Criminalística atende casos num raio de até 50 km de Ponta Grossa

Peritos coletam dados para produzir o laudo, documento que ajuda a fundamentar o inquérito policial

Peritos coletam dados para produzir o laudo, documento que ajuda a fundamentar o inquérito policial

O Instituto de Criminalística (IC) de Ponta Grossa atende 28 municípios da região – alguns distantes 200 quilômetros da sede. Os peritos costumavam ir a todas as ocorrências envolvendo morte violenta – como acidentes com morte ou homicídios –, mas, de uns tempos para cá, a Criminalística só manda os profissionais a municípios que ficam a até 50 quilômetros de Ponta Grossa. Policiais civis e rodoviários das cidades mais longínquas é que acabam realizando o serviço dos peritos.

O diretor do IC de Ponta Grossa, Edson Napoleão, explica que a ordem de não atender situações mais distantes partiu da direção do órgão em Curitiba e está valendo há alguns meses. “Os peritos até vão a locais mais distantes, mas depende muito do caso”, diz.

Segundo Edson, a mudança visa melhorar o serviço em Ponta Grossa. “O problema eram os deslocamentos, que tomavam muito tempo dos peritos”, afirma. De acordo com ele, a equipe do IC é reduzida, o que dificulta o atendimento em toda a região. São sete peritos e quatro viaturas para atender a população dos Campos Gerais – cerca de um milhão de habitantes. Segundo o diretor, os carros estão bastante usados – com 140 mil quilômetros rodados –, o que representa um perigo para os servidores em uma viagem de longa distância.

Para o chefe regional, a determinação não interfere no trabalho de investigação, que deveria ter como base o laudo pericial. “A falta de presença dos peritos não prejudica as investigações porque a polícia faz o levantamento do local e, se houver dúvidas, podemos fazer a análise indireta, posteriormente”, explica.

Por outro lado, não é o que policiais de cidades mais distantes pensam. A reportagem do DCconversou com um policial civil que atua numa das cidades que ficam a mais de 50 quilômetros de Ponta Grossa e que, em tese, faz parte do rol de municípios abrangidos pelo IC. Ele disse que a falta de análise dos peritos compromete sim o trabalho de investigação. “Os policiais fazem apenas um levantamento do local e não um laudo, como os peritos. Os policiais não têm o conhecimento necessário para esse tipo de tarefa. Os peritos são formados para isso”, critica ele, que pediu para não ser identificado.

O policial comenta ainda que pequenos detalhes no local, principalmente em casos de assassinato, podem fazer a diferença. “Além disso, há um déficit muito grande de policiais civis. Ou seja, trabalham sobrecarregados em suas funções próprias e ainda têm de realizar serviços que não são de sua competência”, dispara.

A assessoria da Secretaria de Segurança do Paraná confirmou que a determinação para atender cidades num raio de 50 quilômetros da sede dos Institutos de Criminalística vale para todas as unidades do Estado. “Cada chefe regional avalia os casos que devem ser atendidos. Para situações mais relevantes, os peritos são obrigados a ir”, informa.

De acordo com a Secretaria, o IC está investindo R$ 25 milhões no Paraná e prevê abertura de concurso público para contratação de mais pessoal.

Original em: http://www.diariodoscampos.com.br/

GD Star Rating
loading...

Alvo de investigação, diretor do Instituto de Criminalística de Araçatuba é substituído

Munições ponto 50 (antiaéreas), de uso proibido, apreendidas na casa de Marco Girão.
Por Roberto Alexandre.

O perito criminal Sadraque Claudio foi afastado da direção do IC (Instituto de Criminalística) de Araçatuba. A portaria 336/12, sobre a decisão do comando da Polícia Científica de São Paulo, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (26). A partir desta quinta-feira, quem responde pelo Núcleo de Perícias Criminalísticas de Araçatuba é o perito Carlos Eduardo Pinheiro.

Claudio foi afastado depois que a Polícia Civil passou a investigá-lo em um suposto esquema de fraude e venda de laudos periciais. Ele chegou a ser autuado em flagrante por posse ilegal de arma na última sexta-feira em uma operação realizada pela Delegacia Seccional de Araçatuba. O funcionário público pagou fiança para responder o inquérito em liberdade.

