Polícia Científica do Rio encontra até veneno para matar barata em cocaína vendida na cidade

Mistura de substâncias às drogas potencializa ainda mais efeito negativo

Cocaína vendida no Rio, mesmo misturada com outros elementos, é menos nociva à saúde do que o crack e o oxi

A Polícia Científica do Rio de Janeiro descobriu substâncias como fermento em pó, anestésicos, cafeína, mármore em pó, cimento branco, pó de giz e até mesmo veneno para matar baratas misturadas à cocaína que é vendida na cidade. De acordo com as análises, os produtos são incluídos na composição final da droga para que esta renda além do normal e a venda se torne bem mais lucrativa para os traficantes.

Essa mistura, segundo o ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), potencializa ainda mais os efeitos negativos da cocaína, do crack e também do oxi sobre o organismo. As três drogas têm a mesma origem – pasta-base extraída da folha de coca – no entanto, a cocaína, mesmo sendo misturada com outras substâncias, é menos nociva à saúde. Já o crack é até 40 vezes mais potente que ela e o oxi é ao menos 40 vezes mais forte que o crack.

A explicação é que, enquanto a cocaína passa por um processo de purificação durante o refino, que é a sua transformação em pó, o crack e o oxi, que são considerados drogas sujas, guardam as impurezas, como os solventes misturados para a obtenção da pasta-base.

Outra justificativa é o fato dessas drogas serem fumadas e não inaladas, como a cocaína. De acordo com o ICCE, ao serem fumados, o crack e oxi vão direto para os pulmões e chegam ao cérebro rapidamente. Ao ser inalada, a cocaína é absorvida pelo organismo através das mucosas, de forma mais lenta. Com isso, o usuário demora a sentir vontade de usar a droga novamente.

A diretora do Nepad (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas), Ivone Ponczek, alerta que quanto mais misturada, mais nociva a droga é, seja cocaína, crack ou oxi.

– Essa gradação da cocaína para o crack e para o oxi é um bom exemplo de como é possível transformar uma droga que já era altamente prejudicial em algo ainda pior.

Crack e oxi

No crack, os solventes mais usados são gasolina, diesel e querosene. A mistura deles com a pasta-base e com bicarbonato de sódio dão origem à droga, assim que são submetidos ao fogo. Parte dessa mistura evapora; o que sobra empedra e vira crack. O nome da droga vem do barulhinho que ela faz quando vira a pedra.

Já a composição do oxi ainda não é conhecida pelas autoridades. O ICCE está desenvolvendo um método inédito no Estado para identificar a droga. Segundo o diretor do instituto, Sérgio Henriques, dentro de dez dias, a polícia terá como diferenciar o oxi do crack.

Ivone Ponczek acredita que é difícil saber os elementos que compõem o oxi devido ao seu processo de fabricação ser menos elaborado do que o do crack.

– O crack ainda precisa de algumas experiências para ser fabricado. Já o oxi é mais simples, o que é preocupante. Cada pessoa cria sua própria fórmula para a droga. Isso deixa o produto menos controlável.

Original em: http://noticias.r7.com

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Polícia Federal apreende 2,8 quilos de droga em Bauru suspeita de ser oxi

A Polícia Federal, através da Delegacia de Polícia Federal de Bauru, realizou ontem a prisão em flagrante de J.H.F.M., 24 anos, pela posse de aproximadamente 2,8 quilos de droga à base de cocaína. A suspeita é de que seja oxi, entorpecente ainda mais devastador que o crack. Contudo, apenas após o teste que será feito no Instituto de Criminalística é que será definido o tipo de droga.

Segundo informações do delegado que efetuou o flagrante, José Emanuel Ferreira de Almeida, a ocorrência foi registrada por volta das 12h30 de ontem, em um posto de combustíveis localizado na rodovia Marechal Rondon, perímetro urbano de Bauru. A droga estava escondida na lateral dos bancos traseiros de um veículo GM/Celta, dirigido pelo autuado.

Os policiais federais desconfiaram da postura do acusado no momento em que o avistaram e, durante a abordagem, ele confessou o transporte da droga. J.H.F.M foi autuado pelo crime de tráfico de drogas e, em seguida, encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

Original em: http://www.jcnet.com.br

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Polícia desenvolve método de identificação do oxi

Oxi chega a ser 40 vezes mais forte que o crack

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Científica do Rio de Janeiro, está desenvolvendo um método inédito no Estado para identificar o oxi, droga 40 vezes mais forte que o crack. Segundo o diretor do instituto, Sérgio Henriques, dentro de dez dias, a polícia terá como diferenciar o oxi do crack.

Henriques diz que o processo de identificação da droga já está bem adiantado e que é necessário uma série de testes químicos para apontar quais elementos compõem a droga. Segundo ele, há a suspeita de que o oxi contenha cal virgem ou permanganato de sódio. O crack é uma substância 40 vezes mais tóxica que a cocaína, já o oxi é 80 vezes pior.

A primeira apreensão de oxi no Estado pode ter sido feita em 17 de maio passado, em Niterói, na região metropolitana. Os policiais encontraram 18 pedras que, segundo o traficante, seriam de oxi. Em um laudo preliminar da Polícia Científica constatou a presença de cocaína e querosene na droga, segundo explica Henriques.
A Justiça alega que já foi confirmada a presença de cocaína e, portanto, que se trata de substância entorpecente.

As autoridades em segurança e saúde públicas temem que o consumo de oxi também conhecido como óleo, por ter consistência oleosa enquanto é consumido – se espalhe pelo país, a começar pelas principais capitais.

