Distrito Federal tem 78 estupradores presos por meio de DNA

Pioneira no país nesta ciência forense, a Polícia Civil da capital do país mantém banco com 711 perfis genéticos de criminosos cadastrados. Ela permite a identificação de autores de crimes sexuais

Material coletado fica guardado no Instituto de Pesquisa de DNA Forense, ao lado do Parque da Cidade. Foto: Ed Alves/CB/D.A. Press

Quem assiste a seriados policiais da televisão norte-americanos testemunha os mais diversos crimes sendo solucionados a partir da análise de DNA. As cenas vistas nas produções consagradas, como CSI e Law&Order, parecem distantes da realidade. Porém, no Distrito Federal, são uma realidade. A Polícia Civil brasiliense é pioneira no Brasil no uso dessa ciência. Com 711 perfis genéticos de criminosos cadastrados, o Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) auxiliou na prisão de 78 estupradores na capital do país nos últimos 15 anos.

Criado em 2000, o Banco de Dados da Polícia Civil é o maior do país e está entre um dos mais completos da América Latina. O cadastro é importante na elucidação de crimes sexuais. Por isso, é fundamental o trabalho conjunto de toda a corporação. A coleta do material genético se dá após o crime, ainda no Instituto de Medicina Legal (IML), ou no local onde geralmente mulheres e crianças foram vitimadas. “São coletados os vestígios encontrados na vítima, nas roupas ou no local do crime. O material é processado e aliado a um perfil genético”, explica o diretor do IPDNA, Samuel Ferreira. “A maneira também como é conduzida a perícia é fundamental, porque, nesse processo, são coletados os vestígios”, completa.

O DNA, ressalta Ferreira, “é uma prova científica e robusta, cada vez mais valorizada pela Justiça brasileira”. Até agora, os 78 autores de 229 estupros a mulheres foram identificados pelo banco de dados da Polícia Civil. “À medida que aparecem novos casos, as delegacias especializadas nos acionam para confrontar os vestígios encontrados com os perfis cadastrados. Muitas vezes, conseguimos chegar a violentadores em série”, conta Samuel Ferreira.

Pela primeira vez, em agosto deste ano, o DF coletou amostra de DNA de todos os presos condenados por crimes hediondos — homicídio, latrocínio (roubo com morte), extorsão qualificada pela morte e estupro. Até então, a coleta no DF era aleatória, por vontade da polícia local.

A prática está prevista na Lei de Execução Penal e é uma exigência em vigor há três anos. Ela visa formar o banco de identificação do perfil genético desse tipo de presidiário no Brasil. O método de coleta é compulsório e indolor. Desde então, 70 presos passaram pela coleta na capital.

O GDF adotou o procedimento após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) expedir uma recomendação para a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil adotarem uma rotina administrativa de coleta compulsória do material biológico. As informações do DF serão inseridas na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), criada em 2009. Segundo o Ministério da Justiça, há 2,5 mil amostras de 18 unidades da Federação já catalogadas.

Por: Correio Braziliense

Original em: http://www.diariodepernambuco.com.br

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Secretaria de Segurança envia nota sobre assassinato de servidor

A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Piauí divulgou na tarde desta segunda-feira (02) uma nota de pesar lamentando a morte do servidor Fernando Gomes Noronha, 32 anos, lotado no Instituto de Criminalística do Piauí que foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira na porta de uma casa de shows no loteamento Mocambinho, zona norte de Teresina.

Na nota a secretaria informa que o servidor trabalhava como motorista no Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC).

Confira nota na íntegra:

“A Secretaria Estadual de Segurança Pública, através do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC) , lamenta a morte do servidor Fernando Gomes Noronha, lotado no Instituto de Criminalística do Piauí. Segundo informações apuradas até o momento, Fernando teria sido vítima de homicídio por ferimentos por arma de fogo no bairro Mocambinho, na zona norte de Teresina.

Fernando Gomes Noronha era servidor do DPTC onde servia como motorista de viaturas. Antes disso, serviu por bastante tempo na Delegacia Geral de Polícia Civil do Estado do Piauí.

A SSP esclarece que todos os esforços estão sendo empreendidos no sentido de solucionar o caso. Ao mesmo tempo, lamenta o ocorrido e presta condolências a familiares e amigos.”

Fonte: Portal MN

Original em: http://www.meionorte.com

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Motorista da perícia é morto por engano na zona Norte de Teresina

Na madrugada desta segunda-feira (02), um motorista da perícia do Instituto de Criminalística identificado como Fernando Gomes Noronha, de 32 anos, foi morto a tiros na porta de uma casa de show no loteamento Mocambinho, na zona Norte de Teresina.

O caso já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios. De acordo com informações de testemunhas, todo o crime não passou de um engano. Por volta das 02h da manhã Fernando estava na casa de show quando presenciou uma mulher quebrando um veículo que estava estacionado no local. Imediatamente a vítima tentou segurar a mulher e impedi-la de continuar com a destruição.

“Quando Fernando estava segurando a mulher o dono do veículo chegou e acabou achando que quem estivesse cometendo toda aquela destruição foi ele, o que acabou iniciando uma discussão entre os dois. Quando a briga ficou mais acalorada e intensa o acusado afirmou que ia buscar um revólver para matá-lo, mas ele não acreditou”, afirmou o delegado.

Passado alguns minutos, o suspeito voltou com uma arma. Assustado, Fernando ainda tentou fugir mas foi atingido na nuca pelos disparos, o projétil chegou a transfixar o corpo de Fernando que teve morte imediata.

Original em: http://www.meionorte.com

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