Governo inaugura laboratório de DNA-Forense da Politec

O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), inaugura nesta quinta (03.12) o novo laboratório de Biologia Molecular (DNA-Forense) da Politec. O evento será às 9h, no auditório da Politec, na avenida Gonçalo Antunes de Barros, n. 3.245, bairro Carumbé. O auditório da solenidade fica a 80 metros de distância da unidade que será inaugurada.

O evento terá início com o descerramento da placa e visita oficial do governador do Estado, Blairo Maggi, ao laboratório. Neste momento só será permitida a entrada da imprensa oficial (Secom) e da equipe responsável pela transmissão da visita que será exibida em tempo real no auditório da Politec por meio de telões.

Para a melhor realização do evento e a garantia de captura de imagens do laboratório por todos os veículos de comunicação, a Sejusp aconselha aos jornalistas a comparecerem ao local do evento com pelo menos 15 minutos de antecedência, quando as autoridades presentes estarão disponíveis para entrevistas.

Ao término da solenidade de inauguração todos os veículos terão a oportunidade de coletar imagens do laboratório. Para isso, um jornalista da equipe da Assessoria de Imprensa da Sejusp e um técnico do laboratório farão o acompanhamento. Considerando que o laboratório de DNA é um ambiente restrito, onde deve ser respeitada a esterilização, só poderão entrar na unidade fotógrafos e cinegrafistas devidamente identificados. Cada veículo terá cinco minutos para coleta de imagens e só será permitida a entrada de um veículo por vez.

A Sejusp frisa a todas as emissoras, jornais impressos e onlines, revistas e rádios que esta será a única oportunidade para a coleta de imagens do laboratório. Após isso não será mais permitida a entrada de pessoal não autorizado nas dependências da unidade.

Para qualquer dúvida, a Assessoria de Imprensa da Sejusp se coloca à disposição para esclarecimentos pelos telefones (65) 3613-5518, (65) 3613-8148 ou (65) 9987-0344.

Original em: http://www.circuitomt.com.br

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Sejusp inaugura laboratório de DNA na quinta-feira

O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), inaugura nesta quinta-feira (03) o novo laboratório de Biologia Molecular (DNA-Forense) da Politec. O evento, que contará com a presença do governador Blairo Maggi, do secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, e demais autoridades, acontece a partir das 9h, no complexo da Politec, na avenida Gonçalo Antunes de Barros, n. 3.245, bairro Carumbé.

O laboratório de DNA faz parte do pacote de modernização das unidades da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. A obra física, orçada em R$ 336.831,69, teve início em dezembro de 2007 e faz parte do complexo da Coordenadoria de Laboratório Forense.

A unidade contará com três peritos específicos para área de DNA e dez peritos na área de atuação do laboratório. A obra é uma parceria entre Governo do Estado e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Atualmente, os exames de DNA são realizados fora do Estado, em parceria com a Universidade Estadual de Alagoas, sendo acompanhado por um perito de Cuiabá. (Assessoria Sejusp)

Original em: http://www.gazetadigital.com.br

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Globo Universidade visita a Universidade Federal de Alagoas e mostra projetos nas áreas de Arquitetura e ciência forense

RIO – A equipe do Globo Universidade foi a Maceió para conferir dois projetos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e que são os destaques da edição deste sábado, dia 31. O repórter André Curvello vai mostrar o PET de Arquitetura – Programa de Educação Tutorial – e como os alunos desenvolvem projetos que vão desde acessibilidade no campus, para facilitar a vida de quem tem problemas de locomoção, até pesquisas para melhorar o trânsito. Já Bianca Rothier desvenda como a genética ajuda na busca por desaparecidos, com o trabalho feito no Laboratório de DNA Forense da universidade.

