Pesquisa mostra como insetos da Amazônia podem ajudar na investigação de crimes

Entomologistas estão articulando com órgãos como Instituto de Criminalística e IML do Amazonas para atuar como consultores e ajudar nas investigações

O entomologisa José Albertino Rafael, cujo grupo de pesquisa desenvolveu pesquisa sobre ação de insetos em cadáveres (Ney Mendes)

Estudos em Entomologia Forense desenvolvidos no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) podem colocar Manaus no restrito grupo de cidades brasileiras onde os órgãos de perícia criminalística atuam em conjunto com cientistas. A Entomologia é a área da ciência que estudo os insetos.

A parceria vem sendo articulada entre o Inpa, por meio de três pesquisadores que estudaram a ação de insetos no processo de decomposição de cadáver, e órgãos como Instituto de Criminalística da Polícia Civil e Instituto Médico Legal (IML).

“Isso é relativamente novo no Brasil e Manaus é uma das poucas cidades onde se trabalha com essa possibilidade. Apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal já trabalham com a utilização de insetos nas investigações forenses”, disse José Albertino Rafael, um dos pesquisadores do grupo, ao acritica.com.

De acordo com Rafal, a pesquisa desenvolvida no Inpa pretende fornecer dados para que sirvam de provas de processos judiciais.

“A gente quer dar um start no nível de pesquisa e de interação com os órgãos envolvidos. Por isso estamos articulando para realizar cursos e treinamento de peritos para que eles possam utilizar os insetos, que podem auxiliar na investigação e na solução de crimes, por meio dos indícios que eles deixam nos cadáver!, disse.

Além de José Albertino Rafael, participam do grupo de pesquisa os entomologistas Alexandre Ururahy Rodrigues e Ruth Menezes Kepler.

Experimentos

De acordo com informações repassadas pela assessoria de comunicação do Inpa, os estudos dos entomologistas continuam sendo realizados em insetos como moscas varejeiras da família dos califorídeos e besouros.

Os experimentos dos pesquisadores são realizados na Reserva Florestal Adolpho Ducke, utilizando porcos domésticos, já que a legislação brasileira não permite que experimentos forenses sejam feitos em cadáveres humanos.

Os porcos domésticos, segundo os pesquisadores, são parecidos com os humanos para o estudo de decomposição orgânica.

Os testes são feitos tanto no verão quanto no inverno amazônico, pois as condições climáticas influenciam na ação dos decompositores.

Cada dia da colonização do cadáver pelos insetos, representa um avanço na decomposição do animal e analisando as fases de desenvolvimento desses insetos, pode-se saber há quanto tempo o cadáver está em processo de decomposição.

Original em: http://acritica.uol.com.br

2 comments to Pesquisa mostra como insetos da Amazônia podem ajudar na investigação de crimes

  • Harrytuh

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