Conforme apurado na investigação da Polícia Civil, a suposta irregularidade na emissão de laudos periciais foi descoberta no transcorrer de outra investigação, realizada para desmantelar uma quadrilha envolvida em um esquema milionário de furto de energia em grandes empresas instaladas no estado de São Paulo e em Minas Gerais.

De acordo com a apuração, essa quadrilha, que teve 11 supostos integrantes presos na sexta-feira passada, durante a megaoperação intitulada “Gato de Botas”, seria comandada pelo eletricista Marco Girão, que tem como hobby colecionar armas de fogo e munições. E foram essas armas que levaram a Polícia Civil até o perito criminal e ex-diretor do IC de Araçatuba.

TELEFONE

Por meio de interceptações telefônicas, a polícia descobriu ligação entre o chefe da quadrilha e o ex-diretor do IC. Conforme a investigação, depois da apreensão de quase 80 armas de fogo, centenas de munições e acessórios, alguns de uso restrito, na casa de Marco Girão, em março passado, o perito teria recebido R$ 50 mil para emitir laudo constando que silenciadores e munições antiaéreas, apreendidos na ocasião, não teriam nenhuma eficácia e, portanto, seriam objetos meramente decorativos. E esse seria o argumento da defesa de Girão no inquérito aberto após a apreensão das armas e munições e que ainda está em andamento.

Com a informação da suposta venda de laudos periciais fraudulentos, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão para a casa do perito e também para o gabinete que ele ocupava no IC, onde foram encontrados revólveres sem registro, fato que levou ao auto de prisão em flagrante do ex-diretor.

PRISÃO NEGADA

As diligências foram realizadas pela Corregedoria da Polícia Civil, com sede em Rio Preto. Na ocasião, a Polícia Civil chegou a representar pela prisão temporária, por cinco dias, do ex-diretor do IC de Araçatuba, mas o pedido foi negado pela Justiça.

Durante o auto de prisão em flagrante na sexta-feira, o funcionário disse na delegacia que iria se pronunciar apenas em juízo. Sadraque não foi encontrado na noite desta quarta-feira (26) para comentar o afastamento do cargo e as demais denúncias, mas outras tentativas de contato com o acusado continuarão sendo feitas pela reportagem.

Conforme a corregedoria da polícia, o perito, que é de classe especial, deve responder a processo administrativo e poderá até ser exonerado caso as denúncias apontadas na investigação da Polícia Civil sejam comprovadas. O novo diretor do IC de Araçatuba é de 1ª classe. ´

Além de Araçatuba, o Núcleo do Instituto de Criminalística atende aos municípios de Auriflama, Bento de Abreu, Birigui, Brejo Alegre, Buritama, Gastão Vidigal, General Salgado , Guararapes, Guzolândia, Lourdes, Nova Castilho, Nova Luzitânia, Rubiacéia, Santo Antônio do Aracanguá , São João de Iracema, Turiúba, Valparaíso.

fonte: Araçatuba News

Original em: http://aracatubanews.com/

GD Star Rating
loading...

ABML apoia Médicos Legistas dos IMLs de Maceió e Arapiraca

A Associação Brasileira de Medicina Legal – ABML, vem a público manifestar todo apoio e solidariedade aos médicos-legistas do Instituto Médico Legal de Maceió e de Arapiraca que, em virtude das péssimas condições de trabalho e da total falta de respeito da parte do Governo do Estado de Alagoas, foram forçados a adotar a greve como último recurso, na tentativa de sensibilizar as autoridades para a real situação da categoria.

Repudia, ainda, a tentativa governamental de intimidação da categoria, com ameaças de prisão aos profissionais em greve, tentativa esta há muito banida nos regimes democráticos, posto que o instrumento da greve é um direito constitucional de todo trabalhador.

Tal medida visa tão somente encobrir a realidade trágica dos institutos médicos legais de Alagoas, que sabidamente vêm funcionando sem as mínimas condições, num completo desrespeito aos cidadãos daquele estado e aos profissionais que ali trabalham.

Conclama, por fim, o Governador Teotônio Vilela Filho a entender a importância e o caráter estratégico dos serviços prestados pelo órgão pericial do Estado e a reabrir as negociações coma categoria.

Brasília, 24 de setembro de 2012

ANTÔNIO BATISTA DE QUEIROZ
Presidente

Recebido por email

GD Star Rating
loading...