Coordenado pelo professor Luiz Antonio Ferreira, o laboratório reúne alunos de mestrado, doutorado e pesquisadores que agem resolvendo casos de polícia. O Globo Universidade mostra como a ciência forense é importante em processos de violência sexual, em casos de dúvidas sobre paternidade e de pessoas desaparecidas. O outro destaque é o Programa de Educação Tutorial (PET), que é ligado ao Ministério da Educação e foi criado para apoiar grupos acadêmicos de acordo com o tripé da universidade: no ensino, na pesquisa e na extensão. O exemplo é o grupo PET de Arquitetura e Urbanismo da UFAL, composto por 12 bolsistas e por uma tutora, a professora Roseline Oliveira. Ao longo de 2009, o tema de atuação deles foi mobilidade urbana.

O quadro Fora de Série apresenta o trabalho do pesquisador e aluno de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP) Renato Alves. Ele desenvolveu um projeto para ajudar mães adolescentes a educarem seus filhos longe da violência. Já no quadro Mérito Acadêmico, o destaque é um pedal high tech, desenvolvido pelo professor Jake do Carmo, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB). O objeto mapeia a pedalada do atleta, permitindo analisar onde a força está sendo empregada e de que forma isso afeta o pé do usuário. E o quadro Eu Amo Meu Trabalho acompanha a rotina de um engenheiro que é perito em produção de biodiesel.

O Globo Universidade é exibido aos sábados, às 7h15, na Rede Globo, com reprise na Globo News às 13h05, e no Futura, todas as quartas-feiras, às 16h30. A íntegra do programa também fica disponível na internet (www.globouniversidade.com.br), logo após a exibição na tevê.

Original em: http://oglobo.globo.com

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MJ capacita peritos criminais para utilização de robôs em DNA forense

O Ministério da Justiça (MJ) através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) realiza na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de 9 a 13 de novembro, o Curso Teórico-Prático de Tecnologias Avançadas de Automação em DNA Forense, para peritos criminais de dez estados da federação mais o Distrito Federal. De Mato Grosso do Sul participa a perita criminal Thelma da Silva Conceição, do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf).

A quarta edição do curso visa empregar novas tecnologias e metodologias avançadas em automação dos processos de casos criminais, e deverá focar na rotina laboratorial de DNA Forense. O objetivo principal é capacitar e apresentar aos peritos os equipamentos que poderão ser utilizados nesta modalidade de perícia forense, com o intuito de avaliar o desempenho do produto.

A diretora do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), perita Criminal Josermirtes Prado da Silva, que participou no mês passado, em Brasília (DF), da terceira edição do curso no Workshop de Sistemas Automatizados para Análise de DNA Forense, juntamente com peritos criminais de outros estados da federação (foto), explica que com a capacitação será possível “trabalhar com o auxílio de robôs no que diz respeito à extração de material de DNA, com isso haverá menos contaminação, devendo então, se conquistar uma margem de erro pequena”.
Segundo Josemirtes, durante o workshop os participantes puderam assistir um robô atuando na extração de amostras de DNA. “Era um robô de porte médio, achei muito interessante, e acredito que será um grande salto na perícia forense”, destaca.

A quarta edição da capacitação no Rio de Janeiro é voltada aos peritos criminais dos estados que já cursaram o nível básico: Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Robotização

Uma empresa que atua na venda de produtos no ramos de robôs disponibilizou por 15 dias, para teste, na Coordenadoria Geral de Perícias (CGP), um robô (foto), este por sua vez não possui a ferramenta de normalização das amostras de DNA, portanto é de modelo diferente do utilizado durante a terceira edição do Workshop de automação.

Original em: http://www.portalms.com.br

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Laboratório de DNA Forense da Ufal é procurado para atuar em casos de outros estados

Mesmo ainda não muito conhecido dos alagoanos, o Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vem desenvolvendo trabalhos, pesquisas e atendendo a outros estados. O Laboratório, que funciona no prédio do Museu de História Natural, no bairro do Farol, realiza testes de paternidade e deverá firmar uma parceria com o Centro de Perícias Forenses da Polícia Civil (Cpfor) para ajudar na elucidação de crimes e identificação de vítimas.

