Perito divulgará nesta quinta laudo da morte de padre

O laudo técnico do exame realizado no apartamento e no corpo do padre Ferdinand Azevedo, encontrado morto no último dia 17, no Janga, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, será divulgado nesta quinta-feira (26). O perito Severino Arruda vai explicar no documento em que circunstância ocorreu o falecimento do religioso.

“No momento não posso adiantar quais são as conclusões, mas na quinta-feira terei tudo definido e explicado no laudo que será encaminhado ao presidente do inquérito”, afirmou o perito criminal.

O padre Ferdinand foi encontrado despido, com uma corrente no pescoço, o braço esquerdo preso ao corpo com uma corda, um segundo pedaço de corda na mão direita e ferimentos no lado esquerdo das costas.

A primeira suspeita era de que o religioso poderia ter passado mal e morrido após uma sessão de autopenitência.

O delegado Paulo Berenguer, que investiga o caso, assevera que trabalha com três hipóteses: homicídio, suicídio e morte acidental. Para o delegado, sem a conclusão dos laudos periciais não é possível ter uma conclusão sobre o que ocorreu no apartamento 102 do Edifício Santo Inácio, na Praia do Janga.

“Enquanto os laudos não chegam, estamos ouvindo empregados do prédio, vizinhos e amigos do padre para levantar informações que ajudem na investigação”, detalhou o delegado.

Ontem, o delegado Paulo Berenguer se reuniu com o legista que examinou o corpo do padre e fez uma série de questionamentos que serão respondidos no laudo. “Ainda não há uma data para o legista enviar esse documento”.

Na manhã de ontem, três funcionários do Edifício Santo Inácio prestaram depoimento. Eles contaram que o padre era uma pessoa muito reservada e nunca recebia visitas no apartamento.

“Ele passava por mim na portaria para caminhar de manhã cedo, dava bom dia e ia embora. Muito calado e tranquilo”, disse o porteiro Eden de Melo Peixoto, funcionário do condomínio há 11 anos.

O Padre Ferdinand Azevedo nasceu nos Estados Unidos e morava em Pernambuco desde 1975. Ele era jesuíta e professor do mestrado de ciência da religião da Universidade Católica de Pernambuco. O apartamento no Janga era um local de descanso dos religiosos da mesma ordem.

Original em: http://jc.uol.com.br

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