Papiloscopistas tocantinenses querem melhores condições de trabalho

Papiloscopistas tocantinenses querem melhores condições de trabalho

Os investimentos feitos pela Secretaria de Segurança Pública na Polícia Científica não têm sido suficientes para atender as necessidades dos peritos em papiloscopia tocantinenses. O trabalho desses profissionais exige o mínimo de infraestrutura e de materiais essenciais para prestar um serviço eficiente à população. No entanto, a categoria sofre com a falta de equipamentos, o que dificulta a realização das atividades periciais que elucidam diversos tipos de delitos e instruem inquéritos policiais e ações penais da justiça e Ministério Público.

Papiloscopistas de Araguatins, Colinas do Tocantins, Guaraí, Palmas e Porto Nacional afirmam que faltam scanners, impressoras, computadores, cadeiras, colchões e, mais grave, o material de trabalho diário. Muitas vezes eles se veem obrigados a pedir algum equipamento emprestado para não deixar de fazer determinado serviço.

As fotografias disponíveis na página da Aspeto no facebook, através dolink https://www.facebook.com/asppeto, demonstram a precariedade da estrutura de trabalho dos papiloscopistas de Colinas, Palmas e Porto Nacional, o que evidencia o descaso com a segurança pública, uma das áreas mais importantes e que deveria ser prioritária para qualquer governo.

Em Colinas, o ambiente de trabalho é muito pequeno, o que obriga as papiloscopistas lotadas na cidade a depositar materiais coletados em local de crime em um canto da sala, gerando incômodo, já que não dispõem de um ambiente adequado, tampouco estrutura para revelação de fragmentos papiloscópicos.

Na sede do Instituto de Identificação os problemas também ocorrem, sobretudo quanto ao estado de conservação e um relativo abandono de suas dependências. A vegetação natural toma conta dos espaços no entorno do prédio, o que pode provocar acidentes entre veículos que entram e saem do estacionamento, atrair animais peçonhentos e auxiliar no acúmulo de lixo. Pode-se observar, há um longo tempo, o depósito de objetos inservíveis, equipamentos de informática expostos a sol e chuva, ausência de peças de sanitários, entre outros fatores que incomodam os funcionários do órgão.

Outra deficiência detectada é a falta de pessoal em determinadas localidades, uma vez que a região atendida pela circunscrição dos núcleos de identificação abrange diversas cidades, sobrecarregando os poucos profissionais que lá estão. É necessário, portanto, a realização imediata de concurso público na área específica, prevendo a aposentadoria de servidores mais antigos e devido ao quantitativo ser insuficiente, não sendo possível, em alguns casos, cumprir a escala mínima de 24 por 72 horas em regime de plantão.

O que fazem os Papiloscopistas

As atribuições dos papiloscopistas são definidas em lei, quais sejam a perícia de local de crime (coleta de vestígios papiloscópicos), perícia papiloscópica em laboratório (revelação de fragmentos papilares em objetos recolhidos em cena de crime), identificação de corpos de identidade ignorada, emissão de laudos papiloscópicos, necropapiloscópicos (de impressões digitais de cadáveres) e prosopográficos (de reconhecimento da face), pesquisa e inserção de impressões digitais em sistema automatizado, identificação de pessoas para emissão de carteira de identidade, identificação de indivíduos suspeitos, confecção de retrato falado, emissão de carteiras funcionais, emissão de atestados de bons antecedentes, entre outras atividades secundárias.

Original em: http://surgiu.com.br

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