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Novas técnicas são compartilhadas por peritos de MT durante seminário

Três peritos criminais de Mato Grosso tiveram os trabalhos aprovados para apresentação durante o XII Seminário Nacional de Perícia em Identificação de Veículos e o X Seminário Nacional de Perícia em Crimes de Trânsito

Três peritos criminais de Mato Grosso tiveram os trabalhos aprovados para apresentação durante o XII Seminário Nacional de Perícia em Identificação de Veículos e o X Seminário Nacional de Perícia em Crimes de Trânsito, que aconteceu nos dias 11 a 13 de maio, em Cuiabá.

Entre os mais de 15 palestrantes nacionais e estrangeiros participaram os peritos da Politec Mairo Fábio Camargo, Carlo Ralph de Musis e Lino Leite de Almeida. Os servidores apresentaram os seguintes temas, respectivamente: “Utilização de Peças e Agregados de Veículos Sinistrados, Furtados, ou com Impedimento Judicial como peças de reposição’’, “Análise Probabilística de Colisões Veiculares pelo Método de Monte Carlo’’, e “Cálculo de Velocidade pela Energia de Rotação do Veículo’’.

O primeiro, trouxe à discussão dois estudos de casos de perícias realizadas por ele no município de Primavera do Leste que tinham por objetivo apurar a utilização de peças de veículos envolvidos em acidentes na adulteração de peças de reposição de veículos furtados.

“O crescente número de casos de roubos e furtos de veículos em nosso país está intimamente relacionado com o comércio ilegal de peças de reposição. A utilização de peças e agregados de procedência ilícita é evidentemente crescente em nosso país e consequentemente em veículos que circulam no estado de Mato Grosso. O caso revela as dificuldades encontradas pelo perito criminal na obtenção da prova material no que tange a identificação de veículos que possuíam serial de chassi autêntico, mas utilizando-se de peças e, ou agregados de procedência desconhecida ou ilícita’’.

Em seu trabalho o perito concentrou os esforços na identificação dos sinais de adulteração das séries numéricas do chassi, nas características estruturais, na gravação de caracteres do motor do veículo, nas séries numéricas estampadas nos vidros e nos caracteres de segurança estampados das placas de identificação. Também se atentou às informações fornecidas pelos fabricantes, bem como às características visuais entre o modelo do veículo original e do questionado pela perícia.

Em outra palestra, o perito criminal Carlo Ralph de Musis apresentou um modelo de análise probabilística de perícias de colisão de veículos automotores, aplicado a um caso real. Os procedimentos desenvolvidos buscaram a representação estatística dos parâmetros ambientais e psicomotores, tais como coeficientes de atrito e ritmo de Reação, em uma simulação.

“No estudo de caso apresentado, o modelo foi efetivo, possibilitando avaliar confiabilidade das estimativas, as quais permitiram afirmar a baixa probabilidade dos motoristas reagirem a tempo de evitar o acidente, e ainda estimar as probabilidades associadas às velocidades críticas dos veículos, ampliando as possibilidades de suporte aos peritos criminais na avaliação pericial do sinistro’’, concluiu.

Para o perito criminal de Alagoas, Edson Santos Junior, a palestra trânsito expandiu os horizontes da forma como se soluciona um crime de trânsito. “O método Monte Carlo é uma técnica já difundida em outras áreas, e ele trouxe uma reinvenção ao aplicá-lo nestes casos’’, comentou.

Lino Leite de Almeida explanou uma nova técnica, envolvendo conceitos físicos e matemáticos para determinar a velocidade de veículos no momento da colisão, tendo como referências a dissipação de energia devido ás rotações sofridas pelo automóvel durante o acidente.

“Nos acidentes, não é incomum, os veículos durante os percursos de derrapagem, ou mesmo em saltos no ar, sofrerem giros em torno de seu próprio eixo, ou em relação a um ponto de sua carroçaria, caracterizando a dissipação de energia devido a essas rotações. Esta técnica permite a análise de todo tipo de acidente que apresentou giro no deslocamento e até mesmo queda ou ruptura de objetos da carroceria, por exemplo.

De acordo com o perito, a técnica permite maiores alcances aos tradicionais cálculos de velocidade, e valoriza as evidências coletadas no local.  “Traz mais precisão às investigações ao se agregar informações que antes eram desprezadas, fazendo com que a velocidade do veículo no momento da colisão ficasse subestimadas’’, explicou.

Original em: http://www.expressomt.com.br

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