Polícia Técnica desarticula quadrilha de assalto a bancos

A Polícia Técnica do Tocantis ajudou a determinar, através de exames científicos, que os assaltos a bancos ocorridos nos municípios do interior do estado foram praticados por uma mesma quadrilha. E, com a troca de informações entre a inteligência das polícias civis do Tocantins e de Goiás, também foi levantado indícios de que essa mesma quadrilha atua nos dois Estados.

Com o desenrolar das investigações, a polícia do Tocantins concluiu que as pessoas presas até o momento fazem parte de quadrilhas organizadas fortemente armadas, especializadas em roubo a banco que atuam em diversos Estados. A investigação está sendo coordenada pelos delegados Fábio Simon (DEIC de Gurupi), Rafael Falcão e André Bottesini (coordenador do Grupo Anti-Roubo a Bancos da Delegacia de Investigações Criminais de Goiás (DEIC). 

Para o delegado Fábio Simon, o trabalho realizado pelo peritos é muito importante, pois trata-se de quadrilha organizada com ramificações em todo o Brasil. “O papel desempenhado pela criminalística contribui de forma relevante no aspecto social, atendendo ao clamor da sociedade, que busca soluções de crimes”, afirmou.

Segundo o perito Leonardo Ribas, o trabalho realizado pelos peritos da Polícia Técnica do Tocantins traz para a sociedade a certeza de que não existe crime perfeito. “A análise, interpretação dos vestígios e a relação dos delitos ajudaram a elucidar as provas das infrações e ainda identificou os autores”, afirmou.

Uma quadrilha especializada em assaltos a agências bancárias no interior do Estado, começou a ser desarticulada, através do trabalho de comparação de balística, realizado pela Polícia Técnica do Tocantins. 

Esta modalidade de crime aterroriza as cidades do interior, no Tocantins, vem crescendo bastante nos últimos anos, só no ano de 2010 foram registrados 20 roubos a instituições financeiras, índices que exigem uma resposta imediata da Segurança Pública. 

Técnica
Parte integrante da criminalística, a balística forense estuda as armas de fogo, sua munição e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que tiverem uma relação direta ou indireta com infrações penais, visando esclarecer e provar sua ocorrência.

Segundo Leonardo Ribas, perito criminal responsável pelos casos, a comparação balística é um processo onde ocorre a identificação indireta de uma arma de fogo. “O trabalho realizado pelos peritos buscou produzir padrões de confrontos, isto é, determinar se uma arma foi usada no assalto”, conclui. 

O trabalho determinou através de exames científicos que os mesmos explosivos, armas, munições e modus operantes foram usados em assaltos a bancos nas cidades de Talismã, Alvorada, Palmerópolis, Cristalândia e Gurupi.

Primeira Sequência de eventos
Durante os assaltos realizados em Talismã, Alvorada e Palmerópolis no ano passado foram recolhidas amostras de cofres, fragmentos de cédulas de dinheiro, projéteis e estojos de munições sob a orientação do Perito Criminal Leonardo Ribas. E em dezembro de 2010, foi realizado em Palmas, confronto balístico, onde conseguiu relacionar os três eventos com a mesma arma de fogo tipo Fuzil Calibre 5,56MM.

Através dos testes realizados pela Polícia Técnica, a DEIC de Gurupi, pôde determinar foram usados o mesmo Fuzil calibre 5,56MM, os mesmos explosivos ANFO (nitrato de amônia) e os mesmos modus operandi nos três assaltos. 

Segunda Seqüência de Eventos

Nos assaltos realizados no ano de 2010 em Cristalândia e Palmerópolis em 2011 em Alvorada, também foi recolhido amostra de cofres, fragmentos de cédulas de dinheiro, projéteis e estojos de munições. Foi realizado no laboratório em Palmas, confronto balístico, que relacionou os três eventos, sendo usados à mesma arma de fogo tipo Fuzil calibre 5,56MM. 

Terceira Seqüência de Eventos
Na cidade de Gurupi, no dia 12 de janeiro, policiais militares, após denúncia invadiram uma casa onde foram presas 02 pessoas. Os suspeitos foram detidos com uma pistola Taurus PT 100, calibre 40, com numeração raspada, munições, 04 carregadores e ainda material para corte com solda de acetileno.

Exames realizados revelaram a numeração e o lote da arma que foi apreendida. Após levantamento junto ao Quartel da PM, determinou-se que a arma pertence a um soldado lotado na CIA de Palmerópolis e foi roubada durante o assalto realizado em novembro de 2010, juntamente com munições pertencentes à Polícia Militar do Estado do Tocantins.

Segundo informações do Delegado de Palmerópolis, Rildo Barreira, o suspeito Jocival, preso em Gurupi, durante testemunho confessou sua participação no assalto da Agencia do Banco do Brasil de Palmerópolis. 

É importante agradecer os peritos que participaram e contribuíram efetivamente durante as investigações; Márcio da Silva Batista (Palmas), Jaime Almiro Bubolz (Gurupi), Victória Christina (Alvorada), José Luis Falleiro (Alvorada), Wanderley Teixeira (Alvorada), Maércio Borges (Gurupi), Heloísa Helena (Gurupi) e Luciano (Paraíso). (Da assessoria da Polícia Civil)

Original em: http://www.jornalstylo.com.br

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