Exame extrai DNA de ossos em menos de um minuto

Nova técnica usada pelo Instituto de Criminalística reduz em 72 horas o tempo do exame

O Instituto de Criminalística dispõe de tecnologia que permite extrair o DNA de ossos em menos de um minuto, operação que demorava até 72 horas pelo método tradicional. A inovação científica garante mais agilidade na elucidação de crimes e na conclusão de inquéritos policiais.

O perito Hemerson Bertassoni explica que o método foi fundamental na confirmação da identidade das vítimas do acidente aéreo ocorrido em janeiro em Londrina. Em muitos acidentes as vítimas só podem ser identificadas pelo DNA ósseo, porque os corpos estão carbonizados.

“O mesmo acontece em casos em que os ossos estão putrefeitos ou esqueletizados. A degradação das amostras de células dificulta muito a identificação, mas nosso método já obteve sucesso em amostras que pelo método tradicional não foram identificadas”, explica Bertassoni.

A nova técnica de extração de DNA de ossos foi apresentada durante o encontro nacional de laboratórios forenses e despertou o interesse dos laboratórios de Brasília, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. Peritos do Japão, China, Turquia, Canadá, EUA e França já fizeram contato para conhecer mais detalhes sobre a técnica.

BANCO – Bertassoni explica que o Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística do Paraná é considerado referência no País e atende vários Estados. “O laboratório foi criado em 1978 e, em 2002, o governo investiu R$ 3 milhões na construção do prédio próprio e na aquisição de equipamentos. Temos técnicos treinados, computadores, softwares e o banco de dados já está sendo alimentado”, explica.

A formação do banco de dados nacional, nos mesmos moldes do Codis (Combined DNA Index System) norte-americano vai conter perfis genéticos de criminosos e será alimentado pelas polícias científicas dos Estados, com comando da Polícia Federal. “O DNA garante justiça às pessoas. É uma prova incontestável para condenar ou absolver alguém. No Paraná temos condições técnicas de realizar exames com toda a segurança”, afirma Bertassoni.

PESQUISA – Bertassoni é farmacêutico e bioquímico, com mestrado em Biologia Molecular pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Genética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Ele também é coordenador do curso de Farmácia da Universidade Positivo, em Curitiba, e supervisionou uma pesquisa de duas alunas que confirmou a eficácia do método. A pesquisa foi realizada durante sete meses por Luiza Gobor e Daphne Manuela Toledo.

O Instituto de Criminalística do Paraná cedeu os reagentes utilizados no projeto e a empresa Bertin Technologies emprestou um equipamento francês denominado Precellys, posteriormente adquirido pelo instituto. Criada para extrair DNA de plantas e tecidos, a máquina foi adaptada por Bertassoni para extrair DNA de ossos humanos.

O método foi aplicado em sete ossos que não haviam sido identificados pelo processo tradicional. Com a utilização do método de precessão (fenômeno físico que consiste na mudança do eixo de rotação de um objeto) e o uso do equipamento Precellys, foi possível identificar seis dos sete ossos.

No método tradicional, o osso é triturado criogenicamente e o pó precisa descansar durante 24 horas antes da aplicação de reagentes que purificam a amostra, processo que demora ainda de 24 a 48 horas até a extração do DNA. Com a aplicação do novo protocolo, o resultado é obtido em cerca de 50 segundos.

“A pesquisa foi extremamente relevante sob o aspecto pericial. O equipamento foi validado, o protocolo foi produzido e publicado no site da Precellys, está sendo usado com sucesso aqui no Paraná e já está disponível para qualquer instituto de criminalística que queira adotar o método”, explica Bertassoni.

Original em: http://www.bemparana.com.br

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Edemar Cid Ferreira pede perícia em computadores

A defesa do ex-controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, pediu que a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo faça uma perícia nos computadores da antiga casa do banqueiro para verificar se houve quebra de sigilo. Edemar quer que os computadores que, segundo ele, foram retirados da casa sejam abertos diante de um perito do Instituto de Criminalística, com senha fornecida por ele.