A inviolabilidade do local do crime

Todos os dias a sociedade se vê em meio a um local de crime que deve ao máximo ser preservado até a chegada da perícia técnica do Instituto de Criminalística. Cabe aos agentes da lei, no caso os policiais militares, que são os primeiros a chegar ao local, a preservação, nos seus mínimos detalhes, para não prejudicar o trabalho de investigação.

Os locais de crimes na Região Metropolitana de Belém se constituem numa verdadeira “Torre de Babel” com interesses de pessoas que nada tem haver com o momento, mas que movidos por uma curiosidade mórbida, mesmo antes da chegada da perícia, tornam em 90% os locais inidôneos.

Especialistas concluem que na maioria dos casos, o cadáver da vítima, quase sempre disposto e exposto de forma desagradável, produz um forte impacto psicológico em todos os atores que acabam protagonizando uma cena inusitada, para quem de longe observa.

Neste caso, se aliam os que lá estão presentes, mas não deveriam estar (curiosos, crianças), os que estão presentes por força do ofício (policiais, peritos, técnicos e imprensa) e os que deveriam estar presentes (testemunhas, família), mas em geral, para não se comprometer, não estão.

Renomados juristas classificam por “crime” toda a ação ou omissão ilícita, culpável e tipificada na norma penal, existindo o que eles chama de “Triângulo do Crime”, a saber: a vítima, o criminoso e o local em que se desenrolou o crime.

No entender do jurista Eraldo Rabello, um local de crime “se constitui em um livro extremamente frágil e delicado, cujas páginas, por terem a consistência de poeira, se desfazem, não raro, ao simples toque de mãos imprudentes, inábeis ou negligentes, perdendo-se desse modo para sempre, os dados preciosos que ocultavam à espera da argúcia dos peritos”.

Uma das grandes preocupações de peritos criminais é com relação a dois segmentos do local de crime classificados como “corpo de delito” e “vestígios”. O corpo de delito é para a perícia o elemento principal de um local de crime onde demandam os “vestígios”, que certamente vão convergir para as evidências consideradas importantes para o início das investigações.

No local de uma perícia criminal é comum se ouvir palavras como “vestígios”, “evidências” e “indícios”, todas consideradas de grande importância para se definir o agente causador de um crime e, por esta razão, devem estar preservadas até a chegada do perito responsável pela coleta.

A situação é uma exigência legal do Código de Processo Penal e modificações introduzidas pela Lei 8.862/94, conforme podemos verificar no artigo 6º, inciso I: “Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais”.

Uma das maiores dificuldades dos peritos criminais em nosso Estado acaba sendo inidoneidade dos locais de crime. No entanto, existe um procedimento padrão que tem como base o primeiro policial que chegar à ocorrência, isolar o local do crime.

Os demais policiais preservam o local até a chegada da policia judiciária, que solicita a perícia e garante a segurança dos peritos, apreendendo objetos que possam estar relacionados ao crime e, finalmente, os peritos criminais, que após a perícia juntam todas as informações que farão parte do inquérito policial.

O isolamento adequado representa um dos elementos mais importantes para a investigação criminal. Qualquer alteração, por mais ínfima que seja, deve ser evitada, fato que vai dar condições para que os peritos cheguem a uma conclusão sobre o que ocorreu no local do crime.

UM LOCAL PARA POUCOS

Durante seis meses, nossa equipe acompanhou uma sequência de homicídios e acidentes de trânsito com vítimas fatais, verificando as normas legais que permeiam a atividade dos peritos criminais que em muitos dos casos devido à inidoneidade do “local de crime” apenas trabalham com o básico.

Policiais militares argumentam que têm dificuldades em manter idôneo o local de crime, uma vez que ao chegarem à situação, dezenas de pessoas já macularam o local. “Quando nós chegamos ao local do crime pessoas alheias à situação e os próprios familiares já tocaram no corpo, retiraram documentos e indícios que seriam úteis à perícia”, afirma um policial militar ouvido pelo DIÁRIO.

Mas a situação grave acontece nos acidentes de trânsito com vítima fatal. O fato considerado como “acidente” pode na realidade ter sido um suicídio ou homicídio. Daí a necessidade do isolamento abranger os veículos envolvidos na ocorrência, assim como as vítimas.

A técnica prevê a preservação das marcas no leito da via, especialmente as marcas de frenagem que podem dar uma ideia aproximada da velocidade em que os veículos trafegavam durante o acidente sendo aconselhável dispor de sinalizadores adequados para preservar todos os vestígios da ocorrência e até, se for o caso, a interrupção completa do trânsito em toda extensão da via.

