Projeto propõe ao Estado criar a Cidade da Polícia

Fachada da antiga sede da Ciretran, hoje abandonada, é um dos prédios que viriam abaixo para dar lugar à nova edificação, de 5 mil metros quadrados, orçada inicialmente
em R$ 10 milhões

Fachada da antiga sede da Ciretran, hoje abandonada, é um dos prédios que viriam abaixo para dar lugar à nova edificação, de 5 mil metros quadrados, orçada inicialmente em R$ 10 milhões

A cúpula da Polícia Civil em Rio Preto encaminhou à Secretaria Estadual de Segurança Pública pedido de demolição do antigo prédio da 17ª Ciretran, localizado na avenida América, na Vila Santa Cruz. A ideia é revitalizar aquela região com a construção de um novo prédio que irá receber a “Central de Polícia Judiciária” em terreno com aproximadamente 5 mil metros quadrados. O valor estimado da obra é de R$ 10 milhões.

De acordo com o delegado seccional José Mauro Venturelli, o novo prédio agruparia a Central de Flagrantes (plantão policial), o 1º, 2º, 3º, 5º e o 7º distritos policiais, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Delegacia do Idoso, o Núcleo Especial Criminal (Necrim) e própria Delegacia Seccional.

Está previsto ainda a construção de estacionamento e garagem subterrânea para os servidores públicos. A concentração dos serviços em um único imóvel representaria uma economia de R$ 1,2 milhão ao ano aos cofres públicos com o pagamento de aluguel.

Em dezembro, a proposta de demolição do prédio foi apresentada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a inauguração do novo prédio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) no município. O secretário estadual de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou que uma equipe de técnicos da pasta viria a Rio Preto para avaliar a área. O Diário apurou, no entanto, que até o momento a promessa feita na presença do governador não foi cumprida.

Além do antigo prédio da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), seriam demolidos os prédios onde funcionam a atual Central de Flagrante e os imóveis que eram usados pela DIG/Dise – todos vizinhos. “Nosso objetivo é garantir o melhor atendimento à população”, afirmou o delegado seccional.

O pedido de demolição foi baseado em laudos técnicos elaborados pelo Instituto de Criminalística (IC), pela Defesa Civil e pela empresa Dias & Cardozo Engenharia, contratada para avaliar as condições dos imóveis, e que constatou que “a ruína total ou parcial da edificação é iminente”.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

“Não resta dúvida que o correto parecer técnico é ser favorável à demolição total e nova construção das unidades, não restando outra opção que não seja esta à administração pública”, consta em trecho do laudo elaborado pela empresa.

Na semana passada, o Diário teve acesso ao interior do antigo prédio da Ciretran e constatou a situação de abandono do imóvel. Segundo representantes da Polícia Civil na cidade, há risco de incêndio no local. Só não é maior porque toda a documentação que estava arquivada no prédio foi recentemente retirada do local a pedido da Delegacia Seccional.

No interior do prédio, é possível verificar material inflamável descartado irregularmente, principalmente caixas e folhas de papel, perto de fios da rede elétrica. A reportagem encontrou até Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) jogadas no chão em uma das salas.

“Todos os laudos periciais demonstram que é preciso realmente demolir os imóveis. Estão irregulares. Estão com a infraestrutura comprometida. O gasto para recuperar tudo seria muito maior”, afirmou Venturelli.

Em nota, o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), afirmou que o convênio com a Polícia Civil está sob avaliação. Ele afirmou nesta segunda-feira, 19, que a Secretaria de Planejamento avalia o pedido apresentado pela Delegacia Seccional.

Atendimento provisório

Caso seja autorizada a demolição, Venturelli afirmou que o plantão policial vai funcionar temporariamente no atual prédio da DIG, na zona norte.

Em nota, a Polícia Civil informa que os técnicos do Departamento de Administração e Planejamento (DAP) foram ao local e orientaram o Deinter-5 sobre as especificações para a demolição. “O projeto está em fase de liberação nos órgãos responsáveis. Informações sobre a obra só poderão ser passadas após a conclusão dessa fase”, diz a nota emitida pela Secretaria de Segurança Pública.

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