O preço é o grande apelo da substância: de R$ 2 a R$ 5 por cinco pedras, que podem ser mais amareladas ou mais brancas, dependendo da quantidade usada de querosene ou de cal virgem.

Para a professora de psiquiatria da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Maria Thereza de Aquino, as autoridades não querem repetir o mesmo erro que aconteceu com o crack, hoje encontrado em qualquer favela do Rio.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, diz acreditar que ações educacionais são importantes no combate à dependência química provocada por novas drogas, como o oxi.

“A gente sabe que tem que estar preparado para enfrentar o oxi, o crack e outras drogas que ainda vão surgir. Então, implantar um sistema de monitoramento precoce é um objetivo do Brasil para que, a longo prazo, a gente consiga mapear com antecedência qual a tendência de novas drogas que chegam ao mercado” relatou o secretário.

Dependência imediata


A rapidez com que se instala a dependência é uma das ações devastadoras do oxi, de acordo com o médico Elisaldo Carlini, do Cebrid (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas). A forma de consumo é por meio do fumo, o que torna a absorção da droga extremamente rápida.

O usuário apresenta, geralmente, problemas referentes ao aspecto social. Ele é marginalizado, se separa da sociedade, da família e vive apenas em função da droga. O principal agente causador do efeito do oxi no corpo é a cocaína, que causa insônia, falta de apetite e alterações mentais, popularmente conhecidas como paranoia.

Assim como o crack, a absorção acontece no pulmão e vai direto para a corrente sanguínea. A diferença está no tempo. O crack demora 15 segundos, já o oxi leva 10 segundos para fazer efeito. O oxi também deixa o usuário com cor amarelada, problemas de fígado, dores estomacais, dores de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia constante. Uma pessoa viciada em oxi pode morrer em apenas um ano.

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

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‘Eles não conseguem explicar’

O delegado adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), Nilson Rodrigues da Silva, afirma que os rumores de que o oxi tenha chegado a Maringá são “sempre assim”.

“Os dependentes não sabem explicar de quem compraram e onde. Eles falam que acham o oxi no Centro, mas nós nunca apreendemos”, explica.

No último dia 16, a Polícia Militar apreendeu 600 gramas de uma substância que poderia ser a “droga da morte”. As pedras foram enviadas para o Instituto de Criminalística do Paraná, em Curitiba, para confirmação. A 9ª SDP ainda aguarda resposta.

Droga apreendida pela Polícia Militar que foi para análise em Curitiba

Na avaliação do tenente da Polícia Militar e relações públicas do 4º BPM, Alexandro Marcolino Gomes, é bem provável que o oxi tenha chegado a Maringá e que a apreensão feita no último dia 16 venha a confirmar a presença da “droga da morte” na cidade.

 

Consumo
“Para ser solucionado tem
que ser tratado como questão
de saúde pública e não apenas
de segurança”
Alexandro Marcolino Gomes
Tenente da PM

 

 

 

No entanto, segundo Gomes, independente do fato do oxi ter ou não chegado a Maringá, a sistemática de trabalho da Polícia Militar vai continuar o mesmo com a checagem de denúncias que chegam pelo telefone 181 e de rondas ostensivas com abordagens de suspeitos.

 

“Existe a lei de drogas e o trabalho que nos cabe tem sido feito. É um problema grave que, para ser solucionado, tem que ser tratado como questão de saúde pública e não apenas de segurança”, diz.

Original em: http://maringa.odiario.com

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Aberto inquérito para apurar queda de adolescente de prédio

Jovem de 13 anos caiu do 7º andar e está em estado grave na UTI do HC da Unicamp

O delegado do 13º Distrito Policial de Campinas, José Roberto Rocha Soares, instaurou nesta quarta-feira (1º) inquérito para investigar a queda de uma adolescente de 13 anos do 7º andar de um prédio residencial na tarde de terça-feira (31) no bairro Cambuí.

Segundo boletim médico divulgado no fim da manhã desta quarta, o estado de saúde dela é muito grave. A paciente teve traumatismo craniano e fraturas nas duas pernas. Ela passou por cirurgia, mas continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em observação.

A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de suicídio, mas o delegado não descarta outras possibilidades. Ele aguarda o laudo dos peritos do Instituto de Criminalística (IC) para dar andamento às investigações.

O caso

A adolescente de 13 anos caiu do sétimo andar do edifício Malibu, que fica na rua Olavo Bilac. O primeiro atendimento foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que identificou que a pressão sanguínea estava baixa e suspeitou de hemorragia interna, a vítima precisou ser resgatada pelo helicóptero-águia da Polícia Militar, que precisou bloquear o trânsito nas vias da região.

Um das moradoras do prédio afirma que antes da queda pode ter ocorrido uma briga, pois foi possível ouvir gritos e até o porteiro foi chamado. “Eu ouvi gritos de briga e a vizinha de cima ligou aqui para baixo (na portaria) e falou: Seu Sandro suba porque estão com uma briga muito feia aqui em cima”, disse Bel de Paula.

Testemunhas que passaram pela rua disseram aos policiais que viram um homem com a adolescente na janela. Uma mulher, que se apresentou como integrante da família, nega a versão de que haveria um homem no local. “Isso não é verdade, não procede (…) No apartamento, só estava a empregada, a mãe e as duas filhas”, explica. A jovem C. M. M. M., mora com a mãe e a irmã.

Original em: http://eptv.globo.com

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