Um dos principais problemas com vítima fatal acontece em rodovias de grande movimentação como a BR-316 e Alça Viária e, neste caso, para a segurança dos agentes públicos e da perícia é autorizado “desfazer” o local, removendo tanto vítima como veículo estando este ato amparado pela Lei 5970.

Local de crime não é uma festa popular

O corpo e os objetos que fazem parte da cena do crime são intocáveis até a chegada da equipe do Instituto de Criminalística, que faz a perícia no ambiente e remove o cadáver. Este processo, em geral, nas grandes cidades, costuma demorar mais de uma hora. Tempo suficiente para que o local se torne espetáculo para pessoas curiosas que nada tem haver com a situação.

O DIÁRIO tentou observar, durante 90 dias, o perfil de pessoas que vão para um local de crime, principalmente na Região Metropolitana de Belém. Em geral, são moradores das redondezas, mas há também curiosos que vêm até de outro bairro, distante três quilômetros.

Em um dos casos, a reportagem teve grande dificuldade de estacionar o carro próximo ao ocorrido, devido à grande quantidade de pessoas. Entre os espectadores, principalmente em crimes depois das 23h, é comum encontrar até crianças de colo nos braços de mães, que se acotovelam tentando encontrar um melhor ângulo de observação.

A “festa” que se forma em redor do cadáver somente se dispersa quando o carro do Instituto de Criminalística deixa o local. Em um homicídio no bairro do Jaderlândia, em Ananindeua, uma cena chamou atenção das equipes de reportagem e agentes públicos. Um grupo de cinco crianças, na faixa entre 6 e 10 anos, todos munidos de celulares, fotografavam e filmavam a cena. O fato passou a ser contido por delegados da Divisão de Homicídios, que orientados, chegam até a ameaçar de prisão pais que teimam em deixar seus filhos nas cenas de violência.

Segundo a Polícia Civil, o resultado da investigação depende inicialmente do trabalho que é feito pelo Instituto de Criminalística, que não pode ser prejudicado pela alteração da cena do crime. “A investigação é um quebra-cabeça a ser montado, onde ali você tem vestígios, muito deles coletados no local do crime, como um projétil de arma de fogo, um estojo, um cartucho, uma arma utilizada, saliva, sangue, sêmen, fio de cabelo, entre tantas evidências”, afirma uma delegada.

Uma situação prejudicial é com relação a curiosos e até mesmo policiais de folga que, ao passar por um local de crime, querem ver o rosto ou marcas de tatuagens na vítima. A imprensa também não passa despercebida devido a forma como atua. “Os jornalistas, apesar de estarem a trabalho, também não deveriam ficar na área isolada, como costuma ocorrer”, reclama um perito do Instituto de Criminalística.

(Diário do Pará)

Original em: http://www.diariodopara.com.br/

GD Star Rating
loading...

Conferência em Brasília reune 40 especialistas em cibersegurança

A ICCYBER 2012 – IX Conferência Internacional de Perícia em Crimes Cibernéticos, que acontece em Brasília de 26 a 28 de setembro, reunirá um time de mais de 40 especialistas, nacionais e internacionais, dentre os quais o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e do FBI norte-americano, para debater os desafios da prevenção às ameaças digitais, e casos bem sucedidos de detecção e investigação de quadrilhas cibernéticas.

Contendo atividades distribuídas entre painéis, palestras técnicas, apresentação de papers acadêmicos e sessões de treinamento, dentre os destaques da programação está a presença do Ministro Gilson Dipp, Vice-Presidente do STJ, Ministro do TSE, ex-Corregedor Nacional do CNJ, e Presidente da Comissão responsável pela elaboração do anteprojeto de reforma do Código Penal, que participará do painel Proposições Legislativas – Reforma do Código Penal, voltado a discutir alternativas de tipificação dos delitos digitais.

Na palestra Sistema Integrado de Comando e Controle para Grandes Eventos, do Coordenador de TI da Secretaria de Segurança em Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Daniel Russo, que trará informações sobre o planejamento das medidas de Segurança Eletrônica voltadas para a Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, face às crescentes ameaças de cyberterrorismo existentes no mundo atual.

