Na trilha maligna do crack

Para produzir o crack, usam-se a borra da pasta base da cocaína, ou seja, o lixo da cocaína que é diluída em solventes e misturada a outros produtos químicos. O ácido sulfúrico está entre eles. Outra substância com capacidade parecida de destruição é o ácido clorídrico que, quando inalado, pode causar ferimentos graves na garganta e na boca do usuário. Também são usados bicarbonato de sódio ou amônia, a cal virgem e a gasolina ou querosene que manipulados se transformam em uma espécie de pedra meio tenra facilmente quebrável, de cor branca caramelizada e de boa combustão, para daí entrar no comércio negro do tráfico de drogas ilícitas e proibidas.

O usuário ao fumar toda essa parafernália aspira o vapor venenoso para dentro de seus pulmões, entrando em conseqüência na sua corrente sanguínea. Como o crack é inalado na forma de fumaça e possui toda essa gama de produtos químicos altamente nocivos à saúde de qualquer ser vivo, ele chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína ou de qualquer outra droga, causando também um malefício mais abrangente para o usuário que sempre vicia a partir do primeiro experimento.

A ação do crack atua sobre o sistema nervoso central, provocando aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação. Os usuários apresentam problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse e sérios danos nos pulmões. A droga também pode afetar o trato digestivo, causando náuseas, dores abdominais, perda de apetite com conseqüente excessiva eliminação de peso e desnutrição.

Os efeitos psicológicos imediatos do crack são a euforia e a sensação de poder. Com o uso constante da droga, aparecem cansaço intenso, forte depressão e desinteresse sexual. Em grande quantidade, o crack pode deixar a pessoa extremamente agressiva, paranóica e fora da realidade, como se estivesse em outro mundo, noutra vida. O cuidado pessoal do usuário passa a não mais existir e sua autoestima rasteja aos mais baixos níveis.

A droga destrói os neurônios e promove a degeneração dos músculos do corpo, fenômeno conhecido na medicina como rabdomiólise, causando a aparência esquelética no indivíduo, com ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.

O usuário do crack pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
O crack vai destruindo o seu usuário em vida ao ponto dele perder o contato com o mundo externo, se tornando uma espécie de zumbi, ou morto-vivo, movido pela compulsão à droga que é intensa e intermitente. Como os efeitos alucinógenos têm curta duração, o usuário dela faz uso com muita freqüência e a sua vida passa a ser somente em função da droga.
Além dos citados problemas de saúde que recaem para os usuários do crack, as ocorrências no seu terreno familiar e social sempre passam para a área criminal e vão caminhando rapidamente em largas vertentes para dias piores. A vida vivida pelos envolvidos com o vício do crack parece sempre transpor os inimagináveis pesadelos, pois do crack e pelo crack são capazes de praticar qualquer crime.
Na trilha maligna do crack, o seu usuário encontra o desencanto, a dor, a violência, o crime, a cadeia, a desgraça e o cemitério precocemente. O crack traz o ápice da insanidade humana. Alguns que se recuperaram do poder aniquilador do crack disseram que dele sentiram o gosto do inferno.
Por sua vez, apesar de tudo isso, apesar dessa realidade brutal e com perspectivas de piorar ainda mais com a sua crescente problemática, sentimos o poder público ainda meio tímido, sem verdadeira vontade política para debelar tal situação, assertivas essas comprovadas pelo andamento de alguns projetos que já se mostraram ineficientes e outros que se mostram apenas paliativos em ação.
É fácil de concluir que o perfil da sociedade brasileira se transformou e os problemas familiares, sociais, da saúde e da segurança pública mudaram consideravelmente para pior a partir do advento do crack. Dentro desse contexto também cresceram e continuam crescendo todos os índices de crimes possíveis, destarte os crimes de furto, roubo, latrocínio e homicídio.
Assim, por justo o povo clama por solução adequada, por remédio curativo, não paliativo. Projetos verdadeiros e efetivos devem entrar em ação com urgência urgentíssima, pois os problemas deixados na maligna trilha do crack crescem em proporções geométricas e atingem em cheio a nossa sociedade.
(Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

Por Archimedes Marques

Recebido por email

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Drogas batizadas contêm veneno de rato e até massa de pão de queijo

Análise feita pelo Instituto de Criminalística (IC) mostra substâncias utilizadas pelo tráfico

Água de bateria, veneno de rato, remédio para emagrecer e até massa de pão de queijo. Essas são algumas das substâncias presentes na fórmula da cocaína e do crack vendidos hoje no país. A revelação é de peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas, que analisam amostras de droga apreendidas pela polícia.

