Caso Lewdo completa um ano; mãe é suspeita de envenenar filho no Ceará

Mãe foi indiciada por homicídio triplamente qualificado.
Cristiane Renata Coelho espera julgamento no Presídio Auri Moura Costa.

Completa um ano nesta quarta-feira (11) o caso do assassinato de um menino autista de 8 anos envenenado pela mãe com chumbinho, um conhecido veneno para matar ratos. Na ocasião, a mulher também tentou matar o ex-marido com a mesma substância. Após cinco meses de investigação, o inquérito policial  apontou a mãe como responsável pelo envenenamento do filho e pela tentativa de homicídio do então marido.

Cristiane Renata Coelho foi indiciada por homicídio triplamente qualificada e vai ser levada a júri popular. Detida no Presídio Feminino Auri Moura Costa, em Itaitinga, na Grande Fortaleza, ela espera que o julgamento seja marcado. Recuperado e sem apresentar sequelas do envenenamento por chumbinho, o subtenente Francileudo Bezerra Severino conseguiu, na Justiça, a guarda do filho mais novo. Ele continua morando em Fortaleza e voltou às atividades no Exército Brasileiro.

Segundo a Polícia do Ceará, com base nos dados o Gerenciamento de Elucidação de Homicídios, esse é um dos 23% casos de homicídio no Ceará são solucionados; no Brasil, esse índice é de 6%. Fortaleza apresenta o pior desempenho: de cada 100 crimes, 72% ficam sem solução. Ainda de acordo com a Polícia Civil, algumas delegacias da capital cearense não solucionam um caso sequer.

“O índice de 23% ainda não repercute na diminuição da criminalidade como a gente quer. A ideia é que a gente consiga trazer esse índice para algo em torno de 60%, 70%, que aí sim é um índice que a gente vai conseguir demonstrar claramente uma diminuição da sensação de impunidade”, Andrade Júnior, delegado-geral da Polícia Civil.

Noite do crime
O caso ocorreu na madrugada do dia 11 de novembro de 2014, no Conjunto Napoleão Viana, no Bairro Dias Macêdo, em Fortaleza. Na madrugada do crime, Cristiane Renata Coelho contou à polícia que o marido tinha matado o filho Lewdo Ricardo Coelho Severiano, de 9 anos, com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la. O casal vivia junto há treze anos.

De acordo com o primeiro depoimento da mulher do militar, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e, em seguida, tentou suicídio com remédios, mas o laudo toxicológico no corpo do menino indicou que ele morreu por ingestão de veneno de rato. O subtenente foi preso em flagrante e levado para o Hospital do Exército, em Fortaleza, onde ficou em coma por uma semana.

Mensagem em rede social
No perfil do militar no Facebook, foi deixada no dia do crime uma mensagem, apagada posteriormente, que dizia: “Té vendo essa mulher linda me pediu o divórcio. (…) Temos 2 filhos especiais vou levar um comigo obriguei ela a beber vinho com seus tranquilizantes p dormir e n vê o q vou fazer (sic)”, disse. Em seguida, o subtenente pede perdão por matar o próprio filho. “Me perdoem família mas a carga ta grande demas e n aguento mais sfrer calado vendo essa mulher se anular a 10 ans (sic)”.

Em depoimento ao Delegado Wilder Brito, do 16º Distrito Policial, a então mulher do subtenente disse que foi agredida e depois obrigada a tomar comprimidos tarja preta com vinho. Segundo ela, o subtenente também obrigou o filho a tomar os remédios. No depoimento, Cristiane disse que desconhecia as razões que levaram o marido a cometer o crime. O depoimento contradisse com o laudo divulgado pela Polícia Civil, que apontou envenenamento por “chumbinho”, como é conhecido o veneno para ratos, e não uso de medicamentos, como afirmou a mãe.

“Há coisa no cenário do crime que não condizem com depoimento. Se você tem dois filhos por que matar somente um? Você tentou contra sua vida e deixou a vida de sua companheira? E deixou viva à disposição de um pseudorrelacionamento? Que homem é esse tão altruísta ao ponto de se matar para deixar mulher livre? Para entregar para outro homem?”, disse o delegado à época.

Depoimento em hospital
Ainda no hospital, o subtenente negou a autoria do crime. Segundo o delegado, ao ser perguntado se havia alguém que se beneficiaria com a sua morte, o subtenente apontou a mulher como beneficiária direta. “Ele disse que além dos soldos, ela receberia um seguro do Exército que hoje está em torno de R$ 153 mil e ainda um outro seguro em nome do filho”, diz. O delegado disse, ainda, que o casal passava por problemas no casamento “mas nada que justificasse tentativa de assassinato”, diz.

