Peritos e médicos legistas paralisam atividades em Alagoas

Peritos criminais e médicos legistas de Alagoas paralisaram as atividades para pressionar o Governo do Estado (Foto: Jonathan Lins/G1)

Peritos criminais e médicos legistas de Alagoas paralisaram as atividades para pressionar o Governo do Estado (Foto: Jonathan Lins/G1)

As atividades dos peritos criminais, peritos odontolegistas e médicos legistas de Alagoas estão paralisadas até as 22h30 deste sábado (14), mantendo apenas 30% do efetivo trabalhando. Com isso, todos os serviços estão reduzidos.

O objetivo é pressionar o Governo do Estado para que atenda às demandas da categoria, como a implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a realização de um concurso público.

Em contato com o G1, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) disse que a negociação vem ocorrendo desde o início do ano e lamenta a decisão da categoria, além de reforçar que o governo está aberto a discutir as reivindicações.

Segundo o Sindicato dos Peritos Oficiais de Alagoas (Sinpoal) e a Associação dos Médicos Legistas de Alagoas (AMLEAL), a paralisação foi iniciada na noite de sexta (13).

Durante esse período, as equipes do Instituto de Criminalística (IC) atenderão às ocorrências externas uma a uma. Ou seja, se houver duas ocorrências simultâneas, uma equipe só sai do IC quando a outra retornar.

No caso do Instituto de Medicina Legal (IML), estão suspensos os exames de corpo de delito, e o serviço de necropsia foi reduzido em Maceió e Arapiraca. A liberação de corpos estão mantidas, mas será realizada de forma mais criteriosa.

O presidente do Sinpoal, Paulo Rogério Ferreira, explica que essa paralisação foi a forma encontrada pela categoria para abrir um canal de negociação com o Estado.

“O governo não nos atende. Há muita limitação na hora da tomada de decisão, e fica difícil para a nossa categoria entender essa situação. Outras categorias vêm sendo atendidas pelo Governo, principalmente as ligadas à Segurança Pública, já a Perícia, desde 2013 que não tem nenhum pleito atendido”, afirma Ferreira.

A categoria cobra do governo a implantação do PCCS, que envolve questões de carreira, carga horária, evolução dentro dos cargos, reconhecimento da produção científica e qualificação dos peritos.

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