Para aumentar o lucro, os traficantes utilizam diferentes ingredientes. Cocaína pura é quase uma raridade. Em uma amostra de cem gramas, por exemplo, 40 por cento tem cocaína e 60 por cento outras misturas que, às vezes, nem os próprios peritos sabem dizer o que é.

Os exames no IC são realizados para indicar se a substância apreendida pela polícia é mesmo ilícita ou não. Mas o que os peritos perceberam, embora não fosse essa a finalidade, é a crescente mistura de vários produtos as drogas.

O crack é a substância mais alterada, com 15 a 20 produtos adicionais. A lista inclui anestésicos e estimulantes, além de produtos para aumentar o volume, como fermento, ácido bórico e sabão em pó. Algumas pedras são coloridas, mas a polícia ainda não sabe o porquê do uso de corantes.

Original em: http://eptv.globo.com

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Maconha e cocaína na Fazenda da Barra III

Drogas foram levadas para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli

RESENDE

Policiais do 37º Batalhão da Polícia Militar apreenderam no final da última sexta-feira maconha e cocaína no bairro Fazenda da Barra III. A apreensão foi feita pelo cabo Corrêa e os soldados Ramires e Luís Felipe, do Grupamento de Ações Táticas (GAT), em uma residência na Rua São João Del Rey,
De acordo com o registro de ocorrência feito na 89ª Delegacia Legal, os policiais foram até o local para verificar denúncia de tráfico de drogas. Ao se aproximar do imóvel, a guarnição avistou três homens, dois de bicicleta e o outro a pé, fugindo pelo quintal. Todos teriam entrado pela porta da sala e fugido pelos fundos, abandonado as bicicletas. Além disso, o homem, que estava a pé dispensou uma mochila durante a fuga. Ninguém foi preso, mas os policiais apreenderam na mochila três viodeogames (Playstation I, Megadrive III e Super Nintendo), três relógios das marcas Technos, Monte Carlo e Quartz, quatro aparelhos celulares (Powerpack, Gradiente, LG e Vaio), um coldre verde e uma touca ninja. A polícia supõe que o material arrecadado seja proveniente de furto ou roubo. Uma outra mochila também foi apreendida.
Na residência, os policiais encontraram também, dentro de um filtro de água, duas trouxinhas de maconha prensada e um sacolé de cocaína. Além de um cartão da empresa de ônibus São Miguel, uma Carteira de Identidade e uma Carteira de Trabalho pertencente a pai e filho que são suspeitos de comercialização de entorpecentes. As duas bicicletas deixadas pelos suspeitos também foram recolhidas. Todo o material ficou apreendido na 89ª DP e a droga foi levada para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (Icce).

OUTRA APREENSÃO

No mesmo dia, por volta das 11h35min, a equipe do GAT apreendeu uma trouxinha de maconha em uma casa localizada na Rua Nossa Nossa Senhora das Graças, no bairro Vicentina. No registro feito na delegacia consta que os PMs foram averiguar denúncia de venda de entorpecentes. Ainda de acordo com a informação recebida pela PM, o suspeito de tráfico, 26 anos, teria participado do roubo a uma residência no mês passado no bairro Monet, ocasião em que três homens trajavam fardas do Exército.
O suspeito foi localizado e com ele os policiais encontraram R$ 333. Segundo a polícia, ele ficou nervoso durante a abordagem e não soube explicar qual era a procedência do dinheiro. Na residência citada pela denúncia, a equipe policial apreendeu uma trouxinha de maconha que estava em cima de um armário, em um dos quartos, além de uma farda do Exército, juntamente com um par de coturnos.
O suspeito foi levado para a delegacia, onde foi autuado por posse e uso de entorpecentes. Na 89ª DP, o jovem alegou ser usuário de drogas. Sobre a possível participação do suspeito no roubo, ele foi ouvido e liberado após assinatura do termo de compromisso.
A vítima do assalto não compareceu à DP para reconhecimento.

