Trabalho da Perícia Criminal do Piauí é afetado pela falta de Banco de DNA

Peritos reclamam da falta de estrutura do Instituto de Criminalística.
Perito criminal diz que prédio não está preparado para receber o laboratório.

O Instituto de Criminalística do Piauí inaugurado há dois anos no bairro Saci, Zona Sul de Teresina, não conta com um Banco de Dados de DNA, que ajuda na identificação de criminosos. Segundo os peritos criminais, o trabalho no estado é deficiente e eles acabam precisando recorrer a Polícia Federal. Para o perito criminal Cristiano Ribeiro, além da falta de equipamento a estrutura do instituto também não está preparada para receber o laboratório.

“Para funcionarmos dentro dos padrões que almejamos o prédio do Instituto de Criminalística necessitaria de uma reforma com uma certa amplitude, só assim, poderá comportar um laboratório de DNA nos padrões necessários”, disse.

O Sistema de Combinações de DNA funciona como um programa que armazena dois grandes arquivos: os vestígios de locais de crime e o perfil genético de todos aqueles condenados por crimes hediondos ou dolosos de natureza grave no país. De acordo com o perito Criminal Federal, José Arthur Vasconcelos, o banco é uma importante ferramenta no combate a criminalidade no Brasil.

“A utilização do exame genético certamente é uma fonte de informação que irá ajudar na investigação policial, além de auxiliar a Justiça na devida aplicação de penas. Esse sistema é sobretudo, uma ferramenta de garantia de direitos do cidadão”, declarou.

Em todo o país, existem 17 laboratórios para integrar o Banco de Dados Genético. Na Região Nordeste são apenas três, nos estados da Paraíba, Ceará e Bahia. O juiz Criminal Carlos Hamilton Bezerra diz que o Piauí precisa se preparar para entrar nessa nova era contra o crime.

“O Banco de Dados evita que inocentes sejam condenados pela Justiça. Mediante a extração do DNA obter a autoria do crime e isso é de fundamental importância para a Justiça”, apontou.

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