DNA confirma que corpo achado na Serraria não é de Davi da Silva

Cadáver foi encontrado em uma área verde no dia 8 de agosto deste ano.
Davi da Silva desapareceu no dia 25 de agosto de 2014.

Davi da Silva está desaparecido desde agosto de 2014 (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

O laudo do exame de DNA feito no corpo encontrado no bairro da Serraria, em Maceió, concluiu que não pertence ao adolescente desaparecido Davi da Silva. A informação foi divulgada na tarde da útima sexta-feira (13), pela assessoria da Perícia Oficial do Estado (POE).

De acordo com a perita criminal Rosana Coutinho, foi feita uma comparação entre os dentes do cadáver encontrado no dia 8 de agosto deste ano, com amostras de células da muscosa bucal da mãe do adolescente, Maria José da Silva.

Como o Instituto de Criminalística não possui laboratório de DNA Forense, o exame foi realizado no Laboratório de Genética Molecular, Genômica e Proteônica (Gempro), da Universidade Federal de Alagoas.

“Após o estudo dos polirmorfismo do DNA nuclear dos cromossomos autossômicos foi excluída a Senhora Maria José da Silva, como mãe biológica do cadáver não identificado“, diz o laudo.

Antes mesmo do laudo do DNA, o secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendoça disse, em entrevista à Rádio Gazeta, na terça-feira (10), que o corpo encontrado no bairro da Serraria, não é do adolescente Davi da Silva.

Segundo a assessoria da Secretária de Segurança Pública, a declaração foi dada por Alfredo pelas condições em que o corpo foi encontrado.

Caso
O adolescente Davi da Silva, 17 anos, desapareceu no dia 25 de agosto de 2014 após uma abordagem policial no Benedito Bentes. Segundo a família do adolescente, ele foi abordado pela Polícia Militar e foi colocado em uma viatura e nunca mais foi visto.

Quando o cadáver foi encontrado na Serraria, a mãe de Davi, Maria José da Silva, reconheceu a bermuda que o filho estava usando no dia em que desapareceu. Mas depois, ela disse estar confusa e que vai aguardar o laudo da Perícia Oficial.

MP denuncia suspeitos
No dia 6 deste mês, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) divulgou, que denunciou quatro policiais militares pela morte do adolescente Davi da Silva, de 17 anos.

Segundo o MP, a denúncia aponta Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Vitor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade como os policiais militares que torturaram, assassinaram e, por fim, ocultaram o corpo do adolescente.

Do G1 AL

Original em: http://g1.globo.com

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IC confirma que RG de jovem impedida de fazer prova do Enem é autêntica

A perita criminal Andrya Amorim concluiu na manhã da última quarta-feira, 11, exame pericial realizado na carteira de identidade de uma candidata ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que foi proibida de fazer a prova por suspeita de está portando cópia do documento. A análise documentoscópica confirmou que a RG da estudante é original.

 Segundo a perita, o exame foi solicitado pela delegacia do 1º Distrito Policial da Capital com o objetivo de constatação de autenticidade do documento remetido para estudo intitulado carteira de identidade.  Na analise documentoscópica foram realizadas, no documento questionado, exame direto através das análises óptica e tátil, e indireto auxiliado pelo equipamento Comparador de Vídeo Espectral (CVE).

 “Em virtude da presença dos dispositivos de segurança peculiares, consegui comprovar por meio dos exames, que o documento de identificação civil é autêntico”, explicou à perita.

 Segundo o tio da estudante, José Clovis Soares, o episódio da retirada da sua sobrinha ocorrido no dia 25 de outubro, traumatizou a estudante e toda a família que acompanhava de perto todos os esforços da estudante para ser aprovada no certame. Ele contou que no dia do fato, ela chegou normalmente para participar do segundo dia do exame, quando foi convidada pelos fiscais a se retirar das dependências do colégio por supostamente está usando a cópia do RG.