Original em: http://www.avozdacidade.com

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PF cria banco de dados que identifica origem e rota do tráfico

A Polícia Federal (PF) está criando um banco de dados para identificar o perfil químico das drogas apreendidas no país e, assim, apontar sua origem e a rota pela qual passaram até chegar no local onde são comercializadas. A vantagem ao identificar as semelhanças químicas entre uma droga apreendida numa região e outra, apreendida em local totalmente diferente, é que os investigadores podem indicar se há formação de quadrilha, o que pode resultar no aumento da pena caso os traficantes sejam condenados.

À Agência Brasil, o chefe do setor de Perícias de Química Forense, Adriano Maldaner, disse que, além disso, as informações que são obtidas por meio dessa técnica podem contribuir para a melhor aplicação dos recursos destinados às politicas de enfrentamento às drogas. “Dependendo da situação, isso [a semelhança química na composição de drogas oriundas de diferentes apreensões] pode indicar que se trata de uma quadrilha, como foi em um caso envolvendo parentes presos em diferentes estados, que armazenavam drogas bastante similares em suas casas”, explicou.

Denominado Projeto Pequi – uma abreviação para perfil químico da droga – o banco de dados agrupa informações sobre as características de drogas apreendidas em diferentes localidades. Em função dos aspectos químicos das substâncias, os peritos criminais poderão afirmar “com alto nível de acerto” o país de origem e, em função das misturas acrescidas à droga, indicar possíveis rotas utilizadas pelos traficantes.

“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, drogas de um mesmo tipo são muito diferentes entre si, quando produzidas em diferentes regiões. E, quando são parecidas, são realmente muito parecidas. Isso nos permite afirmar, com um alto nível de acerto, se elas são de uma mesma origem”, disse Maldaner.

De acordo com o perito da PF, essas características abrangem pequenos resíduos de substâncias que vêm da planta e que não são retirados durante o refino. “Assim como a cultura de café ou a de uva influencia nos cafezinhos ou nos vinhos que são consumidos, diferentes culturas da planta de coca produzem diferentes quantidades de determinadas substâncias e elas podem ser identificadas por meio de exames laboratoriais”, acrescentou.

Com análises assim, foi possível para a PF concluir, por exemplo, que três apreensões realizadas em diferentes regiões do país tinham a mesma origem, numa operação deflagrada no ano passado. “Em 2009, ligamos uma apreensão de 200 quilos de cocaína, feita em Fortaleza, com uma de 50 quilos em Marabá [no Pará] e, ainda, com outra apreensão de 1 quilo em Goiânia”, relatou. “Além de apontarmos conexões por meio de telefonemas, extratos bancários ou por negócios, e de provarmos que há ligações pessoais entre acusados, podemos acrescentar que existe, entre essas pessoas, também uma conexão de drogas [objeto de tráfico], caso elas [as drogas] apresentem um mesmo perfil químico.”

Com o Projeto Pequi, a expectativa da PF é implementar – de forma descentralizada e paralelamente ao Instituto Nacional de Criminalística – metodologias de identificação da origem geográfica das drogas nas capitais de todos os estados.

Original em: http://www.clickpb.com.br

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Investigação da moto vai para outra delegacia

A investigação sobre a motocicleta comprada por Adriano e que foi registrada em nome da mãe de um traficante não ficará mais a cargo da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), como requereu o Ministério Público anteontem. Como já havia um inquérito de tráfico e associação para o tráfico na 22ªDP (Penha), tudo agora ficará concentrado na delegacia distrital.

Conforme O DIA revelou na última terça-feira, o Imperador comprou uma moto Hornet 600 preta, em 14 de julho de 2008, e o emplacamento foi feito em nome da mãe do chefe do tráfico da Chatuba, Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica.

O curioso é que a Dcod já havia começado a fazer a investigação e se preparava para intimar Adriano, Marlene Pereira de Souza, a mãe de Mica, e funcionários da concessionária de Vicente de Carvalho, onde a moto foi comprada por R$ 35 mil.

