Segundo polícia, padre Ferdinand cometeu suicídio

Ao final do inquérito que investigou a morte do padre jesuíta norte-americano Ferdinand Azevedo, 72 anos, a Polícia Civil concluiu que ele morreu em decorrência de uma ação suicida por enforcamento. O documento com todas as provas técnicas e testemunhais do caso, comandado pelo delegado Paulo Berenguer, foi entregue à Justiça nesta quinta-feira (24). O religioso foi encontrado morto dentro de um apartamento na Praia do Janga, Paulista, no dia 17 de janeiro deste ano.

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações foram ouvidas 13 pessoas. Do total, oito são moradores e funcionários do prédio onde o corpo foi encontrado. Segundo Berenguer, ninguém percebeu a movimentação de pessoas estranhas dentro do condomínio nos dias 10 a 17 de janeiro, período em que ele permaneceu no local. As testemunhas também contaram desconhecer alguém que pudesse induzir o religioso ao suicídio.

Sobre as perícias, o delegado solicitou 11 exames técnicos sobre a morte da vítima à Polícia Científica. Dentre os laudos, foram confeccionados o exame tanatoscópico realizado por peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) e a perícia de local de morte elaborada pelo Instituto de Criminalística. Ambos os exames indicaram o enforcamento através do suicídio. Os médicos legistas relataram também que não existiam sinais de lesões pelo corpo da vítima, exceto as provocadas pelo enforcamento.

No interior do apartamento, os peritos constataram que não houve tentativa de arrombamento ao apartamento. Todos os bens do sacerdote estavam no local, inclusive uma quantia em dinheiro. Os investigadores também constataram que não existia qualquer sinal de luta corporal ou indícios que apontem a presença de outra pessoa no imóvel. Um estudo grafotécnico em dois bilhetes escritos em francês por Ferdinand revelou se tratar de transcrições de passagens bíblicas que remontam a expressão “Reino dos céus”.

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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Falência pericial no AM

Instituto de Criminalística do Amazonas está impossibilitado de realizar exames periciais por falta de reagentes químicos. Não há bancadas para computadores. Peritos usam equipamentos pessoais

Embora disponha de pessoal qualificado, o Instituto de Criminalística do Amazonas (IC/AM) está sucumbindo no descaso do poder público para cumprir o seu papel que é o de produzir provas técnicas e científicas que auxiliam nas investigações e no trâmite dos processo nas varas criminais.

Faltam instrumentos e reagentes químicos para que os peritos possam realizar perícias, o que explica a demora para a emissão de laudos periciais no Estado.

Reagindo às declarações da diretora do Departamento de Polícia Técnica-Científica (DPTC), Lilibeth Albuquerque, dadas durante entrevista coletiva na quarta-feira passada, 16, alertando que peritos que não apresentarem os laudos periciais no prazo serão encaminhados à Corregedoria Geral para responder pela falha, peritos recorreram ao Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol/AM) e mostraram o que tem motivado constantes atrasos dos laudos.

Na sexta-feira, 18, o presidente do Sinpol, Moacir Maia, fez uma visita ao IC e  constatou a falta de estrutura do órgão. Os laboratórios com deficiências para a realização de perícias por falta de reagentes químicos já apresentam também problema de espaço.

Pelo menos mil armas de calibres diversos estão espalhadas pela sala, que não possui nenhuma segurança. Faltam armários de aço ou cofres para armazená-las. Não há bancadas para os peritos  desmontá-las.

No laboratório de toxologia, a situação é semelhante. As amostras de droga (maconha, cocaína, ecstasy, craque e outras) estão espalhadas pela sala. Segundo peritos, qualquer pessoa pode trocar uma arma por outra ou a amostra de droga por outro material.

Peritos, que preferiram não dizer os nomes, disseram que há muito tempo eles vêm enfrentando dificuldade para fazer exames de balística.

“Não há interesse das autoridades em fazer esse tipo de exame porque vai mostrar quem são os verdadeiros bandidos”, disse um dos peritos. Há dificuldades para fazer exames de fonética, informática, de documentoscopia, toxilógico em material biológico e até o exame de DNA por falta de reagente químico.

Um comparador balístico não é usado porque nenhum perito fez o curso para manipular o aparelho. Há, ainda, um cromatógrafo gasoso e outro líquido. O primeiro está há três anos no IC e ainda não foi instalado e o segundo há dez e também não foi instalado. Um espectômetro atômico está há dois na mesma situação.