 “Entramos com um processo na Justiça Federal e o exame pericial realizado pelo Instituto de Criminalística será determinante para a elucidação do caso. O laudo realizado pelo núcleo de documentoscopia comprovará a inocência da minha sobrinha e com isso iremos lutar para que ela tenha seu direito garantido de fazer as provas para o curso de medicina da Ufal”, afirmou Soares.

 O laudo pericial com a conclusão da análise foi protocolado e será encaminhado para a delegacia responsável pela investigação do caso. Uma cópia do exame também foi entregue a família para que possa ser anexado ao processo na Justiça Federal.

Fonte: POAL

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

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Politec recebe equipamento de padrão internacional para perícias

Seis peritos criminais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estão participando de um treinamento com o novo aparelho de Laser Scanner 3D Focus X130. O equipamento de alta precisão têm padrão internacional de eficiência e é o primeiro no Estado. O equipamento será utilizado pelos peritos no atendimento de ocorrências, garantindo mais precisão nos registros de imagens nas cenas de crime.

Segundo o gerente de Crimes Violentos da Politec, Daniel Soares, que está a frente do direcionamento das instruções com o equipamento para os funcionários, mais peritos serão capacitados até o final deste ano. “O objetivo é começar a usar o equipamento no início do ano que vem. Para isso, vamos capacitar mais 60 peritos entre os meses de novembro e dezembro deste ano”, explicou.

O Scanner 3D é um equipamento de captura de imagens que permite o mapeamento fiel da área, num raio de 120 metros em um ângulo de 360 graus. As imagens são direcionadas a um cartão de memória, que transportado para o computador e faz a leitura em três dimensões. Este processo possibilita a interação dos peritos com o espaço, sem prejuízos às estruturas físicas nas áreas de crime, contribuindo assim para maior precisão no trabalho pericial.

Para o diretor geral da Politec, Rubens Okada, o aparelho aumenta a eficiência do levantamento necessário aos peritos no local de crime. “Com o aparelho, é possível resgatar a cena do crime. Vestígios que passaram despercebidos no momento da perícia no local, em um segundo momento, na análise mais aprofundada, será possível recuperar essa imagem de forma tridimensional”, explicou.

A capacitação dos peritos acontece nesta semana e é ministrada por um técnico da empresa fornecedora do produto.

Por: Redação

Original em: http://www.folhamax.com.br

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Caso Lewdo completa um ano; mãe é suspeita de envenenar filho no Ceará

Mãe foi indiciada por homicídio triplamente qualificado.
Cristiane Renata Coelho espera julgamento no Presídio Auri Moura Costa.

Completa um ano nesta quarta-feira (11) o caso do assassinato de um menino autista de 8 anos envenenado pela mãe com chumbinho, um conhecido veneno para matar ratos. Na ocasião, a mulher também tentou matar o ex-marido com a mesma substância. Após cinco meses de investigação, o inquérito policial  apontou a mãe como responsável pelo envenenamento do filho e pela tentativa de homicídio do então marido.

Cristiane Renata Coelho foi indiciada por homicídio triplamente qualificada e vai ser levada a júri popular. Detida no Presídio Feminino Auri Moura Costa, em Itaitinga, na Grande Fortaleza, ela espera que o julgamento seja marcado. Recuperado e sem apresentar sequelas do envenenamento por chumbinho, o subtenente Francileudo Bezerra Severino conseguiu, na Justiça, a guarda do filho mais novo. Ele continua morando em Fortaleza e voltou às atividades no Exército Brasileiro.

Segundo a Polícia do Ceará, com base nos dados o Gerenciamento de Elucidação de Homicídios, esse é um dos 23% casos de homicídio no Ceará são solucionados; no Brasil, esse índice é de 6%. Fortaleza apresenta o pior desempenho: de cada 100 crimes, 72% ficam sem solução. Ainda de acordo com a Polícia Civil, algumas delegacias da capital cearense não solucionam um caso sequer.

“O índice de 23% ainda não repercute na diminuição da criminalidade como a gente quer. A ideia é que a gente consiga trazer esse índice para algo em torno de 60%, 70%, que aí sim é um índice que a gente vai conseguir demonstrar claramente uma diminuição da sensação de impunidade”, Andrade Júnior, delegado-geral da Polícia Civil.