O jogador iria à delegacia no próximo dia 26. Mas, no fim da manhã, a Chefia de Polícia Civil deu ordem para transferir toda a investigação para a delegacia da área onde fica a favela.

“Vamos começar a fazer algumas diligências e, depois, intimar o Adriano para depor. Mas isso, com certeza, não vai acontecer esta semana”, explicou o delegado titular da 22ªDP, Jader Amaral.

Além da associação para o tráfico, a polícia quer investigar se a moto pode ter sido fruto de lavagem de dinheiro.
Além da moto preta, no mesmo dia em que a mãe de Mica recebeu o veículo, Adriano comprou também uma Hornet vermelha por R$ 37 mil.

Em 29 de abril do ano passado, a moto foi vendida e, um mês mais tarde, em maio, foi revendida. O último comprador sofreu um assalto em 2 de julho e levou dois tiros. A moto jamais foi recuperada.

Ainda assim, em 23 de setembro de 2009, Adriano fez um registro de apropriação indébita na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) contra um ex-amigo identificado somente como Marcos.

Apesar de a assinatura estar no documento de compra e venda do Detran-RJ, o jogador alegou jamais ter assinado nada e, por isso, prestou a queixa.

Agora, o órgão está fazendo uma investigação para saber as circunstâncias da transferência do veículo, mas só mesmo uma perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) poderá dizer se a assinatura do craque foi falsificada.

Ontem, em Porto Alegre, antes do embarque da delegação para Santiago, no Chile, onde o Flamengo jogou contra a Universidad do Chile pela Copa Libertadores, o craque não quis comentar o caso. O departamento jurídico do clube avisou que só irá se manifestar depois que conversar com Adriano.

Original em: http://odia.terra.com.br

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Marcação cerrada da polícia ao Imperador

Ministério Público manda abrir inquérito para investigar a relação do atacante com traficantes

O documento da moto no nome de Marlene Souza

Rio – O Ministério Público Estadual determinou que órgãos de segurança pública fechem o cerco ao jogador Adriano, do Flamengo. Um inquérito será instaurado na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) para investigar a relação do atacante com traficantes do Morro da Chatuba e outras favelas do Complexo da Penha. Conforme ‘O DIA’ revelou ontem, o Imperador pagou R$ 35 mil em uma moto Hornet 600, em julho de 2008, que foi emplacada no nome de Marlene Pereira de Souza, uma senhora de 64 anos que jamais teve carteira de habilitação. Ela é mãe de um amigo de infância do jogador: Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, chefe do tráfico naquela localidade.

A nota fiscal da Hornet 600cc em nome do jogador Adriano

Titular da 17ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) da 1ª Central de Inquéritos, Alexandre Murilo Graça afirmou que são “gravíssimos os fatos relatados na reportagem”. Graça é o mesmo promotor de Justiça que fez a denúncia contra o cantor Belo, que no início da década foi condenado a seis anos de prisão. Adriano — que embarcou ontem para o jogo contra a Universidad do Chile, hoje à noite, pela Libertadores — não quis comentar o caso.

Na portaria 01/2010, o promotor determinou que, além do craque do Flamengo, a delegacia ouça a mãe de Mica, gerente e funcionários da concessionária em Vicente de Carvalho, onde foram adquiridas as duas motocicletas. Além da Hornet de cor preta, Adriano pagou outros R$ 37 mil num modelo quase idêntico, só que de cor vermelha, que registrou em seu nome.

O Ministério Público solicitou ainda que o Detran forneça informações sobre o histórico da moto registrada em nome da mãe do traficante. A compra foi feita em 14 de julho de 2008 e emplacada no mesmo dia. O promotor quer saber se a dona do veículo tem habilitação.

O documento foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Claudio Lopes, ao secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e ao chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski.

OUVIDO COMO TESTEMUNHA

De manhã, o diretor do Departamento de Polícia da Capital (DPC), Ronaldo Oliveira, já havia determinado que Adriano fosse ouvido em outro inquérito, já instaurado na 22ª DP (Penha), que investiga a quadrilha que domina as bocas de fumo do Complexo da Penha. Nenhum dos dois depoimentos têm data marcada.

“Em princípio, o Adriano será ouvido como testemunha. Vamos ver o que ele vai falar em relação às motos que comprou”, afirmou o delegado Jader Amaral, titular da 22ª DP.

