Sanguinetti tenta desqualificar laudo do IML e réu sustenta inocência

Só deve terminar na noite de hoje o julgamento do empresário e psicólogo Marco Antônio de Miranda, 49 anos, acusado de assassinar a companheira Soraya Ferreira Matos, em 2004, quando a jovem tinha 16 anos. O segundo dia dos trabalhos começou com uma hora e meia de atraso, às 10h20, no Fórum Thomaz de Aquino.

O primeiro a falar nesta quarta-feira foi o perito George Sanguinetti, responsável pelo laudo que aponta falhas no documento oficial do Instituto Médico Legal (IML) e principal testemunha de defesa.  Segundo ele, o tracionamento do cabelo da vítima não caracterizava um ataque, acrescentando que o laudo o Instituto de Criminalística (IC) não revelou a existência de luta corporal. “Nunca vi uma pessoa não tentar se defender”, disse. Sanguinetti apontou ainda que não existia “infiltrado hemorragico” na parte posterior do crânio, o que aconteceria se de fato se tratasse de um caso de estrangulamento. O perito defende que a adolescente teria cometido suicídio.

Antes do depoimento, a promotoria alegou que Sanguinetti não teria registro para atuar como médico legista e questionou a competência do profissiobal para atuar no caso, acrescentando que ele estaria cometendo um crime. Sanguinetti, que é médico e professor de Medicina Legal da Universidade Federal de Alagoas, defendeu-se dizendo que, como o quadro não existia no seu estado, o exercício da profissão havia sido liberado em Alagoas. O juiz adicionou o fato aos autos do processo para que a situação seja analisada pelo Ministério Público.

Em seguida, teve início o depoimento do réu. Marco Antônio começou a contar sua versão para o caso, negando qualquer tipo de participação e sustentando que a esposa teria se matado. Ele disse que estava sendo injustiçado e alegou incompetência do perito e da delegada da época, Conceição de Fátima. Segundo ele, a esposa tinha tendências suicidas e já havia contado sobre suas vontades em se matar, sendo recomendada a procurar um terapeuta. O julgamento foi interrompido para o almoço.

Após a finalização da ouvida do réu, haverá o debate entre defesa e acusação e a réplica.

Com informações da repórter Alice Souza

Original em: http://www.pernambuco.com

 

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