Bombeiros prosseguem trabalhos de rescaldo na Cidade do Samba

Laudo com causas do incêndio deve ficar pronto em duas semanas

RIO – Os bombeiros prosseguem os trabalhos de rescaldo na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, onde ocorreu o incêndio que atingiu os barracões da União da Ilha, Grande Rio e Portela, na manhã de segunda-feira. Ainda há fumaça nos galpões destruídos. Dois peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli foram ontem ao local para fazer o laudo com as causas do incêndio, que deverá ficar pronto em duas semanas.

As três escolas que sofreram perdas por causa do incêndio não serão julgadas durante os desfiles este ano, e nenhuma escola do grupo especial será rebaixada. As medidas foram decididas durante reunião ocorrida no início da noite entre os presidentes das 12 escolas de samba do grupo especial, que compõem a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), no Rio.

Portela, Grande Rio e União da Ilha do Governador tiveram seus barracões destruídos, assim como a própria Liesa, que mantinha um galpão na Cidade do Samba.Também foi decidido que haverá uma alteração no cronograma dos desfiles.

A Portela, que desfilaria na segunda-feira, vai desfilar no domingo, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel passa a desfilar na segunda-feira. A escola vencedora do grupo de acesso em 2011 deve subir automaticamente para o grupo especial em 2012, que, desse modo, contará com 13 escolas. Duas delas serão rebaixadas para o grupo de acesso, fazendo com que a quantidade de agremiações volte a ser de 12, em 2013.

Após a reunião, os presidentes das agremiações foram ao encontro do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que ratificou as decisões da Liesa e garantiu que as três escolas que tiveram seus barracões queimados irão desfilar.

“A cena mais emocionante desse Carnaval vai ser quando essas três escolas afetadas desfilarem”, afirmou o prefeito. “Eu quero tranquilizar os turistas que o Rio de Janeiro vai fazer um grande Carnaval”, afirmou Eduardo Paes.

Quanto aos ingressos, eles não poderão ser trocados, mas haverá devolução do dinheiro. “Eu não teria, neste momento, como dar nenhum suporte aos torcedores. Como todos os ingressos já estão esgotados, o que podemos fazer é a devolução do dinheiro dos ingressos”, afirmou o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira.

De acordo com Castanheira, haverá um remanejamento dos barracões na Cidade do Samba. A União da Ilha cedeu o barracão 7 para a Grande Rio. A Portela foi para a tenda central e a União da Ilha ficou com uma estrutura de aproximadamente 80 m² em frente ao complexo.

Ele acrescentou que todos os eventos que aconteceriam este mês na Cidade do Samba foram cancelados. “Todo o espaço ali agora usaremos em prol das escolas afetadas”, disse.

Além do prefeito do Rio e do presidente da Liesa, participaram desta reunião os presidentes das escolas de samba mais afetadas pelo incêndio: Helinho de Oliveira, da Grande Rio; Ney Filardes, da União da Ilha e Nilo Figueiredo, da Portela.

Original em: http://www.jb.com.br

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Polícia Civil faz perícia para identificar causa do incêndio na Cidade do Samba

RIO DE JANEIRO – O delegado titular da 4ª DP (Praça da República), Daniel Mayr da Costa, que está à frente da investigação do incêndio na Cidade do Samba afirmou que tudo indica que o fogo não foi intencional.
Técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) estão no local há cerca de uma hora e meia fazendo os trabalhos de perícia.
“Não tivemos qualquer informação, indício ou denúncia que indicasse incêndio criminoso – disse o delegado. Para ele, o importante agora é aguardar o laudo pericial do ICCE, que será determinante para saber o que provocou o incêndio”.

O tenente-coronel Alexandre Rocha, relações públicas do Corpo de Bombeiros do Rio, afirmou que o incêndio na Cidade do Samba, no bairro da Gamboa, Zona Portuária da cidade, já está controlado. Agora, os bombeiros seguem com o trabalho de rescaldo para identificar e debelar qualquer foco de incêndio no interior dos galpões.
Oitenta homens e 20 viaturas do Quartel Central do Corpo de Bombeiros (CBMERJ) e de outros seis quartéis que estão dando apoio continuam no local desde a manhã desta segunda-feira (7/2), quando três barracões das escolas de samba – Portela, Grande Rio e União da Ilha – foram atingidos pelas chamas.
Uma única vítima do incêndio que inalou fumaça no interior da Cidade do Samba foi atendida em uma ambulância por médicos do Corpo de Bombeiros, mas logo dispensado.
O Corpo de Bombeiros concluiu no inicio desta tarde o trabalho de rescaldo repassando o local à Defesa Civil do Município do Rio. Depois de avaliar a estrutura do edifício, o ICCE pôde dar início à perícia criminal para apontar as causas do incêndio.

Original em: http://www.oreporter.com

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Alagoas desenvolve projeto para Complexo de Perícias Forenses

Instituto Médico Legal, primeiro edifício do conjunto a ser construído, terá blocos independentes com uso de cobogós e jardins internos

Edifício terá somente dois acessos: um público e um para funcionários

O Instituto Médico Legal de Alagoas (IML-AL) já tem projeto para sua nova sede. O edifício fará parte do Complexo de Perícias Forenses (CPFor), juntamente com o Instituto de Criminalística e o novo Instituto de Identificação, que serão instalados em terreno de 31 mil m² na região do Tabuleiro do Martins, próximo ao Distrito Industrial de Maceió. O conjunto terá 4,3 mil m² de área construída.

