Instituto de Criminalística realiza média de 100 procedimentos por mês na região

Patrick de Souza, perito chefe do Instituto de Criminalística.O perito chefe do Instituto de Criminalística de Francisco Beltrão, Patrick de Souza, fez uma palestra nesta semana para acadêmicos de Direito da Unipar e falou do trabalho e atribuições do órgão. A Polícia Científica do Paraná é formada pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal (IML). O serviço se socorre das ciências (biologia, química, física, direito etc) para interpretar os vestígios de um crime. Na oportunidade, ele confirmou que Pato Branco deverá receber um posto de serviço de criminalística vinculado à Secção Técnica de Beltrão. Apesar disso, não virão novos peritos para a região, que conta com sete profissionais, sendo que uma está de licença-maternidade.

De acordo com ele, o trabalho do Instituto de Criminalística é fundamental para elucidar crimes. A atuação dos peritos consiste em descobrir o modo como ocorreram os fatos delituosos, com as circunstâncias que os cercaram, colhendo as provas materiais pelas quais se torne possível a identificação do autor ou dos autores do crime e o “modus operandi”.

Em Francisco Beltrão, o IC funciona desde 2005 e presta serviço de Localística, que apura crimes contra a pessoa, contra o patrimônio, engenharia legal e acidente de trânsito. A maioria dos laboratórios está localizada na capital do Estado e existe um acúmulo muito grande de serviço. Na região são realizados em média 100 procedimentos por mês com perícias em locais de morte (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito), incêndios, perícias em armas de fogo, em veículos, entre outros. Patrick observa que o número de peritos é insuficiente em todo o Brasil. Ademais, há uma carência grande de tecnologia e capacitação. “Os colegas que fazem mestrado e doutorado estão fazendo por conta própria, porque não há nenhum tipo de incentivo.”

Quando o Instituto de Criminalística chega num local de crime, o perito chefe salienta que é fundamental que todos os elementos do ambiente estejam preservados. “No corpo da vítima são verificados apenas os ferimentos mais visíveis, porque depois um exame apurado será feito pelo IML. O trabalho dos peritos se concentra mais no ambiente, por isso é importante que seja preservado o maior espaço possível em torno do local de crime, a fim de manter os vestígios intactos.”

Esse procedimento serve até mesmo para um furto, porque é através do laudo pericial que a autoridade policial poderá definir se o furto é simples ou qualificado. Patrick conta que o Governo do Estado está procedendo estudos para descentralizar os laboratórios. Cascavel deve receber um laboratório de confronto balístico, medida que irá agilizar a perícia em armas de fogo. Existem atualmente cerca de 5 mil armas aguardando para serem periciadas em Curitiba. Em Francisco Beltrão os peritos fazem exames de prestabilidade e eficiência de armas de fogo e verificam casos em que a numeração foi suprimida.

Original em: http://www.jornaldebeltrao.com.br

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