O biólogo Dalmo Almeida de Azevedo, que faz parte da equipe, que tem ainda mais 15 pessoas, entre estagiários, profissionais e orientandos de mestrado e doutorado, conta que o laboratório está em funcionamento com essa “nova cara”, desde 1997. De lá para cá, casos vindos do Espírito Santo, Ceará, Minas Gerais e Rondônia já foram encaminhados para o Laboratório. Um convênio firmado com a Polícia Civil do Mato Grosso, que já está chegando ao fim, e serviços para as Polícias de Sergipe e Pernambuco também estão na lista dos trabalhos realizados pelo Laboratório.

“Quando for firmada a parceria com a Polícia local, os peritos do Cpfor irão vir para o laboratório, utilizar o espaço, e daremos uma assessoria. Isso vai ajudar muito o trabalho da perícia da Polícia Civil, que tem algumas limitações por conta da falta de estrutura, o que não acontece, por exemplo, com a Polícia Federal, que tem uma ótima estrutura. Em relação a outros estados, sempre estamos recebendo material para fazer análises. Há casos muito complicados que passam por vários laboratórios e muitos desses chegam até nós também”, colocou Azevedo.

O biólogo explicou que a realização dos testes de paternidade, um dos víeis mais fortes do Laboratório, acontece de duas maneiras: via Tribunal de Justiça, que é gratuito, ou particular, por quem procura o local por conta própria. Azevedo disse que a maioria dos pedidos enviados pela Justiça é resultado de mutirões realizados na capital e no interior do estado.

“O teste de paternidade é um serviço oferecido gratuitamente para a comunidade, mas é preciso que a solicitação para o exame venha do Tribunal de Justiça. Quando ocorrem os mutirões, mandamos uma equipe que já faz coleta de material. No caso dos particulares, também fazemos e custa R$ 450”, disse Azevedo.

Para a realização dos exames, a equipe conta com equipamentos modernos. No caso dos testes de paternidade, todo o processo é feito lá, incluindo o isolamento do DNA para se chegar à obtenção do perfil genético. O material é colhido da mãe, do filho e do suposto pai. Em situações, onde o suposto pai é falecido, o laboratório recorre a parentes próximos como os pais, filhos ou irmãos.

Desaparecidos

O Banco de pessoas desaparecidas do Laboratório de DNA Forense já está em funcionamento e tem o objetivo de confrontar o material genético de parentes com o de corpos e ossadas que estão no Instituto Médico Legal (IML) sem identificação. Azevedo explica que o trabalho poderá ser intensificado e ter uma maior eficácia se houver uma cooperação entre a Polícia e o IML.
“Há ossadas que não se sabe de quem são, de repente pode ser de uma dessas tantas pessoas desaparecidas. Nós estamos colhendo material genético e não genético de familiares para fazer a verificação com esses restos mortais. Queremos aumentar mais ainda esse serviço para ajudar as famílias que sofrem sem saber o paradeiro de parentes”, afirmou o biólogo.

Original em: http://www.alemtemporeal.com.br

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Brasil identificará criminosos por registro de DNA

Ferramenta permite a comparação de materiais genéticos, como sangue, pele ou pêlo, colhidos em cenas de crimes. Com o banco de DNA, será possível identificar suspeitos que já praticaram delitos e interligar crimes cometidos pela mesma pessoa

Os Estados do Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraíba e Paraná assinaram na semana passada um acordo de cooperação técnica para usarem, em parceria com a Polícia Federal, o banco de DNA que vai auxiliar na identificação de criminosos. O programa é o mesmo usado pelo FBI (polícia federal norte-americana) e foi cedido para ser usado no Brasil.

Segundo o Ministério da Justiça, o banco de DNA -chamado Codis (sistema de comparação de DNA, em inglês) permite a comparação de materiais genéticos -como sangue, pele ou pelo – colhidos em cenas de crimes com dados de outros casos, inclusive, em outros Estados. Dessa forma, será possível identificar suspeitos que já praticaram crimes e interligar delitos cometidos pela mesma pessoa.

De acordo com o ministério, a implantação do sistema será coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que também vai financiar a compra dos equipamentos necessários. Segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, a implantação deve ser imediata. “A assinatura do convênio é um grande passo para a investigação criminal em todo o Brasil. Este projeto será um importante instrumento de combate à impunidade em diversos tipos de crime”, afirmou o secretário.