Noite do crime
O caso ocorreu na madrugada do dia 11 de novembro de 2014, no Conjunto Napoleão Viana, no Bairro Dias Macêdo, em Fortaleza. Na madrugada do crime, Cristiane Renata Coelho contou à polícia que o marido tinha matado o filho Lewdo Ricardo Coelho Severiano, de 9 anos, com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la. O casal vivia junto há treze anos.

De acordo com o primeiro depoimento da mulher do militar, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e, em seguida, tentou suicídio com remédios, mas o laudo toxicológico no corpo do menino indicou que ele morreu por ingestão de veneno de rato. O subtenente foi preso em flagrante e levado para o Hospital do Exército, em Fortaleza, onde ficou em coma por uma semana.

Mensagem em rede social
No perfil do militar no Facebook, foi deixada no dia do crime uma mensagem, apagada posteriormente, que dizia: “Té vendo essa mulher linda me pediu o divórcio. (…) Temos 2 filhos especiais vou levar um comigo obriguei ela a beber vinho com seus tranquilizantes p dormir e n vê o q vou fazer (sic)”, disse. Em seguida, o subtenente pede perdão por matar o próprio filho. “Me perdoem família mas a carga ta grande demas e n aguento mais sfrer calado vendo essa mulher se anular a 10 ans (sic)”.

Em depoimento ao Delegado Wilder Brito, do 16º Distrito Policial, a então mulher do subtenente disse que foi agredida e depois obrigada a tomar comprimidos tarja preta com vinho. Segundo ela, o subtenente também obrigou o filho a tomar os remédios. No depoimento, Cristiane disse que desconhecia as razões que levaram o marido a cometer o crime. O depoimento contradisse com o laudo divulgado pela Polícia Civil, que apontou envenenamento por “chumbinho”, como é conhecido o veneno para ratos, e não uso de medicamentos, como afirmou a mãe.

“Há coisa no cenário do crime que não condizem com depoimento. Se você tem dois filhos por que matar somente um? Você tentou contra sua vida e deixou a vida de sua companheira? E deixou viva à disposição de um pseudorrelacionamento? Que homem é esse tão altruísta ao ponto de se matar para deixar mulher livre? Para entregar para outro homem?”, disse o delegado à época.

Depoimento em hospital
Ainda no hospital, o subtenente negou a autoria do crime. Segundo o delegado, ao ser perguntado se havia alguém que se beneficiaria com a sua morte, o subtenente apontou a mulher como beneficiária direta. “Ele disse que além dos soldos, ela receberia um seguro do Exército que hoje está em torno de R$ 153 mil e ainda um outro seguro em nome do filho”, diz. O delegado disse, ainda, que o casal passava por problemas no casamento “mas nada que justificasse tentativa de assassinato”, diz.

Depois de o laudo pericial apresentar que Cristiane Coelho envenenou o filho Lewdo Bezerra, de nove anos, e o ex-marido Francileudo Bezerra em novembro de 2014, o subtenente do Exército foi inocentado do crime. O ponto-chave no laudo foi a análise do notebook usado pelo casal. “Cristiane dizia que estava dormindo antes do crime, mas ela mente. Temos os registros que, durante a tarde, momento que o Francileudo não estava em casa, ela fez uso do computador”, disse o delegado.

Pesquisa sobre veneno no computador
O ponto-chave no laudo foi a análise do notebook usado pelo casal. “Cristiane dizia que estava dormindo antes do crime, mas ela mente. Temos os registros que, durante a tarde, momento que o Francileudo não estava em casa, ela fez uso do computador”, diz o delegado

O laudo diz que a mãe de Lewdo pesquisou como envenenar uma pessoa com veneno para rato, conhecido como chumbinho. O documento detalha os termos de busca: “quanto tempo leva para morrer quem ingeriu chumbinho?”; “abordagem dos envenenamentos e das dosagens excessivas de medicamentos”; “matou mulher e ingeriu chumbinho”; “menina de 12 anos morre após ingerir chumbinho em Paulista”; “os elementos da morte” e “suicídio”.

