Laudo dos Bombeiros confirma que incêndio nos galpões foi criminoso

Segundo os peritos do CBM, material usado no crime não pôde ser identificado, mas fogo teve início sobre as roupas

 

Bombeiros confirma que incêndio nos galpões foi criminoso (Foto: Leandro Gama)

 

O laudo apresentado pela perícia do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), na manhã desta terça-feira (11), confirmou o que peritos do Instituto de Criminalística já tinham divulgado: o incêndio nos dois galpões, em Jaraguá, foi criminoso e provocado por ação humana. Segundo os peritos do CBM, o material usado no crime não pôde ser identificado, mas o fogo teve início sobre as roupas que estavam mal estocadas no local.

 

O tenente Luiz Augusto de Medeiros Lira, que periciou o balcão, disse que foi feito todo um apanhado das prováveis evidências de como se propagou o incêndio. Os peritos excluíram várias possibilidades, como fenômeno termoelétrico, cargas atmosféricas ou combustão espontânea.

De acordo com a perícia feita, o CBM se baseou nas imagens cedidas pelo escritório da usina Caeté, que fica em frente aos galpões. As imagens pegaram o suposto incendiário, não identificado, chegando ao local por volta das cinco horas da madrugada do dia 28 de dezembro de 2010.

“O suspeito se aproximou do primeiro portão, ficou quase 50 segundos, foi para a segunda entrada, ao lado, forçou o portão, permanecendo uns dois minutos ateando fogo nas roupas ao lado. Não se sabe se o suspeito utilizou algum tipo de produto inflamável” – explicou o capitão e perito do CBM, Eduardo Bruno Pessoa Vieira.

A zona de origem da propagação do incêndio começou próximo ao segundo portão, nas roupas que estavam encostadas nas paredes, atingindo, em seguida, os colchões. O percurso do fogo foi da direita para esquerda, seguindo para o segundo galpão, queimando também as barracas. “Para se ter uma ideia, a irradiação das chamas chegavam a 15 milhões de Joules, queimaria qualquer coisa à distância”, frisou o tenente e perito do CBM Martiliano Silva Santos.

O laudo do CB deve ser anexado ao inquérito feito pela Polícia Civil, que busca outras imagens que possam identificar o suposto incendiário.

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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