De acordo com o advogado do banqueiro, Hugo Gomes Zaher, quando o depositário fiel e administrador judicial da falência, Vânio Aguiar, assumiu os bens da mansão, rompeu os lacres do sistema de segurança, a exemplo do que já havia feito nos computadores pessoais não só de Edemar como de toda sua família e funcionários. “Não se alude apenas ao risco de segurança, mas roubo ou furto por terceiros, não identificação de entradas e saídas de pessoas com a precisão do sistema anterior e mais grave, não previne incêndios”, afirma.

O documento afirma que houve testemunhos de violações, inclusive o que levou o juiz Regis Bonvicino, da 1ª Vara de Pinheiros, a destituir Vânio Aguiar do cargo de depositário fiel (ele conseguiu uma liminar para retornar ao cargo). A própria promotora do caso afirmou, à época, em texto de próprio punho, que Aguiar autorizou a entrada de mais de 251 pessoas não identificadas e que garrafas de vinho da adega foram consumidas.

Na conhecida mansão na Rua Gália, no bairro do Morumbi, em São Paulo, o sistema de segurança era mantido por cerca de 72 câmeras, que filmavam tanto a área externa como interna da residência, e monitoradas por moderno sistema de computação, usando três gravadores especiais e de alta potência. O sistema permitia a filmagem constante, 24 horas por dia, de toda a movimentação na casa, com a gravação garantida por meses. Dez monitores, com tecnologia de aproximação (zoom) e registro, eram acompanhados diuturnamente por seguranças.

A petição protocolada esta semana afirma ainda que o administrador judicial não relacionou os bens arrecadados e os documentos retirados do local, solicitando que o juiz determine que isso seja providenciado. De acordo com o advogado, com isso, Aguiar impede o ex-banqueiro de se defender em várias ações que tramitam na Justiça. Edemar mantinha em sua casa uma espécie de cartório com cópias das principais peças processuais necessárias à sua argumentação.

“Segundo relato do Juiz da 1ª Vara de Pinheiros e do perito nomeado para relacionar as obras de arte que estavam na residência, algumas obras teriam desaparecido, razão pela qual é de suma importância de que os gravadores do sistema de segurança sejam abertos na presença do perito de modo a primeiro evitar que ocorra a limpeza das imagens importantes durante o período do acesso do depositário fiel e em segundo para poder ser constatado se existiu efetivamente o desaparecimento de obras de arte e consumo de bens de propriedade do Falido e de seus familiares”, diz a petição.

Dívidas pagas
“Eu tive que esperar esses anos todos em silêncio para me defender. Agora posso demonstrar, com ações, algumas ganhas em todas as instâncias, que foi um erro a decretação da falência do Banco Santos, assim como o despejo e outros atos que foram praticados contra mim e a minha família. A verdade não é minha. A verdade são os números que vêm demonstrando”, afirma Edemar Cid Ferreira. Só precisei ter paciência. Mas agora chegou a hora e eu defendo também os credores, que receberão tudo. Aliás, já estão recebendo”, conclui de forma segura.

Original em: http://www.conjur.com.br

 

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Politec reivindica na Assembleia reestruturação na infraestrutura e de pessoal

Os problemas relacionados ao setor de Segurança Pública do estado voltaram à tona na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (31). Desta vez, o presidente José Riva recebeu representantes da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec). Eles reivindicam reestruturação na infraestrutura e de pessoal. Órgão trabalha com dificuldade, principalmente, pela falta de efetivo.

Na busca por ações que atendam a categoria, Riva convidou a diretora da Politec, Patrícia Fachone para explanar as dificuldades do órgão, na reunião do Colégio de Líderes. Antes, o parlamentar se reunirá com os representantes na sede da entidade. Riva quer conhecer todo o funcionamento da entidade. A data para os dois encontros ainda não foi marcada. Riva também os convidou a participar do congresso do Parlamento Amazônico, que deve acontecer no final de abril.

“Tivemos um crescimento na demanda muito grande, mas a infraestrutura e o efetivo não acompanharam esse processo. Por isso, entregamos o nosso plano de enfrentamento ao presidente para pedir o apoio na sua implementação”, explicou a diretora. Para se ter uma idéia, hoje a Medicina Legal realiza aproximadamente 16 mil laudos. Esse volume, segundo Patrícia, triplicou nos últimos anos. Com a reestruturação, a categoria quer também melhorar as unidades existentes no interior do estado. “Vamos regionalizar os serviços que terão sempre o apoio técnico da Capital”, disse Patrícia.