Para ilustrar as possibilidades de tais ameaças cibernéticas, e as técnicas de detecção e investigação mais sofisticadas, diversos peritos da Secretaria de Perícias em Informática do Instituto Nacional de Criminalística – INC da Polícia Federal abordarão pesquisas e estudos de caso de episódios ocorridos, como a palestra Ataque a Sites Governamentais: Estudo de Caso, a cargo do perito Ronei Maia Salvatori, do INC-PF.

Dentre os especialistas internacionais presentes, uma das mais aguardadas palestras é a Clustering and Classification for Cyber Crime, do “guru” Jesse Kornblum, formado pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology, pesquisador da área de computação forense da Kyrus Tech e criador de uma série de ferramentas consideradas fundamentais para a prática da perícia digital forense.

A programação contempla ainda a sessão de Desafio Forense, elaborada pelos especialistas Sandro Suffert e Jacomo Piccolini, que reproduzirá, num ambiente de simulação, situações de rastreamento de invasão, exigindo a utilização de técnicas sofisticadas, debatidas durante o evento, para a detecção e identificação da origem do “ataque” simulado.

Original em: http://idgnow.uol.com.br/

GD Star Rating
loading...

Prédio do antigo Instituto de Criminalística está abandonado

GD Star Rating
loading...

Amazonas possui número insuficiente de peritos criminais

Instituto de Criminalística conta com 136 profissionais para atender o AM. Conclusão de laudos no prazo determinado pela legislação é afetada.
O Amazonas possui um número inferior de peritos criminais responsáveis por umas das principais etapas de investigação policial de crimes. O Instituto de Criminalística (IC) possui 136 profissionais, quando o recomendado pelo Programa Nacional de Segurança Pública é 400 peritos e legistas. Isso significa que o estado conta apenas 34% do número ideal profissionais desempenhando o serviço no órgão.
De acordo com o diretor do Instituto de Criminalística do Amazonas, Carlos Fernandes, o quadro de peritos teve uma inclusão de 72 novos profissionais por meio do último concurso realizado pelo governo do estado, totalizando um efetivo de 136 peritos. Entretanto, o número ainda não é considerado ideal para um estado com características do Amazonas. “Segundo o Programa Nacional de Segurança Pública para Manaus seria necessária uma faixa de 400 peritos, incluindo os legistas”, revelou o gestor.
Com o quadro de peritos insuficiente, o IC ainda não consegue atender plenamente o Amazonas. Muitos crimes ocorridos no interior do estado ainda não são submetidos às perícias técnicas pela falta de polos periciais nas áreas mais distantes de Manaus.
“Os peritos são lotados na capital. As cidades que estão interligadas com Manaus por meio de estradas, quando solicitado vamos até elas por via terrestre por meio das viaturas. Agora nos municípios mais distantes predominam as perícias agendas, ou seja, as reconstituições. Alguns casos, quando temos a certeza que a autoridade policial preservou o local do crime vamos de avião. Mas ainda não atendemos todos os casos de urgência, só os agendados”, afirmou Carlos Fernandes.
Perito Amazonas
Atraso dos laudos
A legislação brasileira prevê no artigo 160 do Código Processo Penal que “o laudo pericial seja elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos”. no Amazonas, segundo a informação do próprio diretor do Instituto Criminalística, em média o laudo é concluído entre 20 e 30 dias.

Sem os laudos técnicos dos crimes, a celeridade de resolução dos crimes fica comprometida, já que a polícia fica impedida de concluir suas investigações, resultando na interrupção dos inquéritos, que deveriam ser encaminhados à Justiça.

O diretor do IC justifica o atraso na conclusão dos laudos em virtude o quadro de peritos responsáveis para atender a demanda mensal de cerca de 1.600 entradas e solicitações que o órgão recebe.

“Considerando a quantidade pequena de peritos esse volume é bastante excessivo, é óbvio que com isso gere um pequeno acúmulo. Em relação ao tempo, esse prazo é o legal, mas ele pode ser estendido conforme a complexidade do fato, quando muitas vezes o laudo exige outros exames em laboratório e novas diligências para exames no próprio local do crime. Assim pelo bem da eficiência isso finda sendo prorrogado por mais tempo”, ressaltou o gestor.
Perito Amazonas
Em fevereiro do ano passado, o então delegado-geral da Polícia Civil (PC), Mário César Nunes concedeu declarações à imprensa afirmando que havia 2.300 laudos periciais pendentes no Instituto de Criminalística. Passados mais de um ano e seis meses, Carlos Fernandes assegurou que aproximadamente 80% dessa demanda foi reduzida. O percentual corresponde à cerca de 1.840 laudos, restando ainda 460 pendentes.