Segundo o perito-chefe Renato Dall’Stella, do laboratório de Genética Molecular do Instituto de Identificação do Paraná, “vai ser instalado um servidor central em Brasília e cada Estado que tenha laboratório de DNA terá um servidor próprio fornecido pela Senasp. As informações dos genes de pessoas indiciadas serão armazenadas e alimentarão esse sistema”.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná afirmou que em um primeiro momento, o Instituto de Criminalística vai restringir a coleta de material aos casos de crime contra a vida, mas o objetivo é, futuramente, submeter todas as pessoas que forem presas a coleta e, assim, farão parte do banco de DNA.

Pedofilia
O Estado do Paraná já possui um sistema de banco de coleta e armazenamento de DNA de pessoas envolvidas em crimes sexuais e pedofilia no Estado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o sistema foi instalado em 2004 e armazena dados de cerca de 350 criminosos, além de informações genéticas de parentes de crianças desaparecidas. Segundo o secretário, esse material já cadastrado será integrado ao sistema Codis assim que entrar em funcionamento e passará a ficar a disposição dos Estados também cadastrados. (das Folhapress)

Original em: http://www.opovo.com.br

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Perícia aguarda coleta de material genético para identificar últimas vítimas

Peritos do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, em Salvador, aguardam coleta de material genético dos parentes das vítimas do acidente aéreo que aconteceu em Trancoso, na noite de sexta, 22, para comparar com o DNA dos quatro corpos que ainda não foram identificados. Os familiares fazem a coleta de material genético no Instituto de Criminalística de São Paulo, na manhã desta segunda-feira. A previsão é que o material chegue a Salvador às 14 horas.

O único parente vivo do empresário Roger Ian Wright, 56 anos, morto no acidente, seu meio-irmão também está na capital paulista e realiza o procedimento.

O avião bi-motor caiu na noite de sexta próximo à cabeceira da pista do Aeroporto de Terravista, que pertence a um condomínio de luxo.

Identificados – Na aeronave, segundo identificação da perícia, estavam o empresário Roger Wright, 56 anos, sócio fundador da Arsenal Investimentos, sua esposa Lucila Carvalho Lins, a filha Verônica Luchsinger Wright Faro, com o esposo Rodrigo de Mello Faro e seus dois filhos, Vitória Wright Faro e Gabriel Wright Faro. Também foram identificados os corpos de Felipe Luchsinger Wright e das crianças Nina Pinheiro, de 3 anos e Francisco Alqueres Vaz Wright, de seis meses.

Entre as vítimas, constariam ainda Vera Lúcia Mércio, tia avó de Roger Wright, Rosângela Pereira Barbosa, babá de Francisco, o piloto Jorge Lang Filho e o copiloto Nelson Caminha Affonseca.

Perícia – Dois motores da aeronave serão enviados nesta segunda para São José dos Campos, em São Paulo, onde serão avaliados. Por enquanto, os equipamentos estão na Aeronáutica.

Original em: http://www.atarde.com.br/

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Paraná participa de banco nacional de DNA

O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, assinou acordo de cooperação técnica com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Polícia Federal para participar da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). O acordo foi assinado durante a conferência brasileira do FBI-NAA (Federal Bureau of Investigation – National Academy Associates), realizada nesta semana, em Salvador (BA). A iniciativa permitirá que a Secretaria paranaense e a Polícia Federal compartilhem perfis genéticos (DNA) de criminosos.

A rede integrada utilizará o gerenciador de banco de dado Codis, oferecido pelo FBI para o Brasil. O Codis (Combined DNA Index System) é um software capaz de comparar eletronicamente perfis de DNA. Para isto, será formado um banco de dados de presos e provas de crimes não resolvidos (amostras de sangue, cabelo ou osso). O software vai permitir relacionar, por exemplo, assassinatos em série a crimes de cometidos outros estados.

“A assinatura do convênio é um grande passo para a investigação criminal em todo o Brasil. Este projeto será um importante instrumento de combate à impunidade em diversos tipos de crime. Num futuro próximo, será impossível trabalhar sem um banco de dados de DNA, assim como acontece hoje com a impressão digital”, disse Delazari.

