Federação dos policiais federais repudia o uso político das investigações

A Federação Nacional dos Policiais Federais – Fenapef, única entidade sindical registrada no Ministério do Trabalho e Emprego com representação trabalhista nacional de todos os integrantes da Carreira Policial Federal, vem a público esclarecer que considera execrável qualquer uso político do trabalho investigativo, num momento tão delicado para a Sociedade Brasileira.

 O complexo trabalho de análise e inteligência desempenhado pelos agentes federais na rede de ações apuradas pela operação Lava-Jato é fundamental, porém discreto, como toda investigação deve ser. E o esforço silencioso dos investigadores não pode ser apropriado por associações de classe, no intuito de que seus projetos de lei sejam aprovados no Congresso Nacional.

 Independente do cargo que ocupam, o juiz, o promotor/procurador, o agente federal, o delegado, o escrivão federal e o perito/papiloscopista são servidores públicos, e como o próprio nome diz, servem à Sociedade, que paga os seus salários e deve exigir isenção, objetividade, discrição e, sobretudo, impessoalidade.

 O juízo antecipado e o uso especulativo/espetaculoso de operações policiais é prejudicial à própria apuração dos crimes, motivo pelo qual a Federação Nacional dos Policiais Federais, em nome dos mais de 13.000 policiais federais sindicalizados em todo o Brasil, vem repudiar todo e qualquer uso político ou corporativista das investigações da operação Lava-Jato.

 

Federação Nacional dos Policiais Federais

 

Original em: Agência Fenapef

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Polícia apura se Elize Matsunaga teve ajuda para ocultar corpo do marido

Mulher matou o empresário Marcos Matsunaga em 2012.
Corpo foi colocado em malas, que foram abandonadas em Cotia.

A polícia de São Paulo reabriu a investigação sobre a morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro do grupo Yoki, para apurar se a mulher dele, Elize Matsunaga, teve ajuda no assassinato do marido. A hipótese é que outra pessoa possa ter colaborado na tentativa de ocultar o corpo do empresário em áreas de Cotia, na Grande São Paulo.

Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a reabertura do caso atende um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A suspeita é que um caseiro que já tinha trabalhado para a família tenha ajudado Elize a se livrar do corpo de Marcos. A denúncia foi feita pela própria mulher do caseiro, depois de uma briga do casal. Elize confessou o crime na época, mas alegou ter agido sozinha.

A Secretaria da Segurança Pública informou que não daria mais informações para não atrapalhar as investigações.

O caso ocorreu em maio de 2012. A família denunciou o desaparecimento do empresário no dia 21 daquele mês. Duas semanas depois, Elize foi presa e confessou ter matado o marido com um tiro na cabeça, cortado o corpo, colocado em malas e jogado partes na Estrada dos Pires, em Cotia.

Ela está na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, à espera da realização do júri.

No ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido para que ela fosse colocada em liberdade, de acordo com o advogado dela, Luciano Santoro.

O recurso, segundo o advogado, foi analisado por três desembargadores da 7ª câmara criminal do TJ. “Eles entenderam por manter a prisão por se tratar de um caso de clamor social, clamor público”, explicou Santoro, que alegava que ela não oferece riscos à sociedade.

Laudo da exumação
O laudo da exumação do corpo de Marcos foi divulgado em 2013. Para a Promotoria, o exame indica que Marcos foi morto com crueldade: ainda estaria vivo enquanto era esquartejado. Os defensores da ré dão outra versão sobre o documento: ele morreu logo após o disparo.

No entendimento da acusação, Elize premeditou o crime, queria o dinheiro do seguro de vida e da herança de Marcos, e atirou nele e o decapitou quando ele ainda estava vivo. A defesa discorda, alega que Elize só atirou porque foi agredida por Marcos quando descobriu que era traída pelo marido.

A exumação no corpo de Marcos foi realizada no dia 12 de março de 2013 por determinação da Justiça, após pedido feito pela defesa de Elize para uma nova perícia no cadáver. Os advogados haviam solicitado o novo exame para a Polícia Técnico-Científica determinar o momento exato da morte. Os defensores contestavam o laudo anterior, do Instituto Médico-Legal (IML), que informava que Marcos ainda estava vivo quando foi decapitado.

Esse documento da exumação, no entanto, continua repleto de informações contraditórias, que deixam dúvidas quanto ao instante em que o empresário foi morto. Informou, por exemplo, que o executivo ficou inconsciente após o disparo, mas não determinou se ele estava vivo durante o esquartejamento.

O laudo da exumação tinha informado ainda que o avançado estado de putrefação do corpo comprometeu avaliações de quesitos que apontariam se ele apresentava reações vitais ao ser esquartejado. Apesar disso, exame microscópico realizado pelo Núcleo de Anatomia Patológica do IML, anexado ao mesmo laudo, não encontrou sinais vitais nas cinco amostras do cadáver analisadas.

Crime
Marcos Matsunaga foi morto e esquartejado no dia 19 de maio de 2012, aos 42 anos. Ele era sócio da empresa alimentícia Yoki. A filha do casal está sob a guarda dos avós paternos. Desde que foi presa a ré não pôde ver a criança.

O casal Elize e Marcos Matsunaga (Foto: Reprodução Globo News)

Original em: http://g1.globo.com/

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