Integração marca encontro da Politec em Tangará

Cerca de 30 gestores e servidores da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) do Estado se reuniram para discutir a gestão, partindo do conhecimento in loco das gerências atendidas pela coordenadoria Regional de Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá). Os participantes debateram informações institucionais, indicadores de produtividade e procedimentos operacionais, além de legislações que regem a conduta ética e funcional dos servidores públicos (LC 04/1990), em especial, e a dos profissionais da Politec (Lei 8.321/2005).

Durante a 4ª Reunião Gerencial, também foram apresentados aos servidores a carta de serviços das diretorias metropolitanas de Criminalística, Identificação Técnica, de Suporte Institucional, Medicina Legal e Laboratório Forense, além da corregedoria setorial e da Coordenadoria de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

O encontro, que teve a presença do Diretor geral da instituição, Rubens Sadao Okada, e do Diretor Geral Adjunto, Reginaldo Rossi do Carmo, foi realizado nos dias 21 e 22 deste mês. Foi uma oportunidade para os servidores esclarecerem dúvidas e discutirem questões relacionadas aos temas, apresentando à direção geral a situação das gerências e o andamento dos serviços prestados pelas unidades.

Participaram representantes de todas as diretorias e coordenadorias regionais, gerentes regionais da Politec de Tangará da Serra, Juína e Diamantino, além de servidores locais da coordenadoria de Tangará da Serra.

A reunião contou com visitas técnicas às gerências regionais da perícia de Diamantino e Juína, realizadas pelos diretores geral e adjunto, pelo diretor de interiorização, José da Silva, e o coordenador regional da Politec de Tangará da Serra, Elesbão Victor da Silva.

Para coordenador, o deslocamento até às unidades contribuem para a integração entre os gestores no apontamento de soluções institucionais, a partir das experiências vivenciadas in loco. “Durante as reuniões fazemos apresentações e os nossos pedidos para que todos conheçam as nossas necessidades, tanto de estrutura física quanto de equipamentos e de efetivo. Desta forma, passamos a nos respeitar mutuamente e ajudar uns aos outros com soluções pontuais”.

O gerente regional de criminalística de Juína, Joao Pedro Junges, aprova a iniciativa das reuniões regionalizadas, que permitem conhecer a realidade regional. “Esta metodologia faz com que a direção conheça o nosso trabalho e que possamos nos aproximar da diretoria geral sem precisar nos deslocar até Cuiabá. Contribuindo desta forma para gestão e planejamento da diretoria de acordo com as necessidades reais de cada regional”.

A reunião gerencial teve capacitações técnicas sobre excelência em atendimento ao público, ministrada pela assessora especial Kátia Cilene Proença. Peritos criminais e técnicos em necropsia tiveram aula sobre “Nivelamento e Padronização de Perícias Laboratoriais”, ministrada pelos peritos criminais Heitor Simões e Ewerton Ferreira Barros. Já os médicos legistas participaram da capacitação “A Perícia do DPVAT”, ministrada pelo Diretor Metropolitano de Medicina Legal, Dionisio José Bochese Andreoni.

A perita criminal Fernanda Lima Amadeu, de Tangará da Serra, avaliou as reuniões como meio de integração entre a Politec da capital e do interior em um corpo único. “Cada região tem suas peculiaridades e necessidades e este é o momento em que todos terão a oportunidade de conhecer a realidade e trocar experiências em busca de uma solução conjunta”, afirmou. A próxima reunião gerencial será realizada na em Cáceres, nos dias 05 e 06 de novembro.

Investimentos 

Durante a reunião, a Diretoria de Suporte Institucional apresentou a projeção orçamentária da Politec para os próximos quatro anos. Foram elencados a previsão de recursos alocados em investimentos nas áreas de infraestrutura, inovação tecnológica, qualificação profissional e tecnologia da informação. Os gestores deverão se reunir com os servidores das regionais nos próximos meses para definição das prioridades, com a demanda de custos e materiais necessários.

Visitas Técnicas 

O segundo dia de encontro foi voltado ao monitoramento da qualidade dos serviços prestados pela Politec nas delegacias de polícia e promotorias de Justiça. Durante reunião na Delegacia de Mulher estiveram presentes o delegado regional Alexandre Moraes Franco, a delegada Liliane Diogo, o delegado Edimar Farias e a promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva.

As autoridades destacaram a qualidade dos laudos periciais e o atendimento ao prazo previsto para a condução dos inquéritos, assim como a efetivação do sistema Politec Online no interior, que garantiu maior agilidade no acesso ao resultado dos laudos. Também sugeriram ajustes operacionais e investimentos na ampliação do banco de perfis genéticos e na criação do banco de identificação criminal (Afis).

O Diretor Geral da Politec apresentou a evolução da instituição no quadro de pessoal e investimentos tecnológicos nos últimos quatro anos. Também foram destacadas as medidas tomadas para o atendimento às demandas por perícias em informática com a nomeação de mais dois peritos para a regional de Rondonópolis, o que irá dar vazão às perícias do interior.

Da Redação

Original em: http://www.folhamax.com.br

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Polícia investiga morte de estudante atingido por apagador em Ibitinga

Uma das hipóteses da morte é overdose, diz delegado.
Causa será confirmada com laudo do IML, que deve sair em 15 dias.

A Polícia Civil de Ibitinga (SP) investiga a morte do adolescente Fernando Fragali de 15 anos que morreu após ser atingido por um apagador de lousa na Escola Estadual Ariovaldo da Fonseca.  De acordo com o delegado Márcio Moretto, a brincadeira de arremessar o apagador aconteceu quando o professor não estava na sala de aula.

