Tragédia em Realengo: Martha Rocha e peritos estão na casa de atirador

Rio – A chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, policiais da Delegacia de Homicídios (DH) e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), foram, na tarde desta quinta-feira, à casa de Wellington Oliveira, em Sepetiba, Zona Oeste do Rio. 

De acordo com a polícia, um cenário de caos foi encontrado na residência do atirador, com móveis quebrados e o disco rígido do computador queimado. Um novo bilhete, de conteúdo não divulgado, foi encontrado no chão do quarto de Wellingnton. Duas pessoas da família acompanham as buscas. 

Mais cedo, Marta Rocha informou que uma série de medidas serão tomadas para ajudar nas investigações e dar apoio às famílias das vítimas da tragédia. Ela citou o reforço na equipe do Instituto Médico Legal (IML), o deslocamento de duas assistentes sociais para atender às famílias das vítimas, além do aumento da equipe de plantão no necrotério e no setor de identificação para “minimizar qualquer tipo de sofrimento das famílias”, declarou.

A chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, concedeu uma coletiva e disse que adotará medidas para agilizar as investigações | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

 

Ela citou o reforço na equipe do Instituto Médico Legal (IML), o deslocamento de duas assistentes sociais para atender às famílias das vítimas, além do aumento da equipe de plantão no necrotério e no setor de identificação para “minimizar qualquer tipo de sofrimento das famílias”, declarou.

A Divisão de Homícidios está investigando o ocorrido na escola. Até o momento, já foi confirmado que o atirador usou duas pistolas (calibre 38 e 32) e efetuou disparos em dois andares. Ele só parou ao ser atingido por um tiro no abdômen, na subida para o terceiro andar. O tiro foi disparado por um sargento da Polícia Militar que estava nas proximidades e foi alertado por grupo de crianças feridas.

Depois de atingido, o atirador, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, se suicidou com um tiro na cabeça. Ele deixou uma carta que está sendo analisada pela Polícia Civil junto com outros elementos do crime, segundo a chefe de polícia, Marta Rocha.

 

Parentes e amigos de vítimas se desesperam com tragédia em Realengo | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

“Sabemos que ele chegou na escola, que foi reconhecido por uma ex-professora, disse que ia dar uma palestra, conversou com essa professora, se trancou numa sala, efetuou os primeiros disparos e depois se dirigiu a outras salas. Daqui para frente, estamos investigando”, afirmou.

Durante entrevista à imprensa, no pátio da escola em Realengo, o coordenador da Secretaria de Segurança, Roberto Sá, acrescentou que o autor dos tiros não tinha antecedentes criminais, mas que o comportamento do atirador na chacina indica sinais de doença mental.

“O perfil desse fato criminosos se afasta completamente do comportamento usual de bandidos e marginais. Consideramos, até o momento, que essa pessoa tem alguma debilidade mental, deve ser um psicopata, imprevisível, incontrolável” , disse Sá.

O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, que atingiu o atirador foi chamado de “herói” pelo governador Sérgio Cabral.

Cenas de horror em Realengo

Na manhã desta quinta-feira, um jovem de 24 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste da cidade, dizendo ter sido convidado para dar uma palestra aos alunos. Ele subiu três andares do prédio e entrou numa sala onde 40 alunos da nona série assistiam a uma aula de Português, abrindo fogo contra os estudantes com idades entre 12 e 14 anos.

Testemunhas relatam um verdadeiro massacre. Wellington Menezes de Oliveira teria mirado contra a cabeça dos estudantes, com a clara intenção de matá-las. Quase trinta alunos foram baleados e mais de 10 morreram. Após o ataque, o assassino deixou uma carta de de teor fundamentalista no local. O texto continha frases desconexas e incompreensíveis, com menções ao Islamismo e até mesmo práticas terroristas. Em seguida, ele se matou dando um tiro na própria cabeça.

Alunos, professores e funcionários da escola acreditam que mais de cem disparos foram efetuados. Wellington, um ex-aluno do colégio, estava armado com dois revólveres e recarregou a arma durante a ação. O imenso barulho também assustou a vizinhança, que ainda ouviu os gritos de horror das crianças que, ensanguentadas, correram às ruas em busca de socorro.

Rapidamente uma multidão se formou em frente à escola. Em desespero, familiares e amigos tentavam ajudar as crianças e identificar as vítimas, ao mesmo tempo que tentavam entender os motivos do massacre.

O ministro da Educação, José Haddad, considerou este um dia de luto para a educação brasileira. Com a voz embargada, a presidente Dilma Roussef se disse chocada e consternada com o episódio e, com lágrimas nos olhos, pediu um minuto de silêncio pelos “brasileirinhos que foram retirados tão cedo de suas vidas e de seus futuros”.

Original em: http://odia.terra.com.br

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