De acordo com Wilder Brito, no dia do crime Cristiane colocou o veneno de rato em sorvete de morango para filho e em bebida alcoólica para o marido. A substância foi encontrada na pia da cozinha da casa do casal., suspeita que foi descartada após a conclusão do laudo, segundo Wilder Brito.

Por: G1

Original em: http://g1.globo.com

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Gaeco pede afastamento de vereadores que tentaram enganar investigação

Os vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) e Edson Shimabukuro (PTB), correm o risco de serem afastados. (Foto:Reprodução)

Pelo mesmo motivo que levou o prefeito afastado Gilmar Olarte a não conseguir o Habeas Corpus quando foi preso no mês passado, os vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB) e Edson Shimabukuro (PTB), correm o risco de serem afastados. No caso de Olarte, ele entregou o celular sem o chip e bloqueado. Já os aparelhos entregues pelos parlamentares não eram o de uso pessoal, e o Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado) entendeu como uma manobra para atrapalhar as investigações.

Veja Mais
Vereadores pedem informações da perícia dos celulares ao Gaeco
Gaeco não entrega celular a vereador Otávio Trad e advogado reclama ao TJ

No despacho ao pedido de afastamento feito pelo Gaeco, o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva deu prazo de cinco dias para que os vereadores Carlão e Shimabukuro se manifestem sobre a acusação de tentativa de enganar o órgão do MPE (Ministério Público Estadual) responsável pela Operação Coffee Break, que investiga esquema de compra de vereadores mediante liberação de dinheiro e cargos na Prefeitura, para a aprovação da cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). O Gaeco requereu também que ambos fiquem impedidos judicialmente de entrarem e frequentarem o prédio da Câmara de Vereadores, mesmo pedido feito no caso de Mário César (PMDB), afastado das suas funções públicas desde a Operação Coffee Break, em 25 de agosto deste ano.

Os dois foram conduzidos coercitivamente à sede do Gaeco no dia da Operação Coffee Break e naquela ocasião entregaram os celulares periciados. O problema é que, mesmo passado tanto tempo Carlão e Shimabukuro não retornaram para entregar os aparelhos de uso pessoal. O Gaeco só descobriu a artimanha quando recebeu o laudo da perícia feita pelo IC (Instituto de Criminalística). O que foi entregue pelo vereador do PTB era da esposa e o do parlamentar do PSB, de terceiro.

Otávio Trad – No mesmo despacho o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva se manifesta sobre o pedido feito pelo advogado André Borges, para a liberação do celular do vereador Otávio Trad (PT do B) e o laudo da perícia. Outro pedido atendido pela Justiça é a anexação das 300 páginas de informações sobre a movimentação bancária do vereador no período investigado pelo Gaeco.
O órgão do MPE havia rejeitado os documentos e devolvido ao advogado, que protocolou reclamação ao desembargador. Em seu despacho, Bonassini diz: “Considerando que, efetivamente, o aparelho celular do mesmo, com o respectivo chip, já foram devidamente periciados, não há necessidade de permanecerem à disposição deste juízo, de forma que autorizo a devolução, mediante certidão nos autos”. O advogado André Borges disse que espera receber nesta quarta-feira o material solicitado.

Original em: http://www.campograndenews.com.br

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AL tem 14 assassinatos e 4 mortes no trânsito no final de semana

Dados da Perícia Oficial trazem balanço entre a sexta-feira e a manhã desta segunda; acidentes de trânsito na capital e interior 

A Perícia Oficial, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública, divulgou, na tarde da última segunda-feira (9), que 14 pessoas foram assassinadas nesse fim de semana. O relatório que compreende as ocorrências registradas entre as 7h da sexta-feira e as primeiras horas desta segunda apontam, ainda, que quatro pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito na capital e interior do estado.

Perícia Oficial, entre as 14 vítimas de assassinatos estão os quatro membros de uma mês família que foram vítimas de uma chacina no bairro de Guaxuma, em Maceió, no último domingo. Uma criança de apenas cinco anos de idade sobreviveu e está internada no Hospital Geral do Estado (HGE).

