Peritos criminais de AL reforçam operação padrão e cobram diálogo com governo

Peritos criminais vão iniciar a segunda fase da Operação Padrão

Peritos Criminais do estado de Alagoas deflagraram, nesta segunda-feira (26), a segunda fase da Operação Padrão realizada pela categoria. Eles cobram a discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCs), a realização de concurso público, nomeação definitiva de colegas que estão sob judice e a construção de um complexo adequado para as atividades desempenhas pelos peritos. Eles alegam que, apesar das diversas tentativas, não estão conseguindo construir um caminho de diálogo com o Estado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais (Sinpoal), Paulo Rogério Ferreira, desde o ano de 2016 – quando foi dado entrada no PCCs junto ao governo e à Secretaria de Planejamento -, a proposta em questão evoluiu pouco na visão dos servidores. Diante disso, eles cobram uma maior contrapartida por parte do Estado, assegurando aos Peritos Criminais um canal de diálogo onde possa ser discutido o pleito dos profissionais.

“A gente vem pleiteando, desde o início do governo, o PCCs. Elaboramos, entregamos e, de dois anos após, não tivemos sequer uma resposta concreta sobre isso. Não houve definição alguma por parte do governo. Apesar de informarem que há uma mesa de diálogo, não tivemos essa conversa. Além do PCCs, temos carência de servidores, necessidade de concurso e, hoje, os peritos já estão acumulando as funções tanto nas atribuições realizadas nos serviços internos, como também nos externos”, lamentou.

O líder da entidade sindical apontou que, hoje, a carência de servidores na Perícia Oficial é de cerca de 200 servidores e, portanto, um caminho que poderia amenizar a deficiência seria a nomeação de 19 peritos criminais, sendo dois destes médicos-legistas, além da contratação de auxiliares. “Hoje, os peritos estão acumulando as funções durante o exercício de sua atividade, o que pode comprometer o resultado de todo o trabalho”, alertou.

Com a segunda fase da Operação Padrão, os peritos informaram que eles só vão se deslocar para as ocorrências com equipes completas. Em outro momento, caso não haja contrapartida do Estado, o deslocamento para locais de crime somente se dará com Equipamentos de Proteção Individuais completos (EPIs), incluindo coletes balísticos.

O Sinpol informou ainda que, não havendo sucesso com o primeiro momento da Operação Padrão, o deslocamento das equipes para o local de crime somente acontecerá com o uso de equipamentos e instrumental completos (câmera fotográfica, GPS, equipamentos periciais). No Instituto Médico Legal (IML), os exames de corpo de delito em vivos, oriundos de acidentes diversos, continuarão suspensos, sendo remarcados para o mês de junho.

Por meio da assessoria, a Secretaria de Estado de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) disse que o Estado vem discutindo com todas as categorias as melhorias necessárias e, portanto, pautas específicas necessitam de previsão orçamentária e financeira para a implantação. Contudo, a pasta assegurou que o Estado está aberto ao diálogo e espera que a Operação Padrão seja, o quando antes, finalizada pelos servidores da Perícia Oficial.

Por: Jonathas Maresia |

Original em: http://gazetaweb.globo.com

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