Perito vira réu por laudo falso do acidente com filho de Alckmin

Foto do processo mostra painel da aeronave danificado

 Foto do processo mostra painel da aeronave danificado Reprodução Processo Judicial

O perito Hélio Rodrigues Ramacciotti, do Instituto de Criminalística de São Paulo, foi denunciado pelo Ministério Público por falsa perícia, por supostamente ter inserido informações falsas nos laudos feitos para a investigação sobre a queda do helicóptero que matou Thomaz Alckmin, filho do ex-Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e outras quatro pessoas, em 2015. O juiz Renato de Andrade Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Carapicuíba, aceitou a denúncia em 24 de abril.

Segundo o Ministério Público, os erros nos laudos quase mudaram os rumos do inquérito policial e levaram ao indiciamento indevido de três pessoas. Com a descoberta das informações falsas inseridas nos documentos, os três foram “desindiciados” por ordem do juiz.

Na denúncia, obtida pelo R7, a promotora Camila Moura e Silva aponta quatro itens do laudo nos quais Ramacciotti teria inserido informações falsas. O perito teria indicado que o painel das chaves da aeronave não estava danificado, mas fotografias da perícia anexadas ao laudo mostravam exatamente o contrário.

Thomaz com o pai Geraldo Alckmin (PSDB)

Thomaz com o pai Geraldo Alckmin (PSDB)

Reprodução

A promotora descobriu que Ramacciotti para elaborar o laudo analisou uma aeronave do Exército que disse ser similar à acidentada para falar sobre as possíveis causas do acidente. Contudo, o helicóptero usado na comparação era a versão militar de outro modelo do mesmo fabricante. Nem o número de pás do rotor principal era o mesmo – o helicóptero que caiu tinha 5 pás enquanto o analisado pelo perito tinha 4. Neste tipo de aeronave, a pá tem a função da asa.

O perito do IC também foi acusado de copiar o resultado dos exames realizados pela Aeronáutica nos ensaios de amostras dos combustíveis e fluídos hidráulicos. Segundo o Ministério Público, Ramacciotti copiou o laudo inteiro da Aeronáutica e apresentou o resultado como se ele tivesse realizado os exames no material.

A Justiça negou o afastamento do perito pedido pelo Ministério Público. A Corregedoria da Polícia Civil foi notificada pelo MP para dizer como está o andamento do processo administrativo disciplinar aberto contra Ramacciotti.

Por: Marcos Guedes, da RecordTV

Original em: https://noticias.r7.com

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Polícia Científica apresenta balanço dos quatro primeiros meses de 2018

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) da Polícia Civil divulgou na manhã desta segunda-feira, 7,  balanço de todo o trabalho realizado pelos institutos que compõem o setor pericial de 1º janeiro a 30 de abril de 2018. Ao todo, foram contabilizados nesse período 34.226 procedimentos, contra 20.769 no mesmo período em 2017, representando 171,9% de acréscimo nos atendimentos dos quatro institutos.

O Instituto Médico Legal (IML), por exemplo, realizou 2.715 atendimentos, entre exames de corpo de delito, de conjunção carnal, cadavérico, psiquiatria forense e seguro DPVAT. Já o Instituto de Análise Forense (IAF) realizou 794 testes de química, toxicologia e biologia forenses, além de exames pré-DNA.

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Trabalho da perícia consiste na elaboração de documentos científicos úteis para a investigação policial (Foto: Arquivo Secom)

Operando desde ano 2017, o Núcleo de Genética Forense (DNA) já identificou 12 pessoas em casos complexos e ajudou a subsidiar com provas científicas os processos judiciais. Um dos casos foi de um corpo achado dentro de uma mala no Igarapé Judia, em Rio Branco. A identificação da vítima só foi possível graças ao DNA Forense disponível na Polícia Científica do Estado.

“Essas ações, como fruto da necessidade de se ter a verdade real com resoluções, materialidade e autoria de crimes, conjugadas com inteligência investigativa, demonstram a efetividade, o compromisso e o respeito que a Segurança Pública, por meio da Polícia Técnico-Científica, tem com a sociedade acreana. Isso respalda os inquéritos policiais, para as ofertas de denúncias por parte do Ministério Público e a instrução processual com provas científicas contundentes e robustas”, destacou o diretor-geral do DPTC, Halley Márcio Villas Boas.

Já o Instituto de Criminalística (IC) atendeu 815 solicitações de perícias de trânsito, crimes contra o patrimônio, incêndios, análise balística, documentoscopia – verificação da autenticidade de documentos –, identificação veicular, merceologia – avaliação do valor de bens –, informática forense e crimes ambientais.

Cidadania

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Instituto de Identificação tem trabalhado em parceria com a OCA para dar mais agilidade nas emissões de RGs (Foto: Alexandre Noronha/Secom)

Com maior número de atendimentos ofertados à população, o Instituto de Identificação contabilizou quase 30 mil procedimentos que vão desde a emissão de cédulas de identidade ao reconhecimento de cadáver por meio da papiloscopia – método de análise de digitais.

“A Polícia Científica desenvolve um trabalho de excelência na utilização de recursos tecnológicos que possibilitam uma investigação qualificada, transparente e compromissada com a materialidade das provas, contribuindo com a veracidade dos fatos e subsidiando a Justiça com provas indeléveis que possibilitam a elucidação de crimes”, destacou o secretário de Estado de Polícia Civil, Carlos Flavio Portela.

Original em: http://folhanobre.com.br

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