Ainda conforme o relatório, outras duas pessoas, o casal Jefferson da Silva Machado, de 21 anos, e Márcia Kelly dos Santos, de 21, foi morto no Loteamento Nicodemos, na Chã do Pilar, região metropolitana de Maceió. Uma criança também ficou ferida na ação, mas já recebeu alta médica. A Polícia Civil investiga o caso.

Mortes no trânsito

Já os acidentes que resultaram em mortes foram registradas nas cidades de São José da Laje, Maceió e Arapiraca. Na BR-104, em São José da Laje, morreram Antônio Hermes da Silva Júnior, de 30 anos, e Macksuel de Santana, de 20 anos.

Na capital, a vítima foi identificada como José Geraldo dos Santos, de 74 anos. Ele morreu na Avenida Siqueira Campos, no centro de Maceió.

O último caso, por sua vez, foi registrado no Jardim Tropical, em Arapiraca, e teve como vítima Manoel Gomes, de 51 anos.

E a Secretaria de Segurança Pública pede o apoio da população. Quem tiver informações sobre algum dos suspeitos dos homicídios deve entrar em contato com a polícia por meio do disque denúncia, no número 181. O anonimato do denunciante é garantido.

Por: Redação com Gazetaweb

 

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Técnica em 3D usada para identificar criminosos é destaque em congresso

Evento de criminalística reúne especialistas em Búzios, no RJ.
Programação vai até quinta-feira (12) com apresentação novas tecnologias.

Uma ferramenta de reconstrução facial que utiliza tecnologia digital 3D foi apresentada no 23º Congresso Nacional de Criminalística que acontece em Búzios, na Região dos Lagos do Rio, até quinta-feira (12). A técnica é usada no processo de investigação policial para a identificação de criminosos. O evento reúne cerca de 1100 profissionais da área de segurança.

São 40 palestrantes e pesquisadores de universidades mundiais, além de especialistas em diversas áreas ligadas ao combate crime e a perícia.

De acordo com o designer 3D formado em marketing e pós-graduando em metodologia da educação superior, Cícero Moraes, a ferramenta de reconstrução facial utiliza a tecnologia digital 3D e garante um alto nível de precisão.

“A técnica permite uma precisão volumétrica de 85 a 92% de compatibilidade. Esse recurso é o último a ser feito, quando os outros exames não foram bem sucedidos ou não alcançaram o resultado desejado”, destacou o designer.

Outra inovação apresentada no congresso foi o microscópio balístico, que permite identificar de qual arma determinado projétil foi lançado. Segundo o gerente de vendas Elísio Campos, “as ranhuras produzidas ajudam a identificar qual o calibre da arma usada e quem são os possíveis suspeitos de um crime”.

O evento também apresentou a técnica usada pela Polícia Federal para a investigação da Operação Lava Jato. De acordo com o gerente comercial Felipe Oliveira, uma nova ferramenta permite capturar de um celular fotos, imagens, aplicativos, vídeos, conversas e dados de posicionamento geográficos, mesmo que tenham sido deletados.

“Não existe crime perfeito. Por meio dessa inovação conseguimos rastrear qualquer informação que tenha sido usada no celular” salientou o gerente comercial.

Com objetivo de debater temas, como a perícia no século 21, as forças de segurança pública e a diversidade e complexidade dos crimes, o congresso tem ainda três eventos paralelos: o 6º Congresso Internacional de Perícia Criminal, o 4º Congresso Militar de Criminalística e a 23ª Exposição de Tecnologias Aplicadas à Criminalística.

A presidente da Aperj, Denise Rivera, destaca a importância deste tipo de debate e adianta:

“No final do congresso, iremos elaborar uma carta de intenção para ser entregue às autoridades com propostas que possibilitem melhorias na área de segurança pública”, explicou.

Além da Aperj, o congresso é realizado pela Associação Brasileira de Criminalística (ABC) e 1º Batalhão de Polícia do Exército (BPE). O congresso acontece no Atlântico Búzios Convention & Resort.

