Tecnologia ajuda no trabalho de investigação criminal da Polícia Civil

Muito além dos seriados de investigação que fazem sucesso na televisão, a Polícia Civil tem utilizado novas técnicas de apuração que auxiliam no trabalho e permitem, com maior exatidão, o esclarecimento de crimes. De acordo com o delegado titular da 93ª DP de Volta Redonda, Alexandre Leite, a parceria com o Instituto de Identificação Félix Pacheco (IFP) e o Instituto de Criminalística Carlos Éboni (ICCE) tem garantido bons resultados nas investigações.

Segundo Leite, a resolução do assassinato de Moacyr Cardoso Ferreira, de 30 anos, ocorrido em abril de 2008, foi possível após o trabalho o integrado entre a DP de Volta Redonda e o ICCE. Ele informou que o corpo foi encontrado com diversas perfurações provenientes de tiros, boiando no Rio Paraíba do Sul.

Conforme disse o delegado, o crime foi solucionado depois de que o policial atentou para alguns detalhes desconsiderados na época da investigação. Somado a isto foi solicitado um exame de balística.

Ele destacou que a utilização de recursos tecnológicos confere maior credibilidade às investigações, sendo a prova material uma ferramenta para que os resultados das apurações não sejam facilmente refutados pelos advogados dos acusados.

– Estes recursos tecnológicos são ferramentas importantes para a polícia na investigação, pois significam mais uma possibilidade de comprovação dos fatos. Se a apuração não for realizada de maneira minuciosa tem-se o risco de que o autor do crime seja absorvido. Desta forma, todo o trabalho feito será em vão – disse.

Segundo Leite, esses recursos técnicos são fundamentais para comprovar ou contradizer a fala de testemunhas ou o depoimento do próprio suspeito.

– Atualmente os inquéritos não são constituídos apenas de depoimentos testemunhais. O uso de tecnologias modernas ajuda a esclarecer e comprovar se o que está sendo dito é verdade – afirmou.

O delegado ressaltou que algumas pessoas questionam a demora para a resolução de alguns casos. Ele lembrou que diversos fatores interferem no desenvolvimento da investigação.

– Há casos em que a pessoa foi encontrada dias depois do ocorrido e sem que haja qualquer testemunha. Uma vez, por exemplo, recolhemos um corpo que estava boiando no Paraíba. Não havia quem tivesse testemunhado o crime e ninguém registrou o desaparecimento do indivíduo. Uma investigação dessa forma é mais difícil porque a polícia não tem nenhuma informação como ponto de partida – esclareceu.

Conforme explicou Leite, a comprovação de quem teria sido o responsável pelo assassinato de Moacyr foi possível após serem cruzados os dados do projétil encontrado na vítima com a arma do suspeito. Ele lembra que o recurso balístico já era usado pela polícia: o diferencial foram os novos equipamentos adquiridos – mais modernos -, que permitem maior precisão. Atualmente, o tempo de espera para que a delegacia receba o laudo do material enviado para o ICCE, no Rio de Janeiro, tem sido de até quatro meses, lembrando que o Instituto atende a todas os municípios do estado.

– A perícia realizada na capital fez uma comparação das ranhuras da raia da arma, uma espécie de digital do projétil. Os técnicos atiraram em uma superfície específica com a suposta arma do crime e fizeram no microscópio a superposição da imagem produzida com a encontrada no corpo. A comparação apontou que ambas as balas tiveram a mesma origem – explicou.

Outros recursos destacados pelo delegado foram o uso do luminol (substância que permite verificar se há sangue no local mesmo depois que o ambiente ou objeto tenha sido lavado) e o serviço móvel de papiloscopista, com policiais especializados em trabalhar com a identificação humana (como a verificação de impressão digital).

– Esses recursos permitem colocar o suspeito na cena do crime. Se a impressão encontrada tiver 13 pontos coincidentes com o suspeito, o fragmento digital já é considerado suficiente para identificação. Além dessas técnicas outros recursos também são utilizados, mas por questão de segurança preferimos não divulgar. O importante é que as pessoas saibam que estamos trabalhando da melhor maneira para elucidar os crimes ocorridos – finalizou Leite.

Talita Ribeiro – Volta Redonda

Original em: http://diariodovale.uol.com.br/

GD Star Rating
loading...

Novas viaturas para o IC e PM

A central de perícias de Pernambuco viveu um dia atípico, na tarde de ontem. Na última semana sob a gestão de Roberto Nunes, o Instituto de Criminalística recebeu dez novas viaturas, provenientes de um investimento de R$ 1,5 milhões do governo do estado, inaugurou o laboratório de informática e a nova coordenação de plantão climatizada e com acesso à internet. Na ocasião, também foram entregues 18 viaturas para a Companhia Independente de Operações e Sobrevivência na Área de Caatinga (Ciosac), da Polícia Militar de Pernambuco.

As viaturas do IC serão descentralizadas. Duas serão enviadas para Petrolina, duas para Caruaru, uma para Salgueiro e das cinco que ficarão na capital, quatro serão usadas no plantão e uma será exclusiva para viagens e reprodução simulada (reconstituição de crimes). De acordo com o gestor do órgão, o número ainda não é o suficiente, mas encerra com chave de ouro o ciclo de ações de benfeitorias iniciadas no último ano. ´Para o interior, o que temos é suficiente, mas para a capital aindaprecisaríamos de mais duas. Mesmo assim, no momento está ótimo, e sabemos que quando houver a expansão das nossas unidades o instituto vai ser ainda mais beneficiado`, comemorou o Nunes. As S-10, com tração 4×4, também serão distribuídas regionalmente no Ciosac. As caminhonetes foram alugadas por três anos.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br/

GD Star Rating
loading...