Mortes em Aldeia // Notebook foi levado para perícia no IC

A polícia ainda não conseguiu descobrir se há informações relevantes no notebook de Rogério Damascena, o noivo que assassinou a noiva, um dos seus convidados e se matou na festa de comemoração do próprio casamento, em Aldeia, no último domingo. O computador tem senha. O laptop, dois celulares, a arma utilizada por Rogério e um projétil foram encaminhados ontem pela manhã ao Instituto de Criminalística (IC). Os peritos irão analisar as informações contidas no HD (disco rígido) da máquina, assim como os números das agendas dos celulares, as mensagens e as listas das últimas ligações realizadas ou recebidas. 

Apesar da informação inicial de que as imagens das câmeras de segurança do condomínio onde aconteceu a tragédia são escuras e de má qualidade, o delegado responsável pela apuração do caso, Igor Leite, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), fará uma análise das imagens, paralelamente à realizada por peritos do IC. A arma usada no crime foi entregue ao delegado na última quarta-feira pelo pai de Rogério, João Bosco Damascena, 59. Ele confessou que a retirou do local do crime no momento em que socorreu o filho, ainda vivo, ao hospital. A pistola calibre 380 não tem registro. 

Com a entrega da arma, falta pouco para a polícia fechar o caso. O gestor do DHPP, Joselito Kehrle, pretende finalizar o inquérito com a definição, ainda que subjetiva, já que o o assassino cometeu suicídio, da motivação dos crimes. A princípio, os depoimentos colhidos até o momento apontam para um surto psicótico provocado por ciúme patológico. O pai do noivo poderá ser indiciado pelos crimes de alteração de local de crime, porte ilegal de armas, obstrução da Justiça e falso testemunho. Caso isso aconteça, ele deverá responder em liberdade. No seu segundo depoimento, João Bosco disse que a pistola era do filho há cerca de três anos e que ele havia comprado a arma de um amigo.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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