Por: G1 Região dos Lagos

Original em: http://g1.globo.com

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Descoberta nova forma de calcular hora da morte

O presidente da Associação Portuguesa de Ciências Forenses divulgou este domingo ter desenvolvido, em colaboração com outros investigadores portugueses, dois modelos matemáticos com análise sanguíne para calcular com maior precisão a hora da morte de uma pessoa.

O investigador responsável pelo projeto, Ricardo Dinis, esclareceu que o método “resultou numa análise a vários parâmetros sanguíneos” e que a partir daí se desenvolveram dois modelos matemáticos que podem diminuir “significativamente” os erros de estimativa, reduzindo a margem do engano para uma hora.

“O que nós fizemos foi colher o sangue de pessoas vivas, dadores e simulamos o comportamento ‘post mortem’ [depois da morte] desse sangue. Ou seja, pusemos esse sangue em putrefação, à semelhança do que acontece no cadáver. A partir daí desenvolvemos um modelo matemático. Depois aplicamos esse modelo a animais e funcionou”, explicou à Lusa.

Para os responsáveis, o cálculo da hora da morte é “um dos maiores dogmas da área forense”, sendo que a maior parte dos métodos utilizados são “tradicionais” baseados “em opiniões subjetivas do perito”.

Suspeitos associados

O método, desenvolvido com a colaboração do Instituto Superior de Saúde do Norte – CESPU, das Faculdades de Farmácia e Medicina da Universidade do Porto e da Universidade do Minho, “traz a possível inclusão ou exclusão de suspeitos associados a um local de crime”.

“Eu estimo um intervalo de ‘post mortem’ de aproximadamente sete horas, de alguém que teria morrido por exemplo às 07h00, e se o suspeito foi visto com a vítima a essa hora, podemos incluir o suspeito naquele crime. Se a vítima morreu às 07h00 e eu digo que ela morreu as 18h00 e se a essa hora o agressor está a trabalhar e tem testemunhas, vou excluí-lo erradamente do crime”, explicou Ricardo Dinis.

Os modelos utilizados atualmente baseiam-se, entre outros, nas alterações que acontecem nos olhos, medição da temperatura corporal, alterações da cor da pele, com “erros de cálculo gigante, muitas vezes, de vários dias”.

Original em: http://www.cmjornal.xl.pt

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Whatsapp promove integração entre peritos e delegados e agiliza investigações

Ferramenta tecnológica ajuda a driblar problemas como carência de efetivo e de estrutura, enfrentados no dia a dia dos profissionais

O número de equipes de peritos criminais reduzido e a inexistência de alguns exames periciais geram problemas para a investigação de crimes em Alagoas que vêm sendo driblados, pelo menos em partes, por uma ferramenta tecnológica muito familiar na atualidade: o Whatsapp.

Um grupo de peritos e delegados de todo o estado, criado em dezembro do ano passado tem estreitado a relação entre essas duas categorias de profissionais, essenciais à elucidação de casos de homicídios, roubos, acidentes de trânsito com morte, entre outros atos de violência.

O resultado da utilização do aplicativo pode ser visto diariamente. Com a comunicação direta entre peritos e delegados, dúvidas acerca de laudos e inquéritos são esclarecidas sem a necessidade de envio de ofícios e de forma imediata, reduzindo a burocracia e agilizando a investigação.

Os tipos de exames realizados pela Perícia em Alagoas e a potencialidade dessas análises estão entre as questões que surgem no grupo. Hoje, antes de uma solicitação ao perito, o delegado faz a pergunta no Whatsapp e vê a viabilidade do que pretende requisitar.

O delegado Lucimério Campos, um dos integrantes do grupo, lembra um local de crime em que pediu ao perito que recolhesse uma lata de bebida para tentar identificar a presença de digitais. O delegado que recebeu o inquérito, com a informação sobre a coleta da lata, antes mesmo de receber o laudo, teve a possibilidade de questionar ao perito criminal se as digitais haviam sido localizadas.