O projeto já foi encaminhado à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e agora aguarda o processo licitatório que, segundo a Secretaria de Estado da Defesa Social de Alagoas, deve acontecer em cerca de dois meses. A estimativa é que a obra custe R$ 4 milhões.

De acordo com o arquiteto Roberto Canavarro, do Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal), o edifício do IML terá uma característica mais “brasileira”, com o uso de grandes beirais e cobogós na fachada.

O edifício do IML contará somente com dois acessos: um público e outro para funcionários. As atividades serão distribuídas em blocos independentes, que abrigarão biblioteca, um pavilhão formado por cinco laboratórios, sala jurídica, templo ecumênico, sala de imprensa, cartório e um auditório de 60 lugares, além de um espaço exclusivo para o ministério público.

Blocos independentes formam complexo do IML

Como o projeto também requer a construção de uma área sigilosa, sem que seja possível a visualização externa do que acontece no edifício, grandes pátios e jardins internos deverão compensar a sensação de desconforto causada pelo fechamento do edifício.

O prédio será construído em concreto armado, com cobertura de telhas sanduíche. Segundo Canavarro, ainda são necessários estudos para decidir quais materiais serão utilizados em algumas áreas de laboratórios e de conservação de evidências, como, por exemplo, a central de custódia, que será construída no subsolo do edifício.

A construção vai substituir o IML-AL, que já está obsoleto em relação aos IMLs do resto do país. Segundo Canavarro, antes de ser feito o projeto do complexo foram visitados os IMLs de Recife, Fortaleza e do Rio de Janeiro. Também foram realizadas coletas de informações em Macapá e Goiânia. Ainda deverá ser realizado um estudo de impacto ambiental, levando em conta a questão da exaustão de gases e a destinação dos dejetos.

 

Original em: http://www.piniweb.com.br

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MPE ajuíza ação para Governo do Estado construir sede do Instituto de Criminalística

A precariedade das instalações do Instituto de Criminalística do Estado motivou o Ministério Público de Roraima a ajuizar ação civil pública com antecipação de tutela contra o governo pedindo a construção de uma sede própria com laboratório específico em que se possam fazer todos os exames periciais.

Conforme a ação, proposta pelas Promotorias do Patrimônio Público e Criminal, o Estado não dispõe de estrutura física, equipamentos para realizar exames em substâncias entorpecentes, viaturas para atender as demandas de exames periciais e peritos para fazer o trabalho em tempo hábil.

Em 2008, foi firmado convênio entre o Governo de Roraima e o Instituto Nacional de Criminalística (INC) em Brasília com a finalidade de sanar o problema, mas foi interrompido no ano seguinte com a expiração do prazo do acordo.

Como medida paliativa, o Estado renovou convênio com o INC, que garantia apenas a utilização de seu espaço e equipamentos. A manobra, exigia o envio periódico de um perito transportando as amostras para Brasília a fim de realizar os exames.

Conforme explicou o promotor de Justiça da 3ª Criminal, Anedilson Nunes, a ausência do funcionamento do Instituto de Criminalística do Estado gera dano social sem precedentes, tendo em vista que provas periciais como o exame de corpo de delito, por exemplo, são fundamentais para a constituição de materialidade e autoria dos crimes.

“A parte criminal só funciona a contento com prova material e perícia. Uma vez comprometidas as perícias, todo o trabalho que começou lá na polícia e que deveria chegar a uma prestação jurisdicional com a condenação dos criminosos, deixa a desejar”, observou Anedilson, ao acrescentar que a falha “na maioria das vezes, chega a absolver o acusado por falta de materialidade”

Em Roraima, segundo o promotor, o problema é recorrente. “Principalmente com relação a tóxico. Os materiais são enviados a Brasília para fazer o exame de constatação e saber se a matéria é ou não droga. Isso compromete sensivelmente o trabalho do Judiciário, do MP e a da própria polícia”, disse referindo-se a demora em realizar a perícia.

Relatório feito pela direção do Instituto de Criminalística de Roraima, em 2009, informava que as condições do alojamento dos plantonistas eram precárias e as obras inacabadas fragilizavam a segurança do local. Também foi relatado que apenas quatro veículos eram utilizados para atender a demanda da capital e do interior do Estado, revelando a total falta de estrutura para realizar os procedimentos exigidos por um órgão de perícia.

Diante do fato, o Ministério Público de Roraima ajuizou ação civil pública com antecipação de tutela pedindo à Justiça condenação do Estado para que construa sede própria do Instituto de Criminalística. Deve ainda adquirir quatro veículos para atender a demanda de perícia no interior
além de realizar concurso público para contratação de novos peritos.

Pelo não cumprimento, o Ministério Público pede a condenação do Estado a pagar multa diária no valor de R$ 10 mil, conforme prazos previstos na ação civil pública.

Original em: http://www.bvnews.com.br

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