Tasso da Silveira: atirador de Realengo agiu ‘sempre sozinho’, diz delegado

O atirador do ataque à Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, agiu “sempre sozinho”. A afirmação foi dada nesta quinta-feira pelo delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, informando que já ouviu vizinhos de Wellington Menezes de Oliveira em Sepetiba e em Realengo, além de alunos que estudaram com ele.

Após uma análise de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que conseguiu levantar a númeração da arma, que estava raspada, a polícia chegou a Manoel de Freitas Louvise, suspeito de ter vendido o revólver calibre 38, de numeração raspada, para o atirador Wellington, que matou 12 e deixou outras 12 feridas na escola.

O segurança Manoel de Freitas Louvise, de 57 anos, suspeito de e vender o revólver calibre 38 usado no massacre de Realengo, disse que vendeu o armamento pois pensou ser para segurança pessoal. “Se eu soubesse que ele iria fazer isso, eu mesmo tinha entregado ele à polícia”, disse o suspeito.

Armamento vendido em setembro do ano passado

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 e deixou outras 12 feridas na escola Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio, pagou R$ 1.200 pela arma, cerca de 60 munições e mais os carregadores. 

O segurança foi preso nesta quinta-feira por agentes da Divisão de Homicídios, em casa, no bairro Jardim Ulisses, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Manoel de Freitas Louvise foi denunciado por porte ilegal de armas e acessório.

O suspeito, que trabalhava na mesma empresa de Wellington, disse que o atirador começou a aliciar o segurança para vender a arma. Segundo a polícia, a arma, a munição e os carregadores foram vendidos em setembro do ano passado.

A polícia chegou até o segurança graças a um exame de metalografia, para analisar a numeração raspada do armamento, feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli. A arma estava registrada em nome dele, mas não tinha porte.

Original em: http://www.sidneyrezende.com

Leave a Reply