Depois de o laudo pericial apresentar que Cristiane Coelho envenenou o filho Lewdo Bezerra, de nove anos, e o ex-marido Francileudo Bezerra em novembro de 2014, o subtenente do Exército foi inocentado do crime. O ponto-chave no laudo foi a análise do notebook usado pelo casal. “Cristiane dizia que estava dormindo antes do crime, mas ela mente. Temos os registros que, durante a tarde, momento que o Francileudo não estava em casa, ela fez uso do computador”, disse o delegado.

Pesquisa sobre veneno no computador
O ponto-chave no laudo foi a análise do notebook usado pelo casal. “Cristiane dizia que estava dormindo antes do crime, mas ela mente. Temos os registros que, durante a tarde, momento que o Francileudo não estava em casa, ela fez uso do computador”, diz o delegado

O laudo diz que a mãe de Lewdo pesquisou como envenenar uma pessoa com veneno para rato, conhecido como chumbinho. O documento detalha os termos de busca: “quanto tempo leva para morrer quem ingeriu chumbinho?”; “abordagem dos envenenamentos e das dosagens excessivas de medicamentos”; “matou mulher e ingeriu chumbinho”; “menina de 12 anos morre após ingerir chumbinho em Paulista”; “os elementos da morte” e “suicídio”.

De acordo com Wilder Brito, no dia do crime Cristiane colocou o veneno de rato em sorvete de morango para filho e em bebida alcoólica para o marido. A substância foi encontrada na pia da cozinha da casa do casal., suspeita que foi descartada após a conclusão do laudo, segundo Wilder Brito.

Por: G1

Original em: http://g1.globo.com

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Gaeco pede afastamento de vereadores que tentaram enganar investigação

Os vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) e Edson Shimabukuro (PTB), correm o risco de serem afastados. (Foto:Reprodução)

Pelo mesmo motivo que levou o prefeito afastado Gilmar Olarte a não conseguir o Habeas Corpus quando foi preso no mês passado, os vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) e Edson Shimabukuro (PTB), correm o risco de serem afastados. No caso de Olarte, ele entregou o celular sem o chip e bloqueado. Já os aparelhos entregues pelos parlamentares não eram o de uso pessoal, e o Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado) entendeu como uma manobra para atrapalhar as investigações.

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No despacho ao pedido de afastamento feito pelo Gaeco, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva deu prazo de cinco dias para que os vereadores Carlão e Shimabukuro se manifestem sobre a acusação de tentativa de enganar o órgão do MPE (Ministério Público Estadual) responsável pela Operação Coffee Break, que investiga esquema de compra de vereadores mediante liberação de dinheiro e cargos na Prefeitura, para a aprovação da cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). O Gaeco requereu também que ambos fiquem impedidos judicialmente de entrarem e frequentarem o prédio da Câmara de Vereadores, mesmo pedido feito no caso de Mário César (PMDB), afastado das suas funções públicas desde a Operação Coffee Break, em 25 de agosto deste ano.

Os dois foram conduzidos coercitivamente à sede do Gaeco no dia da Operação Coffee Break e naquela ocasião entregaram os celulares periciados. O problema é que, mesmo passado tanto tempo Carlão e Shimabukuro não retornaram para entregar os aparelhos de uso pessoal. O Gaeco só descobriu a artimanha quando recebeu o laudo da perícia feita pelo IC (Instituto de Criminalística). O que foi entregue pelo vereador do PTB era da esposa e o do parlamentar do PSB, de terceiro.

Otávio Trad – No mesmo despacho o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva se manifesta sobre o pedido feito pelo advogado André Borges, para a liberação do celular do vereador Otávio Trad (PT do B) e o laudo da perícia. Outro pedido atendido pela Justiça é a anexação das 300 páginas de informações sobre a movimentação bancária do vereador no período investigado pelo Gaeco.
O órgão do MPE havia rejeitado os documentos e devolvido ao advogado, que protocolou reclamação ao desembargador. Em seu despacho, Bonassini diz: “Considerando que, efetivamente, o aparelho celular do mesmo, com o respectivo chip, já foram devidamente periciados, não há necessidade de permanecerem à disposição deste juízo, de forma que autorizo a devolução, mediante certidão nos autos”. O advogado André Borges disse que espera receber nesta quarta-feira o material solicitado.