O objetivo é coletar amostras de todas as pessoas que forem presas, mas, neste primeiro momento, o Instituto de Criminalística vai dar prioridade à coleta de material genético de suspeitos de crimes contra a vida. O preso será encaminhado pela polícia ao instituto para a retirada de sangue e o devido armazenamento da informação genética.

Pioneiro

O Paraná já é pioneiro nesta iniciativa e possui um banco de dados, que armazena DNA de pessoas envolvidas em crimes sexuais e pedofilia presas no estado, e outro, com informações genéticas de parentes de crianças desaparecidas.

A partir de agora, será implantada a rede integrada em todos os Estados e feitas atividades de capacitação e pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias na área. A Senasp ficará encarregada de fornecer equipamentos e treinamento adequados para os peritos criminais trabalharem com a RIBPG.

No Paraná, o banco de dados será gerenciado pelo Instituto de Criminalística. “Vai ser instalado um servidor central em Brasília e cada Estado que tenha laboratório de DNA terá um servidor próprio fornecido pela Senasp. As informações dos genes de pessoas indiciadas serão armazenadas e alimentarão esse sistema”, disse o perito-chefe do laboratório de Genética Molecular do Instituto de Identificação, Renato Dall’Stella.

Pedofilia

O banco de dados de envolvidos em crimes sexuais e pedofilia, instalado no Paraná em 2004, já conta 300 suspeitos cadastrados. Todos os pedófilos que são detidos pela polícia paranaense cedem material genético e passam a fazer parte desse banco. “A criminalística do Paraná já trabalha com análise genética há muito tempo. Fomos um dos primeiros estados a criar esse tipo de serviço”, disse Delazari.

Além disso, o Paraná também conta com um banco de dados em parceria com a Universidade de São Paulo para encontrar crianças e jovens desaparecidos. O programa, chamado Caminhos de Volta, colhe o material genético da família do desaparecido. Assim, quando a polícia encontra uma criança sem identificação, pode conferir se o DNA dela é compatível com o de alguma família cadastrada.

Original em: http://www.parana-online.com.br/

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PF fará acordo com FBI para criação de banco de dados com perfis genéticos

BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) adotará uma ferramenta investigativa bastante usada pelo FBI (a polícia federal norte-americana) para investigar crimes bárbaros. Trata-se do Codis, um software de propriedade exclusiva do FBI, que permite a comparação de perfis genéticos. O sistema já é usado em mais de 30 países. Com ele, o Brasil poderá dar o primeiro passo para a criação de uma rede integrada de dados de DNA, parte da célula que transmite a herança genética.

Para isso, será assinado na segunda-feira, dia 18 de maio, um acordo de cooperação técnica entre a PF e o FBI, durante o FBI NAA Latin American-Caribeean Chapter Conference 2009 – encontro que reunirá, na Bahia, todos os representantes do FBI na América Latina. Por meio do sistema Codis, o FBI organiza seu banco de dados de perfis genéticos e aprimora as investigações.

– É muito comum a reincidência em casos de crimes, como os de estupro ou de pedofilia. Ao adotarmos um banco de perfis genéticos, teremos condições de interligar crimes praticados por um mesmo indivíduo. Basta que tenhamos acesso a algum tipo de material genético do criminoso, muitas vezes deixado no local do crime ou no próprio corpo da vítima – explica o vice-presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Hélio Buchmüller.

Países como a Inglaterra, a França, a Espanha, o Canadá, a Alemanha e o Japão já adotaram tal sistema. Segundo estimativas do perito criminal federal, a taxa de elucidação de homicídios no Brasil é de cerca de 6%, e está entre as mais baixas do mundo.

– Ao compararmos, por exemplo, a taxa de elucidação de homicídios no Brasil com a dos países que usam o banco de perfis genéticos, isso fica bastante evidente – argumenta Buchmüller.

