Estado licita projeto do Instituto de Criminalística de Londrina

O governo do Paraná divulgou na quinta-feira (18) mais três editais para a contratação de obras e projetos na área da Segurança Pública. A Paraná Edificações – vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Logística – divulgou os editais para a construção de mais 20 postos de guarda-vidas, no Litoral, e para a elaboração dos projetos do Instituto de Criminalística de Londrina, no Norte do Estado, e da ampliação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ao todo estão em andamento seis processos de licitação de equipamentos de segurança.

“A Paraná Edificações está trabalhando para agilizar os processos licitatórios dentro de uma política que evite atrasos e aditivos nas obras. Por determinação do governador Beto Richa, a Segurança Pública está entre as áreas prioritárias. Por isso, a intenção é concluir os projetos neste semestre e licitar as obras em 2014,” disse o diretor-geral da Paraná Edificações, Luiz Fernando de Souza Jamur.

Para Londrina, a Paraná Edificações vai elaborar os projetos arquitetônico e complementares para a construção do novo Instituto de Criminalística. O imóvel terá dois mil metros quadrados e ficará na Avenida Agulhas Negras, no Jardim Bandeirantes, zona oeste da cidade. O investimento máximo é de R$ 220 mil. Após a escolha da empresa, o prazo para execução dos projetos é de 150 dias. As empresas podem enviar as propostas até o dia 19 de agosto.

“Uma nova sede para o Instituto de Criminalística em Londrina vai permitir um ambiente mais moderno e propício para a elaboração de laudos no interior do Estado, com toda a tecnologia necessária para contribuir com a resolução de crimes, permitindo a descentralização dos exames hoje feitos em Curitiba”, afirma o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Leon Grupenmacher.

Outros

A Paraná Edificações informa que também já estão disponíveis outros editais relativos à área de Segurança Pública do Estado, como o edital para contratar a empresa que vai construir a nova sede do Instituto Médico-Legal (IML) em Londrina, e os editais para contratação da empresa que fará os projetos da nova sede do Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu e de Castro

Original em: http://londrina.odiario.com

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Perito contesta método da polícia na reconstituição da morte de Daleste

O perito e especialista em análise de imagens Ricardo Molina avaliou como insatisfatória a reconstituição simulada da morte de MC Daleste, assassinado a tiros durante um show no bairro San Martin, na noite de 6 de junho. Segundo o especialista, o trabalho tem uma série de imprecisões que podem prejudicar as investigações, entre elas, a demora para realizar a simulação (12 dias depois) e a utilização de um barbante para refazer a trajetória dos disparos.

“Primeiro que fazer uma reconstituição 12 dias depois não tem cabimento, porque toda a cena do crime já foi modificada e não haveria mais nenhum vestígio no local. Além disso, eu nunca vi refazer uma trajetória de tiro com barbante, isso não existe. Hoje em dia existe o laser verde, que tem condições de traçar uma linha reta exatamente dos buracos feito pelas balas até o lugar onde o atirador estava”, afirmou o perito.

Molina ainda acha que se a reconstituição tivesse sido feita um dia depois da morte do funkeiro, o trailer que ele fez a apresentação não teria saído do lugar e eliminaria o risco de imprecisão. Além disso, o perito acredita que o local da festa deveria ter sido isolado imediatamente.

“Acho difícil recolocar o caminhão no mesmo lugar que ele estava, porque já se passou muito tempo. Além disso, a análise de vestígios no local onde supostamente o atirador estava foi prejudicada porque ninguém isolou a área. Se tivesse isolado, a Polícia Civil poderia ter encontrado alguns sinais, como os estojos onde fica a bala, ou então coisas mais simples, como por exemplo um pacote de bolacha”, disse.

O perito ainda concluiu que, por causa da série de imprecisões, o atirador poderia nem estar no local onde a perícia criminal apontou, que é a 40 metros do palco, em um terreno baldio, ao lado de uma casa. “Eu acho que o assassino pode nem estar ali, talvez ele esteja até do outro lado, a reconstituição foi muito imprecisa. Foi um acúmulo de imprecisões”.

O Instituto de Criminalística (IC) se manifestou através de uma nota oficial e afirmou que usou laudos precisos, fotos, vídeos e informações de testemunha para fazer a reconstituição, o que elimina a imprecisão da simulação.

Morte
O funkeiro Daniel Pellegrine, de 20 anos, morreu após ser atingido por um disparo no abdômen quando começava um show no CDHU do bairro San Martin, na noite de sábado (6). O cantor foi levado para o Hospital Municipal de Paulínia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada. Ele foi enterrado no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo.

Original em: http://g1.globo.com/

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