“Essa quantidade de laudo já reduziu bastante. A maioria desse acúmulo de laudos era de entorpecentes e já foi atualizado com vinda dos novos peritos, pois o aumento do quadro foi possível restabelecer a rotina para atualizar a questão dos laudos de entorpecentes”, esclareceu o diretor do IC.
Melhorias
Para atuação do perito criminal muitas vezes é necessário o uso de tecnologia e materiais para realização das análises técnicas. Diante da necessidade de melhorias do trabalho dos peritos no Amazonas, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) enviou em 2011 dez Kits para o Instituto de Criminalística para acelerar os resultados dos laudos.

Segundo Carlos Fernandes, as equipes estão utilizando os novos materiais de suporte técnico. “Cada equipe de plantão usa dois kits nas perícias locais em casos de crime contra a vida e já deram bastantes resultados. Ajuda muito na coleta de material biológico e impressão digital em locais do crime. Esses vestígios são processados no Laboratório de DNA ou no Instituto de Identificação”, disse.
Além dessa inclusão de equipamentos, o Instituto de Criminalística do estado deve receber melhorias. Conforme o gestor do órgão, há um projeto em fase de conclusão na Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas (Seinf) que contempla uma reforma e ampliação do prédio do IC em Manaus.

“Com a construção de uma Central Analítica, laboratórios maiores e com uma infraestrutura melhor para receber a ampliação do quadro de peritos. Provavelmente próximo ano deve ser anunciado concurso público. Apesar do pouco tempo que existe, fundado em 1990, o Instituto de Criminalística já realiza perícia com fechamento de casos com DNA, impressão digital, perícia de informática, crimes de entorpecentes e tráfico de drogas. Eu tenho certeza que com os equipamentos solicitados em decorrência dos recursos de Copa do Mundo vai dar grande impulso para o Instituto de Criminalística”, enfatizou Carlos Fernandes..
Casal foi apresentado pela polícia nesta quarta
Elucidação em 18 dias
Embora as deficiências estruturais e o reduzido quadro de profissionais, por meio do trabalho conjunto entre peritos do IC e investigadores da Polícia Civil, o caso de homicídio que vitimou uma jovem de 20 anos, ocorrido no ultimo dia 7 de julho, foi solucionado.

O trabalho levou à prisão do casal acusado de cometer o crime, um homem e uma mulher ambos com 20 anos de idade. De acordo com as investigações da polícia, a vítima teve um relacionamento com homem, quando ele estava separado da companheira, que não aceitou o romance. Supostamente fingindo ser amiga da vítima, a acusada a convidou para uma casa de shows na Avenida Tarumã, Zona Oeste de Manaus e na saída, a levou para o ramal da Marina Tauá, também no Tarumã, onde tudo já estava preparado para o crime.

O corpo foi encontrado com seis tiros no tórax e braços. A vítima estava com as roupas puxadas para baixo, simulando um estupro. Na estrada, próximo ao local onde o corpo foi encontrado, havia, segundo a polícia, marcas de pneus no solo.

Por meio das câmeras de monitoramento do Centro Intergado de Operações (CIOPS) os investigadores identificaram o veículo modelo Saveiro, amarelo. Os peritos, Eduardo Souza, 30, e Cícero Costa, 36, concluíram que as marcas de pneus eram compatíveis com os pneus do Saveiro, de propriedade do pai da acusada.

Para o perito, Cícero Costa, mestre em biologia molecular, só foi possível a comprovação que as marcas eram do Saveiro, porque o local do crime foi preservado. “A população tem que se conscientizar que o local do ocorrido não pode ser alterado, pois toda a ação teve uma dinâmica. Se tivessem alterado, talvez não fosse possível a identificação”, orientou o Cícero.
Autônomo paulista morreu após levar 12 facadas na Zona Sul de Manaus
O veículo foi levado para o IC, para uma análise mais detalhada. Embora a dificuldade da busca por evidências em virtude do carro ter sido lavado, os peritos usaram o Suab (equipamento que se assemelha a um cotonete) para remover amostras de sangue encontradas no volante do veículo.

