‘Tiro que matou menino não partiu da arma de PM suspeito’, diz laudo

Gustavo de Oliveira morreu após levar um tiro enquanto brincava na rua.
Laudo atesta que disparo não partiu da arma de policial suspeito.

Gustavo

O laudo feito pelo Instituto de Criminalística do Piauí apontou que o tiro que matou Gustavo de Jesus Oliveira, de seis anos, após uma perseguição policial em Altos, a 37 quilômetros de Teresina, no dia 15 de novembro do ano passado, não partiu da arma do policial apontado como suspeito. O documento identifica de qual arma saiu o disparo fatal, mas nem o advogado do policial e nem o delegado Cadena Neto apontaram a quem pertence a pistola.

De acordo com o advogado Marcos Vinícius, responsável pela defesa do policial, após o ocorrido, as armas que seu cliente usava na operação foram recolhidas e submetidas a exames técnicos. “O laudo comprova que meu cliente é inocente. Tá provado que o tiro não partiu da arma dele. Depois que ele foi apontado como suspeitos, entregou as armas que foram periciadas, provando a inocência dele”, afirmou o advogado.

Advogado Marcos Vinícius, responsável pela defesa do policial (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Ainda segundo Marcos Vinícius, seu cliente ficou com transtornos psicológicos após ter sido apontado como suspeito. “O policial teve que receber acompanhamento psicológico, pois ele ficou com um trauma enorme. Todos da cidade o apontavam como assassino e isso não é verdade, pois foi isso que ficou provado pelo laudo”, contou Vinícius.
Para o delegado Cadena Neto, que iniciou as investigações, o inquérito aberto na época da morte do garoto foi concluído como homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar, com autoria desconhecida. “Passamos a responsabilidade a partir desse momento para a auditoria militar. Mesmo com o resultado, as investigações devem continuar para saber de onde partiu a bala que matou o menino e só existem duas hipóteses: o tiro partiu de outro policial ou dos homens que estavam sendo perseguidos”, respondeu o delegado.

Cadena Neto disse ainda que outros dois policiais participaram da perseguição e que o PM apontado inicialmente como suspeito foi o único que confirmou ter efetuado dois disparos. “Os policiais terão que prestar novos depoimentos, pois eles disseram que não tinham atirado, mas o laudo prova algo diferente”, finalizou o delegado.


Entenda o caso
Uma perseguição policial em Altos, a 37 quilômetros de Teresina, terminou em tragédia no dia 15 de novembro de 2013. Gustavo de Jesus Oliveira morreu após levar um tiro enquanto brincava na rua que fica em frente a sua casa. A família e populares afirmam que o disparo partiu de um policial envolvido na ocorrência, que chegou a levar a criança para o hospital, mas a vítima já estava sem vida.

Original em: http://g1.globo.com por Ellyo Teixeira do G1 PI

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Posto do IPC em Cajazeiras reduz tempo de atendimento em locais de crime

O Posto Avançado de Criminalística de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, começou a funcionar nesta segunda-feira (3), em regime de plantão. O objetivo é atender todos os casos de morte violenta e de crimes contra o patrimônio ocorridos nos 14 municípios abrangidos pela 20ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), dando mais agilidade ao trabalho das Polícias no local de crime, e melhorando o serviço prestado à população. A unidade está vinculada ao Núcleo de Criminalística de Patos.
 
De acordo com o diretor do Instituto de Polícia Científica (IPC), Humberto Pontes, foram disponibilizados para o Posto Avançado três peritos criminais e três auxiliares. “A presença do IPC na cidade era uma das demandas da população, sanada com a chegada dos seis servidores, que trabalham agora em casos como homicídios, suicídios, mortes suspeitas e acidentes de trânsito com vítima fatal, além de arrombamentos e outros danos patrimoniais”, explicou Pontes, acrescentando que “a remoção de cadáveres e consequentes exames continuam sendo realizados pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal de Patos”.
 
O delegado seccional de Cajazeiras, Gilson Teles, reforçou que o tempo de atendimento à população em local de crime foi reduzido em pelo menos três vezes com o funcionamento do Posto Avançado na Aisp. “Com os peritos na cidade, realiza-se os exames mais rapidamente e libera-se em menos tempo os corpos de vítimas, por exemplo. Também temos um rabecão com dois motoristas de plantão para dar mais agilidade a esse processo, evitando constrangimentos e fortalecendo a credibilidade da Polícia junto à comunidade”, frisou.
 
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