De acordo o especialista, nos EUA a taxa de elucidação de crimes é de 65%, enquanto na França é de 80% e na Inglaterra, um dos países que mais usa os bancos de perfis genéticos para a elucidação de homicídios, chega a 90%.

Buchmüller lembra ainda que a legislação brasileira precisa ser alterada para definir os casos em que a obtenção de material genético de suspeitos seja obrigatória:

– Em muitas situações a legislação acaba trabalhando contra as vítimas, uma vez que há dificuldades para obtermos o DNA de suspeitos que se negam a doar amostras.

 

Original em: http://oglobo.globo.com/

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Computadores do FBI têm maior banco mundial de dados de DNA

Solomon Moore

O Serviço Federal de Investigações (FBI) dos Estados Unidos estabeleceu seu primeiro laboratório criminológico em 1932, em um salão adaptado em Washington. A operação envolvia apenas um funcionário e o equipamento utilizado incluía uma pia, um microscópio e uma única peça de equipamento exótico: um helixômetro, uma espécie de sonda amplificadora iluminada usada na inspeção de marcas nos canos de armas de fogo.

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O atual laboratório de criminologia do FBI é uma torre reluzente que avulta por sobre as matas de uma base dos Fuzileiros Navais em Quantico, 80 km a oeste de Washington. Aqui, cerca de 600 pessoas processam centenas de milhares de indícios ao ano, em unidades especializadas que cuidam de explosivos, impressões digitais, balística, toxicologia e outras disciplinas das ciências forenses.

E em uma pequena sala sem janelas fica abrigada a mais poderosa das ferramentas de tecnologia forense de que o FBI dispõe: um rack que abriga diversos consoles de computadores Dell. “Sempre que as pessoas vêm a essa sala, saem parecendo pouco impressionadas”, diz uma das técnicas do laboratório.

Mas as máquinas abrigam o Sistema Nacional de Índices de DNA, um banco de dados com 6,7 milhões de perfis genéticos que representa o maior repositório mundial de informações forenses sobre DNA. Sob uma lei federal de 2005, o banco de dados continuará a ser ampliado com a inclusão de dados de DNA de criminosos condenados, e também incluirá perfis genéticos de pessoas que tenham sido detidas sem serem condenadas e de imigrantes prisioneiros – o que deve elevar o total de perfis abrigados no sistema em 1,3 milhão até o final de 2012.

Desde que foi estabelecido, em 1994, o banco de dados sobre DNA ajudou a identificar milhares de suspeitos, e provas relacionadas a DNA inocentaram mais de 200 pessoas condenadas indevidamente. Os funcionários de agências policiais norte-americanas dizem esperar que um banco de dados mais amplo os ajude a resolver mais crimes, novos e antigos, como o caso de John Thomas Jr. Ele recentemente foi vinculado, por DNA, a dois homicídios em Los Angeles que estavam em aberto há décadas, e a polícia acredita que possa ter estado envolvido em diversos outros assassinatos.

Mas manter o ritmo de expansão dos bancos de dados de DNA é um desafio sério para a agência, que vem procurando maneiras de acelerar o processamento de indícios de DNA. Até 2007, o Departamento da Justiça estimava que o material genético não catalogado era da ordem de entre 600 mil e 700 mil amostras.

Em 2002, o FBI processava cerca de cinco mil amostras de DNA ao ano. Com a ajuda de novos sistemas robotizados, os analistas do laboratório de criminologia planejam, processar 90 mil amostras mensais, em 2010. Apenas cerca de 10% dos casos criminais utilizam análise de DNA, mas ela é muito mais precisa do que outras técnicas: os cientistas estimam que a possibilidade de um falso positivo seja da ordem de um por quatrilhão.

Antes que o FBI automatizasse parte considerável de seu sistema de processamento de DNA, as análises genéticas eram dispendiosas e demoradas, e continuam a sê-lo, na maioria dos demais laboratórios de criminologia.

