplinar do trabalho

A dinâmica multidisciplinar do trabalho do perito criminal foi ressaltada nesta manhã (3) pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, durante a abertura do XI Seminário Regional dos Peritos Oficiais de Mato Grosso do Sul. “É a dinâmica multidisciplinar das perícias que se somam e ajudam a solucionar crimes. Hoje caminhamos para a formação de uma ciência policial que vem da multiplicidade das ações periciais. Esta ciência vem sendo construída com certeza através do trabalho dos peritos”, afirmou o secretário lembrando ainda do Dia do Perito Criminal Oficial, comemorado no sábado (4).

Segundo o coordenador-geral de perícias, perito criminal Alberto Dias Terra, o encontro, realizado pela Associação dos Peritos Oficiais do Estado (APO-MS), é um momento importante não só para lembrar o dia do profissional, mas também para debater metodologias e promover a interação entre os profissionais de diversos setores. “É um momento de troca de informações, não só para os peritos. Aqui temos a participação da Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário, Polícia Militar e Bombeiros. Isso é que chamamos de perícia dinâmica”, comenta o coordenador.

 

Todos os alunos que estão em formação na Academia de Polícia Civil também participam do seminário e pela primeira vez o encontro entra na grade oficial da academia.

Para o presidente da APO, perito criminal Sávio Ribas, o momento do encontro é importante para fomentar a integração entre estes profissionais e os outros setores. “Porque a perícia é um trabalho de equipe que envolve desde o delegado requisitante da perícia até os institutos que elaboram os laudos encaminhados para o uso da justiça”, afirma. “E o laudo pericial elaborado pela equipe é de extrema importância porque ele está acima de tudo, acima até da confissão ou não do acusado”, ressalta.

Sávio destacou ainda o empenho da administração estadual em investir em melhorias para o trabalho da perícia. Conforme o presidente da APO, os recursos aplicados para a categoria fizeram da perícia sul-mato-grossense uma das melhores do País. “Hoje, com todos estes investimentos, podemos dizer com tranquilidade que o Mato Grosso do Sul tem uma das melhores perícias do Brasil”.

 

Estudo de caso

O encontro que acontece no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, na Capital, se desenvolve com debates e palestras. Entre os temas discutidos pelos profissionais, os peitos apresentam o trabalho desenvolvido no caso do assassinato de uma arquiteta em Campo Grande. O caso ganhou repercussão através da imprensa e a ação de investigação dos peritos foi reconhecida pelo Conselho Superior de Polícia.

Através de laudos periciais foi descoberta a ação criminosa. Segundo o coordenador-geral de periciais, Alberto Terra, o caso passou por quatro institutos da CGP. Foram analisadas imagens de câmeras de segurança, dados de celulares, vestígios em objetos e no veículo e realizada a perícia de local de crime.

Alberto diz que a perícia necroscópica detectou que a vítima não morreu com o incêndio do veículo e já havia sido asfixiada antes, porém ainda estava viva quando o veículo foi incendiado, visto que foram verificados sinais de fumaça inalada para os pulmões. O ex-marido da vítima foi acusado de praticar o homicídio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Original em: http://www.portalms.com.br

 

 

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Peritos da PF discutem aperfeiçoamento da Perícia Criminal

Intensificar a interação entre os profissionais da área criminalística de todo o país, debater os rumos e o aperfeiçoamento da perícia federal e conscientizar sobre a importância da prova material como ferramenta para promoção da Justiça. Esses são os principais objetivos do I Congresso Nacional dos Peritos Criminais Federais, evento que a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) realizará entre os dias 6 e 10 de dezembro, em Maceió/AL, com patrocínio da Petrobras. A expectativa é reunir mais de 200 peritos de todo o Brasil, além de delegados de polícia, procuradores, representantes de órgãos de controle, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O evento promoverá debates sobre as várias maneiras de aperfeiçoar o trabalho da perícia criminal de forma conjunta com os demais atores envolvidos na persecução criminal e com a participação de um público qualificado. “Também visa conscientizar sobre a importância da prova material como ferramenta de auxílio à justiça na elucidação dos mais variados crimes”, destaca o vice-presidente da APCF, Hélio Buchmüller.