Casos no interior

Outra situação em que o Whatsapp tem feito diferença são os locais de crime no interior do estado. Com a centralização da Perícia na Capital, o tempo de deslocamento da equipe para o interior pode durar horas.

Com o uso do aplicativo, o delegado responsável monitora a equipe de peritos, que informa quando está próxima. Com isso, o delegado pode dar continuidade a outras diligências e só se dirigir ao local quando tiver a confirmação da chegada da Perícia.

Além disso, a localização exata da ocorrência, que nem sempre é passada com precisão pelo Centro Integrado de Operações da Segurança Pública, pode ser enviada pelo aplicativo. “O ganho está principalmente na agilidade da informação, sobre a localização e o tipo de levantamento a ser feito no local”, explica o perito José Cavalcante, diretor do Instituto de Criminalística.

Na Capital, a logística funciona da mesma forma, quando há, por exemplo, mais de uma ocorrência em um curto espaço de tempo. Delegado e perito definem a ordem dos locais, evitam desencontros e garantem o trabalho integrado.

“O trabalho de investigação precisa de agilidade e essa ferramenta caiu como uma luva. É o trabalho técnico-científico aliado ao trabalho técnico-jurídico”, elogia Lucimério Campos.

As vantagens são destacadas também pelo presidente da Associação Alagoana de Peritos em Criminalística (AAPC), Paulo Rogério Ferreira. Para ele, a integração dos servidores minimiza algumas dificuldades enfrentadas pela categoria diariamente.

Sugestões e colaborações também são aceitas e bem-vindas no grupo. “Agora, ambos entendem as situações de cada instituição e procuram ajudar e resolver os problemas, e não só reclamar”, avalia José Cavalcante.

Nas conversas, só não é permitido sair do foco. Informações que não sejam relacionadas ao trabalho são proibidas. Quando uma mensagem nova surge no grupo, todos já sabem que é importante, o que agiliza a resposta.

Por: Assessoria

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

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Concurso Polícia Civil-PE 2015/2016 terá 966 vagas pelo Cespe

Com organizadora definida, edital de abertura do concurso da Polícia Civil de Pernambuco terá edital até fim do ano para quase 1.000 vagas em oito cargos de nível superior. Destas, 500 oportunidades no órgão serão para ingresso no cargo de Agente de Polícia.

A Polícia Civil do Estado do Pernambuco definiu a banca organizadora do seu próximo concurso público a ser realizado entre 2015 e 2016. Através de Dispensa de Licitação publicada no Diário Oficial do Estado de 5 de novembro, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (CEBRASPE), realizará o concurso público para preencher 966 vagas no órgão.

As quase mil vagas estão distribuídas entre os cargos de Delegado de Polícia (100 vagas), Agente de Polícia (500), Escrivão de Polícia (50 vagas), Médico Legista (40), Perito Criminal (56), Auxiliar de Legista (73), Auxiliar de Perito (96) e Perito Papiloscopista (51). Todos os cargos exigirão formação de nível superior e os salários partem de R$ 3.550,00, chegando a R$ 9.069,81.

A expectativa é de que o edital de abertura do concurso seja divulgado ainda este mês ou no início de dezembro. Veja a contratação do Cespe/UnB.

O último concurso da Polícia Civil de Pernambuco foi realizado em abril/2015 para o cargo de Delegado de Polícia e teve seu edital anulado (veja mais). O concurso buscava preencher 100 vagas no cargo que exigia diploma de bacharel em Direito e tinha vencimentos iniciais de R$ 9.069,81 por jornada de trabalho de 40 horas semanais.

A seleção teria etapas de Prova objetiva, Prova discursiva, Prova de aptidão psicológica, Prova de aptidão física, Investigação social e Curso de Formação Profissional, coordenadas pela Universidade de Pernambuco.

O último concurso realizado para auxiliar de legista e auxiliar de perito ocorreu em 2007, com 61 vagas abertas e contou com etapas de provas objetivas, avaliação psicológica, investigação social e curso de formação.

Original em: https://www.acheconcursos.com.br

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