Ela chamou a atenção sobre a necessidade de investimentos fortemente na Capital, especialmente, para a Copa do Mundo, já que o estado não está preparado para possíveis desastres em massa. “Esperamos que nenhum desastre em massa aconteça, pois se acontecer passaremos vergonha pela falta de efetivo e estrutura”.

No plano de ação, a categoria destaca a necessidade de aumentar o efetivo de peritos criminais de 79 para 140; médicos legistas para 82; técnicos de necropsia para 50 e papiloscopistas para 163. A diretora defende que o governo atenda a Lei 8.321, de 2005, que dispõe sobre a criação da Carreira dos Profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso. “O ideal seria a revisão do lotacionograma”.

O diretor Metropolitano de Criminalística, Pierre Biancardini Junior disse que com o trabalho integrado do setor e a regulamentação de leis a demanda aumenta significativamente. O que não acontece com o efetivo. É o caso, por exemplo, da lei que regulamenta o porte de armas, nos primeiros cinco anos após a regulamentação, aumentou de 100 para 1,3 mil exames de Eficiência em Armas de Fogo, feito pelo setor de balística. O mesmo aconteceu com a regulamentação da Lei Maria da Penha, dentre outras.

Original em: http://www.24horasnews.com.br

 

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Rio: MP pede prisão de suspeita de matar filha do ex-amante

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu à 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, nesta quarta-feira, a prisão preventiva de Luciene Reis Santana por homicídio triplamente qualificado e por ocultação de cadáver. Luciene confessou ter assassinado, no início do mês, a menina Lavínia Azeredo, filha de seu ex-amante.

O corpo da criança foi encontrada na manhã do dia 2 de março em um apartamento no Hotel Municipal, na avenida Presidente Kennedy, centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Lavínia teria sido morta por asfixia mecânica, já que foram encontradas marcas no pescoço da menina em decorrência de enforcamento causado por um cordão de tênis.

Segundo o MP-RJ, a vítima foi levada por Luciene até o local do crime, “como revelaram imagens do circuito de segurança do ônibus que pegaram juntas”. Segundo a denúncia, o homicídio foi cometido por motivo torpe (sentimento de vingança pelo pai da vítima, que era amante de Luciene e terminara o relacionamento com ela) e com emprego de meio cruel (asfixia por estrangulamento).

Além disso, o crime contou com recursos que dificultaram a defesa da vítima – dissimulação ao ocultar seu propósito homicida durante o período em que ficou com a menina em seu poder; ataque inesperado quando a vítima jamais poderia supor a brutal agressão; e impedir que a criança gritasse por socorro, envolvendo sua cabeça em uma toalha de forma a não ser ouvida por outras pessoas no hotel.

Após estrangular Lavínia, Luciene teria escondido o corpo dentro da estrutura de alvenaria da cama, cobrindo-o com o estrado de madeira e o colchão, ocultando, assim, o cadáver – encontrado, dias depois, em avançado estado de putrefação. Os três funcionários do hotel reconheceram a denunciada como a pessoa que ocupou um quarto no dia 28 de fevereiro e que tentou sair sem pagar a conta.

Original em: http://www.jb.com.br

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Delegado Geral da Polícia Civil divulga nota sobre paralisação

O delegado geral de Polícia Civil Eduardo Wayner Santos Brasileiro disse que lamenta a decisão dos peritos do Instituto de Criminalística de realizarem manifestação e paralisarem os serviços. Disse que as requisições enviadas pela direção do Instituto, solicitando compra de material foram encaminhadas para o processo de compra. Inclusive, recentemente, reuniu-se no Instituto de Criminalística com os peritos, quando ficou acertado que seria indicado o nome de um profissional para acompanhar esse processo de aquisição, haja vista a especificidade de cada material, o que formalmente não ocorreu.