O aparelho é usado para exames de substâncias em água, solo e ar. Faltam também computadores. A maioria dos peritos trabalha com equipamento próprio e ainda tem que tirar dinheiro do bolso para comprar tinta de impressora. Para agilizar o resultado dos trabalhos, eles recorrem a órgãos parceiros como Inpa e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

JOANA QUEIROZ

Original em: http://acritica.uol.com.br

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‘Caso Calaça’ baseia estudos de perito criminal da PF, que dá palestra para militares em Palmas

Estudos científicos acerca do caso que envolveu o confronto entre quatro policiais do COE – Comando de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado e três bandidos, em junho de 2009, na região do município de Conceição do Tocantins – e que resultou na morte do Cabo Welder Calaça da Silva – serviram de base para a palestra “Balística de Alta Velocidade: um estudo de caso”, ministrada pelo perito criminal da Polícia Federal Marcos Antonio da Silva, na manhã desta quarta-feira, 23, no auditório do QCG – Quartel do Comando Geral, em Palmas.

Para um público formado exclusivamente por policiais militares do 1º e 6º BPMs, do QCG, da CIOE – Companhia Independente de Operações Especiais e de cadetes da Academia de Polícia Militar do Tocantins, o perito federal Marcos Silva expôs uma série de exemplos de desempenhos balísticos criados e utilizados em diversas ocasiões, especialmente por polícias internacionais (Rússia, Vietnã, Coréia, Estados Unidos), mostrando os diversos calibres de munições e projéteis, seus efeitos e variações quando disparados. Foram apresentadas fotos do local do confronto, seguidas das explicações técnicas.

Segundo o perito, “foram de 2 a 3 meses de trabalho e pesquisa científica”, com “foco principalmente na literatura americana” sobre balística. Marcos Silva coordenou os trabalhos, que contaram com a participação de outros quatro peritos da PF: Alexander Silva Rosa, Fabrício Bispo, Marcos Davidson e Fabrício Theodoro, presentes à palestra.

Para o Chefe do Estado Maior da PMTO, Coronel Jefferson Fernandes Gadelha, que na ocasião também representou o Comandante-Geral da PMTO, Coronel Marielton Francisco dos Santos, a palestra significou “um trabalho técnico-científico que elucidou os fatos e que trouxe uma homenagem aos policiais militares que enfrentaram as incertezas do momento do confronto; e também ao profissional Cabo Calaça, pela sua dedicação”. Coronel Gadelha citou o sucesso da operação que depois de 14 dias desmantelou a quadrilha de assaltantes que agia na Bahia e que entrou em território tocantinense neste mês de fevereiro, ressaltando a importância das parcerias no combate à criminalidade.

Na ocasião, o Coronel Gadelha entregou ao palestrante Marcos Antonio da Silva o Diploma de Colaborador Benemérito da Polícia Militar do Tocantins, resultado dos estudos voluntários sobre o caso e que contribuíram para a eficácia do trabalho da PM no Estado.

Também estiveram presentes representantes dos Comandos de Policiamento da Capital e do Interior, da Secretaria da Segurança, Justiça e Cidadania, do SIOP, da Corregedoria-Geral da PM do Tocantins; a delegada da Polícia Federal Suzane Paes de Vasconcelos, entre outras autoridades.

O CASO

O confronto entre os policiais militares do COE e os três bandidos ocorreu na noite do dia 22 de junho de 2009, em Conceição do Tocantins. No embate, o Cabo Calaça foi atingido por dois disparos (um no braço, de raspão; e outro na região da cabeça, o fatal). A perícia conclui que os projéteis que o atingiram partiram de uma arma curta que estava em poder de um dos bandidos. Esses bandidos vinham realizando assaltos à agência dos Correios e à Casa Lotérica do referido município. O caso foi concluído cerca de três meses depois. O autor dos disparos foi condenado a 16 anos de prisão e está recolhido na CPP – Casa de Prisão Provisória de Palmas.

Original em: http://www.jornalstylo.com.br

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Corregedoria prende cinco pessoas em fábricas de caça-níqueis

Foram apreendidas 12 máquinas e componentes eletrônicos

Policiais da Coinpol (Corregedoria Interna da Polícia Civil) estouraram na última terça-feira (22) uma fábrica de caça-níqueis na avenida Presidente Vargas, 187, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Com base em investigações, os agentes foram até o local, em um centro comercial, onde foram apreendidas 12 máquinas caça-níqueis, além de grande quantidade de componentes eletrônicos, usados para fabricar equipamentos.