DETRAN VAI INVESTIGAR PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA

A corregedoria do Detran do Rio (Detran-RJ) instaurou uma sindicância para investigar o processo de transferência da moto Hornet 600 de cor vermelha, placa KXB-1788.

O veículo foi comprado juntamente com a moto preta que o craque colocou em nome da mãe do traficante. Esta, no entanto, foi registrada em nome de Adriano Leite Ribeiro, no dia 25 de julho de 2008.

A motocicleta — uma das mais desejadas do mercado — foi transferida para um homem identificado como Evaldo Serrano Pereira Rodrigues, em 29 de abril de 2009. Menos de um mês depois, em 26 de maio, o veículo foi transferido novamente. Desta vez, o comprador, F.C.E.S., acabou sofrendo um assalto, em 2 de julho, levando dois tiros. Ele sobreviveu. Mas a moto jamais foi recuperada.

O curioso é que, quase cinco meses depois de a moto ter sido vendida por Adriano — pelo menos oficialmente, nos registros do Detran —, o jogador procurou a polícia e disse que um amigo chamado ‘Marcos’ teria lhe tomado o veículo e desaparecido.

Conforme ‘O DIA’ mostrou ontem, o registro de apropriação indébita, de nº 904-00390/2009, foi feito pelo jogador na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), em Pilares, no dia 23 de setembro do ano passado. Na ocasião, ele contou que havia emprestado a moto para Marcos no mês de abril, época em que embarcou para a Europa. Ao voltar para o Rio, Marcos teria se recusado a devolvê-la. O craque disse não saber o nome completo de seu ex-amigo.

“Para que um veículo seja transferido para uma outra pessoa no Detran-RJ é preciso que o dono assine um recibo de compra e venda confirmando a negociação. Este documento deve ter sua autenticidade reconhecida em cartório justamente para evitar fraudes. Mas, se Adriano procurou a polícia depois de a transferência ter sido realizada, dizendo que não vendeu a moto, vamos investigar em que circunstâncias essa transferência foi feita”, explicou o corregedor do Detran, David Anthony.

O resultado da investigação será encaminhado à DRF. Caso não seja encontrada nenhuma irregularidade no processo de transferência, o documento poderá ser enviado para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), para saber se a assinatura existente no recibo é do jogador do Flamengo ou se foi falsificada.

Original em: http://odia.terra.com.br


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SP: Polícia Militar descobre laboratório de refino de drogas

Uma denúncia anônima levou ao descobrimento de um laboratório de refino de drogas no início da tarde desta segunda-feira, na zona sul de São Paulo. A operação foi comandada pelo 3° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.

No local, um barraco na rua João Antônio Sobrinho, na Vila Babilônia, foram encontrados diversos tipos de drogas, rádios comunicadores e balanças de precisão.

Segundo a PM, foram apreendidos 794 pinos de cocaína, 1,5 tijolo de maconha, 0,5 Kg de cocaína, 660 pedras de haxixe, 50 invólucros de maconha e 316 lança-perfumes. O material foi encaminhado para a 35ª Delegacia de Polícia Civil e, posteriormente, para o Instituto de Criminalística, para perícia.

A porta do barraco estava aberta, para a Polícia é um sinal de que os traficantes deixaram o local minutos antes da chegada dos agentes. Ninguém foi preso até o momento.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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PM coloca mais um traficante na cadeia

A Polícia Militar de Itupeva recebeu mais uma denúncia anônima, que informava a prática de tráfico de entorpecentes no Portal de Santa-Fé, em um tradicional ponto de drogas local.

De imediato o soldado Lazzarini, que desempenha função de controlador de base 190, deslocou para o local duas viaturas, ocupadas pelos soldados Flávia, Coelho e Ivan, sob o comando do cabo Rui.

Logo que adentraram a rua Luciano Mantovaneli, esquina com a rua Candido Narciso, os militares lograram êxito em deter João Bosco, morador da Estrada do Pica-pau Amarelo, na Fazenda Santa Júlia, que ao avistar a viatura dispensou no chão um embrulho com 19 ‘tubetes’ com cocaína. Com o acusado os policiais encontraram
R$ 240,00 que seriam provenientes do tráfico de drogas.