De acordo com Buchmüller, esta primeira edição do congresso é uma repaginação do Encontro Nacional dos Peritos Criminais Federais, promovido nos últimos seis anos pela APCF. “A expectativa é aumentar a quantidade de discussões feitas pela entidade, uma vez que, antes, a participação era restrita aos peritos e, agora, está aberta aos operadores do Direito e à sociedade civil”, observa. O novo formato, além de uma programação estruturada para peritos criminais federais, oferecerá ainda palestras de conteúdo técnico-científico para o público externo para, dessa maneira, fomentar a atividade pericial junto à sociedade.

A programação do I Congresso Nacional dos Peritos Criminais Federais inclui a realização de sete painéis que abordarão temas diversos, que vão desde a perícia em crimes ambientais e financeiros e em grandes eventos até a ciência no combate ao narcotráfico.

Confira a programação dos painéis temáticos:

06 de dezembro

20h – Abertura Oficial / Coquetel

07 de dezembro

9h às 10h30 – Painel 1 – Perícia em crimes ambientais

Palestrantes:

Petrônio Falcomer Júnior – Perito Criminal Federal

Luiz Guilherme Barros Cocentino – Perito Criminal Federal

Felipe Vasconcelos Correa – Delegado de Polícia Federal

Bruno Baiocchi – Procurador da República

10h30 às 12h – Painel 2 – Perícia em crimes financeiros

Palestrantes:

Agadeílton Menezes – Perito Criminal Federal

Francisco Jose Fernandes Braga Rolim – Perito Criminal Federal

Janderlyer Gomes da silva – Delegado da Polícia Federal

Paulo Roberto Olegário de Souza – Procurador da República/PE

8 de dezembro

9h às 10h30 – Painel 3 – Custos reais de obras públicas

Marcos Cavalcanti Lima – Perito Criminal Federal

Raimundo Azevedo Filho – Perito Criminal Federal

10h30 às 12h – Painel 4 – Perícia em moedas falsas

Carlos Andre Xavier Villela – Perito Criminal Federal

Ânderson Flores Busnello – Perito Criminal Federal

Alberto Rachelli – Banco Central

9 de dezembro

9h às 10h30 – Painel 5 – Perícias em grandes eventos: Copa 2014 e Rio 2016

Palestrantes:

Adauto Zago Pralon – Perito Criminal Federal

Aggeu Lemos Bezerra Neto – Perito Criminal Federal

10h30 às 12h – Painel 6 – Ciência no combate ao narcotráfico

Palestrantes:

Adriano Otavio Maldaner – Perito Criminal Federal

Marcos de Almeida Camargo – Perito Criminal Federal

10 de dezembro

15h às 16h45 – Painel 7 – As entidades de classe na sociedade

Palestrantes:

Hélio Buchmüller Lima – Perito Criminal Federal

Mauro Hauschild – Procurador Federal

17h – Cerimônia de encerramento

Serviço

EVENTO: I Congresso Nacional dos Peritos Criminais Federais

PERÍODO: de 6 a 10/12/2010

LOCAL: Radisson Hotel – Avenida Doutor Antônio Gouveia, 925 – Pajuçara, Maceió – AL

SITE: www.apcf.org.br

Original em: http://www.primeiraedicao.com.br

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Polícia entra em greve e não atenderá pequenos casos

O comando de greve do Sindicato dos Servidores da Policia Civil do Estado de Rondônia (SINSEPOL), determinou que apenas casos de prisão em flagrante com crimes graves serão atendidos na Central de Polícia. Os chamados termos circunstanciados não serão resolvidos. Não há explicação dos procedimentos que serão tomados, mas a negativa, informada no site da categoria, pode ser considerada prevaricação (agente público não pode deixar de realizar sua atividade fim). O Sinsepol diz ainda que “primeiramente trabalharemos em operação padrão em todas as unidades da Polícia Civil e segundo, no decorrer da próxima semana, esta comissão estará divulgando a cartilha do movimento e as estratégicas de ação.”

 

 

 

 

 

Original em: http://www.rondoniagora.com

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