O exame de DNA confirmou que o sangue era da vítima. A elucidação do caso saiu 18 dias após o homicídio. “O dever do perito é falar a verdade, para isso é preciso primeiro saber encontrá-la, segundo é querer dizê-la. O primeiro é uma questão técnico – cientifica, já para o segundo é uma questão moral”, concluiu Cícero.

A orientação do Instituto de Criminalística é que a população preserve o local do crime tanto em caos de assassinatos como em situações de arrombamentos até a chegada de equipe de peritos da Polícia Civil.

Por Adneison Severiano
Do G1 AM

Original em: http://m.g1.globo.com/

GD Star Rating
loading...

Governo – PR chamará 35 aprovados para perito criminal e fará novo concurso

A Secretaria de Segurança Pública vai chamar nos próximos meses 35 peritos criminais aprovados em concurso público e abrir novo concurso para suprir as necessidades do Instituto de Criminalística do Paraná. Desta forma, será possível dobrar o número de peritos criminais no Estado, passando de 300 para 600 – meta inserida no programa Paraná Seguro.
O edital do novo concurso está previsto para o mês de novembro. Grande parte das vagas será destinada para suprir a demanda no interior do Estado.
Além da contratação de mais pessoal, o Governo do Estado vai investir R$ 25 milhões em equipamentos para o Instituto de Criminalística do Paraná. A modernização, com novos aparelhos e laboratórios, possibilitará agilidade no trabalho e rapidez nos resultados dos exames realizados pela instituição.
Para descentralizar o trabalho, que hoje ocorre na capital, novos laboratórios serão entregues para as cidades de Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.
Também pelo Paraná Seguro, a Secretaria da Segurança Pública vai ampliar o número de seções técnicas do interior das atuais nove para 23 (uma para cada Área Integrada de Segurança Pública – AISP), nos próximos anos.
Novas sedes para o Instituto de Criminalística estão previstas para os municípios de Curitiba, Londrina e Maringá. Os projetos já estão em andamento. Neste ano, o Governo do Estado também promoveu a a recomposição salarial para a categoria, que representou aumento de até 60%.
A meta da Segurança Pública é transformar o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico-Legal do Paraná em centros de excelência no atendimento ao cidadão até o fim de 2014.
Concurados – A contratação dos 35 peritos criminais remanescentes de concurso público será possível com a alteração da lei estadual número 14.678/2005, que reenquadra a progressão de carreira dos servidores. A mudança é uma reivindicação antiga da categoria, que se arrastava ao longo dos últimos anos e que será atendida pelo atual governo, com o envio de um anteprojeto de lei para Assembleia Legislativa do Paraná no mês de setembro.
Com a mudança, os peritos criminais que entrarem na instituição pela classe de acesso (a chamada 4ª classe) poderão progredir na carreira depois de sete anos, e não mais 15 anos, como ocorre atualmente. O mesmo período de progressão vale para peritos de 3ª, 2ª e 1ª classes (topo da carreira).
Ao liberar peritos da classe de acesso para a progressão na carreira será possível abrir as vagas para os 35 aprovados remanescentes.
Fonte: www.aen.pr.gov.br

Original em: http://www.pciconcursos.com.br/

GD Star Rating
loading...

