Politec reivindica na Assembleia reestruturação na infraestrutura e de pessoal

Os problemas relacionados ao setor de Segurança Pública do estado voltaram à tona na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (31). Desta vez, o presidente José Riva recebeu representantes da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec). Eles reivindicam reestruturação na infraestrutura e de pessoal. Órgão trabalha com dificuldade, principalmente, pela falta de efetivo.

Na busca por ações que atendam a categoria, Riva convidou a diretora da Politec, Patrícia Fachone para explanar as dificuldades do órgão, na reunião do Colégio de Líderes. Antes, o parlamentar se reunirá com os representantes na sede da entidade. Riva quer conhecer todo o funcionamento da entidade. A data para os dois encontros ainda não foi marcada. Riva também os convidou a participar do congresso do Parlamento Amazônico, que deve acontecer no final de abril.

“Tivemos um crescimento na demanda muito grande, mas a infraestrutura e o efetivo não acompanharam esse processo. Por isso, entregamos o nosso plano de enfrentamento ao presidente para pedir o apoio na sua implementação”, explicou a diretora. Para se ter uma idéia, hoje a Medicina Legal realiza aproximadamente 16 mil laudos. Esse volume, segundo Patrícia, triplicou nos últimos anos. Com a reestruturação, a categoria quer também melhorar as unidades existentes no interior do estado. “Vamos regionalizar os serviços que terão sempre o apoio técnico da Capital”, disse Patrícia.

Ela chamou a atenção sobre a necessidade de investimentos fortemente na Capital, especialmente, para a Copa do Mundo, já que o estado não está preparado para possíveis desastres em massa. “Esperamos que nenhum desastre em massa aconteça, pois se acontecer passaremos vergonha pela falta de efetivo e estrutura”.

No plano de ação, a categoria destaca a necessidade de aumentar o efetivo de peritos criminais de 79 para 140; médicos legistas para 82; técnicos de necropsia para 50 e papiloscopistas para 163. A diretora defende que o governo atenda a Lei 8.321, de 2005, que dispõe sobre a criação da Carreira dos Profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso. “O ideal seria a revisão do lotacionograma”.

O diretor Metropolitano de Criminalística, Pierre Biancardini Junior disse que com o trabalho integrado do setor e a regulamentação de leis a demanda aumenta significativamente. O que não acontece com o efetivo. É o caso, por exemplo, da lei que regulamenta o porte de armas, nos primeiros cinco anos após a regulamentação, aumentou de 100 para 1,3 mil exames de Eficiência em Armas de Fogo, feito pelo setor de balística. O mesmo aconteceu com a regulamentação da Lei Maria da Penha, dentre outras.

Original em: http://www.24horasnews.com.br

 

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