“Um colega teria arremessado o apagador e o adolescente acabou sendo atingido na cabeça. Ao chegar em sua casa, ele começou a passar mal, vomitar e foi encaminhado para o pronto-socorro. Devido à gravidade, ele foi transferido para a Santa Casa de Araraquara, onde ficou internado por dois dias, mas morreu na noite de sábado”, afirmou o delegado ao G1 nesta segunda-feira (26).

O caso aconteceu na última quinta-feira (22). Fernando chegou a ficar internado na Santa Casa de Araraquara, mas não resistiu. Ele foi enterrado no último domingo (25), em Ibitinga.

Segundo o Moretto, informações coletadas em redes sociais apontam que o jovem seria usuário de drogas e uma das hipóteses da morte é overdose. Mas a causa só será confirmada com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que deve ficar pronto em torno de 15 dias.

“O corpo do jovem foi encaminhado para o IML para saber qual foi a causa da morte. Há suspeita de que o adolescente possa ter morrido por causa da agressão do apagador, por uso de drogas ou outra problema que ele poderia estar sofrendo. Então, precisamos do laudo do IML para saber qual o motivo da morte. Por isso, a ocorrência foi registrada como morte suspeita”, explica.

Ainda segundo o delegado, estudantes e professores da escola serão ouvidos. “Abrimos inquérito policial para saber quem lançou o apagador e quem foi o culpado pela agressão. Sabemos que na sala estavam apenas adolescentes e que não havia ninguém maior de idade”, ressalta.

Após a morte, a família registrou boletim de ocorrência na delegacia de Araraquara, que encaminhou o caso para a delegacia de Ibitinga, responsável pela investigação.

De acordo com Moretto, a mãe do estudante relatou para a Polícia Civil de Araraquara que houve atraso no atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A mãe não chegou a depor aqui na delegacia, mas o que foi nos passado é que ela alegou que a ambulância responsável pela transferência do jovem teria quebrado, atrasando o atendimento em duas horas. Vamos investigar esse fato para saber se houve atraso e se interferiu no óbito da vítima”, diz.

Em nota, a direção da escola lamenta profundamente a morte de um de seus alunos. Todo apoio e solidariedade estão sendo prestados aos familiares e o caso é investigado pela polícia. A Diretoria Regional de Ensino de Taquaritinga também instaurou uma apuração preliminar. A administração regional e a direção da unidade permanecem à disposição da família.

Do G1 Bauru e Marília

Original em: http://g1.globo.com

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Estudante de 15 anos morre após ser atingido por apagador dentro da sala de aula, em SP

Uma brincadeira terminou em tragédia na pequena cidade de Ibitinga, em São Paulo, neste fim de semana. O estudante Fernando Fragali, de 15 anos, morreu neste sábado, dois dias depois de ser atingido por um apagador arremessado por um colega, dentro da sala de aula, na Escola Estadual Ariovaldo da Fonseca. Ele chegou a ficar internado por dois dias da Santa Casa de Araraquara, município vizinho, mas não resistiu.

De acordo com a Polícia Civil, o fato aconteceu em um momento em que não havia nenhum professor na sala. Alunos inciaram uma brincadeira de arremessar o apagador até o quadro e o objeto atingiu a cabeça de Fernando. Logo após o ocorrido, o jovem começou a se sentir mal, com tontura e vômitos.

A mãe de Fernando foi chamada até o colégio e o levou até um pronto-socorro, em Ibitinga. O jovem chegou à unidade com sinais de confusão mental e foi transferido para a Santa Casa de Ibitinga e, em seguida, para a Santa Casa de Araraquara, onde foi internado em estado grave. Na noite de sábado, por volta de 23h, Fernando veio à óbito.

O corpo do jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. A Polícia ainda aguarda o resultado do exame que vai apontar a causa da morte de Fernando. De acordo com o titular da delegacia de Ibitinga, Márcio Moretto, a polícia agora realiza diligências para desvendar a dinâmica do caso e encontrar os responsáveis pela morte do estudante.

— O caso foi registrado em Araraquara e, oficialmente, a gente ainda não recebeu a documentação que foi feita lá. Tivemos acesso ao registro e estamos fazendo diligências para verificar quem era responsável pela sala de aula no dia e quem atirou o apagador. Ainda precisamos esperar o laudo do IML para saber exatamente a causa da morte. Se ele morreu em virtude do golpe na cabeça, a conduta principal é de quem lançou o apagador. Ainda há uma contradição sobre quem atirou o objeto, estamos em fase inicial da investigação ainda — explica o delegado.

Segundo a polícia, a mãe do estudante citou também, na ocorrência, que houve atraso no atendimento prestado pelo Samu. A ambulância responsável pela transferência do jovem entre os hospitais de Ibitinga e Araraquara teria quebrado, atrasando o atendimento em mais de duas horas. A Prefeitura de Ibitinga ainda não se pronunciou sobre a reclamação.

— Esse fato relatado pela mãe na ocorrência vai ser apurado também. Vamos investigar para saber se, de fato, houve esse atraso e se isso teve relevância ou não no óbito da vítima — explica o delegado.

Neste domingo, mais de 300 pessoas compareceram ao sepultamento do corpo de Fernando, no cemitério municipal de Ibitinga. Alunos do colégio onde o jovem estudava prestaram uma homenagem a ele. No Facebook, amigos e parentes lamentam a morte do rapaz. “É, meu irmão, não está sendo nada fácil sem você, mas se Deus quis assim, quem sou eu pra mudar isso?”,escreveu o irmão de Fernando, Felipe, na rede social.

O EXTRA procurou a Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, que até a publicação desta reportagem não se pronunciou sobre o caso. A Prefeitura de Ibitinga também foi procurada e não comentou sobre o ocorrido.

Do G1 Bauru e Marília

Original em: http://g1.globo.com

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