Quanto à estrutura física, Eduardo Wayner disse que há um processo tramitando desde o ano passado pela Secretaria de Segurança Pública para reformar a estrutura do prédio do Instituto.

O Secretário de Segurança Pública, Eliéser Girão Monteiro Filho disse que considera justa a reivindicação por melhorias das instalações construídas há 27 anos. Destacou que essa deficiência foi identificada pelo governador José de Anchieta que determinou reformas em sua estrutura que iniciou neste ano de 2011.

O secretário disse ainda que recentemente a Polícia Civil recebeu mobiliários novos e que o Instituto de criminalística foi contemplado com mobílias e computadores novos.

Em reunião com a Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o secretário reiterou o pedido de liberação de dez kits periciais que foram disponibilizados ao Instituto de Criminalística de Roraima, e espera resposta deste pedido o quanto antes.

Original em: http://www.boavistaagora.com.br

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IML oferece 10 serviços diferentes à comunidade

Gerson Odilon informa que há previsão de instalação de unidades do IML em Penedo, Santana do Ipanema, Viçosa e Matriz do Camaragibe

Cerca de 80% dos serviços prestados pelo Instituto Médico Legal (IML) são voltados para pessoas vivas e atendem vítimas de acidentes de trânsito, estupro (conjunção carnal e ato libidinoso), lesão corporal por agressão e acidentes, determinação de idade através de raio-x das mãos e da arcada dentária, exame de embriaguez, exame de rotina nos custodiados no momento da prisão e da soltura.

Além dos outros serviços, pessoas que tiveram mortes violentas, como homicídios, suicídios, por acidente, por erro profissional ou em situações suspeitas, são atendidas também pelo instituto por encaminhamento do delegado de polícia. Os exames servem para que a elucidação dos crimes aconteça mais rapidamente e somente após a perícia, os corpos são liberados para sepultamento.

DNA Forense

O IML também faz exumações e processos de identificação de esqueletos. Durante a perícia na ossada, o legista determina sexo, altura, idade e raça. Apenas um pedaço do osso do esqueleto é retirado e enviado para fazer exame no laboratório de DNA Forense da Ufal, por meio do convênio entre a universidade e o governo do Estado.

Com esta parceria, em Alagoas, foi criado o único banco de dados existente no Brasil e através dos dados armazenados no laboratório, muitas pessoas já foram identificadas.

Corpos não identificados que chegam ao IML também são periciados e ficam na geladeira do Instituto em média por 30 dias. Os não identificados e não procurados são então enterrados no cemitério Divina Pastora. Lá, as covas recebem números que constam em fichas guardadas no instituto para possível reconhecimento posterior.

Com a aprovação do projeto de informatização e digitalização de todos os laudos, o Instituto deseja criar também um banco de dados seguro, contendo informações precisas dos não identificados.

Segundo o diretor do IML em Maceió, Gerson Odilon, há expectativas de que, após a conclusão do novo IML na capital, outras regiões do Estado venham a ter institutos. As cidades contempladas serão Penedo, Santana do Ipanema, Viçosa e Matriz do Camaragibe.

Médico-legista contribui para elucidar crimes

No dia 7 de abril, é comemorado o Dia do Legista, profissional que trabalha para ajudar na elucidação de crimes e em julgamentos corretos. O legista precisa ter curso superior de medicina e especialização em medicina legal, que abrange áreas de direito, biologia, sociologia, química e balística, entre outras.

O exercício da medicina legal oferece vários serviços, alguns desconhecidos de grande parte da sociedade.

O Código de Processo Penal diz que “para todo crime que deixa vestígio é imprescindível o exame de corpo de delito”. A prova material é o que condena ou absolve e a perícia explica os fatos. Um relatório bem elaborado e bem conclusivo colabora para a correta aplicação da justiça. O contrário pode levar o magistrado ao erro e trazer prejuízo para a sociedade.

Para o diretor Gerson Odilon, que é médico-legista há 24 anos e professor de Medicina Legal e Ética Médica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ser médico-legista é uma qualidade. “Há um estigma de que só trabalhamos com a morte. Nossos relatórios são a luz do julgador na hora de aplicar a sentença ”, explica.

Original em: http://www.aquiacontece.com.br

 

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