Durante a operação, foram presos três donos de bares e dois arrecadadores, pessoas que retiravam o dinheiro das máquinas.

De acordo com o corregedor da Instituição, delegado Gilson Emiliano, a prisão se deu com base na informação constatada pela perícia do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) de que a peça conhecida como noteiro, usada para colocar cédulas nas máquinas, fora importada de forma irregular.

Com base na mesma investigação, os agentes da Coinpol também estouraram uma fábrica de máquinas caça-níqueis, no bairro de Cachambi, zona norte do Rio, e apreenderam grande quantidade de componentes eletrônicos e equipamentos para a confecção de caça-níqueis. Uma pessoa foi detida e após depoimento, foi liberada pela polícia.

Original em: http://noticias.r7.com

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Laudo confirma que descarga elétrica provocou morte de bebê

Representantes do hipermercado Atacadão faltaram nos depoimentos na delegacia que investiga o caso

O laudo do Instituto de Criminalística confirmou a suspeita de que a causa da morte da menina de 1 ano e dez meses que tocou em um freezer do hipermercado Atacadão, em Campinas, há quase dois meses, foi mesmo uma descarga elétrica. O resultado do laudo foi divulgado nesta segunda-feira (21) pelo delegado responsável pelas investigações, Tadeu Aparecido de Almeida, do 7º distrito policial de Campinas.

De acordo com o delegado, dois representantes do hipermercado, onde aconteceu o incidente, foram notificados para prestar depoimento nesta segunda-feira (21), mas nenhum deles compareceu na delegacia e também não justificaram a ausência.

Uma outra notificação foi feita e desta fez sob pena de serem conduzidos por políciais para a delegacia na terça-feira (01). A assessoria de imprensa do Atacadão não comentou o motivo do não comparecimento dos funcionários, mas informou que a empresa vai colaborar com as investigações e que deve enviar representantes para prestar esclarecimentos em nova data já combinada com a polícia.

Em nota enviada à redação da EPTV na época, a assessoria de imprensa do Atacadão informou que daria apoio aos familiares da garota e que a empresa estava à disposição da polícia para imediata apuração e esclarecimento dos fatos.

O caso

Uma menina de um ano e dez meses morreu eletrocutada depois de tocar em um freezer na noite do dia 21 de dezembro de 2010 no hipermercado Atacadão, em Campinas. Dois médicos, que estavam no local tentaram reanimá-la. Até o Samu foi acionado, mas a vítima não resistiu e morreu no Hospital de Clínicas da Unicamp.

Original em: http://eptv.globo.com

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Junta médica investiga licenças concedidas a servidores público

 

Médico psiquiatra Ubiratan Barbalho, acusado de vender atestados falsos a PMs e outros servidores

 

As licenças médicas concedidas pelo médico psiquiatra Ubiratan Magalhães Barbalho, acusado de fornecer atestados irregulares, que ainda estão em andamento, serão revisadas por uma junta médica, composta por profissionais da Secretaria Estadual de Saúde, da Polícia Militar e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O levantamento deverá ser concluído no prazo de 30 dias.

A portaria conjunta entre as secretarias de Saúde, Segurança Pública (Sesp), Administração (SAD) e Comando Regional da Polícia Militar foi assinada na última sexta-feira (17) a pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.

Os secretários consideram na portaria “a necessidade de análise prévia dos atestados para eventual abertura de procedimento administrativo disciplinar no sentido de apurar irregularidades cometidas por servidores que se beneficiaram de documentos ideologicamente falsos”.

Durante a realização do levantamento, os servidores que estiverem de licença médica, com atestado assinado pelo médico investigado, deverão ser convocados para prestar esclarecimentos à Junta Médica. O trabalho investigativo terá o apoio dos servidores administrativos da Coordenadoria de Perícia Médica da SAD. 

Após o psiquiatra ser acusado de vender atestados a policiais militares, o Ministério Público Estadual (MPE) suspeita de um esquema envolvendo servidores de outros órgãos do Estado, entre eles a Secretaria de Estado de Educação.

 

Original em: http://www.olhardireto.com.br

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