Original em: http://www.campograndenews.com.br

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AL tem 14 assassinatos e 4 mortes no trânsito no final de semana

Dados da Perícia Oficial trazem balanço entre a sexta-feira e a manhã desta segunda; acidentes de trânsito na capital e interior 

A Perícia Oficial, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública, divulgou, na tarde da última segunda-feira (9), que 14 pessoas foram assassinadas nesse fim de semana. O relatório que compreende as ocorrências registradas entre as 7h da sexta-feira e as primeiras horas desta segunda apontam, ainda, que quatro pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito na capital e interior do estado.

Perícia Oficial, entre as 14 vítimas de assassinatos estão os quatro membros de uma mês família que foram vítimas de uma chacina no bairro de Guaxuma, em Maceió, no último domingo. Uma criança de apenas cinco anos de idade sobreviveu e está internada no Hospital Geral do Estado (HGE).

Ainda conforme o relatório, outras duas pessoas, o casal Jefferson da Silva Machado, de 21 anos, e Márcia Kelly dos Santos, de 21, foi morto no Loteamento Nicodemos, na Chã do Pilar, região metropolitana de Maceió. Uma criança também ficou ferida na ação, mas já recebeu alta médica. A Polícia Civil investiga o caso.

Mortes no trânsito

Já os acidentes que resultaram em mortes foram registradas nas cidades de São José da Laje, Maceió e Arapiraca. Na BR-104, em São José da Laje, morreram Antônio Hermes da Silva Júnior, de 30 anos, e Macksuel de Santana, de 20 anos.

Na capital, a vítima foi identificada como José Geraldo dos Santos, de 74 anos. Ele morreu na Avenida Siqueira Campos, no centro de Maceió.

O último caso, por sua vez, foi registrado no Jardim Tropical, em Arapiraca, e teve como vítima Manoel Gomes, de 51 anos.

E a Secretaria de Segurança Pública pede o apoio da população. Quem tiver informações sobre algum dos suspeitos dos homicídios deve entrar em contato com a polícia por meio do disque denúncia, no número 181. O anonimato do denunciante é garantido.

Por: Redação com Gazetaweb

 

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Técnica em 3D usada para identificar criminosos é destaque em congresso

Evento de criminalística reúne especialistas em Búzios, no RJ.
Programação vai até quinta-feira (12) com apresentação novas tecnologias.

Uma ferramenta de reconstrução facial que utiliza tecnologia digital 3D foi apresentada no 23º Congresso Nacional de Criminalística que acontece em Búzios, na Região dos Lagos do Rio, até quinta-feira (12). A técnica é usada no processo de investigação policial para a identificação de criminosos. O evento reúne cerca de 1100 profissionais da área de segurança.

São 40 palestrantes e pesquisadores de universidades mundiais, além de especialistas em diversas áreas ligadas ao combate crime e a perícia.

De acordo com o designer 3D formado em marketing e pós-graduando em metodologia da educação superior, Cícero Moraes, a ferramenta de reconstrução facial utiliza a tecnologia digital 3D e garante um alto nível de precisão.

“A técnica permite uma precisão volumétrica de 85 a 92% de compatibilidade. Esse recurso é o último a ser feito, quando os outros exames não foram bem sucedidos ou não alcançaram o resultado desejado”, destacou o designer.

Outra inovação apresentada no congresso foi o microscópio balístico, que permite identificar de qual arma determinado projétil foi lançado. Segundo o gerente de vendas Elísio Campos, “as ranhuras produzidas ajudam a identificar qual o calibre da arma usada e quem são os possíveis suspeitos de um crime”.

O evento também apresentou a técnica usada pela Polícia Federal para a investigação da Operação Lava Jato. De acordo com o gerente comercial Felipe Oliveira, uma nova ferramenta permite capturar de um celular fotos, imagens, aplicativos, vídeos, conversas e dados de posicionamento geográficos, mesmo que tenham sido deletados.

“Não existe crime perfeito. Por meio dessa inovação conseguimos rastrear qualquer informação que tenha sido usada no celular” salientou o gerente comercial.

Com objetivo de debater temas, como a perícia no século 21, as forças de segurança pública e a diversidade e complexidade dos crimes, o congresso tem ainda três eventos paralelos: o 6º Congresso Internacional de Perícia Criminal, o 4º Congresso Militar de Criminalística e a 23ª Exposição de Tecnologias Aplicadas à Criminalística.

A presidente da Aperj, Denise Rivera, destaca a importância deste tipo de debate e adianta:

“No final do congresso, iremos elaborar uma carta de intenção para ser entregue às autoridades com propostas que possibilitem melhorias na área de segurança pública”, explicou.

Além da Aperj, o congresso é realizado pela Associação Brasileira de Criminalística (ABC) e 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE). O congresso acontece no Atlântico Búzios Convention & Resort.

Por: G1 Região dos Lagos

Original em: http://g1.globo.com

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