Levado à delegacia de Polícia, João Bosco confessou ao escrivão Nilo que comercializava entorpecente e que aquele era o primeiro dia que trabalhava vendendo drogas no bairro.

O Delegado Titular de Polícia, Rafael Antonio Casarin Penha, ratificou a voz de prisão em flagrante e determinou a recolha do acusado à Cadeia Pública de Jundiaí, onde permanecerá à disposição da justiça. A droga e dinheiro foram aprendidos e encaminhados ao IC (Instituto de Criminalística de Jundiaí).

Original em: http://www.jornaldeitupeva.com.br

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Dois homens são presos com 25 porções de cocaína no Guará

Dois homens foram presos com 25 porções de cocaína no Guará II, por volta das 2h desta segunda-feira (15/3). Policiais Militares patrulhavam a QE 15 da cidade quando avistaram os suspeitos com uma lanterna procurando por algo debaixo de um carro.

Os PMs abordaram Keith Richard Gomes de Paula e José Jhonatan Ferreira Oliveira, ambos com 21 anos. Durante a revista foi encontrado um relógio de pulso, R$ 42,50 e a cocaína – que estava embalada em papelotes prontos para comercialização.

Ambos os autores foram levado à 4ª Delegacia de Polícia (Guará) e autuados por tráfico de drogas. A cocaína passará por perícia no Instituto de Criminalística (IC) e os acusados aguardam julgamento no cárcere do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Caso sejam condenados, eles podem pegar de cinco a 15 anos de reclusão.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

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MP investiga relação de mortes com overdose forçada em presídio

Foram 2 mortes em 15 dias; vítimas seriam obrigadas ao consumo extremo

A Defensoria Pública de São Carlos suspeita que presos da penitenciária II de Itirapina estão sendo obrigados por outros presos a consumir drogas em grande quantidade, por causa de dívidas ou desafetos. O presídio já registrou três mortes por suspeita de overdose, sendo duas nos últimos 15 dias.

O último caso ocorreu na terça-feira (2). A suspeita principal é que José Raimundo Desidério, de 35 anos, tenha morrido após consumir as drogas e ter uma overdose. Desidério era de Descalvado e cumpria pena em regime semiaberto por furto e porte de arma. Durante o velório, a viúva, Rita de Cássia Bertassini, garantiu que o marido não era dependente químico. “Ele não fumava nem cigarro. Ele disse que ia morrer um homem sem droga”, disse.

Segundo a polícia, José Raimundo passou mal e foi levado para a Santa Casa de Rio Claro. Segundo o hospital, o presidiário teria tomado cocaína e Viagra, remédio usado contra impotência sexual. As vísceras dele serão enviadas ainda nesta quarta-feira (3) para o Instituto de Criminalística de São Paulo, para que seja confirmada ou não a overdose. O laudo deve ficar pronto em 30 dias.

Além desta, a defensoria investiga outras duas mortes na mesma penitenciária. No dia 16 de fevereiro deste ano, Jeferson Espíndola também morreu com sintomas de overdose. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro apontou ingestão de grande quantidade de cocaína. A Secretaria de Administração Penitenciária não sabe como a droga entrou na unidade, mas a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a revista no presídio é rigorosa com o uso de detectores de metais, raio x e outros meios eletrônicos. “Os laudos apontam que a ingestão é oral e acompanhada de violência física. A questão é discutir porque existe droga dentro de uma unidade prisional”, disse o defensor público Lucas Pinheiro.

O terceiro caso é da morte de um preso em setembro de 2008. O homem, cuja identidade não foi divulgada, era mantido em cela separada e foi encaminhado para um pavilhão, onde passou a ter contato com outros detentos. No dia seguinte, ele amanheceu morto e um laudo pericial comprovou a overdose.

A Secretaria de Segurança Pública não se manifestou sobre o coquetel de drogas, mas informou que em relação a morte de 2008, o inquérito já foi concluído e o processo corre em segredo de justiça. Já a Secretaria da Administração Penitenciária afirma que, além da investigação da polícia, há uma apuração interna que está sendo conduzida pela direção da Penitenciária II de Itirapina.

Original em: http://eptv.globo.com

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