Juiz suspende concurso de perito criminal da Polícia Civil – DF

O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF a pedido do MPDFT suspendeu a validade do concurso para o cargo de Perito Criminal da Polícia Civil do DF, realizado pela Fundação Universa, cujo edital foi publicado em novembro de 2011. O concurso foi suspenso devido ao critério adotado pela banca examinadora para aprovação na prova objetiva, que teria privilegiado determinado grupo de candidatos.
Para concorrer ao cargo de perito cada candidato teria que optar por um tipo de prova objetiva de conhecimentos específicos: tipo 1 – Ciências Contábeis; tipo 2 – Geologia e Mineralogia; tipo 3 – Odontologia; tipo 4 – Física; tipo 5 – Engenharia; tipo 6 – Ciências Biológicas; tipo 7 – Ciências da Computação e Informática.
Por conta da diversidade de provas, a fundação utilizou o procedimento denominado técnica de padronização de notas e corte-padronização. No entanto, de acordo com o MP, o critério utilizado privilegiou os candidatos que optaram pelas provas que apresentaram maior média em detrimento dos candidatos que optaram por provas que apresentaram menor média.
Ainda segundo o MP, para garantir número proporcional de candidatos aprovados, quando há aplicação de mais de uma prova, a sequência de procedimentos deve ser a de, em primeiro lugar, padronizar as notas, e, após, aplicar o procedimento de corte. Porém, se o procedimento for aplicado de forma inversa, os conjuntos a serem comparados não serão os mesmos.
Para o órgão ministerial, somente com a adoção do sistema “padronização-corte”, poder-se-ia, no caso concreto, possibilitar a garantia da isonomia entre os candidatos. Explicou que nesse método se calcula a média e o desvio padrão dos conjuntos de notas de cada prova e somente depois é definida a nota padronizada, o que confere maior igualdade entre os concorrentes.
Análise pericial apresentada nos autos de todas as notas do concurso constatou que, enquanto os candidatos que optaram pela prova tipo 6 tiveram apenas 3,37% de aprovação, os candidatos que optaram pela prova do tipo 3 obtiveram 30,54%.
Ao deferir a liminar para suspender o concurso, o juiz concluiu: “Mostra-se inafastável, neste momento de cognição prévia, a constatação da ausência de razoabilidade dos atos administrativos descritos na petição inicial, inclusive pela criação de injustificáveis disparidades nos critérios de avaliação dos candidatos em cada um dos grupos examinados. Forte em tais razões, defiro a liminar pleiteada pelo Ministério Público e determino a imediata suspensão do concurso público para o cargo de perito criminal, terceira classe, da Carreira da Polícia Civil do Distrito Federal”.

Original em: http://www.pciconcursos.com.br

GD Star Rating
loading...

Genética Forense: do crime ao DNA

PUBLICO ALVO
Estudantes e Profissionais das áreas de Biologia, Biomedicina, Farmácia, Direito e/ou áreas a fins.
Interessados em realizar concursos para perito. Ideal para profissionais nas áreas de Criminalística e Ciências Jurídicas.

PROGRAMAÇÃO
A importância das amostras biológicas na elucidação de casos criminais: fontes potenciais, triagem, coleta e principais métodos de análise em amostras de sangue e sêmen. O DNA na rotina pericial: marcadores genéticos para identificação humana (STR, mitocondrial e cromossomo Y), técnicas de análise e estudo de casos. Bancos de DNA: realidade ou mito no Brasil?

PALESTRANTE
Dra. Selma Sallenave Sales – Profa. Universitária e Perita Criminal do RJ

LOCAL
Largo de São Francisco de Paula, nº 34 – 5º andar – Centro – RIO DE JANEIRO

DATA E HORÁRIO
Dia 29 de setembro de 2012 – sábado
8:00h às 17:00h
Carga horária: 8 horas

INVESTIMENTO
R$ 120,00 estudantes
R$ 150,00 profissionais
SUPER DESCONTO
PARA PAGAMENTOS ATÉ DIA 20 DE SETEMBRO R$ 90,00
“AMIGO é sempre um bom negócio!”
Reúna um grupo de 3 pessoas, ou mais, e pague: R$ 90,00 cada estudante
R$ 130,00 cada profissional
Estão inclusos no valor: Material didático e certificado
Desistências: Em caso de desistência serão devolvidos 50% do valor pago até o dia 22 de
setembro.

PROGRAMAÇÃO
08:00h – Credenciamento;
08:30h – Início do Curso;
10:30h – Café com prosa;
10:45h – Retorno as atividades;
12:00h – Intervalo (almoço);
13:00h – Retorno das atividades;
15:30h – Café com prosa;
15:45h – Retorno as atividades;
17:00h – Encerramento e entrega de Certificados.

INSCRIÇÕES
www.bioforense.com.br
Depositar o valor integral ou a metade (50%) do valor até dia 10 de setembro para garantir a vaga e
enviar o comprovante digitalizado ou fotografado para extensao@bioforense.com.br.
Pagar a outra metade (50%) até o dia 27 de setembro.
No dia do curso, você receberá o certificado e o material didático.
Colocar também:
1- Nome completo, sem abreviações, para gerar o certificado
2- Telefone de contato
3- Instituição que estuda ou trabalha
4- Nomes completos das pessoas que fazem parte do seu grupo de desconto se houver
O depósito deve ser feito para:
CEF: Caixa Econômica Federal
Agência: 0209
Opção: 003
Contas Corrente: 0329-9
BIOFORENSE PROJETOS EDUCACIONAIS
CNPJ: 09.212.139/0001-73

Vagas limitadas!

Original recebido em pdf por email, maiores informações no site do curso

GD Star Rating
loading...