A análise forense de DNA em geral começa fora do laboratório, com suspeitos, prisioneiros e criminosos condenados fornecendo amostras de DNA extraídas do céu da boca. Ocasionalmente a análise de DNA é conduzida como parte de uma investigação criminal ativa, com a coleta de fragmentos de ossos e tecidos, sêmen ou sangue na cena do crime, pelos investigadores encarregados de um caso. O FBI também aceita amostras que permitem analisar o DNA de pessoas desaparecidas, usando material extraído de artefatos como escovas de cabelo ou de dentes.

Nos Estados Unidos, os perfis de DNA forense se concentram em 13 sequências de código genético encontradas em locais específicos do cromossoma humano. Muitas dessas sequências correspondem a traços genéticos tais como cor de cabelo e olhos, ou se relacionam a determinadas condições médicas. Mas o FBI selecionou os 13 locais de comparação – conhecidos por nomes como CSF1PO, FGA e TPOX – por sua raridade.

Ao recolher “DNA residual” como esse, que não apresenta características genéticas conhecidas, as agências policiais podem argumentar que não estão violando os direitos de privacidade. “Não existe nada que revelaria quaisquer características médicas ou físicas”, disse Jennifer Luttman, que opera o programa de coleta de DNA de criminosos.

Uma recente auditoria sobre o programa, no entanto, constatou que os avanços na disciplina da genotipia poderiam conectar traços identificáveis a perfis do FBI, o que representaria uma violação aos direitos de privacidade.

Mais à frente no mesmo corredor que abriga os computadores do Sistema Nacional de Índices de DNA, uma máquina está processando uma chapa que contém 96 pequenas depressões, cada qual abrigando uma amostra de DNA. Muitos laboratórios ainda fazem esse trabalho manualmente, amostra por amostra. O novo sistema automatizado em uso no FBI pode processar até duas mil amostras por máquina a cada dia. Cada amostra é limpa, secada e replicada por meio de um processo conhecido como PCR, ou reação em cadeia de polimerase. Cultivar milhões de cópias de uma amostra de DNA torna mais fácil sua leitura.

Em um segundo processo, conhecido como eletroforese capilar, o DNA é banhado em uma solução e recebe uma carga elétrica que o torna fluorescente e assim visível a um microscópio laser. As amostras são estendidas por meio de um tubo da finura de um fio de cabelo, e o microscópio avalia o DNA e mapeia a localização de alelos repetidos. Os alelos recebem uma designação numérica de dois algarismos para cada uma das 13 posições de comparação genética.

Quando restos humanos se decompõem, o DNA regular também acompanha essa decomposição. Nesses casos, o laboratório pode usar uma outra forma de material genético, o DNA mitocôndrico. Mas o DNA mitocôndrico só é transmitido pela mãe, o que o torna menos útil na identificação de suspeitos desconhecidos.

O código é registrado no banco de dados de DNA federal e no sistema combinado de índices de DNA, um software desenvolvido pelo FBI que permite que laboratórios de criminologia troquem dados e comparem perfis genéticos entre diferentes jurisdições locais, estaduais e federais. Caso os 13 pontos de comparação batam com os de um perfil já inserido no banco de dados, o laboratório de criminologia notifica a agência que enviou a amostra; essa agência pode então tentar localizar a pessoa identificada por aquele DNA e fazer uma prisão.

Além de acelerar o processo de catalogação do DNA, o sistema robotizado também ajuda a evitar erros. Contaminação e erros de identificação foram documentados em pelo menos cinco Estados; quanto menos gente for necessária para processar amostras de DNA, melhor, disse Richard Guerrieri, o diretor do laboratório forense de DNA do FBI.

A despeito dessas melhoras, dirigentes do FBI ainda esperam enfrentar dificuldades para se manterem informados sobre os milhões de novas amostras que devem chegar ao laboratório. Funcionários federais afirmam que, quando o Congresso ordenou a expansão do banco de dados, não forneceu verbas suficientes.

“Nós primeiros lidávamos apenas com criminosos federais, mas depois passamos a trabalhar com todos os detentos do país, e agora com detentos estrangeiros”, diz Robert Fram, o agente especial que comanda a divisão de laboratórios do FBI. “Não sabemos até que ponto crescerá o número de perfis registrados”.

Tradução: Paulo Migliacci ME

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