Polícia suspende enterro no PI após suspeita de que vítima foi assassinada

Proprietário de funerária denunciou que vítima apresentava várias lesões.
Família chegou a informar que homem tinha cometido suícidio.

O corpo de um homem foi removido pela Polícia Civil de dentro do caixão na manhã desta quinta-feira (7) quando era levado ao cemitério na cidade de Gilbués, a 797 km de Teresina. O fato aconteceu após a denúncia de que a vítima teria sido assassinada, e não cometido suicídio, como havia informado a família.

Segundo o delegado Moisés Aragão, da Delegacia de Corrente, a primeira informação que chegou à polícia foi de que um homem de 40 anos havia sido achado morto em um matagal na quarta-feira (6) e que teria atentado contra a própria vida. No entanto, ao ajeitar o corpo para o velório os funcionários da funerária identificaram marcas de quatro facadas no pescoço da vítima e uma pancada forte na cabeça.

“O proprietário da funerária suspeitou do caso e fez a denúncia. Deslocamos uma equipe até o local para apurar o que realmente aconteceu. Acho estranho ser suicídio. Uma pessoa não seria capaz de fazer várias perfurações no próprio pescoço e ainda aplicar uma machadada na cabeça sozinho”, avaliou o delegado.

O comandante do Grupamento da Polícia Militar de Gilbués, tenente Getúlio Salviano, informou que a família procurava a vítima há dois dias e devido ao estado avançado de decomposição do corpo não foi feito perícia.

“O homem foi levado diretamente para a funerária e o caixão estava de saída para o cemitério, quando o delegado deu ordem para interromper a cerimônia. Estamos aguardando a perícia chegar para analisar o corpo e o local onde ele foi encontrado”, falou o comandante.

Um inquérito policial foi aberto para apurar as causas da morte.

Caso semelhante

Um caso bem parecido com o que ocorreu em Gilbués aconteceu na última semana de dezembro do ano passado em Cocal, Norte do estado. O corpo de uma senhora de 69 anos foi retirado de dentro caixão enquanto era velado pelos familiares. Um irmão da vítima denunciou à Polícia Civil que uma filha da idosa a agredia constantemente e que os maus-tratos poderiam ter causado a morte.

O corpo foi enviado para a realização de exames periciais em Parnaíba, no litoral, mas não foi identificada a causa morte do pescoço para baixo e como o Instituto de Medicina Legal (IML) de Parnaíba não realiza exames na cabeça, o corpo foi enviado para o IML de Teresina. O laudo ainda está sendo aguardado.

Por: Catarina Costa Do G1 PI

Original em: http://g1.globo.com

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Uberlândia é pioneira em MG no Banco de DNA de criminosos

Os condenados por crimes hediondos, como homicídio e estupro, do Presídio Jacy de Assis e da Penitenciária Pimenta da Veiga, farão parte do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Ao todo, 270 detentos terão o material genético coletado a partir deste mês, cumprindo o determinado pela Lei 12.654 de 2012, que cria o banco de DNA de criminosos. A medida é pioneira no Estado e tem como objetivo auxiliar as investigações de crimes abertos, ou seja, sem suspeitos.

Dos detentos, será colhida saliva de onde é extraído, após análise, o mapeamento genético. As informações podem ser acessadas pelos órgãos de polícia científica, a partir do programa Codis, software fornecido gratuitamente em 2012 pelo FBI, a polícia federal norte-americana.

A coleta do DNA é feita pela Polícia Federal (PF) e, segundo o delegado chefe da PF em Uberlândia, Carlos Henrique D’Ângelo, a principal mudança será a rapidez e certificação nas investigações. “Tivemos sucesso em casos em que foram encontrados fragmentos humanos e, quando comparados com material genético do suspeito, foi comprovada a autoria. Mas esse foi um caso fechado, que já tinha um suspeito. Com o banco de dados, o material encontrado será lançado no programa que localizará o criminoso caso ele esteja cadastrado”, disse D’Ângelo. Os casos citados são de duas explosões de caixas eletrônicos e um roubo.

O diretor referência da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), coronel Adanil Firmino, considera a medida uma importante ferramenta contra a reincidência. Ele espera que, no futuro, a coleta e cadastramento possam ser feitos pelos agentes do sistema prisional. Atualmente, é responsabilidade da Suapi cadastrar com foto e registros digitais cada nova entrada de detento para quaisquer crimes.

Estado é o 3º que mais contribui

Minas Gerais foi o terceiro Estado que mais contribuiu, neste ano, para o recolhimento dos perfis genéticos em todo o País. Desde 2011, Minas já fazia o mapeamento de criminosos sexuais. No último ano, o Estado contribuiu com 160 perfis, sendo 42 de condenados. As informações do banco auxiliaram, desde sua criação, a quatro investigações mineiras, duas deles confirmando a autoria do crime.

Iniciativa agrada, mas esbarra nas condições técnicas

Para o chefe da perícia da Polícia Civil em Uberlândia, Eduardo Siquieroli, o mapeamento genético e o cadastramento no Banco Nacional de DNA vão possibilitar a localização de criminosos de forma facilitada. Ele alerta, porém, que a dinâmica da investigação não mudará no âmbito local. “Mesmo com o banco de dados, o material coletado aqui será enviado para Belo Horizonte, onde será feita a comparação. Um procedimento que demora, já que cada nova demanda entra em um fila de atendimento e não deve mudar”, afirmou Siquieroli.

Segundo o perito, a demanda de pessoal e equipamentos no Instituto de Criminalística e nos postos de perícia da PC pode dificultar a plena utilização do banco de dados. O Instituto de Criminalística em BH confirmou a falta de recursos e afirmou também que a qualidade do material coletado também influencia no tempo de processamento do mapa genético.

Por: Diogo Machado

Original em: http://www.correiodeuberlandia.com.

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