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Novo exame nega pólvora na mão de agente morto

Assim como o exame inicial realizado no Instituto de Medicina Legal de Pernambuco (IML), o segundo teste de resíduos de pólvora nas mãos do agente federal Jorge Washington Cavalcanti, feito no Instituto Nacional de Criminalística em Brasília, deu resultado negativo. A informação reforça os depoimentos do agente Silvio Moury Fernandes de Souza e do taxista João Farias que disseram que Jorge Washington não disparou sua arma e foi morto por um policial civil com um tiro no peito, ao descer do táxi. O caso ocorreu no último dia 5 de janeiro, na BR-232, no Curado, Zona Oeste do Recife, quando equipes das duas corporações entraram em confronto em operações com o mesmo alvo.

O novo exame realizado pelo Instituto Nacional de Criminalística analisou não só os resíduos coletados nas mãos do agente federal, mas as roupas do policial morto. Não havia vestígios de pólvora no material coletado.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal informou que o laudo do exame residuográfico ainda não chegou à Superintendência no Recife e, por isso, não podia confirmar o resultado.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Pernambuco, Marcelo Pires, o resultado negativo do exame de resíduos de pólvora, além de comprovar que os policiais civis atiraram primeiro, ainda abre espaço para um questionamento grave.

“Conversei demoradamente com o agente Moury. Ele estava ao lado de Jorge Washington e contou que o colega nem conseguiu descer totalmente do carro. Já foi atingido por um tiro. É claro que o exame iria dar negativo. Agora, cabe aos policiais civis que tiraram a arma de Washington do local do crime e depois entregaram o revólver com um tiro deflagrado explicar como isso aconteceu”, pontuou Marcelo Pires.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Cláudio Marinho, questiona a credibilidade do exame de resíduo de pólvora para se tirar qualquer conclusão em uma investigação. “Esse exame está em desuso há muito tempo. O resultado não é preciso e qualquer perito sabe que até mesmo uma pessoa que fume muito pode, ao ser examinada, apresentar um falso positivo”, explicou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco.

Cláudio Marinho garantiu que o foco da investigação deveria estar fora do local onde ocorreu o tiroteio. “Quem atirou primeiro, quem atirou depois, isso não importa. Era uma situação onde os dois grupos foram induzidos a erro. Os grandes responsáveis pela morte do colega da Polícia Federal são os coordenadores de inteligência das duas polícias que foram negligentes e deixaram as operações se cruzarem”.

Original em: http://jc.uol.com.br

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